17 de Maio: Dia Mundia contra a LesBiGayTransfobia

17 de Maio: Dia Mundia contra a LesBiGayTransfobia

22-05-2008

Imagens da performance pola despatologizaçom da transexualidade na Festa do Dezassete da Gentalha do Pichel.

17 de Maio Dia das Letras Galegas, Dia Mundial da Luita contra a Lesbigaytransfobia
Neste dia, em que comemoramos o dia das nossas letras, das letras da nossa língua, da língua do nosso país. Neste dia de alarde identitário e militáncia activa contra o assimilacionismo cultural, trazemos umha outra comemoraçom, este é o Dia Mundial da Luita contra a homo-transfobia.

O século XX foi sem dúvida o período mais violentamente homofóbico da história da humanidade: da deportaçom para campos de concentraçom nazis e gulag soviético às chantagens e perseguiçons nos Estados Unidos da época Mc Carthy.
No mundo actual em polo menos oitenta Estados, os actos homossexuais som condenados pola lei (Argélia, Senegal, Camarons, Etiópia, Líbano, Jordánia, Arménia, Kuwait, Porto Rico, Nicarágua, Bósnia...); em muitos países, a condenaçom pode ir além de dez anos de prisom (Nigéria, Líbia, Síria, Índia, Malásia, Jamaica, ...) por vezes, a lei prevê a prisom perpétua (Guiana, Uganda) e, numa dezena de estados, a pena de morte pode ser aplicada (Afeganistám, Irám, Arábia Saudita,...).

No dia 17 de Maio de 1990, a Assembleia Geral da Organizaçom Mundial da Saúde retirou a homossexualidade da sua lista de doenças mentais. O fim a mais de um século de homofobia médica, muito longe ainda do fim do preconceito, da homofobia social.

Há quem diga nos países ocidentais que a homossexualidade é hoje completamente aceite, em relaçom a recentes progressos legislativos nestes estados. Porém, as pessoas lésbicas e gays destes países presumivelmente mais avançados continuamos a sofrer a discriminaçom social, laboral, a ocultaçom, o preconceito.

Se falarmos de T, se falarmos de transfobia ainda temos um caminho maior por percorrer. O caminho em que as pessoas trans, transgénero e transexuais, luitamos para pôr em convivência equivalente ser e existir.
Nom podemos esquecer que hoje a transexualidade ainda é considerada pola OMS um transtorno.

No Estado Espanhol, onde existe umha das legislaçons mais avançadas, as pessoas trans som obrigadas a sofrer um processo psiquiátrico, negando a soberania sobre o próprio corpo, considerando a psiquiatria mais competente que o próprio indivíduo para decidir sobre a própria identidade, sobre o próprio corpo.
O termo ?transtorno de identidade de género? tem sido usado para descrever a chamada disforia de género desde 1980, com a publicaçom do DSM (Manual Diagnóstico e Estatístico de Doenças Mentais). O uso dos termos disforia e transtorno de identidade de género legitimárom um lugar para a transexualidade no universo psiquiátrico e médico.

Porém, nós sabemos que somos, quem somos, e luitamos nesta sociedade por existir. É o nosso processo, de exigir o livre desenvolvimento da nossa própria personalidade. Um encontro pola soberania absoluta do nosso próprio corpo, da nossa própria vida, da nossa própria autodeterminaçom, e nom umha patologia médica.

As pessoas trans temos que derrubar aqueles alicerces ancorados na tradiçom mais crua, na tradiçom judaico-cristá, no machismo, em tantas e quantas lousas culturais temos que nos impedem primeiramente deixar sentir o que somos, para quanto mais existir o que somos.

O nosso processo é umha conquista pola soberania nacional dos nossos corpos, da nossa vida, som um facho acesso que aluma o caminho por andar como Povo, e que a Soberania, a independência, sim é possível.

As fobias: a transfobia, a lesbifobia, a gayfobia como a galegofobia som umha manifestaçom infelizmente conhecida por todas e todos nós, nom só polas pessoas LGBT. Fobias que nos agridem, que nos insultam, que nos silenciam.

Por isso neste dia contra as fobias juntemos as nossas vozes e gritemos com força:

LGBTfobia nunca mais!!
Na Galiza em galego!

Escrito ?s 03:43:00 nas castegorias: Actividades, Notícias
por LGTB   , 673 palavras, 516 visualizaçonsChuza!

Sem comentários ainda