Reganosa Fora da Ria. Por um Desenvolvimento Sustentável

Reganosa Fora da Ria. Por um Desenvolvimento Sustentável

07-06-2007



Publicamos posicionamento da Esmorga sobre o conflito de Reganosa, aprovado na passada assembleia de 3 de Junho de 2007

A Esmorga Blogue.- Da associação cultural A Esmorga, queremos manifestar o nosso posicionamento a respeito da problemática surgida na Ria de Ferrol devido à actual localização da planta regaseificadora da empresa REGANOSA, instalada na entrada da ria.

Sendo um dos nossos princípios básicos a defesa do meio natural, achamos uma obrigação posicionarmo-nos do lado de quem defende a natureza, de quem sofre a repressão e de quem vê destruído o seu meio de subsistência, e contra de quem destrói o nosso património natural por interesses económicos e de quem exerce a força bruta para impor o seu critério.

1- Rejeitamos a actual localização da planta regaseificadora de REGANOSA, por constituir um grave atentado ambiental e um grave perigo potencial para as mais de 120.000 pessoas que moram na ria ferrolã. Achamos que esta planta constitui um novo exemplo das chamadas indústrias de enclave que, como a factoria de ENCE em Lourição, são instaladas por imposição em lugares totalmente inadequados e em países que, como a Galiza, carecem de soberania e se vem obrigados a sofrer os terríveis efeitos que para a saúde, o ambiente e a vida, têm estas indústrias.

Apostamos por um desenvolvimento sustentável, que dê mais importância à conservação que à produção e à rentabilidade, que não hipoteque o nosso futuro e que incida o menos possível no meio natural, para o qual também é preciso conscienciar a sociedade da necessidade de poupar energia e preservar o território.

2- Condenamos a brutal intervenção policial do passado 30 de Maio contra @s marisqueir@s e o povo de Ferrol, no qual várias pessoas resultaram feridas e outras foram detidas. Este facto, junto com o ingresso na penitenciaria de Teixeiro do patrão maior da Confraria de Ferrol de jeito incondicional e sem caução, demonstra a negativa das autoridades e das instituições envolvidas no conflito a estabelecerem um diálogo com as partes afectadas e a rectificarem a sua postura perante os requerimentos populares e dos colectivos ambientalistas.

3- Criticamos o posicionamento das forças políticas galegas que se consideram progressistas e/ou nacionalistas perante este conflito. Achamos que é o seu dever defender os interesses das maiorias sociais, mais ainda quando a sua chegada ao governo autonómico foi possível graças ao voto de milhares de pessoas que anelavam uma mudança de rumo neste país e um novo jeito de agir nas instituições.

A postura que mantêm até o de agora estas forças políticas neste conflito, gera muita incertidão e dúvidas a respeito da sua disposição a levar adiante esta mudança exigida por boa parte da sociedade galega.

4- Apoiamos as reivindicações e as convocatórias que está a realizar o Comité Cidadão de Emergência de Ferrol para exigir o traslado da regaseificadora e a liberdade do patrão maior da confraria de Ferrol Bernardo Bastida.

Escrito ?s 02:11:28 nas castegorias: Associaçom, Notícias
por csesmorga   , 524 palavras, 641 visualizaçons     Chuza!

1 comentário

Comentário de: um [Visitante]  
um

Boa iniciativa da Esmorga, esse comunicado de apoio. Apenas quigera achegar umha questom para a reflexom: dizeis apostar por um “desenvolvimento sustentável” mas…que significa exactamente isto? Um desenvolvimento contínuo que nom tenha efeitos irreversíveis sobre o meio e a terra? É possível desenvolver-se de forma ilimitada sobre umha terra cujos recursos som limitados?
O conceito de “desenvolvimento sustentável", criado pola social-democracia e plenamente integrado no discurso do sistema, é hoje amplamente contestado polo ecologismo mais avançado. Porque do que se trata nom é de seguir destruindo a Terra sem chegar a matá-la, mas de parar de destrui-la. E, dado que o nível de desenvolvimento da civilizaçom humana alcançou já há tempo o nível apartir do qual qualquer crescimento provoca danos irreparáveis, e ainda antes chegara ao nível desde o qual é possível garantir umha vida digna a todo o mundo (toda vez que esse nível de desenvolvimento fosse bem distribuido), do que se trata dum ponto de vista ecologista e, simplesmente, de deixar de desenvolver-se. Ou, se calhar, até ir um bocadinho para atrás…
Aponto isto como tema interessante de reflexom, já que às vezes utilizamos conceitos (como o manido “desenvolvimento sustentável", mais por inércia ou correcçom política do que como consequência dumha análise do que ele significa)
Um saúdo.
Fora Reganosa! PSOE e BNG culpáveis!

11-06-2007 @ 12:34
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