«Guia de Centros Sociais da Galiza» já nas bancas

«Guia de Centros Sociais da Galiza» já nas bancas

27-07-2007



C.S. A Esmorga recolhido nas páginas 88 a 96 do volume

A Esmorga Blogue.- Este passado dia 25 de Julho de 2007 saiu à estampa o fantástico «Espaços Abertos para umha nova Cultura. Guia de Centros Sociais da Galiza», da Fenda Editorial, projecto ligado a Minho Media, SL, empresa responsável pelo jornal «Novas da Galiza».

O livro pretende levar-nos de viagem por outra Galiza através dos espaços autogeridos e rebeldes existentes pelo país todo. Em total recolhem-se nas 184 páginas do volume, vinte e um Centros Sociais, desde a histórica Casa Encantada compostelana até o mais recente, o Roi Soga de Noia.

O nosso Centro Social aparece incluído no guia, ao mesmo do que o resto dos centros, em oito páginas nas quais se publica uma entrevista a um representante da associação, diversas fotografias e informação complementar.

Da Esmorga parabenizamos esta iniciativa, animamos o pessoal a fazer-se com esta primeira edição do guia, cujo custo é apenas de 10 euros e, para fazer boca, publicamos a entrevista original feita para dar a conhecer A Esmorga e enviada em passado mês de Março de 2007 para a equipa responsável pelo livro.

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Ficha técnica C.S. A Esmorga:

Nome: A Esmorga Centro Social
Entidade / organizaçom promotora: Associaçom Cultural A Esmorga Local Social
Localidade: Ourense
Endereço: Rua Telheira, 9 (Pólo Universitário)
Web: http://aesmorga.agal-gz.org
E-mail: aesmorga@agal-gz.org
Telefone de contacto: [0034] 988 013 871 ? [0034] 696 01 57 14
Associaçons que se reúnem /fam parte do local: Colectivos ambientalistas, culturais, de defesa da língua, sociais ou juvenis e pessoas individuais.
Serviços (biblioteca / sala de reunions / auditório / ...): espaço multifuncional. Em agenda acondicionar esplanada exterior para biblioteca, videoteca de sala de reuniões/actividades.

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Entrevista:
[responde em nome da Esmorga, Vítor M. Lourenço Peres]

Como nasce a iniciativa?

Na Primavera de 2004, um grupo de pessoas ligadas ao mundo juvenil e com muita vontade realizou uma convocação aberta e apresentou uma proposta para constituir um centro social em Ourense. Nalguma das assembleias pré-fundacionais assistiram por volta de 50 pessoas.

A dinámica de surgimento de centros sociais por toda Galiza e o desencantamento com o rumo tomado pela histórica Agrupação Cultural Auriense, fez também com que muitas pessoas aderissem a iniciativa inicialmente, mas os diferentes ritmos que se advertiam fez com que algumas ficassem em segundo plano, com vontade de apoiar mas à espera.

Consideras que está consolidado o projecto? Que lhe falta para estar ou por que pensas que sim o está?

O projecto deu a andamento antes de finalizar 2004 e o surgimento da Esmorga serviu para preencher um espaço perdido no associacionismo ourensano. Esses dois anos iniciais serviram para colocar os perpianhos que permitiram alimentar o pulo dado em Novembro de 2006.

Na altura com um novo local, tentando abranger mais pessoal, estamos em vias de consolidação. Para isso cumpre trabalho e constância, fazendo com que aqueles elos que nos unem sejam mais fortes que as diversas discordâncias.

Quais som os eixos da actividade do local, em que se centra? Quais os objectivos do local?

Actualmente está-se a trabalhar muito na tentativa de recuperar e dinamizar o maltratado tecido associativo ourensano, bem como ser ponta de lança na coordenação de todo esse movimento.

Outros objectivos são a potenciação da produção cultural, o fomento de novas atitudes relativamente a determinadas concepções e práticas sistémicas e, a obtenção de um forte corpo social esmorgano (hoje já com mais de 100 soci@s).

Como é o funcionamento do local (comissons, assembleia, ...)?

O espírito é totalmente assemblear e dá pé à participação em muitos e diversos campos. Realizam-se duas assembleias mensalmente coordenadas pelo responsável pela associação e o responsável pelo centro social. Uma delas voltada para a linha associativa; a outra voltada para eventos e actividades.

O trabalho está dividido em diversas áreas ou comissões abertas, as quais se responsabilizam pela dinamização, proposta e execução das actividades. Actualmente temos a Comissão de Cinema; a de Agroecologia, Saúde e Meio Natural; a dos Cursos; a de Língua; a de Festas Populares; a de Trabalho com Crianças; a de Actuações Musicais; e o grupo teatral «Esmorganas».

Como valoras a integraçom no bairro / paróquia / vila? Como gostarias de que fosse?

Levamos pouco tempo com a sede social na zona universitária e é precipitado valorizarmos o grau de integração. No bairro têm-se mantido contactos com os vizinhos do prédio onde se localiza o centro e também se tem informado os locais comerciais da zona com uma relativa boa acolhida, mas temos de trabalhar mais este campo.

Além disso, na cidade há bastantes locais além dos associativos que contactam e interagem connosco; temos uma boa relação com o pólo universitário de Ourense a respeito da difusão e apoio nas actividades (programa universitário, créditos académicos...).

Que tipo de actividades se fam no local? Quais som mais salientáveis / importantes?

Além das actividades informativas como conferências, palestras... e das de lazer como cursos, festas e concertos, estão-se a potenciar outras que ajudem a formar-nos melhor como pessoas em diversos âmbitos da vida continuando-se também aquelas mais reivindicativas que têm a ver com a nossa identidade, língua , cultura e a solidariedade com outros povos.

As exposições, o cinema, o teatro... fazem parte da dinâmica esmorgana. Fora do centro social a colaboração com outras associações e locais deram em iniciativas bem sucedidas como o festival poético «Cafés da Palavra» ou as «Jornadas de Agroecologia».

Em que se diferencia o local do resto de locais sociais? Que relaçom mantém com os demais? Que tipo de relaçom com os demais locais che parece idónea?

Acho que o modelo de gestão associativa e o modelo de gestão do balcão é que pode marcar as principais diferenças. Desse ponto de vista da Esmorga apostamos pelo trabalho em Comissões e pela profissionalização do balcão.

A respeito das linhas de intervenção acho que a nossa política de colaboração com colectivos e instituições políticas, que não partilham necessariamente os nossos princípios, também nos pode diferenciar de outros centros. Defendemos que seja o nosso corpo social quem escolha este tipo de questões, e não nenhuma estrutura «nacional». A Esmorga, além disso, bate o ponto no seu apartidismo.

Embora seja uma associação ourensana a visão da Esmorga não é localista mas relacionada com a estrutura do país. Acho que a nível galego a ideia da Coordenadora é magnífica embora pensamos que a sua função deve ser a de coordenar determinadas actividades (como concertos), bem como a troca de experiências e ideias mas nunca a de tentar dar uma perspectiva unitária ou uniforme a um movimento plural com base na liberdade de cada centro para decidir a sua estratégia de intervenção.

Que colectivos se reunem no local? De que jeito fam parte del se é que os há? Qual é o seu nível de implicaçom?

No campo linguístico temos o MDL, a AGAL; no ecologista Verdegaia, Amig@s da Terra; no terreno da alimentação e das dinâmicas produtivas destaca a cooperativa de consumo responsável Semente; nos assuntos voltados para conhecermos outros povos temos o colectivo «Fuga em Rede»; no feminismo MNG; no trabalho mais relacionado com os direitos das pessoas a «Plataforma que Voltem à Casa» ou a «Comissão de Denúncia da Galiza»; também o colectivo cidadã «Anacos da Cidade», «Amigos da República» e organizações juvenis ligadas à política do país como Galiza Nova ou a AMI.

Estas associações têm realizado actividades no Centro Social e têm colaborado na organização conjunta de algumas outras. Muitos associad@s das mesmas são também da Esmorga.

Há rendimento económico? Como é que se investe no caso de tê-lo?

A ideia basea-se em conseguirmos uma economia auto-suficiente para a realização de todas as actividades, a manutenção do local social e a profissionalização de alguma das áreas. Agora temos dividido a área do balcão do que é o centro social. O balcão tem preços populares, está aberto à massa social e ao público em geral.

Igualmente as quotas dos associados/as constituem um outro meio para o obtenção de receitas para a associação, bem como as ajudas públicas, nomeadamente da Conselharia de Cultura, sempre sem perdermos a independência nem submetermo-nos a ditados impostos. Também exploramos a via do financiamento privado individual ou empresarial.

Ideias para o futuro do local...

A ideia geral para fomentar e potenciar na Esmorga é a de uma entidade e um espaço aberto e plural, uma oportunidade para a diversidade e para o pensamento alternativo e crítico, promovendo hábitos sociais e económicos mais saudáveis e humanizadores e defendendo a identidade galega como parte integrante da diversidade mundial.

A recuperação, dignificação e promoção da língua e da cultura galegas devem ser peças-chave. A Esmorga defende os princípios reintegracionistas, que vaõ além do linguístico e do cultural, e a sua promoção deve servir para abrir mais o pluralismo social e reintegrar este país no espaço lusófono que lhe é próprio.

O âmbito de acção da Esmorga é a nossa comarca, com vontade de sermos referentes e dinamizadores do movimento social livre e transformador, não submetido ao poder mas sempre dialogantes. Ora bem, a cooperação com outros centros sociais e colectivos da Galiza e de Portugal devem identificar também a filosofia do projecto esmorgano.

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Índice do Guia:

Limiar do Novas da Galiza
As Dinossauras, pola Casa Encantada
O berro de Barbança, polo C.S. Aturujo

CENTROS SOCIAIS
- Aguilhoar
- Alto Minho
- Arrincadeira
- Artábria
- Atreu!
- A Baiuca Vermelha
- A Casa da Triga
- Casa Encantada
- A Cova dos Ratos
- A Esmorga
- Faísca
- A Formiga
- A Fouce de Ouro
- O Fresco
- Henriqueta Outeiro
- SRCD Palestina
- O Pichel
- A Revira
- A Revolta
- Roi Soga
- A Tiradoura

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Escrito ?s 02:14:50 nas castegorias: Associaçom, Entrevistas, Centro Social
por csesmorga   , 1726 palavras, 1075 visualizaçons     Chuza!

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