
As atividades, organizadas desde a Associaçom Etnográfica O Merdeiro, transcorrerám nos dias 11, 17, 19 e 21 deste mês.
Programaçom:
SÁBADO 11
17h00 Obradoiro de máscaras para crianças no local de Agarimar (Rua Real, 12)
18h30 Treboada d@ merdeir@ com as crianças. Saída no CAT e remate no Berbés.
Ao remate: Chocolatada no C.S. A Revolta (Rua Real, 32)
DOMINGO 19
14h00 Jantar no C.S. A Revolta (Rua Real, 32)
17 de tarde, 19 e 21 todo o dia
MERDEIR@S NAS RUAS DA ZONA VELHA

Escrito às 13:36:15 nas castegorias: Atividades
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A relatora usará a sua variante angolana num formato de língua próximo, em termos lexicais, ao das crianças

Valentim R. Fagim - A equipa de ateliês e cursos da AGAL lança um novo projeto: Cacimbo. Cacimbo é uma viagem pelos países que falam português na África, detendo-se nas suas músicas, a sua paisagem, a sua fauna e suas gentes e onde os conteúdos áudio-visuais terão um especial destaque.
A relatora dos ateliês é Aline Frazão, cantora angolana e estudante de jornalismo a morar em Santiago de Compostela, e que em 2010 participou nos Cantos da Maré. Acaba de lançar o seu primeiro álbum, Clave Bantu.
Os destinatários do ateliê são as crianças de ensino primário, entre os 9 e 12 anos. O objetivo é mostrar a África de expressão lusófona para que os alunos e alunas se podam achegar a essa cultura por meio da variante galega, o que tornará esta uma vantagem, redundando num reforço para o seu estatuto e o dos seus falantes.
A relatora usará a sua variante angolana num formato de língua próximo, em termos lexicais, ao das crianças. O ateliê terá uma duração de 50 minutos e a metodologia será ativa a procurar o envolvimento das miúdas e dos miúdos.
Publicado em pglingua.org
Escrito às 22:02:33 nas castegorias: Atividades
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Decorrerá na sexta-feira dia 21 de outubro de 18h00 a 21h00 na ludoteca da escolinha Semente (Rua Salvadas, 47) de Compostela.
Em convite aberto, adultas/os e crianças poderám desfrutar dum obradoiro com castanhas, de música ao vivo e dumha degustaçom de castanhas assadas.
Escrito às 16:47:49 nas castegorias: Atividades
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A festa da lactaçom 2011 que co-organizam as associaçons DeLeite, Pinga Doce a A Peito, terá lugar no próximo domingo dia 9 de outubro no Centro de dia Atalaia (Avenida de dona Firmina, 9) sito no bairro viguês de Teis, com a seguinte programaçom:
A partir das 10h00: espaços permanentes de relax e serviço de atençom infantil.
10h30: Palestra com Ana Filgueira.
12h00: Atuaçom de Servando Barreiro.
JANTAR 5 €
Ingresso/reservas: de_leite2004@yahoo.es
2100-4281-31-2100440200 (La Caixa)
A partir das 16h30: atuaçom de Caramuxo (musical) e Códea e miolo (conta-contos)
Obradoiro de manualidades e de instrumentos musicais.
Escrito às 14:05:04 nas castegorias: Atividades
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SEXTA-FEIRA DIA 7 DE OUTUBRO
sessom inaugural:
20h30
O ideário pedagógico de Carvalho Calero e a Instituiçom Livre de Ensino (Institución Libre de Enseñanza)
Com Reimundo Norenha (Escritor, professor e membro da Academia Galega da Língua Portuguesa)
SÁBADO 8 DE OUTUBRO
9h30
Recepçom
10h00
"A semente segada"
Ensino Popular e Renovaçom Pedagógica na Galiza antes de 1936
Com Antón Costa (professor de História da Educaçom na USC e fundador do movimento de renovaçom pedagógica Nova Escola Galega)
12h00
As Irmandades da Fala e outras tentativas de galeguizaçom do ensino nos inícios do século XX
Com Ernesto Vázquez Souza (Doutor em Filologia e especialista no movimento das Irmandades da Fala, a figura de Ángelo Casal e o mundo do livro galego)
16h00
Recepçom
16h30
Quadro normativo do galego no ensino. Limitaçons e alternativas
Com Eva Yusti Campo (professora e membro da VOGAL - Viveiro e Observatório das Galescolas)
18h00
A semente que prendeu
Ikastolas: alicerces dumha Navarra euskalduna
Com MANU GOMEZ GENUA (Licenciado em Biologia, professor de secundário na ikastola Iñigo Aritza e promotor do projeto Txikiak Handi)
20h00
O futuro
Apresentaçom da Escola de Ensino Galego "Semente"
Com Marta Santos e Marcos Lopes, membros do grupo promotor da Semente
possibilidade de jantar (dia 8 às 14h00) no restaurante "O 16" (Preço 20€)
Reservas até o dia 4 de outubro no e-mail: gentalha@agal-gz.org
Escrito às 19:26:19 nas castegorias: Atividades
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As jornadas, que pretendem ser um ponto de encontro de profissionais e organizações que têm em comum o interesse por melhorar a saúde perinatal e para as quais era necessária prévia inscrição, já completaram as vagas.
O amplo programa desenvolver-se-á no Paço de congressos e exposições da Galiza (Rua Miguel Ferro Caaveiro s/n) e contém, entre outros temas de interesse, uma palestra de Michel Odent sobre "Nascimento: como sair do abismo" para as 18h00 de amanhã dia 27.

PROGRAMA
26 de setembro:
15.30-16.00 h. Entrega de documentação.
16.00-16.15 h. Inauguração.
16.15-17.30 h. Mesa redonda: “Puerpério e lactação materna”
• “Cuidados puerperais via telemática”. Alicia Palacio Tauste.
• “Lactação materna 24 horas por dia. Telefone de atenção e rede de apoio”. Máxima Madroñal López.
• “Ajuda de mãe a mãe”. Sonia Camoira Villamor.
• “Seguimento do lactante em Atenção Primária: lactação materna e prevenção da obesidade”. Mercedes Espinosa Arévalo.
17.30-18.00 h. “Anquiloglósia e alimentação do lactante”. Luis Ruiz Guzmán.
18.00-18.30 h. Pausa.
18.30-19.00 h. “Resultados do Período Prospetivo do Projeto de Adequaçaõ de cesarianas em quatro hospitais do Serviço Galego de Saúde”. Mª Ruth Aguiar Couto.
19.00-20.00 h. “Água, sons, maternidade e nascimento”. Benita Martínez
García.
27 de setembro:
9.30-10.15 h. “O trabalho das mães em crise”. Isabel Aler Gay.
10.15-10.45 h. “A saúde reprodutiva como Estratégia Nacional”. Isabel Espiga López.
10.45-11.30 h. “Terápias complementares aplicadas durante a gravidez, parto e puerpério”. Soledad Carreguí Vilar.
11.30-12.00 h. Pausa.
12.00-13.30 h. Mesa redonda: “Perda perinatal”.
• “Uma carta desde o céu”. Mª Jesús Blázquez García.
• “Protocolo de atenção em caso de perda perinatal”. Lourdes García-Lisbona Iriarte.
• “Trás a perda, a vida continua”. Susana Cenalmor González.
• “Abordagem terapéutica diante da perda perinatal”. Rosa Mª Jové Montanyola.
13.30-14.00 h. Clownclusões. Virginia Imaz.
14.30-16.00 h. Jantar.
16.00-16.45 h. “Atenção ao parto: equilíbrio entre qualidade, seguridade, calidez, participação e protagonismo da mulher”. José Carlos Canca Sánchez e Juan Carlos Higuero Macías.
16.45 -18.00 h. Comunicações orais livres.
18.00-19.00 h. “Nascimento: como sair do abismo”. Michel Odent.
19.00-19.20 h. Clownclusões. Virginia Imaz.
19.20-19.45h. Encerramento e entrega de prémios.
RELATORES/AS:
• Alicia Palacio Tauste. Matrona do AASIR- 8 de Març. Baix Llobregat
Centre. Barcelona (ICS).
• Máxima Madroñal López. D.U.E. do C.S. de Talavera de la Reina
(SESCAM) Monitora de obradoiros de lactação materna.
• Sonia Camoira Villamor. Colaboradora e assessora en BBTTA. Tec. em Cuidados Auxiliares de Enfermeria do H. Arquitecto Marcide (Ferrol).
• Mercedes Espinosa Arévalo. Pediatra do CS de Sárdoma. Integrante
da AGAPAP.
• Luis Ruiz Guzmán. Pediatra. Consultório Gava Salut Familiar.
• Mª Ruth Aguiar Couto. Facultativo Especialista en Ginecologia
e Obstetrícia do C.H. de Ponte Vedra.
• Benita Martínez García. Matrona e terapeuta sexual. C.S. Vilalba.
• Isabel Aler Gay. Professora Titular da Universidade de Sevilha, Doutora en Sociologia, especializada em psicologia social e sociologia de género.
• Isabel Espiga López. Chefa de Serviço do Observatório de Saúde
da Mulher do Ministério de Sanidade, Política Social e Igualdade.
• Soledad Carreguí Vilar. Matrona, supervisora de partos H. La Plana (Castellón).
• Mª Jesús Blázquez García. Catedrática de Biologia e Geologia. Autora do livro “Carta desde el cielo. Para ti mamá, para ti papá que has perdido a tu bebé”.
• Lourdes Garcia-Lisbona Iriarte. Matrona, Serviço de partos do C.H.U. de Vigo.
• Susana Cenalmor González. D.U.E. Mãe, com experiência em perda perinatal.
• Rosa Mª Jovè Montanyola. Psicopediatra, especializada em Antropologia da criança. Diretora da área de psicologia e psicopediatria do Centro médico Sales-Jové (Lleida).
• José Carlos Canca Sánchez. Diretor de Enfermeria da Agência
Sanitária Costa do Sol (Málaga).
• Juan Carlos Higuero Macías. Responsável pela Unidade de Enfermeria-
Sala de Partos. Agência Sanitária Costa do Sol (Málaga).
• Michel Odent. Médico obstetra francês, fundador do Primal Health Research Centre.
• Virginia Imaz. Grupo de teatro Oihulari Klown.
Comité organizador:
- Mª Nieves Domínguez González (Presidenta)
- Angel Facio Villanueva
- Mª Blanca Cimadevila Alvarez
- Luis Arantón Areosa
- Mª Dolores Martínez Romero (Secretária)
- Ángela Luz García Caeiro
- Flora Mª Martínez Varela
- Luisa Vázquez López
- Carmen Cunqueiro Suárez
- Marta María Souto Bellón
- Jesús Otero Verea
Comité Cientista:
- Javier José Paz Esquete (Presidente)
- José Manuel Martín Morales (Secretário)
- Olga López Racomonde
- Iñigo Mª Montesino Semper
- Eloy Moral Santamarina
- Ángela Luz García Caeiro
- María Aurea Rodríguez Blanco
Escrito às 14:04:09 nas castegorias: Atividades
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Marcos Lopes
TEMOS PRESSA, MUITA PRESSA*
Levo tempo querendo escrever um artigo que contribua para o debate sobre o ensino, historicamente polarizado por volta de duas opçons, o público e o privado, e para defender a aposta numha outra alternativa. Mas, embora tivesse compilado todos os argumentos para escrevê-lo, achei umha sensaçom mais convincente do que todos eles: a sensaçom de urgência.
É essa sensaçom a que tenho quando algumhas pessoas rejeitam a possibilidade de construir escolas em galego, entrincheiradas atrás da palavra de ordem histórica do nacionalismo "por um ensino público, galego e de qualidade". Perdim a conta das vezes que participei em manifestaçons atrás de faixas com essa legenda, mas suponho que serám muitas menos das que o voltarei a fazer, porque acredito realmente na necessidade de nos dotarmos dum ensino público galego, que tenha por centro do seu currículo a Galiza e como idioma veicular a nossa língua milenar e internacional. Um ensino científico, nom patriarcal e laico. Mas acho, simplesmente, que o tempo joga contra nós, porque cada vez somos menos a falar galego e mesmo há algumhas partes do nosso país onde o idioma é virtualmente irrecuperável.
Contodo, há gente no próprio nacionalismo que ainda nom percebe esta urgência, especialmente os mais velhos, que tenhem a sorte de serem respostados em galego quando interpelam alguém. Tenho discutido isto com familiares e, sim, concordam em que a situaçom é má, mas nom o vivem, nom o experimentam. Eu som de Sada, e de 30 anos para abaixo só conheço outra pessoa monolíngüe em galego; as pessoas monolíngües em espanhol som imensa maioria nessa faixa de idade. Só quem está nessa situaçom sabe o que é: a sensaçom de alheamento no teu próprio país, a ansiedade que produz ver a tua comunidade a desaparecer.
Alguém pensará que nom é o momento para debater sobre o ensino, imersas como estamos numha luita sindical pola qualidade do mesmo ante as últimas reformas anunciadas: menos professorado, obrigaçom de lecionar matérias que nom se dominam, baixas sem cobrir cada vez por mais tempo... Nom tenho dúvida de que o objetivo dessas reformas é degradar o ensino público até o converter na opçom de segunda: quem quiger qualidade, à privada. Na mesma linha que as reformas anteriores: a LOU, a Lei de Qualidade, Bolonha... E o mesmo com a sanidade.
Essa degradaçom é equivalente a umha elitizaçom do ensino de qualidade que incrementa as desigualdades sociais, e destina menos às que menos tenhem, simplesmente porque assim aumentam os benefícios das empresas que gerem o negócio do ensino privado, entre elas a Igreja. Esta é a verdadeira face do Estado que leva anos a desmantelar, independentemente de quem estiver no poder, os setores públicos na Galiza. Mas a luita por defender esses setores nom pode excluir, e historicamente nom excluiu, trabalhar em projetos próprios que garantam os nossos direitos, no caso do ensino um projeto galego e popular. Eis a nossa aposta, o ensino comunitário.
Como exemplo veja-se a experiência das Escolas de Ensino Galego, das Irmandades da Fala da Corunha, criadas por Leandro Carré e Ángelo Casal a começos do século XX. O artigo "De cânones e canões" do Ernesto Vázquez recolhe multitude de textos da época que destacam pola sua atualidade. Gostei especialmente dum de Casal intitulado, por puro acaso, Sementemos:
"Estes tempos nom som tempos de triunfo, som tempos de luita; de luita individual e em todos os terrenos: no trabalho, no café, na rua... contra um e contra todos.
Mas enquanto nom vem o dia da recolheita é preciso intensificar a sementeira, para que nom tenhamos que nos doer de nom ter rendido todo o labor que deviamos e que a pátria merecia.
E como quiçás a nossa geraçom nom será a que veja brilhar com todo esplendor a estrela que nos guia; é indispensável, para que o nosso trabalho nom seja interrompido, cuidar da educaçom dos que venhem."
E vem ao caso porque esta semana agromou umha semente em Compostela, umha pequena escolinha para crianças de 3 a 6 anos, que recolheu o nome do projeto das Irmandades. Umha escola que nom é pública, mas também nom é privada, porque nom tem lucro e todo o que se ganhar reinverte-se no projeto. Que se está a dotar dumha rede de pessoas que tenham filhas ou nom, escolarizem-nas ou nom, concordam na necessidade de criarmos um ensino em galego e aportam cada mês na medida das suas possibilidades, trabalho e/ou dinheiro para sustentá-lo. Com um projeto educativo de parámetros progressistas, que recolhe no seu ideário a coeducaçom, o assemblearismo, a laicidade, o contato com a natureza e a inserçom no bairro no que se situa. Um projeto com vontade de crescer e se estender a outros níveis educativos. Umha escola para ganharmos o futuro, impulsionada pos movimentos sociais da nossa cidade.
No passado fim de semana tivo lugar a jornada de portas abertas, e descobrimos os mais de 200 metros de instalaçons inçados de crianças a correr e a brincar. Muitas delas, logo de grandes esforços dos seus pais e maes, mudanças de escolas incluídas, continuam a fazê-lo em galego. Na Semente pensamos que, no canto de esperar heroicidades dos galegofalantes num entorno espanholizador, seria melhor criarmos a nossa própria escola, que nos permita crescer, onde nom tenhamos que dar explicaçons por falarmos o nosso idioma. O risco de converter-nos num gueto existe, mas há que combatê-lo explicando o nosso projeto e, sobre todo, ensinando-o.
E é aí onde nos diferenciamos de outras opçons, porque a Semente é um sítio físico, nom é um livro nem um panfleto, nem um discurso, nem umha página no facebook. É um local no bairro de Vista Alegre onde se desenvolverá um projeto educativo galego.
Um bocadinho de terra libertada com muitas maos ao trabalhar, e à espera de muitas mais.
*Original publicado no Diário Liberdade em 22/09/11
Escrito às 11:20:16 nas castegorias: Atividades
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A associaçom Chuchamel em apoio da lactaçom materna inaugurará a semana da lactaçom com umha palestra sobre "As necessidades afetivas das crianças" ministrada polo prestigioso Doutor Carlos González no auditório municipal de Cangas do Morraço (Avenida de Lugo, nº27) em quarta-feira dia 28 de setembro às 18h30.
No dia seguinte, quinta-feira dia 29 às 18h00, será no auditório de Goiám (Pio Troncoso s/n) do concelho de Tominho sob o epígrafe "Por que as crianças nom comem?"
Escrito às 02:16:33 nas castegorias: Atividades
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O Pinhal das Artes é um Festival de artes para a primeira infância, num espaço dedicado à família, à sensibilização ambiental e à educação pela e para a arte. Com particular destaque para a música este evento realiza-se no Pinhal do Rei em São Pedro de Moel - Marinha Grande [Leiria], nos próximos dias 29 de Junho a 3 de Julho de 2011.
A História
Um Rei Trovador, de seu nome Dinis, entendeu por bem semear um pinhal entre Leiria e o mar. A sombra fresca deste pinhal mistura-se com os aromas do Atlântico ali ao fundo e juntos oferecem-nos o cenário mágico do Pinhal das Artes. Os bebés chegam nos embalos de seus pais, e são recebidos por uma praia de sons, cores, cheiros, movimentos e amigos.
Alguns arriscam ouvir o canto dos pássaros nas madrugadas da mata, enquanto outros preferem os sons da noite. Quem opta por ficar na grande tenda central adormece ao som das sestas cantadas, e ali se perde ouvindo flautas e guitarras, cítaras e oboés. As avós preferem as tendas das canções de embalar seus netos, e os irmãos mais velhos ficam a construir brinquedos da floresta.
Os cavalos chegam com o fresco da tarde, mas as carpas Koi dormem no Pinhal, e este ano terão uma casa especialmente confortável. Uma família repete pela terceira vez a tenda que se pisa, e um bebé teima em comer o fantoche do teatro. Aproximam-se fadas do Pinhal que ofertam sementes da terra e cantam sons dos céus. Eis que começa o baile. Não, são as danças sagradas.
Os pic-nics são eternos. O fresco das acácias e os sons das tendas mais próximas ajudam a partilhar sopinhas e papas, saladas e frutas passadas. Ouvem-se guitarras e concertinas, vai começar o concerto. Concertos para Bebés, para esquilos e outros amigos que ali testemunham a visão do tal Rei Trovador. Vou ao teatro, mas só penso nas histórias à fogueira que vão fechar a noite. Ali adormecemos todos. Adeus, voltaremos a estar juntos. Adeus, tu e eu mais uma vez… assim cantaremos vezes sem conta no Pinhal das Artes deste ano. 29 de Junho a 3 de Julho. Em São Pedro de Moel – Marinha Grande, numa organização SAMP - a maternidade das Artes.
Paulo Lameiro, Director Artístico do Pinhal das Artes
Fonte: recursosgz.blogspot.com
Escrito às 10:58:28 nas castegorias: Atividades
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Direitos do Nascimento
Primeiro: O bebé tem direito ao reconhecimento da sua capacidade física e emocional, na sua vida intra-uterina e extra-uterina, e especialmente durante a transição entre ambas.
Segundo: O bebé intra-uterino tem direito a que o bem-estar emocional da sua mãe não seja alterado por excesso e abuso de controlo durante a gravidez(1) .
Terceiro: O bebé e a sua mãe têm direito a que se respeitem o momento, o ritmo, o ambiente e a companhia no parto/nascimento e que o mesmo decorra de forma fisiológica. Um bebé e uma mãe sãos têm direito a não ser tratados como doentes(2).
Quarto: O bebé e a sua mãe têm direito a intimidade e respeito antes, durante e depois do nascimento/parto (3).
Quinto: O bebé e a sua mãe têm direito a permanecer juntos nas horas e dias seguintes ao nascimento. Nenhuma observação ou estadia hospitalar justificam a separação de ambos (4).
Sexto: O bebé tem direito a disfrutar de aleitamento materno "a pedido", pelo menos, durante o primeiro ano. Que durante a sua estadia hospitalar se respeitem os "10 passos da Iniciativa Hospitais Amigos dos Bebés" estabelecidos pela Unicef e pela OMS.
Sétimo: O bebé tem o direito a ser acompanhado pessoalmente pela sua mãe, como mínimo, durante o primeiro ano. A mãe tem direito a desfrutar de contacto íntimo com o seu bebé sempre que necessário.
Oitavo: O bebé prematuro tem direito a permanecer junto ao corpo de sua mãe até adquirir peso e condições optimas de saúde. Nenhuma unidade de neonatologia é mais saudável para o bebé que a pele materna (6).
Nono: O bebé tem direito a permanecer junto ao corpo de sua mãe durante os primeiros meses de vida extra-uterina. O contacto corpo com corpo é vital para instaurar no bebé sugurança e confiança.
Décimo: O bebé tem direito a que sejam os seus pais, quem, pessoalmente, tomará as decisões e quem procure a informação relacionada com o seu bem estar (4).
Referências:
(1) Michael Odent. Primal Health. O efeito nocebo do cuidado pré-natal.
(2) OMS, 1996. Cuidados no parto normal: uma guia prática.
(3) Chalmers B, Mangiaterra V, Porter R, Princípios da OMS sobre cuidado perinatal. Birth 2001; 28: 202-207.
(4) Direitos da criança hospitalizada.
(5) Iniciativa Hospital Amigo dos bebés.
(6) Método mãe-canguru para reduzir a morbimortalidade de neonatos. revisão Cochrane.
O dia 7 de junho foi declarado pela Plataforma pró Direitos do Nascimento e proposto à O.M.S. como "Dia Mundial dos Direitos do Nascimento".
Na Galiza projetará-se o documentário "Restaurando o paradigma original" do Dr. Nils Bergman para a continuação abrir um debate entre as e os assistentes, nos seguintes lugares:
LUGO: 7 de junho às 18h00 no Centro social Maruja Maio
CORUNHA: 7 de junho às 18h00 na sala de Prensa da Fundação Caixa Galicia
OURENSE: 7 de junho às 18h30 no Auditório municipal
VIGO: 7 junho às 18h00 na Fundação Eomaia
Anexamos informação da programação de atividades para esse dia em Ourense facilitada pelo grupo local de apoio à latação "Teta Lareta".
Escrito às 14:34:08 nas castegorias: Atividades
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