VÍDEO DA CAMPANHA PRÉ-MATRÍCULA DA ESCOLA DE ENSINO GALEGO SEMENTE

08-05-12

Escrito às 13:43:36 nas castegorias: Formaçom
por agarimar Email , 0 palavras, 156 leituras   Portuguese (PT)   Chuza!
VITÓRIA LEGAL DE UMHA FAMÍLIA QUE DESESCOLARIZOU OS FILHOS EM SADA

29-01-12

A Audiência Provincial corunhesa vem de arquivar a denúncia da fiscalia contra umha família sadense, à que acusava de "abandono de família" por se negarem a abandonar cada dia na porta da escola os seus três filhos. A família, que escolheu seguir o caminho da educaçom na casa (mais conhecida como 'home schooling' por ser umha prática procedente dos países anglosaxons, onde é comum), inscreveu as crianças numha instituiçom californiana que lhes faz um seguimento anual, mas carece de exames, professores e currículuns. Finalmente o juiz deu a razom à família, mas unicamente no sentido de que a educaçom na casa nom se pode equiparar ao delito de abandono. Assim, indica-se à fiscalia que deveria pesquisar na via civil em lugar da penal, que "nom é o foro adequado", porque em qualquer caso no Estado espanhol a escolarizaçom é obrigatória. A batalha nos julgados nom parece estar concluida, mas ao menos afasta-se o temor a que o Estado espanhol lhes arrebate os filhos tirando-lhes a custódia.

Fábrica de 'bons espanhóis'

O Estado espanhol decretou a obrigaçom dos pais de entregarem os filhos ao seu sistema educativo para os moldear como bons cidadaos, funcionais à economia e ao próprio Estado. Pública ou privada, a educaçom permitida mantém os traços essenciais que a tornam imprescidível para o sistema político que nos governa: a submissom à autoridade estabelecida, a substituiçom da curiosidade natural pola ingesta dos conteúdos que interessam ao que manda, a competitividade, a imposiçom de normas incomprensíveis... A família de Sada que hoje tivo um respiro judiciário confrontou-se a essa imposiçom nom por motivos ideológicos, mas por sensibilidade: umha vez que escolarizárom o seu filho mais velho as conseqüências psicológicas fôrom tam brutais que nom pudérom suportá-las. Investigárom alternativas, e chegárom à educaçom nom-diretiva.

Publicado em galizalivre.org

Escrito às 12:54:57 nas castegorias: Formaçom
por agarimar Email , 296 palavras, 231 leituras   Portuguese (PT)   Chuza!
NADA HÁ MAIS ENSURDECEDOR DO QUE O SILÊNCIO

09-12-11

Paz Romai

Sou mãe. Esta frase sempre a disse com a fachenda de quem cria os seus filhos no respeito, no compromisso e no amor à Terra.

Bem sabido é que não só educam os pais, a tribu também contribui. Gente comprometida, luitadora, solidária, que desde uma formação sólida e um conhecimento excecional da Galiza e a sua história, ajudaram, talvez sem sabê-lo, a alcançar um objetivo que eu me propusera como mãe.

Sou mãe. Esta frase está dita agora desde a dor partilhada com outras mães, cujos filhos foram levados pelas escudarias policiais espanholas, incomunicados por uma "justiça" que nos é alheia, criminalizados pelos meios de (in)comunicação ao serviço do capital.

Bem sei que cada um dos sequestrados estes dias possui potentes armas, incontroláveis, poderosíssimas, que constituem um sério perigo para os interesses do Estado Espanhol e a ditadura do capital: Capacidade para pensar, ativismo social, político e cultural...

A indefensão, a falta de presunção de inocência, o juízo mediático, toda a manobra orquestrada para meter-nos medo e desmobilizar-nos, como mãe, produz-me uma dor indescriptível, mais não paralisante.

Sou mãe. Desde este humilde comunicado quero mostrar a minha solidaridade com as mães das companheiras e companheiros arrestados na passada semana, mostrar-lhes o meu afecto e fazer-lhes saber que não estão sozinhas, que, se bem não lhes podemos evitar a dor, estamos aqui para acompanhá-las, partilhando com elas a genreira, a carragem, o medo, a exigência de que voltem à casa já, mas sobretudo o orgulho que devem sentir ao terem criado filhas e filhos, mulheres e homens formadas no compromisso e no amor à Terra.

Publicado em www.galizalivre.org

Escrito às 08:58:29 nas castegorias: Formaçom
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CRÓNICA DAS JORNADAS DE ANÁLISE PARA O ENSINO POPULAR

24-11-11

Nos passados 7 e 8 de Outubro realizárom-se no Pichel as Jornadas de análise para o ensino popular: umha escola para nos fazermos grandes.

Reimundo Norenha inaugurou as jornadas com umha palestra sobre o ideário pedagógico de Carvalho Calero, próximo ao da Instituiçom Livre de Ensino, abordando especialmente a sua atividade como diretor da escola luguesa Fingoi.

Continua:

Na manhá do sábado Antón Costa analisou polo miúdo as experiências de renovaçom pedagógica de começos do século XX na Galiza, desde os ateneus sindicais até as escolas agrárias. Do mesmo jeito tratou também e as correntes ideológicas que no nosso país estavam empenhadas em construir um modelo de ensino científico, laico e igualitário.
Nesta mesma linha Ernesto Vázquez Sousa detivo-se na experiência das Irmandades da Fala da Corunha e na criaçom por parte delas das Escolas do Ensino Galego, primeira tentativa de construçom de um modelo de ensino cooperativo, nom estatal, por parte do nacionalismo.

Após o jantar a sessom da tarde iniciou-se com umha palestra sobre o quadro normativo do galego no ensino. Eva Yusti Campo (membro do Viveiro e observatório das galescolas) analisou as limitaçons que existem sob o atual quadro legal à escolarizaçom das crianças na nossa língua e as possíveis alternativas a isto.
Sem dúvida umha das palestras que mais interesse levantou entre @s assistentes foi a de Manu Gómez Genua que fijo um percurso pola história e a actualidade das ikastolas navarras, detendo-se também nas práticas pedagógicas deste modelo de ensino alternativo.
Finalmente, Marta Santos e Marcos Lopes apresentárom a escola de ensino galego "Semente" traçando um percurso desde os inícios do grupo promotor até o momento em que já quase estava para abrir. Do mesmo modo tratou-se mais pormenorizadamente o projeto pedagógico e o modelo organizativo com que esta nova escola vai funcionar.

Podedes ouvir todos os áudios no arquivo digital da AGLP :

Marta Santos e Marcos Lopes: Apresentaçom da escola de ensino galego "Semente"

Reimunde Norenha: O ideário pedagógico de Carvalho Calero e a Instituição Livre de Ensino

Antón Costa: Ensino popular e renovaçom pedagógica na Galiza antes de 1936

Ernesto Vasques Souza: As Irmandades da Fala e outras tentativas de galeguizaçom do ensino nos início do século XX

Eva Yusti Campo: Quadro normativo do galego no ensino, limitaçons e alternativas

Manu Gómez Genua: Ikastolas: alicerces de uma Navarra euskalduna

Escrito às 17:35:26 nas castegorias: Formaçom
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ESCOLA DE ENSINO GALEGO

13-10-11

Escrito às 17:13:51 nas castegorias: Formaçom
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ASSOCIAÇOM "O PARTO É NOSO" DENÚNCIA INCUMPRIMENTOS NA ATENÇOM DO PARTO NA GALIZA

16-09-11

A associaçom O parto é noso vem de denunciar neste mês de setembro que nos hospitais galegos continuam a incumprir-se as diretrizes da OMS, a estrategia do ministério de sanidade espanhol e o próprio guia técnico do SERGAS sobre atençom no parto. A denúncia foi realizada a partir dos testemunhos das usuárias do sistema sanitário.
Os únicos hospitais galegos que atualmente contam com um protocolo de atuaçom que cumpra com as citadas recomendaçons som o do Salnês, que ademais pertence à rede IHAN, e o de Cee. Porém, o primeiro, em determinadas épocas nas que se atopa sobrecarregado, e o segundo, com carácter geral, nom aceitam mulheres de fora da sua área de influência.

Denúncia em pdf

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NOM ESTAVAS À ESPERA DE ESTA NOTÍCIA?

11-09-11

Andamos novamente a sementar.

A colheita desta nova espécie será no outono.

Daqui a novembro precisaremos muitas maos a trabalhar, mimar e alimentar esta terra fértil de onde agromará um dos alimentos mais indispensáveis para a vida...

Falamos de umha escolinha chamada Semente que a Gentalha do Pichel está a constituir. Umha escolinha que pretende ser a primeira pedra da Escola que queremos e precisamos, que pretende ser o alimento que a nossa língua e a Galiza necessitam para continuar a viver.

A Semente quer ser umha escola galega, laica e crítica com um lugar próprio no ámbito da educaçom, a língua e a culturas galegas, e que aspira a conformar, junto com as outras escolas que forem nascendo depois desta, a Escola Nacional da Galiza.

Nom estamos a falar de um projeto ideal, mas de umha escola que já existe e que está situada no bairro de Vista Alegre; que tem 200 m2 de instalaçons, umha horta e umha cozinha e que está dirigida a crianças de 2 a 6 anos; que precisa de reformas nas casas de banho e que tem umha renda mensal que já estamos a pagar.

Precisamos de apoios em forma de trabalho, de ánimos, de formaçom... e especialmente agora, em forma de dinheiro.

Nom estavas à espera de esta notícia?

Precisamos de ti.

contato semente: sementecompostela [arroba] gmail [ponto] com

número de conta: ncg 2080 0316 29 3000242136

Ficha de Inscriçom

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Web

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ABRE "SEMENTE", PRIMEIRA ESCOLA DE ENSINO GALEGO

30-08-11

No próximo dia 16 de setembro a Semente abre as suas portas para que a vaias conhecer. Durante toda a tarde desde as 17h00 as/os promotoras/es estarám no local, situado na rua salvadas nº 47 de Compostela celebrando a iminente abertura da primeira Escola de Ensino Galego. Querem partilhar contigo este momento, querem que vejas as instalaçons, que conheças o projeto e que te animes a enriquecê-lo da maneira que melhor achares.

A Escola de Ensino Galego Semente é umha iniciativa social impulsionada pola Gentalha do Pichel que pretende conformar, junto com outros projetos semelhantes, as bases necessárias para a criaçom da Escola Nacional Galega. A Semente é uma escola de ensino galego, portanto todas as atividades serám desenvolvidas na língua do nosso povo, favorecendo a aquisiçom, conservaçom, cuidado e consolidaçom da mesma. Entendemos o idioma galego como parte indissolúvel da nossa cultura, da nossa história e do nosso futuro, e defendemos o seu carácter internacional; criando um espaço de interculturalidade fomentará-se a importáncia do respeito a outras culturas que vivem no nosso país. A Semente, também, é um espaço de uma pedagogía transformadora ao serviço dos interesses populares.

A Semente defende para o centro de ensino:

  • Coeducaçom
  • Laicidade
  • Assemblearismo
  • Interaçom com a natureza
  • Respeito pola autoregulaçom da criança
  • Integraçom no contexto do seu bairro e da cidade
  • Escrito às 11:29:27 nas castegorias: Formaçom
    por agarimar Email , 216 palavras, 1278 leituras   Portuguese (PT)   Chuza!
    ARRANCAR OS FILHOS A ESPANHA

    13-08-11

    A CRIANÇA NATURAL

    A renovaçom pedagógica deve valorizar os precedentes galegos

    Paulo Tobio

    Tem-se falado muito nos últimos tempos do carácter regressivo do anteprojeto de lei de família. No entanto, há umha questom desta lei que está a passar desapercebida e que merece a nossa atençom como pais e maes preocupadas pola criança respeitosa e com apego. Estou-me a referir à questom da escolarizaçom. E é que esta lei nom fai distinçom algumha entre a desescolarizaçom por desamparo e a desescolarizaçom consciente das crianças em ensino doméstico ou em sistemas alternativos que garantem o direito à educaçom;
    "Artigo 52. Situaçons de desamparo. Consideram-se situaçons de desamparo as seguintes:
    j) A falta de escolarizaçom habitual da criança ou adolescente com o consentimento ou toleráncia dos pais ou pessoas que exerçam a guarda".
    Umha mostra bem clara da intencionalidade dos redactores podemos vê-la quando no mesmo artigo 52 outras situaçons de desamparo contenhem atenuamentos como "c) A negligência grave no incumprimento das obrigas alimentares, higiénicas ou de saúde, sempre que cause um prejuízo grave para a integridade da criança ou adolescente.(…)" enquanto na redacçom do ponto j nom deixam qualquer possibilidade de moderaçom. Isto, aliás, depois de se terem reunido com a Secretária-Geral da Conselharia de Trabalho e Bem-estar da Junta, Susana López Abella, em 21 de julho de 2010 a galega Marta Garcia, vice-presidenta da Associaçom para a Livre Educaçom, juntamente com Malvina Sellanes, Laura Mascaró, advogada e mae que educa na casa, e mais duas famílias galegas, para transmitir a profunda preocupaçom sobre o projeto de Lei que deixa a “habitual nom-escolarizaçom dum menor” na categoria de “desamparo”, agravando este suposto que até agora permanecia na lei em vigor como um simples “risco”, e para o qual apresentavam umha proposta de formulaçom alternativa:
    “i) A falta de escolarizaçom habitual do menor, sempre e quando a dita falta de escolaridade nom tenha sido umha decisom voluntária por parte dos pais a fim de educarem os seus filhos na casa ou em sistemas alternativos que garantem o direito à educaçom”.
    A gravidade desta questom deixa a muitas galegas e galegos com a possibilidade da perda de custódia das filhas ou filhos e umha situaçom legal das mais restritivas da Europa e do mundo.
    Porém, este ataque na Galiza nom resulta novo. Quando em começos da década de 1970 esmorecem as escolas de ferrado como opçom educativa rural sem controlo estatal, surge a Lei Geral de Educaçom, com a que se mudou significativamente o mapa escolar galego ao serem substituidas a maior parte das escolas unitárias por concentraçons escolares situadas nas capitalidades dos concelhos, colaborando assim com a planificada destruiçom do rural e para a qual molestavam essas escolas que escapavam ao controlo estatal. Nom é de estranhar que a partir de 1982 permitissem a posta em funcionamento de muitas unitárias que tinham fechado no periodo anterior, conscientes já da irreversibilidade do processo e com pleno controlo das instituiçons educativas. Todo o bom que de aqui em adiante se conseguir vai pertencer ao capítulo das cessons que o sistema se pode permitir para manter-nos atadas e atados o tempo que lhe seja necessário até consumar o genocídio galego.
    Desde o soberanismo galego é tempo de reconhecermos esse papel fundamental que a educaçom escolar tivo na construçom dos consensos de opiniom, formas de pensar e de agir presentes nas culturas ocidentais, tempo de reconsiderar os tímidos avanços produzidos em mais de trinta anos de trabalho desde estas instituiçons educativas. As escolas de ferrado sobretodo, mas também alguns aspetos das escolas Rosalia das Irmandades ou mesmo das sociedades de instruçom da emigraçom galega, do mesmo jeito que os contributos de J.Vicente Viqueira ou do Casal pedagogo, devem ser objeto de estudo preferente, como ponto de partida dumha renovaçom pedagógica mais que necessária, que mantenha na crítica à escola como instituiçom o seu primordial valor. Nom há lugar já para suster a ilusom reformista de convertermos a escola numha instituiçom rebelde, virada milagrosamente contra Espanha e os interesses que reproduz.

    Publicado no Novas da Galiza nº104.

    Escrito às 23:08:23 nas castegorias: Formaçom
    por agarimar Email , 664 palavras, 323 leituras   Portuguese (PT)   Chuza!
    CHAMADO DA PRESIDÊNCIA DA ALE PARA UMA FEDERAÇÃO EUROPEIA E UMA CONFERÊNCIA INTERNACIONAL DA EDUCAÇÃO EM CASA

    05-08-11

    Reproduzimos a continuação os comunicados emitidos pela presidência da espanhola Associação pela Livre Educação (ALE) recordando antes a urgência e necessidade da criação na Galiza de uma coordenadora galega pelo reconhecimento e regulação do ensino doméstico, como sublinhamos já no mês de maio deste ano 2011 ao fio do ataque à criança através da Lei de apoio à familia e à convivência da Galiza.

    FEDERAÇÃO EUROPEIA DA EDUCAÇÃO EM CASA

    Proposta de uma organização europeia da educação em casa, unindo associações / grupos existentes e pais-educadores de diferentes países europeus.

    Se a união faz a força, então quanto mais nos unirmos mais fortes seremos. Existem diferenças entre as pessoas que educam em casa, mas neste momento precisamos de nos concentrar naquilo que temos em comum. Vemos por toda a Europa um movimento por parte dos governos europeus para restringir o ensino domiciliar, que pode ser verificado em atividades recentes e não tão recentes na Inglaterra, Irlanda, Espanha, França, Alemanha, Suécia, etc.

    Há países na Europa onde não se pode educar em casa, outros em que só pode praticar o ensino doméstico quem tiver curso de professor, países onde o ensino domiciliar é usado como pretexto para tirar os filhos dos pais, países onde se você não passar os exames do Estado você é obrigado a voltar para a escola, países onde os pais têm tanto medo que a polícia bata à sua porta que acabam por deixar os filhos sofrendo uma situação em que a sua felicidade é seriamente comprometida... há países na Europa sem uma associação, países onde a ideia de se poder educar em casa é equivalente a dizer que você é louco, e países onde as pessoas nem sequer sabem da existência desta possibilidade.

    Não podemos negar o efeito cascata na União Europeia; a vitória de uma família é uma vitória para todos nós, e a derrota de uma família representa sempre uma derrota que pode vir a ter repercussões negativas para as famílias que optam pelo ensino domiciliar. Para dar um exemplo, apenas um mas relevante, esta semana eu recebi uma carta do escritório da defesa pública da Espanha, citando o caso Konrad perante o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos (2006), e que mesmo que se possa provar que a educação em casa esteja ao mesmo nível da escola, a integração na sociedade proporcionada pela escolaridade obrigatória é uma vantagem da que as crianças não devem ser privadas.

    Na decisão do Tribunal Constitucional espanhol de Dezembro de 2010, ao ordenar a frequência escolar para os filhos do réu, também foi usado o argumento, como no caso Konrad, de que os pais-educadores podem educar os filhos de acordo com as suas convicções "depois da escola e aos fins de semana". Alguém que não conheço perdeu uma batalha, e isso afeta a minha situação. Conhecimento é poder, e quanto mais conhecimento partilharmos, quanto mais apoio dermos uns aos outros, quanto mais nos relacionarmos uns com os outros, tanto melhor será para todos nós. Os países com menos experiência irão beneficiar daqueles com mais experiência, e aqueles com mais experiência irão beneficiar da força de um grupo maior.

    Learning Unlimited tem possibilitado a conexão entre pais-educadores desde 2001, e tem sido inestimável na prestação de consultoria, assistência e apoio a pessoas de toda a Europa. No décimo aniversário de sua fundação, e num esforço para elevar o espírito de união entre o nosso coletivo e tornar-se mais forte através da união dos nossos esforços, chegou a hora de darmos mais um passo e fortalecer as relações entre as associações, grupos e indivíduos na Europa criando uma Federação Europeia da Educação em Casa.

    Netzwerk Bildungsfreiheit da Alemanha, NVvTO da Holanda e da União Europeia já estão a bordo. Eu pertenço a uma organização espanhola, a ALE. Existem planos para uma reunião esta semana sobre este assunto na Hesfes, Inglaterra, e de novo durante a Conferência Europeia que estamos hospedando em Setembro.

    Daragh McInerney, Presidente, ALE, Espanha (educacionlibre.org)
    daraghmci@hotmail.com

    CONFERÊNCIA INTERNACIONAL DE EDUCAÇÃO DOMICILIAR

    Décimo encontro anual da ALE, incorporando a
    Conferência Europeia da Educação em Casa:
    'Educação Domiciliar na Espanha e na Europa: passado, presente e futuro', organizada pela Ale e Learning Unlimited, com a participação dos seguintes oradores e organizações:

    Participantes:
    • Mike Fortune-Woods (HE-UK e LU- Reino Unido)
    • Neil Taylor (UK-HOME-ED e LU - Inglaterra)
    Sylvie Martin (autora de ‘the ten lies of non-schooling’, LU-França)
    • Jonas Himmelstrand (presidente da Rohus-Suécia)
    • Erika Di Martino (Contro Scuola, Itália)
    • Peter van Zuidam (Associação Holandesa da Educação Domiciliar e LU-Holanda)
    • Chris Hayes (HEN-Irlanda)
    • Mike Donnelly (HSLDA-Estados Unidos)
    • Julio Fernandez (Crecer sin Escuela-Espanha)
    • Daragh McInerney (ALE e LU-Espanha)
    • Lluis Vives (Educar en familia-Catalunha)
    • Chandra Montgomery (Clonlara)
    • Karen Kern (Alemanha)
    • Juan Carlos Vila (Clonlara em Espanha)
    (Esperamos e desejamos mais participantes...)

    Onde?
    D'ador, perto de Gandia.

    Quando?
    31 Agosto a 4 Setembro.
    As camas são em quartos para dez pessoas, em beliches do estilo tatami. As pessoas precisam de trazer sacos-cama (ou lençois, pois o clima é quente nesta época do ano).

    Preço
    23 euros por dia por pessoa (20 euros para os membros da Ale ou da Learning Unlimited e para os participantes das workshops etc). As crianças até aos 3 anos não pagam se comerem nos pratos dos pais. (21 euros se acamparem, 18 euros para os membros da Ale, etc)

    O preço inclui 4 refeições por dia (café da manhã, almoço, lanche e jantar). Vamos chegar ao local às cinco da tarde do dia 31 de Agosto e sair, também às cinco da tarde, no dia 4 de Setembro, por isso as pessoas que ficarem os cinco dias (ou as 4 noites) pagarão 4 dias.

    O pagamento é por transferência bancária. Depósito deverá ser pelo menos a metade do valor total da estadia, e o resto do pagamento deverá ser feito antes do dia 1 de Agosto. Contactar daraghmci@hotmail.com para detalhes bancários.

    Pessoas que querem menus vegetarianos precisam-nos informar disto ao fazerem a reserva. Haverá atividades e oficinas para toda a família, e debates abertos sobre a regulamentação e as metodologias da educação em casa.

    Estamos abertos a sugestões e ideias relacionadas, e pedimos doações para a organização do evento. Esperamos proporcionar um fórum para aumentar a consciência da situação do ensino doméstico nos vários países europeus, e fortalecer a conexão entre as pessoas que praticam a educação domiciliar na Espanha e na Europa.

    Daragh
    (0034) 691489706
    daraghmci@hotmail.com

    Escrito às 14:31:18 nas castegorias: Formaçom
    por agarimar Email , 1049 palavras, 171 leituras   Portuguese (PT)   Chuza!
    XURXO DO GALHEIRO: «FALAM DA PERDA DO CÓDICE CALISTINO, E NOM TENHEM OUVIDOS PARA OS PARQUES INFANTIS SEM SE OUVIR A NOSSA LÍNGUA»

    01-08-11

    «No primário a professora de galego punha um mapa onde se falava galego com nomes esquisitos como Moçambique ou Cabo Verde, Brasil ou Angola»

    PGL - Xurxo do Galheiro é de Redondela, tentou no futebol mas acabou de professor, as suas filhas adoram a Galinha Pintadinha e a sua avoa transmitiu-lhe um Portugal mítico com as histórias do contrabando.

    Dá a batalha nas Anpas para um ensino em galego e de qualidade e acha que um «ismo» nom implica outros «ismos». A língua é de qualquer um.

    PGL: Xurxo duvida se será um bom sócio já que, como dizia Agostinho da Silva, nom é «ortodoxo, nem heterodoxo, mas contraditório». É possível ter certezas no campo da língua na Galiza?

    Xurxo do Galheiro: É mesmo difícil, em termos de «língua» e em termos de «qualidade». Viver em galego às vezes é complexo, por várias razons, porque o galego está a ser marginado, restringido, coutado, assinalado e discriminado e, por outro lado, a comunidade lingüística que emprega o galego fai-no em piores condiçons. Por exemplo, se vou a um bar e pido um sumo de ananás, se quadra tenho que explicá-lo ou dizê-lo em espanhol.

    No pessoal assumo-me umha pessoa contraditória, para os ortodoxos nom serei «dos seus», «conseqüente» e todas essas lérias. E nessas contradiçons tenho que ir navegando sem grandes percalços, porque prefiro «estar» a «ser»: se para estar, por exemplo na Anpa tenho de escrever um outro galego nom vou ter problemas de consciência, porque isso nom está em contradiçom cos meus objetivos principais.

    PGL: Mesmo assim, afiliaste-te à AGAL. Que te empurrou ao fazer?

    XdG: A sociedade galega nom tem grande tradiçom associativa, por isso todas as pessoas empenhadas no projeto coletivo galego devemos fazer esforços para «estar». Estar nas comissons de festas paroquiais, nas comunidades de montes, nas associaçons de vizinhos, nas anpas, etc. Porque ao longo do tempo fum aprendendo o princípio de que se nom estou eu, outro vai estar por mim, assi que eu assumo o associativismo com naturalidade.

    Ao mesmo tempo, com a crise económica todos estamos a sofrer no nosso peto muitas restriçons, daquela, agora é quando me tenho que empenhar ainda mais nas cousas que me interessam. É evidente que nom se pode ter o mesmo protagonismo em todas as associaçons em que se é sócio, nem economicamente me dam os quartos para todas em que gostava de estar.

    Entom, para mim a língua é umha questom importante e hoje a AGAL está a demonstrar que tem umha dinámica de trabalho (Portal Galego da Língua, ATRAVÉS|EDITORA, dicionário e-Estraviz...) e um tesom que nom encontro noutros coletivos, e que perante a esfurriqueira mental que nos sitia atua com passo firme e decidido, daquela, afiliar-me à AGAL é mais umha areeira num trabalho coletivo.

    PGL: Que linhas das encetadas pola associaçom pensas que som mais eficazes?

    XdG: Eu mais do que novos percursos falaria do esquecimento de velhas batalhas para as que nom tenho pachorra e que me fartam. Hoje o reintegracionismo está a ligar com as novas dinámicas sociais dos espaços urbanos e juvenis, e isso é mui importante.

    O Portal Galego da Língua é, em si mesmo, umha linha de trabalho que é um bom exemplo dumha visom da língua complexa e moderna.

    PGL: Por onde achas que deve transitar a estratégia reintegracionista? Como podes ecoar melhor o nosso projeto?

    XdG: Nas colaboraçons abertas e, às vezes, contraditórias com outros coletivos, sair dos espaços de consenso e ir à procura dessas pessoas, em princípio, indiferentes à língua galega.

    Eu, ao longo destes anos, fum conferindo como muitas pessoas iam para casa porque aos cinco minutos de começar um projeto se instalava um suposto «debate normativo» que nem arre nem xó. O movimento reintegracionista nom deveria ficar em velhas glórias, no espaço filológico e nas salvas de palmas asseguradas. E sei que hoje há muitas colaboraçons entre pessoas diferentes e que está a dar os seus bons fruitos.

    Um outro erro estratégico que estamos a ultrapassar é pensar que um «ismo» implica muitos outros «ismos». Umha pessoa pode ser o que quiger no ámbito ideológico, dos gostos e das preferências e nom por isso deixar ou descobrir o galego e a aposta concreta do reintegracionismo. Quer dizer, assumir que a língua é de qualquer um, ponto.

    PGL: Xurxo é natural de Vilar de Infesta, paróquia galego-falante de Redondela. A tua família e o teu ambiente coajudárom a que o galego fosse natural.

    XdG: Nom somos mui conscientes do ambiente em que nos criamos até que nom se comparar com outros. Na casa dos meus pais e avós sempre houvo muita preocupaçom polas questons sociais e lingüísticas, às vezes isto custou algum que outro forte desgosto, problema ou incomprensom, mas nom me deixam de surpreender as histórias de diglossia e auto-ódio que alguns galegos protagonizam.

    Ao mesmo tempo, hoje Vilar de Infesta, que se insere nesse conceito de «periurbano» ou «rururbano» de que eu tanto gosto, tem 2.000 habitantes e está a viver o mesmo processo de espanholizaçom que outros lugares da Galiza. A escola pública Porto Cabeiro, quando eu e a minha irmá íamos, todo estava em galego, tamém no centro cultural, na asociaçom de vizinhos, na comunidade de montes, porém, aqueles meus colegas falam-lhe hoje em espanhol aos filhos, o que dá para compreender o lento e profundo que som os processos de substituiçom lingüística e o difícil que é alterá-los.

    Outra cousa que me desacouga é comprovar como todos os passos que dá a presença social do galego podem ser botados abaixo com umha facilidade abraiante, muitas vezes porque já nom estám as pessoas que tinham essa sensibilidade. Por exemplo, se há mudanças na associaçom de vizinhos ou nas comissons das festas, Vilar de Infesta converte-se em Villar de Infiesta e o galego desaparece «naturalmente» da vida social.

    Hoje ficam cada vez menos espaços naturais para o galego e contra isso nom há políticas decididas, daquela a nossa força associativa é imprescindível.

    PGL: Jogaste no Sárdoma e estudaste em Vigo em cujo ambiente estava naturalizado o castelhano. Como viveste esta experiência?

    XdG: O meu pai é de Sárdoma e tamém era o presidente do glorioso Clube de Futebol, polo que nom tivem outro remédio que me pôr a chutar na bola, eu adorava chegar algum dia ao Celta, nom podo dizer que nom foi por falta de cunha...

    Para mim era o natural, o meu espaço familiar em galego e quase todo o que me rodeava em espanhol. Os meus primos e tios som de Sárdoma e para eles o estraho era que alguém puidesse continuar a falar galego.

    Duro foi ir para o instituto em Vigo, ao princípio sentia-me um bocado complexado mas o conto durou pouco porque os meus familiares explicavam-me o que significava essa situaçom de diglossia e tamém rapidamente encontrei professores e outros colegas interessantes que iam contra a corrente, daquela eu ajudava a galeguizar os espaços.

    Outra cousa era que no contato direto às vezes fosse difícil engatar em galego, ainda por riba eu som dos de Vigho, assim que sempre tinha umha escusa quando nom engatava. Ora, de todos os meus colegas que falamos galego esse, o de engatar, era o momento onde era obrigatório desertar da tua língua. Quero pensar que hoje nom continua a ser assim.

    Agora a sério, é triste ter que admitir como cidadám deste país, que o fortaleza ideológica foi o que me animou a mim e a outros muitos a nom abandonar o galego em espaços tam espanholizados como os urbanos, sabias que sempre che podia cair um «paleto» ou «aldeám», e isso nalgumhas idades é difícil de assumir. Por isso sempre me admirárom os neo-falantes, porque costumam sofrer a incompreensom dos paleofalantes e o do seu ambiente.

    PGL: Xurxo foi premiado em 2005 na categoria de artigos jornalísticos normalizadores num texto onde afirmavas que havia que secundarizar discursos como «língua dos nossos antergos», «língua proletária do meu povo», «língua dos meus pais e avós», «língua da aldeia», «entre nós em galego». Achas que os movimentos vam nesse sentido?

    XdG: Em geral, tenho a impressom de que estamos todos à procura dum discurso lingüístico de defesa do galego que seja universal, para todas as pessoas, umha espécie de alquimia que dê com a pedra filosofal. Eu penso que bem polo contrário deve haver muitos discursos e muitas mensagens diferentes para umha sociedade plural e diversa que ultrapasse esta dinámica pola qual o único discurso aceite é o discurso partidário.

    Eu o que pretendim foi fazer um outro discurso, neste caso para os estrangeiros e o seu processo de integraçom na sociedade de acolhida, que até o de agora nom passa polo galego, ao contrário do que se passa por exemplo na Catalunha.

    PGL: És professor de português no Centro de Línguas Modernas da Universidade de Santiago. Quais as motivaçons dos teus alunos e alunas para se inscreverem?

    XdG: Bem, som professor de português e de galego para estrangeiros, polo que tenho públicos mui diferentes.

    Nos cursos de galego som pessoas mui interessantes onde acabo por aprender eu mais que eles e, eu que já dei aulas de galego a galegos, prefiro este tipo de alunos que nom tenhem na cabecinha nom sei quantos centos de preconceitos sobre a sua língua!

    No caso de português nom há um perfil concreto, penso que neste sentido seriam interessantes estudos sobre as motivaçons dos alunos e alunas que cursan português na Galiza, mas ao longo destes anos a regra geral é que os 50% dos alunos pensam que já sabem português falando um galego paupérrimo e o outro 50% pensam que o português é mais difícil que o chinês. Ultrapassado o período crítico, os 80% acabam por abraçar as grandes oportunidades que umha língua (a sua língua) extensa e útil lhes oferece através de bolsas, projetos, publicaçons, empregos, etc.

    PGL: Como foi a tua descoberta de que a nossa língua excede o quadro marcado polo ensino institucional?

    XdG: É quase um desporto universal dizer que os professores som maus, eu bem polo contrário, lembro-me de muitos professores que forom boníssimos e que me marcárom. No ensino primário a nossa professora de galego punha um mapa onde se falava galego e ali estavam nomes esquisitos como Moçambique ou Cabo Verde, Brasil ou Angola. E organizavam excursons a Valença de comboio... ainda me emociono ao lembrar essas viagens.

    Mas a vinha vivência mítica com Portugal parte das histórias à luz do lume da minha avoa quando ia ao contrabando caminhando até Portugal e ao Redondela ficar perto de Portugal e os meus pais gostarem muito de ir até alá, conhecia todas as feiras e lugares, desde Melgaço até Vila Nova de Cerveira.

    Mas ao nível puramente lingüístico a cousa é um pouco diferente, porque nos espaços de fronteira às vezes o convívio nom vai ligado ao conhecimento lingüístico, ainda mais quando o galego é praticamente invisível. Mea culpa, mas tivem que chegar à universidade e conviver com outras pessoas com inquietaçons similares para descobrir as potencialidades da minha língua.

    PGL: Num artigo publicado em 2010 no PGL, advertias de umha oportunidade para a expansom do estudo do português. Está-se a aproveitar essa oportunidade?

    XdG: É que os galegos fartamo-nos a desaproveitar oportunidades! Um galego ou galega ao longo do seu percurso escolar tinha que sair com bom nível de galego, tamém na sua versom internacional, espanhol e inglês. Pois nada, aqui todo é ir contra o galego e contra a implementaçom da língua portuguesa no sistema educativo galego.

    Pois bem, sem quase oportunidades para estudar português, a língua portuguesa é a segunda língua de escolha, atrás do inglês, na Prova de Competência Línguística com a qual se acredita o nível B1 numha língua estrangeira, obrigatório para tirar um título com o plano Bolonha.

    PGL: Xurxo é o pai de Aloia e Mencia. Recentemente está a haver projetos e vozes que pedem abrir projetos educativos de caráter privado e/ou cooperativo que tenham como senha de identidade o ensino em galego a imitaçom de iniciativas similares em Euskádi, Catalunha ou Bretanha. Pegarias nessas serviço?

    XdG: O tema é complexo e difícil. Em primeiro lugar é a constataçom dumha impotência, se vives num espaço urbano é quase impossível que os teus filhos falem galego e eu e a minha companheira chegámos a essa conclusom, é triste, é resignar-se, mas é um facto a que nos devemos confrontar com espírito construtivo, porque o que está a fazer a administraçom pública galega neste país é um desleixo absoluto... Falam da perda do Códice Calistino, e nom tenhem ouvidos para os parques infantis sem se ouvir a nossa língua?

    Em segundo lugar, outra opiniom geral é pensar que a escola soluciona todo, que som os docentes os que erradicam o galego das aulas, e pola minha experiência nom é assim. Os espaços escolares estám bastante galeguizados e o dos professores tornou-se numha lotaria, depende da sorte. Mas cumpre ter presente que o coletivo dos professores e professoras é dos que mais estám a fazer pola galeguizaçom das nossas crianças e seria injusto nom reconhecê-lo, como se demonstrou na luita contra o decreto de marginaçom do galego. Outra cousa é que a escola, como noutras questons, nom poida deter o processo social de substituiçom e ainda por riba esteja constantemente a ser posto em causa o seu trabalho.

    O terceiro ponto somos os pais e maes. Eu tenho-o falado muito com a minha companheira e outros colegas, para mim, que aposto por um ensino público, galego e de qualidade é umha contradiçom insuperável a criaçom dum ensino privado, por muito que as razons sejam louváveis, porque com essa lógica tamém se justificariam escolas privadas por razons de religiom, sexo, raça, etc.

    Obviamente compreendo que haja pais que se sintam impotentes, impotência que partilho, e que apostem por esses projetos.

    Ora, que eu nom o faga nom quer dizer que fique de braços cruzados por um ensino público galego de qualidade e em galego. O meu trabalho vai estar na ANPA, em apoiar e criar espaços onde o galego seja o veículo para gozar dos filhos. E muito disto se está a fazer, desde os espaços culturais e sociais até associaçons como Agarimar.

    Por último, muitas vezes fala-se do caso das ikastolas -ainda que seja pouco amigo da basquite, catalanite, etc.- e eu sempre digo que nom me veria levando as minhas filhas a umha ikastola e sim indo com elas à festa da escola pública basca que reúne cada ano milheiros de estudantes, docentes, pais e nais na defesa do que é de todos e que tanto custou conseguir

    PGL: As tuas filhas estám a viver numha língua extensa e útil. De que forma?

    XdG: É que nom sabes que extensa e útil! Ainda me lembro dum cartaz na praça do Obradoiro que dizia «Mais Galinha Pintadinha e menos Galinha Azul» e a minha filha mais velha a berrar ao reconhecer o desenho: «a Galinha Pintadinha, a Galinha Pintadinha».

    Na Galiza o baby language é o espanhol, quase nom há pessoa que nom se achegue a umha criança e lhe fale espanhol, e depois ainda há quem che pergunta como as nenas e nenos galego-falantes começam a falar espanhol nos espaços urbanos!

    Repara, como a TVG deixou morrer o irreverente porco bravo javarim, que tanto êxito tinha aquém e além Minho -que foi feito da Xaba-Xira?- mesmo no canal Clan da TVE há vários desenhos animados que podemos ver na versom portuguesa, Ruca anda pola casa ao lado do «Abram alas para o Noddy», e a Galinha Pintadinha é já um clássico.

    Com internet as possibilidades som infinitas, desde ouvir a música do ZigZag a acompanhar as aventuras do Pocoyó. Mas é que na Galiza quase todas as pessoas já se derom conta de que o galego tem onde apanhar bom peixe. Projetos musicais como o Servando, «Para bailar e cantar» ou «Na ponta do pé», que em Portugal saiu co nome de «Pezinhos de lã» seriam impensáveis noutros espaços lingüísticos ou culturais.

    Em conclusom, temos razons para viver em galego e temos motivos para exportar o que aqui se fai.

    Escrito às 14:12:27 nas castegorias: Formaçom
    por agarimar Email , 2673 palavras, 165 leituras   Portuguese (PT)   Chuza!
    ACOSSAMENTO A HOMESCHOOLER GALEGA

    30-05-11

    Acossamento a homeschooler galega inícia campanha de cartas de apoio que serám enviadas ao julgado de instruçom nº7 de Vigo R/Lalim nº4 5ºPlanta.

    Ana é membro activo da comunidade homeschooler galega, membro de ALE, integrante de Educar na Casa e do coletivo que se formou após a aprovaçom da Lei de apoio à família e à convivência da Galiza. Educou e criou o seu filho dentro dos parámetros da criança respeitosa, apoiando-se para a sua educaçom num coletivo que gere um espaço livre.

    Solicitamos a vossa solidariedade.

    CARTA

    Escrito às 11:31:07 nas castegorias: Formaçom
    por agarimar Email , 88 palavras, 333 leituras   Portuguese (PT)   Chuza!

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        AGARIMAR

        Agarimar é umha associaçom de maes e pais cientes da necessidade dumha criança alternativa que permita um melhor desenvolvimento integral das/os nenas/os. Podes contactar connosco em: agarimar.gz@gmail.com
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