
PERSPECTIVA A TONS OBSCUROS (E NEM TANTO)
André Tabuada Casteleiro
...E choveu, após do ardido, e muito, de jeito mesmo mediterrânico, talvez antecipando, o destino climático da Galiza, a d'As Pontes, central que fede bem pertinho das fragas do Eume, polui como 2 milhões de carros, ninguém perguntou aos carvalhos do Eume se deveciam pela central, ninguém faz causa de perguntar-lhes, eles que levam aqui uma moreia de anos a sofrer-nos...
Se Lourição não valer, bem vale Návia, uma irmã da d'As Pontes nisso de poluír, já reparou na Galiza asturiana, para continuar com o seu labor de integração...
Estatuto de nação? Mais um apêndice à atrófia constitucional? Desde quando algumas competências mais e um termo, solucionaram uma dependência colonial, como a galega? As identidades construem-se, antes de mais no dia-a-dia, com efeitos práticos, realmente, emancipadores...
Madrid, continuará a ser o único centro político para a Galiza, Catalunya ou Euskal Herría, porque muito pelo contrário do que nos têm vendido, o estado das autonomias, não é mais do que uma concessão reacionária espanhola, na diatribe de solucionar “el manido problema territorial”, até o epíteto, demonstra, o estado das cousas.
O Reintegracionismo linguístico tem sido assumido pela nossa associação, como a inegável necessidade dum povo como o galego, para dignificar nacionalmente a sua língua, uma língua, porém, falada internacionalmente, e que começa a verificar no tecido social mais comprometido a sua valia, nunca tanto quanto hoje, se escrevera em português da Galiza, verificando-se que o reintegracionismo é o veiculo linguístico-cultural, próprio das associações comprometidas com um outro país, livre, solidário e nacional.
Os Centros Sociais, são para nós, a ferramenta indispensável para criar cidadãos autônomos, críticos, quem de reformularem Galiza, em chave soberanista, mas com uma generosa versatilidade, que tire os complexos, e faça abordagem de quaisquer problema que atinja @s cidadãos galeg@s.
Para nós, a política vai além da dinâmica parlamentar autoanémica e autocomprazente, mas vai mesmo além duma definição partitocrática da luta pela soberania, a soberania ganha-se no dia-a-dia, a nosso ver, trabalhando arréu, por descolonizar as nossas mentes, sem os dogmatismos, que de natural, se geram numa dinâmica partidária, apostamos neste 2007, porque os centros sociais da Galiza, continuem a construír o país, mas nuns termos declaradamente inclusivistas.
As autárquicas, tracejerão, talvez mais uma vez, os riscos básicos do défice democrático galego, desmobilização, desafeição na base, e mobilização exagerada dos principais quadros dos partidos majoritários, notadamente o PP, talvez o partido, e não é brincadeira, mais militante do país, quem de mobilizar um número altíssimo de pessoal prebendado através duma maciça rede clientelar, porém, não penalizada judiciariamente, mas no Bloco e no PSOE, reproduzem-se quando não idênticos, muito parecidos comportamentos,em regra, é comum a todos eles, a promessa mecanizada (e mastigada previamente) num intuito de incutir no pessoal, sempre as mesmas e básicas necessidades, são, portanto, quem cria as necessidades da gente, efeto, lógico, duma patética anormalidade democrática, mas avisamos, a Aguilhoar vai lá estar, onde se incumprirem as mais elementais regras democráticas, e disso, infelizmente, sabemos muito na comarca.
Escrito às 13:40:57 nas castegorias: Vozeiro
|
|