
A Aguilhoar, tem entre os seus alvos, a recuperação sistemática da nossa memória colectiva, fá-lo desde A Límia, mas como simples (ou não tão) achega à construção nacional. Poucos há quem saibam que uma lei aprovada em Madrid, num mês de Dezembro de há cinquenta anos, sentenciava à morte, a nossa Lagoa.
42 Qm2 convertiam a Lagoa de Antela, no espaço lacustre mais importante da Península, acolhendo uma fauna e flora diversificada, sendo paragem obrigada de gansos, cisnes, parrulos que mais nunca se viram pela Límia, mesmo pela Galiza, dando de pacer milhares de cabeça de gado, dando beões, junqueiras que os vizinhos aproveitavam para acamastrar o gado...singularizando-nos, fazendo-nos agradáveis as invernias, dizem os velhos, e menos torrados, os veraos, também dizem os velhos.
A Lagoa, resistiu à engenharia romana, mas tinha de chegar um baixinho de ares também imperais, para tirar-nos o mais belo horizonte da Límia, o "Mar d'A Límia" dizia uma idosa de Baltar, quando entrevistada por José Luís Carneiro para o seu recomendável livro: "Antela, A memoria asolagada"; as razões, o paludismo, a febre tifoidea (só se registaram na altura dois casos isolados ao Sul da comarca, ficando a Lagoa a norte) finalmente, a optimização agrária! Perguntem no solar da antiga Lagoa, pela optimização agrária.
50 anos de esquecimento, hoje a lembrança mais nítida que podemos deter sobre a Lagoa, é um a canle, afogada de represas, endireitada pela furiosa maquinaria do regime (o franquista) logo veio outro regime, o "consensuado" e conceituado também em Madrid, e já lá sabem quem baixam o Furriolo, As Estivadas ou Alhariz, que concentração aparcelar, nos deixaram, seria para que víssemos, mais devagar, como nos tiraram o horizonte, como nos tiraram a Lagoa?
A Aguilhoar, fará um acto em lembrança da penosa data de 27 de Dezembro. Manteremos-vos informados.