Arquivos para: Maio 2007
Bipartido reforçado para tudo continuar na mesma?
Maio 29th, 2007
Da Aguilhoar fazemos a seguinte análise deste novo processo eleitoral:
Antes de mais, queremos criticar a incondicional aceitaçom, por parte das diferentes forças políticas, da Constituiçom Espanhola e a legalidade vigente, que nega o carácter nacional da Galiza e o seu direito a decidir livre e democraticamente o seu futuro, e portanto, o processo eleitoral nom pode ser nunca validado nem considerado como verdadeiramente democrático, enquanto regerem interesses alheios a nossa naçom e todo se reduzir a votar cada quatro anos.
Assim, do nosso ponto de vista a democracia e a construçom nacional passa inevitavelmente pola criaçom de espaços de poder próprios de umha óptima anti-capitalista e anti-espanhola únicos instrumentos capazes de combater bilinguismos harmónicos, destruiçom do meio ambiente, moinhos eólicos, auto-estradas, TAV etc.
Sempre relativizando qualquer resultado, vemos que nom se produz qualquer câmbio de governo municipal que vá supor umha mudança significativa na defesa dos intereses nacionais da Galiza, e assim tanto Partido Popular como PSOE mostram-se como pilares da política municipal, evidenciando a depêndencia face quem governar na Espanha, e o nacionalismo autonomista, representado maioritariamente polo BNG, consolida-se nas vilas e mesmo no rural, duplicando o numero de câmaras, embora sofre um forte retrocesso nas sete grande cidades, castigando polas suas políticas nomeadamente em Ferrol. É de destacar que nenhum partido consegue maiorias absolutas nas cidades galegas beneficiando à coligaçom PSOE-BNG quem deverám governar em todas as cidades e em duas deputações (A Corunha e Lugo) e repetirem novos bipartidos.
Por seu turno, som salientáveis os resultados da candidatura soberanista em Cangas (Alternativa Canguesa de Esquerdas) apura até três mandatos, porém nem Ponte Areas de Esquerda, nem Vigo de Esquerda som quem de obterem qualquer vereador. Também de salientar é o ascenso de IU, a esquerda espanhola sobe de 2 para 4 mandatos em Ferrol, também sobe em Vila Garcia.
Na comarca da Límia os resultados nom fôrom muito diferentes do que em anteriores comícios. O PP ganhou em Vilar de Bairro (6 PP, 2 PSOE, 1 BNG) concelho famoso polo acarrexo de votos no “Há que botá-los”, Sandiás (5 PP, 3 PSOE, 1BNG), Tras-miras (6 PP, 3 PSOE), Sarreaus (8 PP,1 PSOE), em Baltar (7 PP, 1 PSOE, 1 BNG) onde o vira-casacas J.A Feijó (ex-Coaligaçom Galega) vence sem problemas, em Porqueira (5 PP, 4 BNG) a trânsfuga Susana Vazquez (agora nas listas do PP) ganha por pouco, com suspeitoso voto cigano (até ciganos portugueses fôrom cadastrados nas vêsperas dos comícios) e o maior número de voto de Residendes Ausentes da história do concelho. Também em Ginzo (7 PP, 4 PSOE, 2 BNG) houve incidências com até onze denúncias de acarrexo, e ainda assim o PP esteve a só cincuenta votos de perder a maioria absoluta, nesta câmara o BNG melhora os seus resultados provavelmente pola ausência de CG.
Nos Brancos, ganhou Terra Galega (4 TEGA,2 PP, 1 PSOE, 1 BNG), que irrumpe na cena municipal na comarca limiá, com a suspeita de estar financiado polo PP e com o ex-alcaide popular José António Rodriguez como testaferro, hoje inabilitado pola justiça por corrupçom.
O PSOE, fica com a câmara de Calvos de Randim (5 PSOE, 4 PP), logo dos escândalos que acompanharam a gestom do anterior alcaide popular.
Por último, nas câmaras de Vilar de Santos (8 BNG, 1 PP) e Rairiz de Veiga(6 BNG, 2 PP, 1 PSOE)governará o BNG com maioria absoluta, mesmo aumentando o número de votos.
No cômputo global de votos na comarca da Límia, o PP tem o 48'6% com 8400 votos, o PSOE o 23´3% 4023, o BNG o 22,9% com 3968 votos, TEGA 2,5% com 437 votos e o PG o 0,3% com 63 votos, outros o 2,2% com 385 votos, 135 votos em branco e 145 nulos, de um total de 17555 votos, sendo válidos, 17275.
Dia do Orgulho Lusista e Reintegrata
Maio 22nd, 2007
No próximo 25 de Maio, por sétimo ano consecutivo, o planeta Terra celebrará o Dia da Toalha em homenagem póstuma ao saudoso criador d'O
Guia do Mochileiro das Galáxias, Douglas Adams.
Da nossa parte orgulhamo-nos em anunciar que o vindouro 25 de Maio o
luso-reintegracionismo galego (na vanguarda do frikismo toalheiro celebrará em Compostela, pela primeira vez na sua história, o Dia
do Orgulho Lusista e Reintegrata.
Convocam: AGAL-Compostela, A Gentalha do Piche, MDL-Compostela e Rádio Kalimera.
25 DE MAIO, SEMPRE!!!
AGUILHOAR PARTICIPA NAS II JORNADAS DO MOVIMENTO ASSOCIATIVO EM OURENSE
Maio 12th, 2007
O passado dia 10 de Maio de 2007, pelas 20h00, um representante de Aguilhoar participou junto com a Casa da Xuventude de Ourense e A Esmorga na quinta sessão de debate no contexto das II Jornadas do Movimento Associativo na Região de Ourense, organizadas pelo Centro Social d´A Esmorga.
Lá o nosso representante explicou as origens de Aguilhoar, lembrando as primeiras actividades como as sucedidas Jornadas da Língua em 2003 organizadas por AC Covelo e Já!!, a constituição formal da associação em 2005, o trabalho desenvolvido na primeira época (Vozes Livres, Blogue, Festival da Mocidade, Denúncias, Cursos,etc) até a recente abertura do Centro Social, assim como o projecto de futuro e os reptos que se nos apresentam.
Para quem quiser ouvir o colóquio desenvolvido no local d´A Esmorga pode escutar em linha http://www.agal-gz.org/blogues/index.php/aesmorga/2007/05/12/p2768#more2768
Solidarizamo-nos com @s companheir@s d'A Fouce de Ouro
Maio 12th, 2007
A seguir reproduzimos comunicado d'A Fouce a respeito da actuação do corpo armado espanhol:
"GUARDIA CIVIL PERSEGUE RAPAZES/AS DO CENTRO SOCIAL A FOUCE
O passado 10 de Maio efectivos da Guardia Civil activos às 20 hh. (negárom-se a dar o seu número acreditativo) abordava quatro rapazes/as do Centro Social A Fouce que transitavamos por Bertamiráns colando cartazes da Festa do Dezassete... que se fai o doze organizada polo Centro Social O Pichel, e com a qual colaboramos. Tras a negativa dos agentes a explicar o motivo da retençom, estes procederom a registar-nos e identificar-nos um/ha por um/ha, de jeito totalmente arbitrário e autoritário.
Queremos dizer que estamos fartos/as de situaçons coma esta. Cada vez que saimos à rua a fazer vissíveis os nossos actos e as nossas ideias, temos que aturar identificaçons e registos que impedem a nossa livre circulaçom e coaccionam a nossa livre expressom. Durante o ano que levamos funcionando como Centro Social, practicamente todos os meses algum/ha de nós vê-se abordado mentres realizamos actividades sociais e culturais.
Justo nestas datas de campanha eleitoral, perguntamo-nos se lhes acontecerá o mesmo a quem cola a propaganda dos/as politiqueiros/as de turno. Sabendo que esta é umha situaçom totalmente ilegal, que as autoridades semelham nom querer resolver, queremos dizer que seguiremos a sair à rua aconteça o que aconteça e que nem Guardia Civil nem Policia Local nos vai impedir construir e extender espaços de liberdade e solidariedade no Val da Amaía.
POLA NOSSA LIBERDADE DE EXPRESSOM
NENGUMHA AGRESOM SEM RESPOSTA
--
Centro Social A Fouce
"Por um livre espaço de língua, cultura e dissidência no Val da Amaía""
Da Aguilhoar, queremos manifestar a nossa profunda repulsa, face mais uma actuação arbitrária da Guarda Civil contra os espaços auto-geridos
Ânimo Companheir@s!! Continuai a trabalhar em liberdade!!
Obscuros movimentos pré-eleitorais na Límia
Maio 9th, 2007
Conforme pudemos saber da Aguilhoar, a deputação provincial de Ourense, teria habilitado dous módulos para incentivar o acesso ao mercado laboral em mulheres em risco de sofrerem exclusão social, esta louvável parece com que nalguns concelhos da Límia, esteja em risco de se contaminar pela luta eleitoral, nomeadamente o concelho de Sandiás, aproveitou os módulos (promoção de condutoras de autocarros e serviços de vigilância das crianças no autocarro) para promover a integrantes da lista eleitoral do PP, denigrando as actuais trabalhadoras com todo o tipo de difamações.
Curiosamente o cursinho, entrou em vigência poucas datas atrás, coincidindo com o começo da corrida eleitoral.
GALIZA NOM SE VENDE
Maio 7th, 2007
A nossa vida nom se entende sem o território: nele temos a nossa habitaçom, por ele nos deslocamos, dele tiramos alimento e energia, nele deitamos os nossos resíduos, trabalhamos, passamos o nosso tempo de lazer… e fazêmo-lo desde há séculos, nele está a nossa história. O território que habitamos conta com paisagens fermosas ou singulares e alberga, aliás, muitas outras formas de vida, acovilha biodiversidade.
O território condiciona as nossas vidas, mas também temos umha cada vez maior capacidade de modificá-lo. Combinando desleixo e umha extrema ambiçom depredadora levamos décadas destruindo-o e justificamo-nos argumentando que é para gerar emprego, para nos desenvolver, para viver melhor…
Este uso insustentável do território está destruir a paisagem e o nosso património cultural, está a empobrecer a biodiversidade, está a piorar a nossa qualidade de vida e a hipotecar a das gerações futuras, para, como muito, enriquecer a umha minoria. Galiza perde populaçom ao tempo que estende o seu solo artificializado.
Urbanismo caótico, infraestruturas de transporte irracionais, campos de golfe, portos desportivos, barragens, piscifactorias, parques eólicos indiscriminados, passeios marítimos e fluviais rígidos, recheios, monocultivos de espécies exóticas e invasoras, nulo respeito polas figuras de protecçom ambiental e os espaços naturais protegidos… tenhem umha cousa em comum: a inexistência dum ordenamento territorial sustentável.
Denunciamos o elevado nível de destruiçom do território que estamos a atingir, mas também acreditamos na capacidade que ainda temos para reagir. Ainda é possível desenhar e desenvolver umha política de ordenamento territorial sustentável, que respeite a paisagem e o património, que nos permita conviver com umha rica biodiversidade, que melhore a nossa qualidade de vida sem hipotecar a das gerações futuras.
Sabemos que a geraçom de emprego de qualidade, o acesso a umha habitaçom digna e o gozo do nosso tempo de lazer nom é incompatível com a sustentabilidade, antes polo contrário, e por isso demandamos um imediato câmbio de rumo.
habita









