GALIZA NOM SE VENDE

GALIZA NOM SE VENDE

07-05-2007

A nossa vida nom se entende sem o território: nele temos a nossa habitaçom, por ele nos deslocamos, dele tiramos alimento e energia, nele deitamos os nossos resíduos, trabalhamos, passamos o nosso tempo de lazer… e fazêmo-lo desde há séculos, nele está a nossa história. O território que habitamos conta com paisagens fermosas ou singulares e alberga, aliás, muitas outras formas de vida, acovilha biodiversidade.

O território condiciona as nossas vidas, mas também temos umha cada vez maior capacidade de modificá-lo. Combinando desleixo e umha extrema ambiçom depredadora levamos décadas destruindo-o e justificamo-nos argumentando que é para gerar emprego, para nos desenvolver, para viver melhor…

Este uso insustentável do território está destruir a paisagem e o nosso património cultural, está a empobrecer a biodiversidade, está a piorar a nossa qualidade de vida e a hipotecar a das gerações futuras, para, como muito, enriquecer a umha minoria. Galiza perde populaçom ao tempo que estende o seu solo artificializado.

Urbanismo caótico, infraestruturas de transporte irracionais, campos de golfe, portos desportivos, barragens, piscifactorias, parques eólicos indiscriminados, passeios marítimos e fluviais rígidos, recheios, monocultivos de espécies exóticas e invasoras, nulo respeito polas figuras de protecçom ambiental e os espaços naturais protegidos… tenhem umha cousa em comum: a inexistência dum ordenamento territorial sustentável.

Denunciamos o elevado nível de destruiçom do território que estamos a atingir, mas também acreditamos na capacidade que ainda temos para reagir. Ainda é possível desenhar e desenvolver umha política de ordenamento territorial sustentável, que respeite a paisagem e o património, que nos permita conviver com umha rica biodiversidade, que melhore a nossa qualidade de vida sem hipotecar a das gerações futuras.

Sabemos que a geraçom de emprego de qualidade, o acesso a umha habitaçom digna e o gozo do nosso tempo de lazer nom é incompatível com a sustentabilidade, antes polo contrário, e por isso demandamos um imediato câmbio de rumo.

habita

Escrito às 17:55:09 nas castegorias: Novas
por aguilhoar Email , 350 palavras, 110 visualizaçons   Português (GZ)   Chuza!

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