
Da Aguilhoar fazemos a seguinte análise deste novo processo eleitoral:
Antes de mais, queremos criticar a incondicional aceitaçom, por parte das diferentes forças políticas, da Constituiçom Espanhola e a legalidade vigente, que nega o carácter nacional da Galiza e o seu direito a decidir livre e democraticamente o seu futuro, e portanto, o processo eleitoral nom pode ser nunca validado nem considerado como verdadeiramente democrático, enquanto regerem interesses alheios a nossa naçom e todo se reduzir a votar cada quatro anos.
Assim, do nosso ponto de vista a democracia e a construçom nacional passa inevitavelmente pola criaçom de espaços de poder próprios de umha óptima anti-capitalista e anti-espanhola únicos instrumentos capazes de combater bilinguismos harmónicos, destruiçom do meio ambiente, moinhos eólicos, auto-estradas, TAV etc.
Sempre relativizando qualquer resultado, vemos que nom se produz qualquer câmbio de governo municipal que vá supor umha mudança significativa na defesa dos intereses nacionais da Galiza, e assim tanto Partido Popular como PSOE mostram-se como pilares da política municipal, evidenciando a depêndencia face quem governar na Espanha, e o nacionalismo autonomista, representado maioritariamente polo BNG, consolida-se nas vilas e mesmo no rural, duplicando o numero de câmaras, embora sofre um forte retrocesso nas sete grande cidades, castigando polas suas políticas nomeadamente em Ferrol. É de destacar que nenhum partido consegue maiorias absolutas nas cidades galegas beneficiando à coligaçom PSOE-BNG quem deverám governar em todas as cidades e em duas deputações (A Corunha e Lugo) e repetirem novos bipartidos.
Por seu turno, som salientáveis os resultados da candidatura soberanista em Cangas (Alternativa Canguesa de Esquerdas) apura até três mandatos, porém nem Ponte Areas de Esquerda, nem Vigo de Esquerda som quem de obterem qualquer vereador. Também de salientar é o ascenso de IU, a esquerda espanhola sobe de 2 para 4 mandatos em Ferrol, também sobe em Vila Garcia.
Na comarca da Límia os resultados nom fôrom muito diferentes do que em anteriores comícios. O PP ganhou em Vilar de Bairro (6 PP, 2 PSOE, 1 BNG) concelho famoso polo acarrexo de votos no “Há que botá-los”, Sandiás (5 PP, 3 PSOE, 1BNG), Tras-miras (6 PP, 3 PSOE), Sarreaus (8 PP,1 PSOE), em Baltar (7 PP, 1 PSOE, 1 BNG) onde o vira-casacas J.A Feijó (ex-Coaligaçom Galega) vence sem problemas, em Porqueira (5 PP, 4 BNG) a trânsfuga Susana Vazquez (agora nas listas do PP) ganha por pouco, com suspeitoso voto cigano (até ciganos portugueses fôrom cadastrados nas vêsperas dos comícios) e o maior número de voto de Residendes Ausentes da história do concelho. Também em Ginzo (7 PP, 4 PSOE, 2 BNG) houve incidências com até onze denúncias de acarrexo, e ainda assim o PP esteve a só cincuenta votos de perder a maioria absoluta, nesta câmara o BNG melhora os seus resultados provavelmente pola ausência de CG.
Nos Brancos, ganhou Terra Galega (4 TEGA,2 PP, 1 PSOE, 1 BNG), que irrumpe na cena municipal na comarca limiá, com a suspeita de estar financiado polo PP e com o ex-alcaide popular José António Rodriguez como testaferro, hoje inabilitado pola justiça por corrupçom.
O PSOE, fica com a câmara de Calvos de Randim (5 PSOE, 4 PP), logo dos escândalos que acompanharam a gestom do anterior alcaide popular.
Por último, nas câmaras de Vilar de Santos (8 BNG, 1 PP) e Rairiz de Veiga(6 BNG, 2 PP, 1 PSOE)governará o BNG com maioria absoluta, mesmo aumentando o número de votos.
No cômputo global de votos na comarca da Límia, o PP tem o 48'6% com 8400 votos, o PSOE o 23´3% 4023, o BNG o 22,9% com 3968 votos, TEGA 2,5% com 437 votos e o PG o 0,3% com 63 votos, outros o 2,2% com 385 votos, 135 votos em branco e 145 nulos, de um total de 17555 votos, sendo válidos, 17275.
Escrito às 11:38:50 nas castegorias: Novas
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