O ex-ministro da administração interna espanhol, Jaime Mayor Oreja vem de declarar no jornal La Voz de Galicia que "o franquismo foi uma época de extraordinária "placidez" para muita gente" e portanto "não sinto a necessidade de condenar o franquismo".
O Franquismo um dos períodos mais sinistros na história da Galiza e dos demais povos que habitam a península, mesmo para uma alta percentagem de compatriotas de Mayor Oreja; resultou numa época nem só não condenável energicamente mas "plácida" para muita gente (é claro que para quem)
Uma ordem a estabelecida polo Franquismo baseada numa só "Espanha", a da vitória e que anulou via repressão, via assassínios, via exílio, à "outra Espanha" e por sinal, aos demais povos do Estado, que viram, assomade, proibidos os mais elementares exercícios de dignidade colectiva (o uso da língua, qualquer instituição própria ou a defesa da cultura própria).
As declarações do político de extrema-direita demarcam-se numa ofensiva espanholista de maior alcanço: No nosso país vemo-lo através da maciça turistificação que sofremos hoje como já sofreram regiões andaluzas ou do Pais Valencià e que repercutiram na perda das suas próprias senhas identitárias bem como num impacte ambiental incontornável; sempre em prol do interesse capitalístico espanhol e as necessidades da "clase media española" é que o nosso país sofre um contínuo ataque às suas senhas básicas de identidade, uma delas o idioma.
O idioma, o galego, conforme um relatório da RAG recentemente filtrado aos média (a maciça maioria dos média são cúmplices no que virei a dizer) apenas 2 em 10 crianças no nosso país são ensinados desde o berço em galego; enquanto a cifra deveria enruivar antes de mais à própria instituição que promoveu o relatório, a RAG, o mesmo partido, o PP, que empolga as reivindicações da extrema-direita ("AGLI, Tan gallego como el gallego"...) diz amar a nossa língua, mas que está mau mamá-la desde o mais elemental ensino, refiro-me às galescolas que longe de serem um oásis frente ao bilinguismo des-harmónico que promoveu o fraguismo, não prevém a hipótese de os mestres serem galego-falantes, nem haverá qualquer inspecção linguística por forma a garantir o uso do idioma, tudo isto desvendado polo jornalista Alonso Vidal, no nº 58 do NOVAS DA GALIZA.
Fora do nosso país, no tribunal de excepção espanhol, a "Audiencia Nacional" os fiscais do Estado pedem anos de cárcere, para os movimentos populares catalães que criticaram a visita bourbónica a Girona (lembremos que nos EUA!! não está punido queimar bandeiras).
Por sua vez sob a direcção intelectual (as esquerdas oficiais espanholas há tempo perderam a sua capacidade crítica, vejam lá Llamazares) da extrema-direita mediática e com o visto-e-prace do governo espanhol, numa clara politização dos critérios jurídicos, 24 já, membros do partido político Batasuna foram prendidos pola polícia espanhola em Euskal Herria, a ertzaintza e postos ao dispor da Audiencia Nacional. Enquanto isto, os média espanhóis estão a ser unânimes no aplauso a esta medida de força arbitrária e que lesa se não quiserem admitir direitos colectivos, quanto menos individuais.
Escrito às 14:30:34 nas castegorias: Novas
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