O 17 de Maio de 1863, uma cidadá galega, poetisa excepcional, tirava do prelo o seu livro "Cantares Gallegos" mal sabia, Rosalia, que esse dia, ir-se-ia converter na data que encenava a anormalidade da nossa língua.
A valentia com que na vida agiu Rosalia, fê-la ir contra a corrente esmagadora das "culturas espanholas" do XIX; empregando o nosso "doce dialecto" no reservado culto da poesia. 145 anos após isso, essa data é empregue polo governo espanhol na Galiza, quer dizer, a Junta, para justificar as suas políticas "normalizadoras".
Num dia, este 17, em que a mentira se institucionaliza; parece com que se vendam milhares de livros em galego e o cerimonial indica que os mass-media espanhóis da Galiza, intransigentes com o idioma durante 364 ou 365 dias -é ano bissexto- dediquem a capa das suas mais ou menos 60 páginas ao galego. Celebram-se as virtudes de literatos galegos, rebuscando como o ano passado com Maria Marinho, a presença da nossa língua na ou no homenageiad@s.
Vivemos tempos obscuros, as mornas acções governamentais em prol duma maior presença da nossa língua nacional, estão a ser atacadas polos representantes contemporâneos dos privilegiados seculares, fósseis reactualizados (nunca na verdade desapareceram) brigam com mais força do que sempre perante a defesa activa do idioma.
O galego, julgamos, esmorece, polo seu perene tratamento desde a anormalidade; o idioma próprio da Galiza e do Brasil, e de Portugal e Moçambique...é coutado e aparceirado como regional, reconstruído ao abeiro do castelhano, enquanto a cultura dominante, espanhola, encena os seus propósitos de regeneração do galego.
A falácia da liberdade idiomática corrompida pola repressão psicológica e social que aínda atinge hoje ao galego, pretende alastrar a ideia de que o perseguidor, é perseguido, e que deve-se proceder à livre eleição de idioma, se nos tivessem deixado há tempo, esta questão nem se teria colocado...
Para Aguilhoar, petrificar o idioma, num dia de louvanças regionais e cínicos propósitos de emenda pública, é contribuír para a anormalização do idioma.
TODOS OS DIAS EM GALEGO POLO MONOLÍNGUÍSMO SOCIAL. A NOSSA LÍNGUA É INTERNACIONAL
Escrito às 10:12:58 nas castegorias: Cultura
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Com motivo da comemoraçom do Dia das Letras Galegas, sócias e sócios do Centro Social Aguilhoar levarám a cabo as seguintes actividades:
1.-Conferência sobre o Galego, sábado 17, às 18h00 no Centro Social:
"Eficácia comunicativa e sobrevivência do Galego (a propósito da regeneraçom lexical da língua)" . A carrego de Carlos Garrido , Professor da Universidade de Vigo e membro da Comissom lingüística da Associaçom Galega da Língua.
2.-Leitura de textos galegos, sábado 17, às 19h00 na Praça Maior de Ginzo.
Acto organizado por Galiza Nova-A Límia, no qual se lerám textos galegos a carrego de militantes e simpatizantes desta organizaçom e todos aqueles que quigerem participar.
3.-Realizaçom de um mural em Ginzo de Límia na defesa do Galego.
Convidamos a tod@s @s interessd@s a participarem nos diferentes actos.
100% EM GALEGO!!
100€ GALIZA!!

Centro Social Aguilhoar adere ao manifesto da Associaçom Galega da Língua com motivo da celebraçom do Dia das Letras, convoca todos os galegos e galegas a manifestarem-se o próximo 18 de Maio às 12 horas na Alameda de Compostela, em defesa da Língua da Galiza, que identifica o nosso Povo.
A NOSSA LÍNGUA É INTERNACIONAL
1.- Denunciar as políticas de substituiçom lingüística que levamos sofrendo durante os últimos 25 anos, disfarçadas de falsa normalizaçom lingüística.
2.- Exigir o reconhecimento da condiçom internacional da nossa Língua, que com a variedade própria das línguas internacionais é falada por centos de milhões de pessoas no mundo, quer como língua nativa, como é o caso dos galegos, quer como língua oficial de oito Estados, ou como língua cada vez mais estudada em todo o mundo polas vantagens das línguas internacionais.
3.- Denunciar as autoridades e administrações públicas que, em vez de garantirem os direitos lingüísticos e democráticos do Povo galego, discriminam e perseguem aqueles que nom aceitam a deriva de substituiçom lingüística e dialectizaçom castelhanizadora do Galego que o torna desnecessário no seu próprio País.
4.- Apoiar a iniciativa aprovada no Parlamento por unanimidade reclamando a recepçom das rádios e televisões portuguesas na Galiza, que pedimos que se efective desde já e que nom fique numha simples declaraçom sem vontade real de a levar a cabo.
5.- Denunciar também os grupos extremistas que, protegidos por certos sectores políticos, atacam o direito e a liberdade de vivermos na Galiza em galego.
6.- Finalmente, apelamos a toda a sociedade para exigir umha mudança das políticas que tornam a Língua desnecessária e dialectal, como forma de impor o uso do castelhano, por políticas que garantam os nossos direitos lingüísticos individuais e colectivos, assegurando que o Galego continue a ser a língua própria dos galegos e galegas, e umha língua extensa e útil.
NOTA: A Aguilhoar recolhe estatutariamente a absoluta liberdade individual para @s suas soci@s exprimirem-se ou aderirem a iniciativas vinculadas a colectivos de defesa do idioma que empregarem a normativa RAG. A este respeito, o 18 de maio A MESA pola normalización linguística sob a legenda "polo dereito a vivirmos en galego" anima @s galeg@s a mobilizarem-se em defesa do idioma. Vari@s soci@s da Aguilhoar aderiram ao manifesto da MESA.
A Aguilhoar mantém como Centro Social umha inequívoca postura em defesa da nossa língua nacional e considera necessária o seu enquadramento internacional sem prejuízo das posturas plenamente respeitáveis de parte d@s suas associad@s
Escrito às 00:03:32 nas castegorias: Cultura
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