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Recital de poesia
Setembro 29th, 2008
RECITAL DE POESIA
Este sábado dia 4 às 22:00 terá lugar um recital de poesia no Centro Social Aguilhoar, a carrego dos poetas:
-Alberte Lema
-Anxo Angueira
-Brais González
-Chus Pato
-Claudio Pato
-Elvira Riveira Tobio
-Nair García
-Oriana Méndez
-Silvia Penas
-Xabier Xil Xardón
-Xaquín silva
-Xosé Antón Laxe Martiñán
Ao fim do recitado actuará Leo i Arremecaghona.
Esperamos a vossa assistência.
um forte abraço
VOZES LIVRES: Reflexons sobre a intervençom social na Límia
Setembro 19th, 2008
Editorial
A Aguilhoar é um projecto em construçom; um projecto que dia a dia se vai formando, somando forças, humanas e materiais; um projecto que se quer assentar e procurar o seu papel na comarca. Parece com que tivesse sido ontem quando em março de 2005 um pequeno grupo de jovens procedentes da associaçom cultural Covelo de Vilar de Santos e da Juventude pola Autodeterminaçom de Ginzo, decidiram juntar esforços e conformar um colectivo aberto e plural que chegasse a toda a comarca sob os referentes na altura da Esmorga de Ourense ou o Pichel em Compostela.
Desde a humildade e o realismo, sabendo muito bem qual é o contexto no que nasce, umha comarca de interior; com umha importante despovoaçom, umha permanente emigraçom da mocidade face as urbes galegas ou mesmo para Euskal Herria e Catalunha, com umha falta de saídas laborais que facilita como “saída fácil” a incorporaçom de dúzias de limiás e limiaos ano após ano à Guarda Civil ou à Policía espanholas; umha comarca despolitizada, com um caciquismo enraizado, sendo as únicas excepções as câmaras de Vilar de Santos e Rairiz de Veiga.
Mas umha comarca que também tem importantes vantagens, umha populaçom moça praticamente monolingue em galego, umha juventude activa e dinámica, umha comarca fronteiriça com Portugal e as hipóteses que isto nos permite, e sobretudo umha comarca virgem para um projecto destas características.
Nestas condições e num processo de acumulaçom de forças, Aguilhoar vai somando pessoal até que em Março de 2007 abre o Centro Social da Límia, um espaço que pretende ser um ponto de encontro para a mocidade nacionalista, de esquerdas e alternativa à sociedade do consumo. Mas este objectivo cumpre-se a meias, se bem com abertura o centro social a Aguilhoar se reforçou como associaçom de umha forma evidente, cria-se um grupo coeso e sólido que tem bem claro qual deve ser o papel da associaçom -vertebrar um movimento na comarca comprometido com a libertaçom nacional e social- nom se consegue chegar a todo esse potencial existente, por umha banda ao sector do nacionalismo institucional, embora a título individual sim haja adesões, e por outra a esse sector “alternativo” que, por via de regra também fica alheio ao projecto.
Porém, durante o ano e meio já como Centro Social e as múltiplas actividades realizadas, desde palestras, cursos, festas temáticas, concentrações, rondalhas passando-se polo festival da mocidade ou agitaçom e propaganda, fôrom conformando o corpo social da Aguilhoar e definindo a sua praxe, isto fixo com que houvesse quem se fosse embora e quem decidiu subir-se ao barco; mas o que é claro é que a dia de hoje a Aguilhoar é um referente para todas aquelas pessoas combativas e que nom acreditam na institucionalizaçom das nossas vidas, se bem a implicaçom a sério sempre seja mais difícil de apurar.
Por tanto, topamo-nos num momento, umha vez que já existimos como Centro Social, temos viabilidade e um grupo coeso, no que temos que decidir que modelo de Centro Social queremos e qual tem de ser a nossa intervençom na comarca.
Activando a comarca
Após as pertinentes reflexões, a mocidade organizada na Aguilhoar entendemos que há que activar a comarca, mas o quê significa isto? Da nossa óptica o papel que tem que jogar a Aguilhoar é duplo, por umha banda um papel claro de denúncia das agressões que sofremos como povo e reivindicativo da nossa condiçom nacional e da nossa soberania, e por outra banda, um papel de construçom de alternativas que desde a oficialidade nom se oferecem, falamos pois de alternativas sociais de construçom em chave nacional, desde espaços de lazer, formaçom, comunicaçom ou consumo alternativo.
Isto é o que significa activar, pôr os cimentos, modesta e humildosamente, sobre os que ir-lhe ganhado espaços às instituições espanholas, governar quem governar, espaços nos que podamos ensaiar a nossa independência a respeito de Espanha e o Capital. Na Galiza de hoje quem acreditamos na nossa naçom temos que fazer algo mais do que exigir a Espanha a nossa liberdade, temos, portanto, que construir essa liberdade, e a realidade demonstra que há ocos polos que podemos ir furando e abrir-nos caminho para criar umha verdadeira comunidade de galegos e galegas que vivam a margen do espanholismo e o capital.
Temos que assumir que vivemos como estrangeiros no nosso próprio país e é aí onde temos que dar a batalha e centrar as nossas energias, criar os nossos meios de comunicaçom, as nossas escolas, a nossa formaçom, o nosso lazer.., em definitiva as nossas vidas.
Borja Colmenero
Imprensa empresarial interessa-se pola camapanha da Aguilhoar centrada na Lagoa de Antela
Setembro 18th, 2008
O passado Domingo, 14 de setembro, os jornais, La Voz de Galicia e mais o Galicia Hoxe, do grupo El Correo Gallego, publicarom, cada jornal, um suplemento sobre a Lagoa de Antela, com entrevistas a vizinhos da comarca sobre a vida na Lagoa, as suas vantagens e desvantagens, assim como os projectos de recuperaçom.
Os dous jornais interessarom-se polo trabalho desenvolvido pola Aguilhoar na campanha pola recuperaçom da memória dos 50 anos da dessecaçom do humidal, nomedamente pola ediçom de um caderno sobre a Lagoa, da autoria de Verónica Lousada e Rubem Domíngues, bem como polas conferências ou exoposiçons realizadas.
Da Aguilhoar mostramo-nos críticos nom só com a sua dissecaçom mas com os mornos avanços havidos na recuperaçom e a falta de coragem dos políticos que mais umha vez , tanto o PP, o PSOE ou BNG, têm medo a enfrentar os interesses económicos, deixando bem às claras quais som as suas preferências.
Vá para os links acima assinalados em vermelho
Reproduzimos na íntegra a entrevista que o Novas da Galiza fizo a um dos responsáveis pola organizaçom do festival.
Setembro 18th, 2008DIEGO QUINTAIROS, RESPONSÁVEL POLA ORGANIZAÇOM DO III FESTIVAL DA MOCIDADE

“Entendemos a auto-gestom como
fórmula de trabalho real e eficaz”
Quando e como nasce o Festival da Mocidade?
O Festival da Mocidade nasce em 2006 em Vilar de Santos; nessa primeira ediçom as e os moços da Aguilhoar, na altura sem Centro Social, decidimos organizar um evento que fosse um foco de dinamizaçom social e cultural numha comarca com nulo activismo em chave soberanista.
Aliás, tentamos socializar umha outra forma de entender a Galiza e achegar as e aos limiaos música, jogos, debates, etc., que estám fora da oficialidade. Foi um festival humilde mas com muito compromisso.
Mas no II Festival da Mocidade já houve grandes grupos e tivo umha boa acolhida, nom é?
O sucesso desta primeira ediçom e mesmo a predisposiçom da cámara municipal de Vilar de Santos para colaborarmos numha próxima ediçom encorajou-nos a dar mais um passo e trazer uns bons grupos de música (Skárnio, Kumpania Algazarra e Guezos) e umha palestra por volta da autodeterminaçom em que participárom diferentes portavoces do nacionalismo e independentismo galego, ainda que houve certos obstáculos e condicionamentos da cámara municipal de Vilar de Santos polo suposto conteúdo político do festival, que mesmo estivo para se suspender, o qual nos fixo reflectir sobre a nom dependência das ajudas institucionais que sempre vam condicionar o trabalho que se quer desenvolver.
Este ano, a terceira ediçom será em Ginzo de Límia e com um importante leque de actividades, qual é o motivo da mudanza de localizaçom?
Antes de tudo, tenho que dizer que a mudança na localizaçom do festival nom tem a ver com os problemas do ano anterior com a cámara municipal de Vilar de Santos, mas com umha decissom que tomamos na Aguilhoar de forma assemblear, na qual avaliamos, por um lado, que nom podemos depender dos subsídios e que só através da autogestom é que podemos construir verdadeiro poder popular, seja qual for o trabalho a realizar, neste caso o Festival da Mocidade , o qual nom implica renunciar a essas ajudas, que também som nossas, mas nom depender ou condicionar o nosso trabalho para o politicamente correcto a fim de termos alguns eurinhos mais. E por outro, a centralidade de Ginzo na comarca, o que significa umha maior repercussom e visibilidade.
Em passadas ediçons, o tema central fôrom os 25 anos da AGAL e umha palestra sobre o direito sobre a autodeterminaçom, Qual é a temática deste ano?
O tema central deste III Festival da Mocidade é a Lagoa de Antela, à qual a Aguilhoar dedicámos o Ano da Memória já que recentemente se cumprirom cinquenta anos da aprovaçom do decreto de dessecaçom. Ponto de partida de umha das mais horríveis agressons ambientais nom apenas da nossa comarca mas de toda a Galiza. Os actos consistirám numha palestra na qual participaram diferentes ecologistas e especialistas no tema, será na casa da cultura de Ginzo. Também haverá umha exposi çom fotográfica no recinto do festival e nalgumhas ruas da vila, bem como uns cadernos explicativos sobre a problemática.
Quais som as actividades que se vam desenvolver no Festival?
As actividades que formam o festival som muito variadas, mais do que anos anteriores, com o fim de chegarmos a mais público e nom só à gente nova que sempre gosta mais dos concertos, portanto nom cingir o festival à música da noite mas abordar diferentes actividades; assim, por exemplo, temos jogos para nenos, campeonato de matraquilhos, emissom de rádio ao vivo, umha mini-feira do livro, com livrarias locais, conferência sobre a Lagoa de Antela, diferentes exposiçons de rua, e algumha outra que ainda está sem concretizar. E, claro, os concertos da noite.
O que implica para um Centros Social como o vosso a organizaçom de um evento destas características?
Coma já expliquei anteriormente, nós entendemos a auto-gestom como fórmula de trabalho, para este ser real e eficaz, embora às vezes fique marginalizado ou ocultado e pouco agradecido, assim nom buscamos grandes grupos ou grandes actos que atraiam muito pessoal e que nom chegue a mensagem que nos queremos transmitir, a construçom de umha comunidade nacional que viva em parámetros opostos ao capital e ao espanholismo. E, por outra banda, para nós, e isto foi motivo de um profundo debate, o
Festival da Mocidade é mais umha actividade, talvez a de maior repercussom, mas que nom deve absorver o nosso trabalho do dia-a-dia no Centro Social; o nosso fim nom é organizar um festival mas abrirmo-nos umha janela às e aos limiaos para que olhemque outra Galiza é possível.
Quais som as perspectivas de futuro?
Pois com apenas três ediçons, o objectivo imediato é consolidar o festival, nomeadamente para a gente da comarca, e sermos um referente para quem acreditar nos movimentos sociais como alternativa à institucionalizaçom das nossas vidas. E a meio prazo tentarmos medrar, com maiores e melhores actividades, sempre sem descuidar qual é o nosso fim.
Com a abertura de mais centros sociais este tipo de festivais estám a medrar pola geografia galega, achas que seria positiva a sua coordenaçom?
Evidentemente sim. Os Centros Sociais, que trabalham em parámetros similares, deveriam coordenar as suas acçons pois quantos mais sejamos a irmos na mesma direcçom menor será o esforço que tenha de fazer cada um de nós. A propósito dos festivais, poder-se-ia criar conjuntamente um banco de actividades, com recursos materiais, humanos, etc., que permita enfrentar grandes custos entre todos, desde os grupos, equipamentos de som, conferencistas, etc. É, pois, umha via a explorarmos no futuro
Mais umha ediçom do Festival da Mocidade
Setembro 18th, 2008O passado 16 de Agosto decorreu em Ginzo de Límia a terceira ediçom do Festival da Mocidade. Fôrom muitas as e os jovens que se passárom polo do Campo da Feira, onde as e os moços da Aguilhoar tinham instalada a feira de colectivos, os jogos populares, matraquilhos, etc e sobretodo os concertos.
De tarde eram já dúzias de limiaos, nomedamente, os que acodirom a quentar o ambiente, a jogar aos matraquilhos, à feira de colectivos e especialmente ao I Aberto Pataca da Límia, organizado sob patrocínio da Liga Nacional de Bilharda, da mao de José Miguel que após o I Aberto de Rio, em Sam Joam de Rio, desembarcou nas terras limiás com a sua bilharda. Por enquanto ainda os organizadores estavam ultimando palco, equipa de som entre outras cousas.
Logo chegou a conferência na Casa da Cultura, cuja legenda era “Ano da Memória da Lagoa de Antela”, dirigida por Rubem Domíngues, e encuadrada na campanha que da Aguilhoar levam desenvolvendo no último ano com motivo dos cincuenta anos da aprovaçom do decreto de desecaçom da Lagoa de Antela que puxo fim ao principal humidal da Galiza com o intuito de reconvertir as terras para a agricultura extensiva.
Com umha nutrida presença, com forte compenhente juvenil, os conferenciantes espuxerom a situaçom actual da lagoa, os projectos de recuperaçom e as vantagens para a comarca de ainda existir, ou mesmo recuperar, um dos humidais mais importante do Estado. Após a conferência tivo lugar um animado colóquio entre defensores da recuperaçom e quem antepom os interesses económicos da agricultura local acima do meio-ambiente.
Já pola noite chegarom os concertos e a malta começou a juntar-se num animado espaço presidido por faixas que iam desde a defesa da Terra, os direitos da mulheres a decidirme sobre o seu corpo, independencia e socialismo ou a liberdade para os presos políticos galegos. Por volta das 00h00, perto de cem moças e moços assistem os primeiro dos concertos a carrego do Carminha que com um provocativo punk fixerom desfrutar a todos. A seguir, e sem para de acodir cada vez mais pessoal a passar-se polo festival, foi o turno para os já conhecidos por estas terras os ourensanos Leite de Nai, que nom defraudarom a ninguem, e já por último com os Post Mortem, com o Iago à cabeça, o público nom parava de dançar. Mas antes de começarem a tocar, tivo lugar no palco dos concertos tras umha enorme bandeira nacional o acto político do festival sob o mote “Aguillhoar na defesa da Terra” com a leitura de um manifesto a carrego de um representante da associaçom e berros em favor do nosso meio ambiente, e também alusons à independência e a liberdade dos independentistas presos.
Mas o noite nom terminou aí, os assistentes ao festival, nomeadamente moços da comarca e amigos de algum outro centro cocial, como a Revolta de Vigo, continuarom até altas horas da madrugada com umha improvisada foliada que puxo fim a mais umha ediçom de um festival autogerido completamente que pretende abrir umha janela as e aos limiaos para que olhem a pequena Galiza inconformista e combativa.









