Arquivos para: Dezembro 2008
Xabier Xil Xardón, sócio da Aguilhoar, ganha o Lorenzo Baleirón
Dezembro 24th, 2008
O juri da trigéssimo primeira ediçom do prémio Eusebio Lorenzo Baleirón, que entrega o Concelho de Dodro, entregou o galardom ao limiao e sócio do Centro Social Aguilhoar, Xabier Xil Xardón com o seu poemario “ Cando menos, a derrota”.
Segundo manifestaçons do concelheiro de Cultura feitas aos meios, Anxo Franco, "trata-se de umha obra épica baseada na perda que houve, precisamente, na LÍmia".
O juri , formado polos poetas Anxo Angueira, Xiana Arias, Neves Soutelo e Miro Villar, valorou que na obra atopa-se "o fío condutor claro e a épica mais ousada das três finalistas". Para além do prémo em metálico, o ganhador verá publicada a sua obra na editorial Soutelo Blanco.
Da Aguilhoar damos os nossos parabéns a um sócio, amigo e grande poeta: parabéns ao Xabi!!!
CINEMA NO C.S.AGUILHOAR
Dezembro 23rd, 2008
Esta sexta-feira, dia 26, terá lugar a projecçom do filme brasileiro “Os anjos do sol”, com temática social, no Centro Social Aguilhoar.
O filme foi fornecido por AGAL.

Esperamos a vossa assistência.
DIREITO A COMPETIR, DIREITO A DECIDIR
Dezembro 22nd, 2008
Após a queda das seleçons chilena e basca, por motivos bem diferentes, finalmente os rivais da Irmandinha som as Baleares no caso da seleçom feminina e do Iram para a masculina, assim os nossos combinados serám umha vez mais objecto da nossa reivindicaçom nacional o próximos dias 27 e 28 de Dezembro.
Da Aguilhoar chamamos a todas e todos, nomeadamente ao pessoal da nossa comarca, a acodirem aos jogos de Ponte Vedra e Corunha para, por umha banda animar ao combinado que representa o nosso país e por outra denunciar a insuficiencia do quadro autonómico e reividicarmos a oficialidade.
Como já vem sendo costume no CS.Aguilhoar disponibiliza-se cartons dos Siareiros Galegos bem como entradas e autocarro. Mais informaçom no local.
Direito a competir. Direito a decidir
PROGRAMA DE ATIVIDADES: Siareiros Galegos
Sábado, 27 de Dezembro
- a partires das 16h00 e com a chegada a cidade dos autocarros de todo o pais, combinaremos pola Rua do Orçam para fazer umhas primeiras horas de confraternizaçom. Havera festa em colaboraçom com os locais mais comprometidos com a nossa selecçom,grupo de musica tradicional e muitas mais cousas.
- 19h00 saira do Campo da Lenha (praça de espanha) umha manifestaçom sob a legenda “Direito a decidir. Direito a competir” que percorrera diferentes ruas da cidade de Corunha.
- 20h45 Jogo de Galiza
- 23h00 e pontual com o remate do jogo,começara o concerto no Frontom de Riazor(anexo ao próprio estádio e mais concretamente ao fondo onde nos situaremos) ali actuarám:
LAMATUMBA
SKACHA
TONHITO de POI e Rasa Loba
TRAPALLADA
O Apalpador chega à Límia. Abramos-lhe as portas neste Natal
Dezembro 11th, 2008
Em 2006 um trabalho de José André Lôpez Gonzâlez, publicado polo PGL, resgatava do esquecimento o Apalpador, personagem mítica da cultura popular galega para a quadra natalícia. Foi no passado ano quando a Gentalha do Pichel chamou a atençom para a sua recuperaçom.
Este ano o Apalpador sairá à rua em diferentes pontos de Galiza e trará presentes para os meninhos e meninhas do País, e deixará carvom na porta das casas de tantos indesejáveis, inimigos da nossa língua e cultura.
Da Aguilhoar queremos ajudar a recuperar esta figura com a ediçom de um cartaz explicativo, brochuras e crachás, para prepara-lhe a volta ao Apalpador às ruas galegas e recuperar o Natal galego e, ainda, afastar-nos um bocadinho da voragem consumista dessas datas.
O APALPADOR
É sabido que a igreja católica aproveitou toda umha série de festividades que marcavam o ritmo das sociedades existentes antes da cristianizaçom, tingindo com um novo verniz celebraçons e festas com milénios de história.
Assim sobre as celebraçons pagás do solstício do Verao colocou o Sam Joám, ligou o entuido em que celebramos a extinçom do Inverno com a quaresma e santificou as festividades dedicadas à morte que desde muito atrás coincidem na nossa cultura com os primeiros compassos do Outono. Mas guardou a celebraçom mais importante, a do nascimento do filho de deus, para a situar nas mesmas datas em que a maior parte das culturas europeias anteriores à era cristá celebravam o solstício do Inverno, como momento de renascimento do ano.
Dessa sobreposiçom do cristianismo sobre os restos culturais pré-existentes temos um bom conhecimento na Galiza, porque nom se trata só da adaptaçom ao calendário, mas da mesma ocupaçom dos espazos empregados de antano para cultos pré-cristaos sobre os quais, sem nengum complexo, se levantárom ermidas e cruzeiros para os adaptar ao cristianismo.
Porém, e apesar do esforço que o cristianismo fijo para apagar qualquer pegada dos cultos e crenças populares, som muitos os vestígios que ficárom como testemunho. Nalguns casos com mais sucesso que noutros, mas em todos eles como prova das fundas raizes que o nosso povo mantém como a cultura indígena que é.
Pode que o caso das tradiçons ligadas ao solstício de inverno sejam algumhas das mais perjudicadas por séculos de tergiversaçom, marginalizaçom e ocultamento. E neste caso o proceso de aculturizaçom tem-se agravado pola superposiçom a umha primeira deturpaçom de orige católica, com séculos de andadura, da poderosa maquinária ideológica do imperialismo que pretende homegeneizar a cultura popular a um nível global.
Mas por baixo do Pai Natal, o negócio da Coca-Cola e do Corte Inglés; mesmo por baixo dos Reis Magos e o nascimento de Cristo, na Galiza mantivérom-se pegadas de antigas tradiçons que é preciso recuperar.
Assim nalgumhas comarcas da alta montanha do leste da Galiza, no Courel, Lóuçara e o Cebreiro; mantinha-se até datas muito recentes a tradiçom do Apalpador, um gigante com ofício de carvoeiro, que, no Natal, baixava das devesas onde morava para as aldeias, com a intençom de apalpar nas barrigas d@s nen@s e assim comprovar se estavam bem mantid@s.
O Apalpador vigilava que @s nen@s viviram com fartura, desejava-lhe que no vindouro ano continuaram a nom passar fame, e deixava-lhes umha presa de castanhas quentes como presente e lembrança da sua visita.
Possivelmente esta antiga tradiçom do Apalpador seja um dos mais antigos vestígios da nossa cultura. E como parte dum património ameaçado devemos pular por mante-lo e actualiza-lo.
Por que imos ter que asumir os dictados impostos por quem quere aculturizar-nos? Por que temos que ceder aos mandatos do consumismo capitalista e da tradiçom católica?
Aproveitemos também as celebraçons do natal para manifestar a nossa vontade de rebeldia e a nossa afirmaçom como povo, e escomezemos por recuperar a figura do Apalpador.
Que nom seja mais o barbudo publicista da Coca-Cola, nem os submisos monarcas orientais os que traiam os presentes aos fogares do nosso país!!
Deixemos que seja um galego, um honesto e trabalhador carvoeiro, quem venha agora com os presentes para as nossas moradas, e que as castanhas de antano sejam acompanhadas por outros bens que a sua generosidade de seguro lhe permite doar.
Este natal abramos-lhe as portas ao Apalpador!!!
Nem estatuto, nem constituiçom: Autodeterminaçom
Dezembro 9th, 2008O passado día 6 de dezembro, no Centro Social Aguilhoar decidimos tirar da retranca para conmemorar o seu grande dia do espanholismo com o nosso O DIA DA MATANZA, pois é nesta ponte de dezembro quando a maioria da gente da comarca aproveita para matar os pocos que leva criando com muita dedicaçom todo o ano e se converte inevitalmente num día de festa na casa, todo o día atarefados, de manhá com os preparativos, avisando a vizinhos e familares a botar umha mao, jantares intermináveis, anedotas, etc portanto, por que nom lhe vamos adicar um feriado ao 6 D?
Na Aguilhoar quixemos fazer o nosso contributo com umha ceia com cozido, lacom, orelha, chouriços, etc e mais com o diferentes jogos, como colocar-lhe a cabeça ao porco.
Mas também se colarom faixas pola vila de Ginzo denunciando a insuficiência de umha constituiçom que nos nega como povo e reivindicando a autodeterminaçom.
6 DEZEMBRO DIA DA MATANÇA
Dezembro 4th, 2008Festa no C.S.Aguilhoar. Desta volta fazemos umha festinha por ser o dia 6 de dezembro feriado com motivo do dia das matanças.
Às 21 horas há umha ceia, e depois festa toda a noite.









