As diferentes assembleias da língua que se fôrom criando em cidades e vilas do país, com o intuito de organizarem moças e moços na defesa da sua língua, coordenam o seu trabalhó a nível nacional sob o mote da MOCIDADE POLA LÍNGUA convovando umha greve no ensino para o próximo mês de maio, nas vésperas do Dia das Letras Galegas.
Da Aguilhoar estamos e estaremos ao lado destas e outras inicitivas na luita pola normalizaçom do nosso idioma que passa indubitavelmente polo monolinguismo social.
Manifesto da Mocidade pola Língua

Na Galiza existe um conflito linguístico: a substituiçom da nossa língua própria polo espanhol. Umha língua alheia foi imposta durante séculos polo poder político e económico e ainda hoje conta com enormes privilégios legais e sociais, o que provoca um lento declive do uso galego que só é parcialmente freado polas iniciativas do movimento normalizador de base.
Na mocidade este feito é especialmente alarmante: por primeira vez na história, a nossa geraçom de moças e moços nom temos como primeira língua o galego.
O ensino é o principal agente desgaleguizador da juventude. Umha legislaçom de mínimos (o decreto 124/07) é sistematicamente incumprido com a cumplicidade da administraçom, o que provoca que miles de nenas e nenos galegofalantes abandonem a sua língua ao remate do ensino obrigatório e ao tempo impede que sectores já espanholizados adquiram um mínimo domínio do idioma do seu país.
Na universidade, sem legislaçom que ampare o galego, a situaçom é ainda pior, situando-se o uso do galego nas aulas do ensino superior entre um ridículo 9% (UdC) e o 20% (USC) de meia.

A imensa maioria dos âmbitos de lazer juvenil estám completamente espanholizados. Cinema, música, videojogos, programas informáticos… Nestes âmbitos a presença do galego é ínfima, ante a indiferença ou mesmo a hostilidade das administraçons e dos meios de comunicaçom, também totalmente espanholizados.
Apesar disto, o galego segue a ser a primeira língua do país, graças à vontade colectiva do nosso povo por manter vivo o seu principal sinal de identidade. Qualquer situaçom de conflito linguístico entre duas ou mais línguas pode resolver-se com a desapariçom da língua mais débil ou bem com a normalizaçom desta. Apostamos por esta última alternativa, no caminho do monolinguismo social que nos traia a normalidade como povo.
Aspiramos a umha Galiza na que toda a sociedade -e particularmente a mocidade- poda desenvolver-se com plena normalidade no nosso idioma. A nosa lingua nacional, e portanto a única que deve ser oficial, é o galego, e é partindo dela que devemos ver o mundo e conhecer outros idiomas e culturas.
Mais informaçom http://mocidadepolalingua.netau.net
Escrito às 12:13:36 nas castegorias: Associaçom
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