Arquivos para: Junho 2009
Do Ñ para o NH
Junho 26th, 2009
Vem de sair do prelo o manual de língua, Do Ñ para o NH, cujo autor é o esmorgano Valentim R. Fagim, professor de português na EOI. O autor assinará exemplares esta sexta-feira, dia 26, no Centro Social A Esmorga.
A estratégia do professor foi partir do facto de os galegos e as galegas falarem já português, mas num formato muito castelhanizado. Portanto, as diferentes unidades batem o ponto naqueles aspetos onde esta interferência é mais evidente. É, portanto, uma boa ferramenta para pessoas que querem falar um bom galego, usem a ortografia que usarem.
O manual estará à venda no nosso local e terá um preço de 15 euros.
A historia está-se a escrever nas ruas de Vigo
Junho 16th, 2009
Nos tempos que correm, a solidariedade, como a liberdade, som os nossos bens mais prezados. Assim, da Aguilhoar queremos colaborar com a recolhida de assinaturas contra repressom sofrida polas trabalhadoras e trabalhadores do metal enviando-as a solidariedademetal@gmail.com
MANIFESTO
Os/as abaixo assinantes consideramos um imperativo ético e social dar todo o apoio solidário á luita dos metalúrgicos de Ponte-Vedra que, junto cos trabalhadores e trabalhadoras doutras empresas radicadas em distintas zonas da Galiza, hoje simbolizam no nosso País a mobilizaçom social e obreira contra umha resoluçom da crise capitalista favorável em exclusiva aos mesmos que a provocárom. A gente do Metal, polos seus métodos democráticos, assembleiarios e combativos, sen se dobregar diante dumha Patronal que nos derradeiros anos aproveitou a bonança económica num contexto de contínua reduçom da capacidade adquisitiva e recorte dos direitos socio-laborais do pessoal assalariado, vem sendo um exemplo para o conjunto da classe trabalhadora galega, em paralelo ás mobilizaçons que estám a acontecer em Grécia, Portugal ou na Franza.
Aqui, nom som eles os únicos que enfrentam as consequências dumha crise gerada pola destructiva capacidade do sistema para acumular riqueza nas mans duns poucos: as trabalhadoras do têxtil, com Caramelo à fronte, os das empresas do leite como Pascual, o pessoal das fabricas como Bunge, Galfrío ou Vidreira del Atlântico, todos eles estám a demostrar que só com a confrontaçom de classes e a defessa das liberdades públicas, pode-se impedir a degradaçom das condiçons de vida e de trabalho do conjunto da povoaçom, fronte ao egoísmo da patronal e a dureza dos governos que a sustentam.
Há anos tentárom fazer invisível á classe obreira, como se baixo o “capitalismo popular” dos Reagan e as Thatcher, quer dizer, a sua faciana neoliberal, todo o mundo pudera viver sen o salário, das rendas e dos investimentos financeiros. Agora que a gente de trabalho, fonte de toda riqueza, está maciçamente na rua para defender os direitos da humanidade despossuída, a maioria dos médios de comunicaçom manipulam a realidade apresentando as manifestaçons obreiras como actos criminais, salvando a cara da Patronal e das autoridades que decote exercem umha xorda violência contra as condiçons laborais e sociais do conjunto dos trabalhadores e trabalhadoras, sejam assalariados ou autónomos.
Em realidade, o convénio do Metal de Ponte-Vedra passou a ser a fronteira que a Patronal espanhola fixou para a totalidade dos sectores da produçom: congelaçom salarial, jornada laboral delongada, impago de horas extras, liberdade de contrataçom de imigrantes para explota-los sem medida, precarizaçom do emprego, submissom e ilhamento dos sindicatos, ameaças de deslocalizaçom ou de feche ....E para os seus colegas do Governo, passou a ser questom de Estado, penalizando as protestas e a rebeldia, conculcando se fosse preciso a liberdade de reuniom e manifestaçom, acarom do direito á informaçom veraz e objectiva. Em consequência, na luita do Metal jogámo-nos muito mais que umha singela suba de jornais para um segmento da povoaçom empregada; está em jogo, ademais do futuro do resto dos convénios e da qualidade do emprego, o direito a rejeitar o papel subsidiário que outros tenhem decidido para as nossas vidas.
A crise do capital colocou a cada quem no seu sitio e os que pensavam que chegara “o fim da historia”, nom tenhem outra que aprender a cantiga que di: “detrás dos tempos venhem tempos, e outros tempos ham de vir”. Assim pois, hoje, a historia está a se escrever nas ruas de Vigo.
A sua vitoria é a vitoria de todos e de todas, e a unidade entre as forças obreiras e sociais abre as portas a umha resposta contundente do conjunto da sociedade ao que é o fundo: a crise é do capital, dos capitalistas, e polo tanto som eles os que tenhem que a pagar, ao tempo que os direitos e liberdades civis devem ser garantidos.
Os perigos do provincianismo
Junho 1st, 2009Reproduzimos artigo originariamente publicado na web matarpormatarnon.org a respeito do projecto de fábrica de avions nom tripulados na qual está envolvido o concelho limiao de Trasmiras.
Unha vez mais o provincianismo e os intereses persoais, están a se impor no anuncio de un suposto grande proxecto para a comarca da Limia. A cacarexada fábrica de avións non tripulados.
Como sempre a razón que xustifica e esixe apoio para calquera falcatruada, son os “postos de traballo”. Postos de traballo que quen nos administra non soubo (ou non quixo) crear dentro da actividade tradicional da comarca (desta e doutras como Carballeda de Avia) e agora pretenden comprar os veciños coa posibilidade de teren onde gañar o sustento nun emprego. Aínda que sexa envelenado.
Non sabemos si os previstos 7.000 postos de traballo serán para técnicos de fora ou para labregos da Limia reconvertidos en fabricantes de avións.
Tampouco se abre un debate serio e adulto, no que expoñan os pros e os contras deste proxecto, como pode ser a súa compatibilidade co medio de vida tradicional da comarca, os espacios naturais como o recentemente recoñecido pola UNESCO Parque do Xurés. Os inconvenientes de ter avións a reacción sobrevoando o día enteiro a comarca, as destrucción de unha inmensa área da Limia con unha pista de 5 quilómetros de longo, así como outros factores de enorme importancia, como poden ser:
_ Fabricar na nosa comarca unha arma de guerra que está sendo utilizada en Pakistán con enormes danos “colaterais”, conforme vemos a diario nos xornais. Arma que por outra bando é das mais covardes, porque mata sen que o autor se arrisque en nada.
Arma que tamén utilizan os israelís para matar palestinos.
_ Unha industria que transformaría a Ourense e a toda Galicia, en obxectivo prioritario en caso de conflicto por ser unha fábrica de armas das mais letais.
_Todo sen desbotar a posibilidade de que calquera movemento terrorista teña as instalacións como obxectivo xa que nelas se pretende que teñan representación a OTAN, a NASA, o exército americano, así como outros “pacifistas”.
_ Como consecuencia do anterior habería que considerar as previsibles limitacións de utilización do solo e do espazo aéreo, así como a vixilancia e intromisión na privacidade dos veciños, contaminación acústica e ambiental, etc.
Para aproveitar Trasmiras o interesante sería acadar a instalación de un club de voo de planadores, similar a o de Fuentemilanos (Segovia), con orografía parecida á de Xinzo, onde unha escola deste tipo ven tódolos anos, desde Alemaña, para practicar este belo e ecolóxico deporte en España.
Señores políticos, un pouco mais de seriedade, traten á xente como adultos, expliquen todo con transparencia, deixen que o pobo decida e sobre todo, non nos ceguen con milagres que agochan os seus intereses e non os dos veciños.
Mais información sobre o “monstro” (definido desa maneira pola prensa):
http://es.wikipedia.org/wiki/MQ-1_Predator
http://espacioseuropeos.com/?p=1894
http://www.lavozdegalicia.es/galicia/2009/05/28/0003_7746963.htm
http://www.aviaciondigitalglobal.com/noticia.asp?NotId=10408&NotDesignId=4









