
Nos tempos que correm, a solidariedade, como a liberdade, som os nossos bens mais prezados. Assim, da Aguilhoar queremos colaborar com a recolhida de assinaturas contra repressom sofrida polas trabalhadoras e trabalhadores do metal enviando-as a solidariedademetal@gmail.com
MANIFESTO
Os/as abaixo assinantes consideramos um imperativo ético e social dar todo o apoio solidário á luita dos metalúrgicos de Ponte-Vedra que, junto cos trabalhadores e trabalhadoras doutras empresas radicadas em distintas zonas da Galiza, hoje simbolizam no nosso País a mobilizaçom social e obreira contra umha resoluçom da crise capitalista favorável em exclusiva aos mesmos que a provocárom. A gente do Metal, polos seus métodos democráticos, assembleiarios e combativos, sen se dobregar diante dumha Patronal que nos derradeiros anos aproveitou a bonança económica num contexto de contínua reduçom da capacidade adquisitiva e recorte dos direitos socio-laborais do pessoal assalariado, vem sendo um exemplo para o conjunto da classe trabalhadora galega, em paralelo ás mobilizaçons que estám a acontecer em Grécia, Portugal ou na Franza.
Aqui, nom som eles os únicos que enfrentam as consequências dumha crise gerada pola destructiva capacidade do sistema para acumular riqueza nas mans duns poucos: as trabalhadoras do têxtil, com Caramelo à fronte, os das empresas do leite como Pascual, o pessoal das fabricas como Bunge, Galfrío ou Vidreira del Atlântico, todos eles estám a demostrar que só com a confrontaçom de classes e a defessa das liberdades públicas, pode-se impedir a degradaçom das condiçons de vida e de trabalho do conjunto da povoaçom, fronte ao egoísmo da patronal e a dureza dos governos que a sustentam.
Há anos tentárom fazer invisível á classe obreira, como se baixo o “capitalismo popular” dos Reagan e as Thatcher, quer dizer, a sua faciana neoliberal, todo o mundo pudera viver sen o salário, das rendas e dos investimentos financeiros. Agora que a gente de trabalho, fonte de toda riqueza, está maciçamente na rua para defender os direitos da humanidade despossuída, a maioria dos médios de comunicaçom manipulam a realidade apresentando as manifestaçons obreiras como actos criminais, salvando a cara da Patronal e das autoridades que decote exercem umha xorda violência contra as condiçons laborais e sociais do conjunto dos trabalhadores e trabalhadoras, sejam assalariados ou autónomos.
Em realidade, o convénio do Metal de Ponte-Vedra passou a ser a fronteira que a Patronal espanhola fixou para a totalidade dos sectores da produçom: congelaçom salarial, jornada laboral delongada, impago de horas extras, liberdade de contrataçom de imigrantes para explota-los sem medida, precarizaçom do emprego, submissom e ilhamento dos sindicatos, ameaças de deslocalizaçom ou de feche ....E para os seus colegas do Governo, passou a ser questom de Estado, penalizando as protestas e a rebeldia, conculcando se fosse preciso a liberdade de reuniom e manifestaçom, acarom do direito á informaçom veraz e objectiva. Em consequência, na luita do Metal jogámo-nos muito mais que umha singela suba de jornais para um segmento da povoaçom empregada; está em jogo, ademais do futuro do resto dos convénios e da qualidade do emprego, o direito a rejeitar o papel subsidiário que outros tenhem decidido para as nossas vidas.
A crise do capital colocou a cada quem no seu sitio e os que pensavam que chegara “o fim da historia”, nom tenhem outra que aprender a cantiga que di: “detrás dos tempos venhem tempos, e outros tempos ham de vir”. Assim pois, hoje, a historia está a se escrever nas ruas de Vigo.
A sua vitoria é a vitoria de todos e de todas, e a unidade entre as forças obreiras e sociais abre as portas a umha resposta contundente do conjunto da sociedade ao que é o fundo: a crise é do capital, dos capitalistas, e polo tanto som eles os que tenhem que a pagar, ao tempo que os direitos e liberdades civis devem ser garantidos.
Escrito às 17:35:20 nas castegorias: Movimentos Sociais
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