Coordenaçom dos centros sociais.

Coordenaçom dos centros sociais.

04-05-2010

Publicamos interessante texto tirado do portal galizalivre.org, na secçom "Indo ao prático", sobre a coordenaçom dos centros socais da Galiza e as vantagens que isto poderia trazer.

Nos últimos anos a proliferaçom de centros sociais no país criou umha nova realidade política: perto de 30 locais distribuídos por todo o território (ainda que predominantemente no Eixo Atlântico) conformam umha rede na que se começa a assentar a comunidade nacional galega. Cada um é um mundo, respondem a realidade locais ou comarcais concretas, e estám mais influidos por umha ideologia ou outra.

Já se tem plantejado a sua coordenaçom a nível nacional noutras ocasions, mas aqui vamos fazer umha proposta distinta, afastando-nos de “processos contituintes” ou debates ideológicos-identitários. De um jeito ou outro, os centros sociais partilham umhas necessidades que seguramente sejam mais fáceis de suplir associando-se. É neste sentido no que talvez tenha mais sentido começar a entender a cooperaçom e coordenaçom entre centros sociais, na atençom de necessidades básicas, antes do que acordos ideológicos no ar que rematam esvaecendo por nom atenderem a realidades concretas.

Por exemplo, nas comarcas pequenas seria interessante adquirir infraestrutura pensando nas necessidades do conjunto de colectivos; dam-se casos do estilo de haver sete associaçons, cada umha com o seu projector, para realizar cinco projecçons ao ano entre todas. A nível nacional poderia ser viável, por exemplo, mercar umha carpa –poucas actividades ao ar livre podem prescindir dela no nosso país– entre vários centros sociais e fazer um calendário para o seu uso, que mesmo se poderia complementar com o seu aluguer a outras entidades. Isto valeria para outras infraestruturas deste tipo, sempre mui custosas. Os locais que tenham balcom quiçá podam conseguir melhoras nos preços das bebidas se fazem pedidos mais grandes, em conjunto com outros locais. Para os centros sociais que aceitem o financiamento através de subsídios, poderia ser interessante ter umha espécie de assessoria (semi-liberando umha pessoa quiçá?) que informa-se regularmente das subvençons que se publicam, que ajude com a burocracia, dê todo tipo de assessoramento legal: que licença tem que ter um centro social para vender bebida? Como reager perante umha sançom económica, etc.

Umha das tarefas militantes no que mais tempo se inviste é na propaganda. Por que nom acostumar-se a programar o que se poda com tempo, e fazer um cartaz mensal unificado por comarca com todas as actividades dos colectivos? Um bom exemplo de que isto pode funcionar é a organizaçom das festas populares da Ascensom em Compostela neste ano. Este modelo poderia aplicar-se todo o ano e em todas as comarcas. Até poderia servir para intentar que as actividades nom se “pisem” na medida em que for possível.

Outra maneira de reforçar o tecido comunitário pode ser a realizaçom de “intercâmbios” entre centros sociais. Por exemplo, a gente do CS A Fouce de Bertamiráns poderia ir umha fim-de-semana ao CS Aguilhoar de Ginzo de Lima: conhecer a gente, roteiros pola comarca, festas e comidas de convívio, etc., e semanas depois devolver-lhe a visita visitando a gente do Aguilhoar o Val da Amaia.

Temos exemplos já de actividades mui bem pensadas neste nível, como é a expossiçom sobre Joám Jesus Gonçales realizada pola gente do Fervedoiro de Cúntis que está a percorrer todo o país. E nom é só que umha expossiçom circule e chegue a mais gente; é que em cada inauguraçom a gente de Cúntis conhece gente do lugar ao que vam, criam-se contactos, e a potencialidade à hora de realizar qualquer mobilizaçom ou actividade multiplica-se, estreitando os laços da nossa emergente comunidade nacional. Nom é somar, é sempre multiplicar, e enriquecer o próprio acervo militante, à vez que se sentam as bases (antropológicas, quase) para hipotéticas acçons a nível nacional. Trata-se, enfim, de habilidades para melhorar a articulaçom dos espaços disidentes do país, e multiplicar a sua força e eficácia. Há que botar-lhe imaginaçom e atender a um ponto que sempre parece secundário e “técnico” nos debates teóricos, mas que é de vital importância.

Escrito às 15:48:01 nas castegorias: Centro Social, Além-Minho e Galiza estremeira
por aguilhoar Email , 658 palavras, 181 visualizaçons   Português (GZ)   Chuza!

Sem comentários ainda

Deixe o seu comentário


Seu endereço de e-mail nom será revelado nesse site.

Sua URL será exibida.
(Quebras de linha se tornam <br />)
(Nome, e-mail & website)
(Permitir que usuários o contatem através de um formulário eletrônico (seu e-mail nom será exibido.))

    Solidariedade coas presas e presos políticos galegos

    PRESaS
    Aguilhoar.5 anos luitando!

    Nasce em 2005 como fruito das inquedanças da mocidade limiá mais consciente e da necessidade de criarmos um espaço onde topar um jeito distinto de formular a política, em sentido amplo, como um processo que envolve todos os aspectos da vida. Um espaço de libertaçom integral, umha posta em valor do nosso recuperando o que nos identifica como País.
    Dotamo-nos dum Centro Social, para os protagonistas sermos nós próprios, para a soberania ser construída de abaixo para cima, para criar espaços abertos de debate, convívio e discussom. Contacto: aguilhoar@hotmail.com

    Pikanha

    Ligaçons

    V Festival da Mocidade
    Local Social A Esmorga de Ourense

    Alto Minho - Lugo
    Fundaçom Artábria - Ferrol
    Aturujo - Local Social - Boiro
    Baiuca Vermelha - Ponte Areias
    Casa Encantada - Compostela
    A Cova dos Ratos - Vigo
    Local Social Faísca - Vigo
    Centro Social A Formiga - Redondela
    A Fouce de Ouro - Ames
    Gentalha do Pichel - Compostela
    C.S. Gomes Gaioso - Corunha
    Henriqueta Outeiro - Compostela
    Madialeva - Lugo
    Revira - Ponte Vedra
    A Revolta - Vigo
    C.S. Roi Soga de Lobeira - Noia
    Sociedade Cultural e Desportiva do Condado - Salvaterra de Minho
    A Tiradoura - Reboredo (Cangas)
    A Treu - Corunha
    Ver Mapa Centros Sociais Galiza










    Busca

    powered by b2evolution free blog software