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[Sábado 28, às 18h00] Movimento obreiro galego a debate
Abril 25th, 2012
Com motivo do próximo 1º de Maio, Dia internacional dos trabalhadores e trabalhadoras, da Aguilhoar realizaremos com a colaboraçom da Escola Popular Galega umha palestra intitutalda “O movimento obreiro galego. Situaçom actual e perspectivas de futuro ante a crise”.
Sábado 28, às 18h00.
Nesta palestra o militante obreiro Vitor Batlhans fará um repasso sobre a actualidade da luita sindical na Galiza, e as hipóteses de organizaçom face um futuro claramente marcado pola crise capitalista, e quais seram os reptos e dasafios que os galegos e galegas como trabalhadores devemos afrontar.
Ceia solidária no local social.
Ainda, após a palestra haverá umha ceia solidária com as pessoas galegas represaliadas. A ementa correrá a carrego da Aguilhoar e o dinheiro que se tire será integramente dedicado à defesa jurídica e social das mesmas.
Viva o 1º de Maio!!
A luita continua!!
Lip dub da Aguilhoar
Abril 23rd, 2012Por fim no youtube o Lip dub da Aguilhoar!!
7 ANOS CONSTRUINDO POVO!!
Nos próximos dias serám publicados o making off e o lip dub surpresa.
Ligaçom: http://www.youtube.com/watch?v=4ajtApy2sM8&feature=youtu.be
17 de abril “Dia Internacional de Apoio aos presos e presos políticos"
Abril 18th, 2012
Da Aguilhoar queremos, neste 17 de abril “Dia Internacional de Apoio aos presos e presos políticos”, mostrar a nossa solidariedade com todos aqueles galegos e galegas que na actualidade se atopam presos por luitarem de forma directa e sem complexos contra o injusto sistema no que hoje vivemos.
Queremos de maneria especial lembrar aos presos e presa independentistas galegos: Eduardo, Teto, Antom, Maria, Miguel, Telmo, Santi e José, oito patriotas que levaram a defesa deste pais até perderme a sua própria liberdade. Patriotas aos que hoje de forma significativa queremos render a nosso apoio e mais sincera solidariedade.
Submetidos a um tribunal especial de origen franquista, dispersados da sua Terra e alonjados de familiares e amigos, recortando-lhe os seus mais elemntares direitos como presos, metidos em isolmamentio permanente, etc.
O Estado espanhol viola a sua própria legislaçom, e o direito internacional humatario para sobrecastigar a aqueles que nom se submetem ao status quo, e aos seus familiares e compenheiros e companheiras.
Mas também queremos mostrar a nosso apoio aos comunistas e antifascistas galegos e galegas, treze presos políticos galegos e galegas, condenados muitos deles a dúzias de anos de prisom, aplicaçom retroactiva das leis, alguns torturados e gravemente enfermos sofrem nas cadeias a repressom de Espanha e o Capital. E nom queremos esquecer ao anarquista galego, Pombo da Silva, preso na Alemanha, ao que também modestamente queremos mostrar o nosso sentido apoio.
Para todas e todos, um forte abraço solidário!!
Actividades do 17 de abril Dia Internacional de Apoio aos presos e presos políticos.
O nosso pequeno contributo a este dia consistirá em encaminar um abraço solidário em forma de carta a cada um dos galegos e galegas presas. Dirigir-nos a eles e elas, mostrar-lhes o nosso apoio ante a aplicaçom da legislaçom espacial, da dispersom, da tortura, do isolamento, etc, bem como o nosso ânimo na luita por um mundo melhor.
Também o próximo dia 28 de abril, apartir das 21h30, celebraremos umha ceia aberta a todos e todas no Centro Social Aguilhoar, no que se fará umha achega económica pola ementa, e cujos beneficios iram destinados para o apoio das e dos presos galegos.
AMNISTIA PRESOS E PRESAS POLÍTICOS!!
No bicentenário da 2ª constituição espanhola –IV e último-.
Abril 11th, 2012Última entrega das reflexões do José Tubio à volta de tudo aquilo que supôs a "sagrada" constituição de 1812
No bicentenário da 2ª constituição espanhola –IV e último-.
O texto gaditano vai marcar também o início da hegemonia do Exército na vida política do Estado moderno espanhol, virando árbitro umas vezes e protagonista principal outras. Dão fé, para maior riqueça do entrudo galego, as dúzias e dúzias de generais a cabalo (e não só) que de golpe de estado em golpe de estado (com e sem sucesso) marcam a história constitucional espanhola.
O limiar da Pepa explica que as Cortes a adoptam “En el nombre de Dios todopoderoso, Padre, Hijo y Espíritu Santo autor y supremo legislador de la sociedad”. Junto de alguns trechos do texto, com destaque para o artigo 12 que trata a candente durante todo o constitucionalismo espanhol “questão religiosa”: “La religión de la Nación española es y será perpetuamente la católica, apostólica, romana, única verdadera. La Nación la protege por leyes sabias y justas y prohibe el ejercicio de cualquiera otra” poderiam fazer pensar que o braço mais exultante após a expulsão dos franceses é o eclesiástico. E com certeza não sai mal parado mas, se comparado com o poder militar, observar-se-á que este se acaba de consolidar, o que não tira que o império comece a rachar por toda parte:
- O exército, de terra e mar, vira instituição permanente do Estado, dotada orçamentalmente de jeito permanente, com levas ordinárias[33] e compulsórias, hierarquia, salários e rangos, escolas militares, etc. Será nela onde revolução após revolução hibernem os perdedores e se cozinhem os novos “avanços constitucionais”. Mas o adágio histórico “cada ideologia uma constituição e um general para a defender” é falacioso porque a ideologia macro (a militar) será sempre una.
- O Tribunal del Santo Ofício de la Inquisición, abolido por Napoleão em 1808 e re-abolido pelas Cortes de Cádiz também em 1813, vai ser substiuído na sua dimensão político-económica (e também religiosa: o novo Deus será o Estado) por um novo órgão de terror, de caráter militar mas separado do exército regular: as Milícias Nacionais. A função inicial iria ser a de levar e fazer guardar o Direito do Estado nas vilas. Fernando VII restaurará a Inquisição (eis um contrabalanço pró-eclesiástico em favor dos assinantes do Manifesto dos Persas), que não desaparecerá definitivamente até 1834. As Milícias, formadas por cidadãos-burgueses-militares[34] apoiaram sobretudo ao liberalismo gaditano (ao absolutismo gaditado) sendo dissoltas pelo Desejado, reinstauradas pela constituição de 1837, utilizadas como exército paralelo e reconhecidas por diferentes bandos em diferentes etapas, sobretudo polos que a doutrina autorizada qualifica de revolucionários ou progressistas, mas sempre do lado patriótico e contra as “revoluções cantonais”, até que em 1843[35] as suas funções são assumidas pela recém institucionalizada, Guardia Civil.
Finalmente, ainda que muitos outros aspectos podem ser colocados em destaque, um é pacificamente salientado por diversos autores: todo o processo gaditano inaugura o fanatismo nacionalista espanhol. A expressão elegida não é tão pacífica, outras mais edulcoradas ou eufemísticas são mais frequenes, desde a citação das palavras de Argüelles apresentando a Pepa (“¡Españoles, ya tenéis pátria!”), passando por “la Constitución de Cádiz significa el nacimiento de una Nación”, expressão de Clavero[36]; até, indo as fontes diretas, todas as variegadíssimas expressões patrióticas e chamamentos à defesa da Madre Patria que inundam os decretos junteiros e corteiros gaditanos.
O principal motivo deste espanholismo doente é o facto da Península estar invadida por tropas francesas, acompanhadas dum texto constitucional que previa a aliança perpétua com a França[37], por outras palavras, a anexação; unido ao feito de haver toda uma série de elites que estavam aderindo à proposta. A criva e retaliação efetivada durante a guerra também o foi entre ferventes e conscientes patriotas gaditanos e mornos ilustrados dispostos a aceitarem mais um Rei estrangeiro (igualmente francês, como o Bourbon) e mais uma nova fornada de leis forâneas em troca de algum avanço político ou, segundo os casos, pessoal. Por este motivo, a expressão de fidelidade absoluta à Espanha, na forma do Rei, da Nação e os Santos Evangelhos, da Constituição Monárquica, das Cortes, e de todas juntas, foi escrutada durante toda a guerra e, uma vez finalizada, com renovadas forças para uma depuração e vingança total. Com certeza, este rareio de elites deixando florescer as mais absolutistas e espanholistas vai reververar no futuro.
Bastante relacionado com o exposto, embora é mais um efeito do que uma causa, e em geral com a unificação das “Espanhas” peninsulares e ultramarinas à moda dos Estados modernos como o francês com o que a futura Espanha, agora em singular, com certeza ia ter de concorrer, o moderno Estado que se inaugura em Cádiz eliminará os foros territoriais (também o fazia o plano de Baiona) e iniciará uma aprofundada fase uniformizadora através da unidade de códigos e leis, feita com a aquiescência das Juntas bascas também (simples exemplo de eleites que patroneavam tropas dum território). Uniformização e propagação estatal que, uma vez em andamento, trazerá os espisódios do “problema cantonal” (até na própria Cádiz, que também se constituirá em cantão) e as guerras Carlistas. Nestas, a população afetada pela perda dos foros e a ingerência dum cada vez mais gigante ente estatal, aliar-se-á com uma fação do absolutismo, em troca de que lhe sejam devoltos os foros (o que equivale a dizer, que cesse o intervencionismo do Estado espanhol) e o reconhecimento da “sobrecarta foral” ou direito a não aplicar o Direito do Estado nos territórios forais. Provavelmente em caso de vitória, o acordado não seria cumprido e, de facto, andando o tempo e as derrotas, as elites Carlistas já convertidas em partido político, atraiçoarão com os seus posicionamentos e alianças às tropas de vilegos e aldeães que durante décadas lutaram nesse bando.
Um segundo e relevante motivo dos exacerbados chamamentos de fidelidade à Monarquia eram as cada vez mais numerosas e frequênes revoltas libertadoras protagonizadas pelas elites crioulas das colónias[38]. A ausência de poder régio fez com que se multilicaram as guerras de independência desde 1808. Perdida a frota em Trafalgar em 1805 e exausto militarmente o império na guerra peninsular, ficavam os apelos patrióticos, habitualmente embrulhados de uma áura de tétrica ameaça.
[34] CAPITULO II De las milicias nacionales. Art. 362. Habrá en cada provincia cuerpos de milicias nacionales, compuestos de habitantes de cada una de ellas, con proporción a su población y circunstancias. […] Art. 364. El servicio de estas milicias no será continuo, y sólo tendrá lugar cuando las circunstancias lo requieran.
[35] Não é facil contrastar a eficácia do Santo Ofício com a das Milícias, na medida em que há menos registos fiáves destas últimas, mas com certeza pode-se afirmar que nos seus escasos 20 anos de funcionamento o número de vítimas mortais ultrapassou largamente as estimações mais elevadas (5.000) atribuídas à Inquisição nos seus 800 anos de atividade. Isto vai ser uma constante do Estado moderno: o aumento exponencial da sua eficácia no exercício do poder de dominação por meio da violência letal ou da ameaça constante da sua aplicação efetiva.
[36] Mais correto seria afirmar que nascia o Estado moderno espanhol, mas para este autor são equivalentes: sem Estado não há nação.
[37] O texto de Baiona designa “Don José Napoleón, por la gracia de Dios, Rey de las Españas y de las Indias: Habiendo oído a la Junta nacional, congregada en Bayona de orden de nuestro muy caro y muy amado hermano Napoleón, Emperador de los franceses y Rey de Italia, protector de la Confederación del Rhin, etc.”[sic, “etc.” para abreviar]”. O citado artigo 124 afirmava: “Habrá una alianza ofensiva y defensiva perpetuamente, tanto por tierra como por mar, entre Francia y España. Un tratado especial determinará el contingente con que haya de contribuir, cada una de las dos potencias, en caso de guerra de tierra o de mar“
[38] Após as revoltas bolivarianas, em julho de 1811 declara-se a independência de Venezuela e em dezembro aprova-se a primeira constituição da America Latina, mimética da dos EUA, anterior à gaditana e que vigorará durante perto dum ano.
Apresentaçom do Lipdub o próximo sábado 14 às 22h30 no Centro Social Aguilhoar
Abril 9th, 2012
Trailer do lip dub do C.S. Aguilhoar!
http://www.youtube.com/watch?v=4W-j9mLN26s&feature=youtu.be
Eis vos deixamos um pequeno cilp do lipdub gravado pola Aguilhoar. Lembrar-vos a todas e todos que seram projectados tres videos : o lipdub, o making off e mais um outro vídeo surpresa.
Mais info. http://lipdub-aguilhoar.blogspot.com
A nom perder!!
No bicentenário da 2ª constituição espanhola –III-.
Abril 4th, 2012Mais uma entrega das reflexões do José Tubio a respeito de "La Pepa"
No bicentenário da 2ª constituição espanhola –III-.
Adicionais análises de conteúdo, precedentes e contexto não têm muito interesse, mesmo por serem mais dificilmente falseáveis. Porém, o seu significado político sim o tem e por isso foi e está a ser adulterado[26], haveria que dizer, invertido, até o delírio mitológico.
- A Constituição foi elaborada por uma Comissão e só depois assinada (não tanto “debatida” em Cortes). Parte do seu papel num país invadido e em plena guerra, também civil, foi o de servir de contra-propaganda à Constituição de Baiona e à modernização (face ao mais obscuro absolutismo e desde a ótica das elites do despotismo ilustrado) processual e dos códigos napoleónicos que trazia sob o braço José Bonaparte. O texto de Baiona, igualmente não revolucionário e reaccionário, trazia porém novidades como a restauração das Cortes, com os três estamentos representados: nobreza (25 escanos), clero (25) e popular (122: 62 deputados eleitos polas juntas populares, 30 pelos concelhos principais, 15 entre comerciantes propostos pelas Juntas de Comércio e 15 representantes das universidades). O texto de Cádiz não podia ser menos (ainda que o foi no detalhe regulatório): tinha de existir e tinha de prever Cortes, não só um Rei absoluto. Por isso umas Cortes inicialmente não constituíntes como as de Cádiz, decidiram “magnanimamente” constitucionalizar.
Se a Constituição de 1808 reconhecia a liberdade de imprensa[27] sem censura prévia, os deputados de Cádiz não se podiam permitir o fluxo contínuo de dissidentes dos que acudiram a Baiona e dos que iam aceitando cargos nos territórios ocupados polas tropas napoleónicas, vendo-se obrigadas a aprovar o Decreto de “Libertad política de la imprenta[28]” o 10 de novembro de 1810 que, em verdade, o que fazia era abolir todos os julgados de imprensa (a censura prévia), cada vez menos operativos por estarem já em território ocupado (“liberado”, diriam os afrancesados), mas responsabilizava a qualquer impresor de fazer constar a verdadeira autoria no texto impreso. A censura a posteriori ficava garantida e aplicar-se-ia em caso de que o texto fosse “un libelo infamatorio, escrito calumnioso, subversivo de las leyes fundamentales de la monarquía, licenciosos y contrários a las buenas constumbres”. E contudo, a tal “libertad política” não se aplicava a textos religiosos, cuja censura prévia corresponderia aos Ordinários eclesiásticos.
- A “Pepa” é um texto parido por “revolucionários absolutistas” ferrenhos, revoltados contra o simulacro de liberalismo que representavam Napoleão e os afrancesados que o apoiam (alguns meros oportunistas).
A natureza de encíclica militar que supuram as páginas da Constituição de Cádiz faz que seja, até para disfarçar o absolutismo, um fato realmente ruim. Sem faltar à verdade com o seu título, a sua função era a de lhe organizar ao monarca a forma em como exercer o seu poder absoluto (porém, Fernando VII preferirá o anarquismo). Assim, uma década mais tarde, quando a seguinte quenda de “liberais” aplaudiam a nova quinta de generais golpistas a cavalo, ainda quando era a vez dos generais Pepeiros (¡viva la Pepa!) revoltados contra o Rei, a ideia já era também tomar o poder para substituir ou pelo menos revisar profundamente o texto gaditano. Precisamente porque vigorá-lo novamente não servia para embridar em nada ao monarca.
Por dar um exemplo conhecido, na França a revolução que dá incicialmente cabo do antigo regime e principia o liberalismo francês, cortando cabeças primeiro e assasinando dúzias de milhares de dissidentes de qualquer classe, grande parte deles simples labregos, nos anos posteriores, está composta por opositores ao absolutismo. Os assassinados e reprimidos na primeira volta são em boa medida elites que até então dominavam a vida política, social e económica francesa. Sucessivas revoluções e contra-revoluções acarraterão sucessivas rázzias, mas a incial foi de signo liberal, com toda a carga política da palavra, mais do que etimológica, que nunca a teve.
Ora, isto não é o que acontece “nas Espanhas”: desde o motim de Aranjúez contra as tropas francesas, as direções das Juntas de Defesa, a Junta Suprema, o Conselho de Regência e as Cortes de Cádiz (onde impudicamente se acunhou o termo “liberalismo español”) conformam a nata do absolutismo espanhol da altura. A criva aos dissidentes, autêntica guerra civil, não só de independência, foi sobretudo uma dizimação e retaliação do muito débil liberalismo, sempre não-democrático, que integravam as elites afrancesadas, por volta de 12.000 famílias que foram assassinadas, reprimidas[29] ou definitivamente exiliadas.
Acrescentando o diferencialismo a respeito de como se ultrapassou o Antíguo Regime para chegar ao Estado moderno noutras latitudes, a primeira contrarrevolução que derroga a Constituição de Cádiz é a efetivada desde acima pelo próprio Fernando VII no seu regresso da catividade. Na primeira fasse, de 1814 a 1820, com o apoio (embora seja mais exato dizer, com a forte pressão) do setor mais recalcitrante dos deputados das Cortes de Cádiz, os firmantes do conhecido como Manifesto dos Persas[30] (boa parte Prelados) convirte a Espanha peninsular, como diz Florez Estrada[31] “en una nación de delatores y perseguidos, de carceleros y encarcelados, de verdugos y víctimas”. O resultado é que a primeira contrarevolução é mais reacionária, absolutista e sanguenta (no que entre espanhois se refere) do que a inicial “revolução liberal”. Os dissidentes passam a integrar sociedades secretas nos Exércitos, nada menos. O próprio Argüelles e outros déspotas ilustrados estão entre os retaliados. No contador do já de por si anti-democrático liberalismo, Espanha começa em menos dous.
Este absolutismo Vs absolutismo absoluto[32] vai ter consequências futuras em termos comparados de evolução política, mas já ao longo do século XIX tem-as lexicais. Na medida em que o absolutismo em Espanha se chamou liberalismo, avançada só uma década, os primeiros liberais chamar-se-ão “radicais” ou “exaltados”, face aos liberais “moderados” ou “doceañistas”, os absolutistas. E assim por diante: Quando Pi e Margall apresenta o projeto de Constituição federal de 1873 (texto não-nato inspirado na Constituição americana, também não democrático e reacionário, embora bastante menos do que os precedentes), representará a facção de liberais federalistas “benévolos”, partidários dum federalismo de acima-abaixo, para os diferenciar dos liberais federalistas “intransigentes”, partidários dum federalismo de abaixo-acima, cujo projeto constitucional não será nem debatido.
[26] Diz o Catedrático da Universidad de Sevilha Bartolomé Clavero, num artigo a propósito do bicentenário: “Se está por lo general utilizando la efectiva renovación de la historiografía de materia política para proyectar hacia atrás imágenes atemporales como las de liberalismo y democracia que dislocan y desvirtúan la historia y, al cargarse de pasado, la política misma. Afortunadamente, al menos el intento de manipular desde España la conmemoración de bicentenarios constitucionales por América, con el corolario de magnificar el aporte gaditano, ya está dando ciertas muestras de frustración.”
[27] “La Constitución de Bayona”, Fernández Sarasola.
[29] A luta contra a dissidência foi uma constante durante toda a vida das Cortes de Cádiz, efetivada militarmente, com propaganda de toda classe e com a discriminação e promesa de discriminação. Um exemplo é a imposibilidade de exercer cargos públicos dos afrancesados e não patriotas: http://www.cervantesvirtual.com/obra-visor/coleccion-de-los-decretos-y-ordenes-que-han-expedido-las-cortes-generales-y-extraordinarias-desde-24-de-septiembre-de-1811-hasta-24-de-mayo-de-1812-tomo-ii--0/html/0027bda0-82b2-11df-acc7-002185ce6064_212.html
[30] O título do conhecido como Manifesto dos Persas era: “Representación y manifiesto que algunos diputados á las cortes ordinarias firmaron en sus mayores apuros para que la Magestad del señor D. Fernando el VII a la entrada en España de vuelta de su cautividad, se penetrase del estado de la nación, del deseo de sus provincias, y del remedio que creian oportuno; todo fue presentado á S. M. en Valencia por uno de dichos diputados, y se imprime en cumplimiento de real órden.” O texto está assinado por até 69 deputados das Cortes ordinárias resultantes do procedimento de eleição previsto na Constituição gaditana: as elites mais selectamente absolutistas que lhe pedem ao rei um regresso às formas de absolutismo puras anteriores à invasão. O nome do manifesto procede de uma cita no mesmo relativa à costume dos antiguos persas de terem 5 dias de anarquia após a morte do monarca, período que eles equiparam ao que está a viver a Nación. Estas e outras pressões somadas à sua própria vontade, fazerão com que Fernando VII derrogue o corsé da Constituição de 1812 o 9 de março de 1814.
[31] Déspota ilustrado, advogado, economista, historiador, alto funcionário do absolutismo com Godoy, Deputado nas Cortes gaditanas, dos poucos tenuemente liberais (no sentido político de começos do XIX), passará a ser alto oficial militar em 1813 e terá de se exiliar um ano mais tarde quando regressa o Desejado.
[32] Um decreto de Fernando VII descreve o essencialismo da ala purista: “Con del fin de que desaparezca para siempre del suelo español hasta la más remota idea de que la soberanía reside en otro que en mi real persona…”
[33] No Título VIII, dos poucos que acabarão por ser efetivados: “DF LA FUERZA MILITAR NACIONAL
CAPITULO I De las tropas de continuo servicio”. Art. 356. Habrá una fuerza militar nacional permanente, de tierra y de mar, para la defensa exterior del Estado y la conservación del orden interior. […] Art. 361. Ningún español podrá excusarse del servicio militar, cuando y en la forma que fuere llamado por la ley”.
Obrigadinho a todas e todos!!
Abril 2nd, 2012
No passado sábado 31 de março, a Aguilhoar festejou o seu 7º aniversário com a anunciada gravaçom do LIPDUB, que apesar de diferentes obstáculos e presons de diversa índole que foram surgindo a escassas horas do seu começo, pudo-se realizar satisfatoriamente.
Num ámbiente festivo e reivindicativo a Aguilhoar colocou na rua e visibilizou, sob a música do grupo viguês de ská Skárnio, a nossa cultura e o nosso país. Sócios e sócias, simpatizantes e amigos e amigas da nossa associaçom quixerom acompanhar-nos nesta data e a eles agradecemos imenso a sua participaçom e colaboraçom.
APRESENTAÇOM PÚBLICA DO LIPDUB
Nos próximas dias comunicaremos o estreno do LIPDUB, que decorrerá no Centro Social Aguilhoar ao que ficam convidados todas as particpantes e aquelas pessoas que quixerem achegar-se.
Ainda, será também projectado o making off da gravaçom do vídeo musical, e um outro LIPDUB surpresa que nesse mesmo dia foi gravado de forma completamente espotánea e inesperada.
Mais info. http://lipdub-aguilhoar.blogspot.com.es/
Aguardamos-vos a todos e todas!!!
A festa continua!!
Viva a Aguilhoar!!














