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As silenciadas e Camilo de Dios na Corte dos Bois
Setembro 13th, 2012
PGL.- O sábado, 15 de setembro, às 20h00, vai estar no local da Corte dos Bois (Santa Ana - Sandiás), Camilo de Dios, antigo guerrilheiro antifranquista, sindicalista e político galego, nascido em Sandiás em 1933. Depois vai ser projetado o documentário "As Silenciadas" de Pablo Ces. O evento contará com a sua presença e com a de Pilo Sierra, autor da banda sonora, que tocará alguma das suas peças.
"As silenciadas" é um documentário histórico que recupera histórias de vida, inseridas no seu contexto, de numerosas mulheres que andaram na clandestinida
de ou apoiaram o movimento guerrilheiro. Por defendê-lo, foram duramente repressaliadas: morte, cárcere, tortura física e psicológica, exílio... O seu papel foi fundamental na supervivência deste movimento de resistência.
[14 de setembro, às 20h30 ] Apresentaçom do livro "Nântia e a Cabrita d´Ouro" de Concha Rousia na Casa da Cultura
Setembro 11th, 2012Apresentaçom o vindouro dia 14 de setembro, por volta das 20h30, na Casa da Cultura de Ginzo de Límia do último livro de Concha Rousia, também participará na mesma Antom Riveiro Coelho.
Nântia e a Cabrita d´Ouro
“Os olhos de Ébora furaram a névoa que a separava de Nântia, acabava de ver como a pequena dialogava com a parelha de pássaros; sem mover os lábios ela e as duas rolas se comunicaram. Ébora estava observando a cena com muita atenção; sim, aquele tinha sido um momento longamente aguardado pola sábia, mas afinal ali estava; era a confirmação de que Nântia estava pronta...”.
Será que Nântia, filha de Brigam, o ferreiro, conseguirá recuperar a Cabrita d´Ouro que a poderosa Cerne, a Rainha-Loba, arrebatou ao clã de Laroá? Parece uma missão impossível para uma jovem de apenas treze anos, mesmo que ela seja a escolhida; terá que atravessar as Terras Proibidas, cruzar o rio do esquecimento, adentrar-se na lagoa de Lim e enfrentar-se à temível Cobra-das-Sete-Cabeças. Mas para além disso, terá que superar as armadilhas da pérfida Cerne, que já submeteu todas as terras e clãs desde as chairas de Lim até os cúmios de Croubre, sem que guerreiro nenhum pudesse impedi-lo. Nântia, todavia, contará com a ajuda de Maro, o Cavalo Branco, de Paleug, o lobecão, e Briona, a Espada-que-Vive, e sobretudo, dos seus fiéis acompanhantes, Ila, sua prima, e Brath. Mas antes de tudo isto acontecer, Nântia ainda deverá superar as três provas que mostrarão que ela é a eleita.
A aventura de Nântia, dos seus amigos e inimigos, transporta-nos a um mundo antigo, mas próximo, e a um lugar que é o mesmo que habitamos hoje.
[31 de agosto, às 22h] Ceia de despedida do actual Centro Social
Agosto 28th, 2012
Da Aguilhoar queremos comunicar o inimente cámbio de ubicaçom do nosso Centro Social. Assim, após umha assembleia de carácter extraordinário celebrada o passado sábado, 25 de agosto, os sócios e sócias da Aguilhoar decidimos por diferentes motivos cambiar o local social.
Entre estes motivos está, por umha banda, a situaçom económica que desde os últimos messes vinha atavessando a nossa associaçom e, por outra, a limitaçom do actual local para trabalharmos adequadamente, levando-nos à necessidade desta mudança como início de um novo ciclo após sete anos de activismo na comarca.
CEIA DE DESPEDIDA, sexta-feira 31 de agosto, às 22h00.
Deste jeito, por razons técnicas neste mes deixamos já o actual centro social, convocando a todos os e as associadas, bem como simpatizantes a umha ceia de despedida a sexta-feira (venres) 31 de agosto, às 22h00, onde aliás se projectará umha foto-reportagem deste ciclo que encerramos no local sito na rua Santa Marinha.
NOVO CENTRO SOCIAL, NOCA ÉPOCA
Sem polo momento adiantarmos os acordos e novas linhas de intervençom, da Aguilhoar comunicamos que nos próximos dias se começará a trabalhar na apertura do novo local social para poder continuarmos, a finais de setembro ou começos de outubro, com a nossa achega na libertaçom nacional e social da Galiza.
25 de Julho, Dia da Pátria Galega, Independência e socialismo
Julho 18th, 2012
Da Aguilhoar chamamos à mocidade limiá a participar massivamente nos actos organizados polas diferentes organizaçons soberanistas polo Dia da Pátria Galega, neste próximo 25 de Julho, em Compostela.
24 de Julho, mocidade independentista.
Como vem sendo costume a tarde e noite do 24 de Julho é o dia da mocidade independentista. Ao longo da tarde organizaçons como AMI organizam um leque de actividades reivindicativas e festivas, mais um ano na Praça 8 de Março sob o mote "Sementades miséria, Espalhades resistência", finalizando com a sua tradicional Rondalha polo casco velho da cidade compoistelana.
Também, Brigapom em cena a sua VIII Jornada de Rebeliom Juivenil com diferentes actividades. Nesta ocasiom, o seu ponto principal será a manifestaçom e os concertos, nos quais conta com a presença de importantes grupos galegos e internacionais.
Sem esquecer-nos, aliás, do Festigal a celebrar no Campus Sul da USC por Galiza Nova, com exposiçons, apresentaçons de livros, palestras e concertos nas duas jornadas de 24 e 25 de julho.
V Cadeia humana pola liberdade dos presos independentistas galegos
Porém, antes da jornada juvenil, às 20h00 na Praça da Galiza temos, mais um ano, a cadeia humana e solidária pola liberdade dos presos independentistas galegos convocada polo organismo popular anti-repressivo CEIVAR.
25 de Julho. Manifestaçons nacionais
Por sexto ano consecutivo, a rede popular soberanista e independentista Causa Galiza percorrerá as ruas de Compostela com os sectores do nosso povo mais comprometidos com o projecto estratégico de construir um Estado Galego, sob a legenda "Continuarmos no caminho da libertaçom nacional e social" que partirá da Alameda por volta das 13h00.
Aliás, também Nós-UP às 12h30, desde a Alameda compostelana sairá por segundo ano em solitário na sua manifestaçom independentista, socialista e feminista. E, ainda, o BNG sairá na sua tradicional manifestaçom a por em cena umha nova epoca após as diferentes cissons e o seu giro sobernista na defesa de umha República Galega. Por último, nesta altura a nova organizaçom ANova ainda nom fixo público qual será o seu acto no dia nacional da Galiza.
VIVA O DIA DA PÁTRIA GALEGA!!
SEM LUITA, NOM HÁ REVOLUÇOM!!
INDEPENDÊNCIA E SOCIALISMO!!
DENANTES MORTOS QUE ESCRAVOS!!
Aguilhoar presente nas II Olimpíadas Populares Galegas
Junho 18th, 2012
A equipa de atletas da Aguilhoar também participou na segunda ediçom das Olimpíadas Populares Galegas que se celebraram os passados dias 16 e 17 de junho na vila de Ponte Vea, no concelho de Teu, com um meritório sétimo posto e dous diplomas olímpicos.
Com perto de douscentos participantes e dezasete equipas este evento confirma o sucesso atingindo na sua primeira ediçom em Riva d´Ávia. Assim, num ambiente fraternal e de convívio as e os participantes dos centros socais e outras associaçons culturais do País desfrutamos de umha jornada de desporto e cultura popular.
Da Aguilhoar parabenizamos aos organizadores e encorajamos ao comité olímpico a continuar com este evento e seguir melhorando a cada dia que pasa a participaçom e organizaçom.
Espanha nom nos representa. Galiza é a nossa naçom!
Junho 12th, 2012
Com o começo das competiçons desportivas, como a Eurocopa ou próximamente os Jogos Olímpicos, o Reino de Espanha, com o seu frente mediático à cabeça, pom em marcha a sua campanha de “espanholizaçom”.
Procurando, através dos desportos, umha identificaçom com o seu chauvinismo espanhol excluinte, que nega sistemáticamente a condiçom nacional da nossa Terra e do seu direito, reconhecido internacionalmente, a decidir livremente o seu futuro e, neste senso, participar como naçom, em pé de igualdade, nas diferentes competiçons desportivas internacionais.
Legendas como “el equipo de todos” ou “todos con la Roja” buscam adesons identitárias a um Reino Espanhol que a cada dia que passa se esfarela mais, um regime político apodrecido completamente, baseado num imperialismo barato que unicamente se refugia nos desportos como única expressom de umha inexistente unidade.
Mas lembremos, um regime herdeiro de umha ditadura fascista que usa a mesma bandeira e o mesmo hino, que nom renega do seu holocausto totalitário e que nos obriga, às galegas e os galegos, através dos seus organismos institucionais, neste caso a Federaçom espanhola de futebol a somar-nos à Espanha, e impedendo a participaçom da Galiza, e outras naçons, nas competiçons internacionais.
Assim, as e os galegos orgulhosos da nossa Terra, nom queremos nem umha bandeira fascista, nem um hino franquista, nem umha Espanha que nom nos representa: Galiza é a nossa naçom.
UMHA NAÇOM, UMHA SELEÇOM!
OFICIALIDADE SELEÇONS GALEGAS!!
ESPANHA NOM NOS REPRESENTA!!
Autogestom assembleária, juventude armada e erotismo em Sabariz, Rairiz de Veiga, nos anos 20.
Junho 6th, 2012Reproduzimos publicaçom tirada do galizalivre.org na que nos apresentamos parte do trabalho etnológico realizado por Vicente Risco entre os anos 1920 e 1925 na paróquia de Sam Pedro de Sabariz, em Rairiz de Veiga, comarca da Límia,na que nos fala da autogestom assembleária da vida comum através do "concelho paroquial", e os relacionados com a juventude: adversom ao serviço militar espanhol, mas cultura da violência; e também os rituais da vida amorosa.
Extratos de Umha paróquia galega nos anos 1920-1925
Vicente Risco
O concelho paroquial era, e suponho que continuará a ser, umha instituiçom viva e de grande sentido comunal. Constitue-no todos os vizinhos cabeças de família, convocados e presididos polo pedáneo, e entendia na conservaçom, reparaçom e quenta do forno do comum, as suas tandas, limpeza e utilizaçom dos regos, arranjo de caminhos, nomeamento e pago do sacristám, irmandade da cera para as ánimas e a igreja, pastoreio das cabras e ovelhas e demais assuntos de interesse vizinhal. Para convocá-lo e circular as ordens e acordos havia um "zelador", às ordens do pedáneo; mas, aparte do aviso, à hora marcada, chamava-se aos vizinhos por médio do sino da igreja. Quando o sino soava umhas bateladas especiais, dizia a gente: Tocam a concelho. Adoitavam assistir pontualmente todos os cabeças de família, sem faltar um, e mesmo o que se encontrava impedido ou ausente adoitava mandar umha pessoa da família fazer ato de presença, ainda que nom pudesse votar.
As reunions celebravam-se no forno do concelho, na Pereira, ainda que havia outro forno em Sabariz. Havia adoito grandes disputas; ali -diziam- saia todo a reluzir. Mas, mália que alguns se incomodassem às vezes, os acordos eram acatados.
Censuravam-se os costumes dos moços, especialmente o de andar armados; agachavam as armas nas paredes ou escondiam-lhas as noivas. Antes havia muitas pelejas, mas eram a paus, e agora som com armas de fogo, diziam os velhos. Claro que isto de levar armas, muitas vezes é por fachenda nada mais. Saem muitos juntos dum lugar a outro e, ao sairem de candansua casa, esgutiam (é dizer, lançam o berro conhecido com o nome corrente de aturujo) para chamar-se, ou disparavam tiros. Os tiros vam em som de desafio e ameaça.
Estas manifestaçons de instinto bélico e de afetada bravura, tam próprias da juventude, tenhem o seu reverso nas trampas que se lhes aponhem polos nossos informantes, empregadas para eludir o serviço militar: botar tabaco nos olhos para fingir umha conjuntivite granulosa, dormir na corte para nom dar a talha, etc. Esta repugnáncia ao serviço é mui geral, e nela soem colaborar as famílias. Sentem o instinto bélico, mas temem a disciplina. Sentimos nom possuir informaçom acerca das associaçons de moços nesta comarca; sabido é que nelas é onde se pretende ter-se incubado a disciplina militar primitivamente, ao aparecer um chefe arredor do qual se forma um séquito de jovens guerreiros que lhe juram fidelidade. Disto ficam supervivências nos costumes rurais de toda Europa, mais ou menos pseudomórficas. Na Galiza existe ainda o instinto de solidariedade entre os moços e a tendência a aceitar a chefatura dum deles, que aparece como o gallito em todas as ocasions. Isto manifestava-se em forma agressiva, há uns sessenta anos, nas verdadeiras batalhas entre paróquia e paróquia, que se armavam nas festas. A gente de idade desculpava e mesmo chegava aprovar a luita a paus, mas condenava, escandalizada, o emprego de navalhas e pistolas mui frequente em certa época.
O costume de reunir-se para sair de noite continua. Na época a que se refire esta informaçom, no inverno, visitavam os fiadeiros. Sabido é que estes som reunions de mulheres moças, casadas e velhas, que se juntam para fiar, numha corte, de noite, pagando a escote o óleo para o candil. O tempos dos fiadeiros, nesta comarca, é desde mediados do inverno até terça feira de Carnaval; desde esse dia nom os volve haver. A metade da sessom chegam os moços (também soem ir homens casados) e bailam ao som do pandeiro ou de instrumentos improvisados: umha lata, umha caçola, e divirtem-se com representaçons de comédias rudimentárias: Jogos dos casados, Arrinca-te nabo, Pincha sapo (que é o jogo dos nenos chamado "à umha anda a mula" -pinchar significa saltar-), a Mula, formada por dous moços que correm detrás das moças ou as fam montar nela, e jogos de prendas, como o de Perdim o pano - pano de seda - perdim o pano - e eiqui me queda... As prendas, afinal, rifam-se ou pojam-se por elas. Os curas combatem constantemente o costume dos fiadeiros polos abusos a que dam lugar, mas sem êxito.
Em questom de amores é costume pedir à pretendida a palavra de amor e, umha vez obtida, umha prenda, que soi ser um pano. Às vezes começa o noivado roubando-lhe o pano à moça. Para aprender a falar com as rapaças, usam os Libros de cortejar. A palavra autoriza para acompanhar a moça.
As raparigas adoitam dar a palavra a vários moços, e todos eles vam falar com ela à sua casa, na porta ou dentro, no sobrado, sem que estejam presentes os pais. Em ocasions vam entrando por vezes, e enquanto um está dentro, os outros ficam fora aguardando. Outras vezes, a moça deixa dentro a dous ou três e sai à porta falar com o preferido.
[2 de Junho, às 19h00] Apresentaçom de "Adelaida" de Artur Alonso no C.S. Aguilhoar
Maio 30th, 2012
O próximo sábado, dia 2 de junho, será apresentado no Centro Social Aguilhoar o último livro de Artur Alonso, com o título "Adelaida", por volta das 19h00.
Relato íntimo e coral no que se narra a vida da protagonista, Adelaida, desde a perspectiva de um amplo leque e personagens. Artur Alonso achega-nos, no seu primeiro romance, umha realidade que mostra a incomunicação das pessoas, as suas esperanças, os seus temores, em definitiva os seus sentimentos e sensações. Cada capítulo do livro centra-se numa personagem concreta, reproduzindo os seus pensamentos calados. O autor construí umha prosa com um profundo sabor poético, uma característica que liga, de jeito natural, com a sua obra anterior.
Está disponível na loja da AGAL-Imperdível http://www.imperdivel.net/306-adelaida.html
[17 Maio, Compostela] Aguilhoar soma-se polo galego!
Maio 14th, 2012
Aguilhoar somamo-nos, junto com dúzias de colectivos de todo o país, na defesa do galego o próximo 17 de maio en Compostela na manifestaçom convocada por Queremos galego.
Num momento de acosa absoluta por parte de Espanha, representada fielmente no Partido Popular, contra a nossa cultura, contra a nossa língua, contra a nossa idiosincrasia, em definitivo, contra o nosso país, devemos juntar-nos todos e todas e berrar-lhe bem forte:
Galiza nom é Espanha!!
Na Galiza em galego!!
Forum Social Limiao chama a se concentrar em Ginzo o 12M
Maio 7th, 2012
O Forum Social Limiao adere às convocatórias que ao redor do movimento 15M se tenhem feito por todo o mundo para o dia 12 de Maio. Neste senso, também na Galiza tiveram eco os protrestos cidadanistas, nos quais a iniciativa social do Forum Social Limiao se soma chamando a se concentrar, sob a legenda "Por un outro mundo posíbel, toma a rúa", o 12 de Maio às 19h na Praça Maior de Ginzo de Límia.
Da Aguilhoar dizemos, é o tempo de passarmos da indigaçom à luta!!
Forum Social Limiao: http://forumlimiao.blogspot.com




















