Clube d@s Poetas Viv@s: Alta Qualidade!

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Poesia para construirmos uma Altera Galiza

Altera Galiza.- Em passado sábado, 27 de Outubro de 2007, assisti em Ourense ao um encontro poético-musical convidado pelos amig@s do Clube d@s Poetas Viv@s. Num bom ambiente -a sala de refeição do restaurante no qual estivemos a cear e desfrutar do evento estava quase lotada, o Artur Alonso, o José Alberte Corral, a Belém de Andrade, o José Manuel Barbosa e o Carlos Rafael, acompanhados musicalmente pelo Armando Ouxea, ofereceram conversa da boa e poesia da libertadora.

Continua:

Foi grato mesmo. Este Clube sonhador tem conseguido que, junto com outras iniciativas, de uns anos para cá olhe a poesia e @s seus/suas autore/as de uma outra maneira. Se tiverem oportunidade, não hesitem em assistir às diversas recitações que dão pela Galiza toda -e nem só. Poderão fazer ressurgir uma Altera Galiza esquecida nos pensamentos.

Para fazer boca, dependuro aqui uma breve foto-reportagem do evento, bem como dois dos poemas dos grandes Luís Seoane e Antón Avilés, duas grandes peças líricas que no último ano me enviou o amigo Ernesto Vázquez Souza, referindo dois projectos nos quais estava/estive envolvido, o PGL e a Esmorga, e que eu ousei mesmo mal-recitar nessa noite.

Ainda, se o pessoal quiser desfrutar mais, pode fazer visionamento do vídeo gravado por mim na Esmorga, em ocasião da apresentação nesse local do Clube d@s Poetas Viv@s. Gravei também este, o som não dá para acompanhar do melhor mas também coloco. Em vídeo, alguma das peças da Concha Rousia logo poderão ser colocadas no YouTube.

Por sinal, o restaurante ourensano em que estivemos leva o nome espanhol de Pata Negra, isto é, Alta Qualidade!

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Áudio recitação poético-musical no «Pata Negra»

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=> Descarregar Ficheiro MP3
[Duração da gravação 1 h 42 min | 98.1 MB]

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Foto-reportagem

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Armando Ouxea

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José Alberte Corral

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Belém de Andrade

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José Manuel Barbosa

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Concha Rousia e, ao seu lado, José Paz

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Artur Alonso

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Carlos Rafael

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«O Rodavalho»

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O Pasado
Luís Seoane. As cicatrices - 1959

Quenes quer o esquecemento,
afogar os recordos,
que tamén nos esquezan.

Tampouco acorden o noso nome,
esto ou aquelo,
unha anédota calquera,
a lembranza da amistade,
o berro común do pasado.

Guinden noso nome
á preta cova dos mortos
que eles queren olvidar.

Boten noso apelido
sílaba a aílaba,
letra por letra,
tras a cerca do caveiro común.

Alancen entre isas cinzas
a bandeira que un día erguemos xuntos,
as pantasmas de aqueles mortos

que esquecéndoos voltan a matar.
De calquer xeito,
aínda así,
tampouco podrán esquecer esta segunda morte.

Alguén, sen arrepiarse,
coidadoso de honrar ós mortos,
non sabemos quen,
con seguranza aínda non nacido,
fará memoria.

Herdará no seu sangue o recordo
e oferecerá
nos petos das ánimas
un novo amor á libertade.

Nos acordaremos sempre,
aínda desde a fosa,
no caveiro,
en Santa compaña pol-os camiños,
despois de moitas vegadas mortos.

Fusquenlla
Antón Avilés Última fuxida a Harar - 1992

HAI que romper, romper, romper:
O ciclo era perfeito, da cantiga de amor,
de Compostela, á gran revolta camponesa.

Hai que romper os púlpitos, as torres de homenaxe,
os parapetos, as almeas, romper as saeteiras,
hai que romper os fosos, hai que romper o escuro
e abrir as portas.

Foi colleita de cedo
que non dou froito no Renacimento.

Mais estaba a carraxe aniñada nas pedras,
bruaba a ira nas eixadas, oulaba nas gorxas
un aturuxo unánime e flameaba nos fungueiros
unha raiva contida e milenária.

Todo poder é un mal, entón a fouce
afia-se dun xeito disconforme
e tronza o gorgomil dos arcebispos:

"Eminéncia, perdoe a cortesia...".

Comeza a arcada a derrubar a torre
e o pau de ferro fai tremer os montes.

Hai que romper de norte a sul Galiza,
queimar as rozas dunha idade antiga
e ver nascer o sol, lástima fora.

E andaba o sol bailando nos regueiros
mentras o Sol universal brillaba mais alá dos confins,
Terra querida, que sempre chegas tarde
ou chegas antes ou despois da História
e andamos foscos no correr do tempo.

Hai que romper, romper agora!

Escrito em 31-10-2007, na categoria: Cultura, Áudio

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