
Altera Galiza.- Encontrarmo-nos a nós mesmos, vivermos o presente fazendo o bem, embora seja começando pelos pequenos detalhes, não nos deixarmos engolir pela sociedade do consumo e a sua continua necessidade de expectativas... foram algumas das frases que ontem no Ateneu proferiu o Mestre Denkô Mesa, vindo das Canárias convidado expressamente pela Comunidade Soto Zen de Ourense.

Altera Galiza.- A amiga Noélia, esmorgana, ajudou-me a gravar uma interessante palestra que decorreu nesta passada terça-feira, 2 de Outubro de 2007, no Centro Social A Esmorga. O título com que o Colectivo de Acçom Global «FugaEmRede» publicitou o evento já diz tudo: «A auto-organização desde abaixo: a tomada de terras e o trabalho barrial nas «Vilas Miséria» do Grande Buenos Aires».
O evento começou pelas 21h30 (horário GMT+1) e contou com a presença de Miguel do Movimento Assemblear Terra e Liberdade da Argentina. A apresentação correu da mão de David Bruços e foi acompanhada de uma projecção visual.

Altera Galiza.- Embora a chuva e o vento, embora os travões «burocráticos e impedimentos» que a organização desse festival teve de suportar, finalmente decorreu em Vilar de Santos (Límia) a segunda edição do Festival da Mocidade organizado pela associação «Aguilhoar», dando continuidade a esta experiência iniciada em 2006.
Além de outras actividades, os pratos principais do dia foram a mesa redonda voltada para debater acerca da autodeterminação e o posterior jantar e festa nocturnos. Estivemos em Vilar de Santos, vivemos o ambiente, gravamos a mesa redonda -à qual assistiram mais de 50 pessoas- e, ainda, tiramos algumas fotinhos.
Recuperando Homenagem Dia da Galiza Mártir 2006 em Ourense
Altera Galiza.- Ontem dia 29 de Setembro de 2007 assisti em Vilar de Santos a uma conferência (que estará disponível no seguinte artigo deste blogue) voltada para a autodeterminaçom. Na mesma, finalmente, ninguém representou o BNG, organização que festejava o seu 25º aniversário nesse mesmo dia.
Falando no BNG, relembrei e acabei por pegar novamente numa pequena gravação que tinha realizado há mais de um ano na sequência da homenagem que precisamente o Bloco fez a uma das figuras ourensanas do nacionalismo galego e da luta pelas liberdades, Alexandre Bóveda. Foi em dia 16 de Agosto de 2006, às 12 horas, diante da casa onde nasceu (rua da Barreira, 16), e o evento também homenageou José Henrique Penha, falecido a 13 daquele mesmo mês.

Altera Galiza.- Pode fazer-se jornalismo livre, continuado e influinte? Podem mesmo amadores fazer parte das redes jornalísticas sem elas perderem credibilidade? Estas e outras perguntas podem vir à tona quando estamos a falar dos meios alternativos de informação que, nomeadamente na net, nasceram e se multiplicaram nos últimos anos. Quando, designadamente, a catástrofe do Prestige fez com que na Galiza esse jornalismo «popular e livre» surgisse com força, muito pessoal pôde ver que havia mais possibilidades daquelas que nos oferecia o «sistema controlado».
Escrito em 24-09-2007,
na categoria: Contributos, Sociedade
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Altera Galiza.- Dois anos depois de que um grupo de jovens ourensanos e ourensanas apostassem forte pelo impulsionamento de uma associação cultural «atípica», mas totalmente assente na «legalidade vigente», o projecto que ela significou ganhou ontem protagonismo na cidade das Burgas. Foram inúmeras as pessoas que participaram do primeiro dia de festa na nova Esmorga, puderam experimentar o magnífico espaço e, porfim, que o activismo cultural alternativo está mais vivo do que nunca.
Escrito em 15-09-2007,
na categoria: Contributos, Sociedade
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Altera Galiza.- Na passada segunda-feira, 31 de Julho, acompanhei José Manuel Barbosa na Esmorga num acto de pré-lançamento do seu livro, que acaba de sair a lume, "Bandeiras da Galiza". Uma ideia, o estudo das bandeiras e da simbologia histórica da Galiza, que nasceu nos foros do Portal Galego da Língua (PGL) e que, aos poucos, foi apanhando força até tornar-se uma realidade editorial. Quando menos eu não conhecia nenhuma publicação que tivesse feito isto e apresentando desta maneira, embora possa haver.
O livro do amigo Zé Manel, seguindo um percurso histórico, apresenta-nos um facto muito desconhecido pela maioria da sociedade galega em conjunto, e faz um apelo para, no mínimo, começarmos a recuperar uma simbologia que, afinal, bem entendida e até bem utilizada, reflecte um rico legado histórico e cultural próprio, diverso e, claro, sempre universal.
Altera Galiza.- Continuando com a Temporada das Letras 2006 que está a organizar em Ourense A Esmorga, associação que ainda existe, felizmente, embora as dificuldades, ontem, sexta-feira 26 de Maio, tocou-me fazer de anfitrião e apresentar um representante do projecto das Galescolas, isto é, da criação de infantários em galego. Essa iniciativa está hoje na moda, e na polémica, ao decidir a Junta da Galiza lançar um projecto sob o mesmo nome ainda que com uns objectivos "aquém das perspectivas".
José Ramom Pichel, bem conhecedor da comunicação (ele trabalha numa empresa dedicada à internet e trabalhos de software), fez do acto não só uma defesa, promoção e divulgação do projecto apadrinhado pela VOGAL, mas também um exercício de didáctica na procura do diálogo, do acordo e, porfim, de um autêntico espaço para a língua galega na Galiza, um espaço além das fronteiras e dos partidismos.
Altera Galiza.- Não, não, que não vou falar nem perder o tempo com o Francisco Vasques. Bem a contrário, quando se fala do embaixador ateu, tal qual foi conhecido e ainda é, o pensamento tem de ir para já à grande figura do hispano-cubano Gonzalo Puente Ojea. Nascido em Cienfuegos (Cuba), em 1924, este homem fez toda a sua carreira profissional e política em Madrid e na época do primeiro-ministro espanhol Felipe Gonçales ocupou a vaga de embaixador espanhol no Vaticano.
Esta primeira introdução vem a conto até por que em passada quarta-feira, 15 de Março de 2006, assisti emocionado a uma conferência (a de abertura?) subordinada ao título "República, Transição e Laicismo" enquadrada na sequência de actividades em homenagem aos valores republicanos que neste 2006 voltam a organizar os "Amigos da República" em Ourense. Gonzalo Puente Ojea exibiu um grande conhecimento do cristianismo e não poupou críticas quer à Igreja Católica e todo o âmbito conservador, quer àquelas organizações que se consideravam herdeiras dos princípios republicanos da II República espanhola, pela sua "baixada de calças durante a mentira da transição espanhola".
Miguel R. Penas.- Na passada quinta-feira pudemos assistir na Auriense a umha palestra sobre o sumário 18/98+ Neste momento já há mais de quatro meses que começou o macrojulgamento é semelha bastante evidente que as irregularidades som muitas, demasiadas para um sistema judicial que tente ser (ou parecer) minimamente democrático.
Desde a mesa apresentava o acto o amigo Rucho, em representaçom de Esculca (associaçom organizadora). A pessoa com a encomenda de tentar explicar um algo de que é o 19/98+ era Nemésio Barja, um militante histórico do reintegracionismo, do nacionalismo e em definitiva da democracia.