
Altera Galiza.- A emigração galega de finais de XIX e princípios do XX não fugiu ao contexto da industrialização maciça e do capitalismo esmagador em que estava envolvido naquela altura boa parte do mundo. Mas, os galegos não foram apenas trabalhar, também levaram consigo ideias e fizeram prática das mesmas, como foi o caso do anarquista ferrolano António Souto [Antonio Soto].

Altera Galiza.- Xavier Castelhanos, moderador no acto de abertura da II edição do ciclo «CinemGalego», encerrou o mesmo com a leitura de um poema de Bertold Brecht que assenta com uma luva para resumirmos o que vivemos as mais de 30 pessoas que estivemos no Centro Social da Esmorga em passada quarta-feira, 5 de Dezembro:
Do rio que tudo arrasta
se diz que é violento.
Mas ninguém diz violentas as
margens que o comprimem.

Altera Galiza.- Embora a chuva e o vento, embora os travões «burocráticos e impedimentos» que a organização desse festival teve de suportar, finalmente decorreu em Vilar de Santos (Límia) a segunda edição do Festival da Mocidade organizado pela associação «Aguilhoar», dando continuidade a esta experiência iniciada em 2006.
Além de outras actividades, os pratos principais do dia foram a mesa redonda voltada para debater acerca da autodeterminação e o posterior jantar e festa nocturnos. Estivemos em Vilar de Santos, vivemos o ambiente, gravamos a mesa redonda -à qual assistiram mais de 50 pessoas- e, ainda, tiramos algumas fotinhos.
Recuperando Homenagem Dia da Galiza Mártir 2006 em Ourense
Altera Galiza.- Ontem dia 29 de Setembro de 2007 assisti em Vilar de Santos a uma conferência (que estará disponível no seguinte artigo deste blogue) voltada para a autodeterminaçom. Na mesma, finalmente, ninguém representou o BNG, organização que festejava o seu 25º aniversário nesse mesmo dia.
Falando no BNG, relembrei e acabei por pegar novamente numa pequena gravação que tinha realizado há mais de um ano na sequência da homenagem que precisamente o Bloco fez a uma das figuras ourensanas do nacionalismo galego e da luta pelas liberdades, Alexandre Bóveda. Foi em dia 16 de Agosto de 2006, às 12 horas, diante da casa onde nasceu (rua da Barreira, 16), e o evento também homenageou José Henrique Penha, falecido a 13 daquele mesmo mês.

Altera Galiza.- Mais um evento na Livraria Torga de Ourense. Desta volta, em passado 19 de Outubro de 2006, pelas 20h00, o pessoal enchia por inteiro essa loja para assistir ao lançamento editorial de «Xelamonite», uma novela de um novo autor, Luís Paradelo, que se adentra no campo da luta e da política armada na Galiza como poucas vezes se tinha feito até o de agora.

Altera Galiza.- Em passado dia 6 de Outubro de 2006 um «grupos de amigos» rendeu homenagem a José Manuel Beiras em Ourense. Salientar apenas que na conferência que proferiu no Liceu -cuja apresentação correu da mão do historiador Marcos Valcárcel, foi muito crítico com a linha actual do nacionalismo e da esquerda galega, e apontou peças-chave a respeito da «emancipação nacional e a emancipação social».
O salão do Liceu ficou pequeno, mais uma vez, para voltar a ouvir o autêntico Beiras, aquele que nos apaixonara durante toda uma década... e continua. O evento que refere esta postagem começou pelas 20h15.
Altera Galiza.- Na passada segunda-feira, 31 de Julho, acompanhei José Manuel Barbosa na Esmorga num acto de pré-lançamento do seu livro, que acaba de sair a lume, "Bandeiras da Galiza". Uma ideia, o estudo das bandeiras e da simbologia histórica da Galiza, que nasceu nos foros do Portal Galego da Língua (PGL) e que, aos poucos, foi apanhando força até tornar-se uma realidade editorial. Quando menos eu não conhecia nenhuma publicação que tivesse feito isto e apresentando desta maneira, embora possa haver.
O livro do amigo Zé Manel, seguindo um percurso histórico, apresenta-nos um facto muito desconhecido pela maioria da sociedade galega em conjunto, e faz um apelo para, no mínimo, começarmos a recuperar uma simbologia que, afinal, bem entendida e até bem utilizada, reflecte um rico legado histórico e cultural próprio, diverso e, claro, sempre universal.
Altera Galiza.- Sempre é enriquecedor assistir aos lançamentos editorias. Bem certo é que a leitura dos livros, na verdade, é necessária para a compreensão e desfrute total do universo criado, contado ou... cantado pelo poeta, ensaísta ou cantor, seja qual for o seu caso. Mas, ouvir em vivo as explicações de pessoas como Camilo Nogueira dá já uns juros que faz render bem o tempo investido, mesmo sejamos discordantes nalguns pontos com ele.
Pois bem, a sempre dinâmica -nunca será suficientemente valorizada- Livraria Torga voltou a disponibilizar a sua loja para acolher em passada terça-feira, 13 de Junho, o lançamento editorial, na, ainda, cidade das Burgas, do último produto saído da caneta, pensamento e trabalho do infatigável Camilo Nogueira. Falamos d' «A terra cantada», editado sob a chancela de Xerais.
Altera Galiza.- Como já noticiei há umas semanas, colocando aqui no Altera Galiza a conferência proferida pelo ex-embaixador [ateu] espanhol no Vaticano, Gonzalo Puente Ojea, a associação ourensana «Amigos da República» agendou para este 2006 um novo e interessante programa de actividades para reivindicar, mais uma vez, a República e os seus valores. Desta volta, hoje disponibilizo duas interessantes conferências, acontecidas na sequência dessas actividades, que tiveram como alvo quer o resgaste da grande figura da espanhola Clara Campoamor, quer a justa homenagem aos galegos e espanhóis lutadores contra o nazismo na resistência francesa, ainda nem reconhecida pelos aliados.
Embora ambos temas, nomeadamente o primeiro, cheguem a ultrapassar as humildes pretensões deste blogue, é claro que entendo boa a sua divulgação, até por que podem e devem de ajudar a compreender melhor também uma outra Galiza, pois ambos afectaram gentes galegas (e nem só, claro). Ainda, no caso do voto feminino, destacar o posicionamento favorável durante a II República Espanhola do Partido Galeguista, que o tinha aprovado na sua Assembleia de Lugo; e para a resistência francesa salientar o grande protagonismo das figuras de Gomes Oleiro, natural de Paderne de Alhariz, e Branco do Barro, de Avião, acho.
Miguel R. Penas.- Em passado 18 de Março pudem realizar a minha segunda colaboraçom com Alter-Galiza (veja-se a primeira aqui, o facto de estar na minha Compostela natal permitiu-me assistir às X Jornadas Independentistas Galegas. Como passa o tempo! Ainda lembro bem as primeiras, segundas, terceiras,... jornadas que nascérom quando estava a estudar na Universidade. Os organizadores das jornadas som Primeira Linha, acho que o mais jovem dos partidos comunistas da Galiza, e no qual militam vários amigos meus.
A gravaçom que aqui podeis ouvir ou descarregar é a segunda parte das jornadas, a sessom da tarde. Nela tinham que participar duas pessoas que se auto-qualificam como socialistas: Joseba Álvarez e José Manuel Beiras Torrado e duas que se identificam como comunistas: Francisco Martins e Carlos Morais. E digo tinham porque realmente destes quatro só pudérom participar três. Joseba Álvarez, representante da esquerda abertzale, decidiu nom assistir ao evento ante a possibilidade de ter de ingressar em prisom em breve. Compreensível. Passar os possíveis últimos dias de liberdade em família.