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Contra um regime decadente, em luita polos nossos direitos!

  17:44:06, por da Cultura   , 867 palavras  
Categorias: novas

Contra um regime decadente, em luita polos nossos direitos!

20-02-13

Amig@s da Cultura apoia e fai um apelo à participaçom nesta manifestaçom que, este sábado 23, partirá da Praça do Concelho às 18h.

Manifesto:

Como há trinta anos, estamos a viver umha situaçom de golpe de Estado, por mais que desta volta seja um golpe financeiro e estejam a protagonizá-lo políticos e altos executivos que, em nome de umha suposta austeridade, estám a degradar as condiçons de vida da populaçom à que deveriam servir. Com o único afám de favorecer interesses privados e o seu lucro pessoal, cortam ?quando nom eliminam- os serviços públicos, uns serviços públicos que som consubstanciais a um Estado democrático no que a igualdade de direitos deve prevalecer por cima de todo. Direitos que nom só devem ser reconhecidos, mas também garantidos.

Educaçom e saúde som só dous claros exemplos desta situaçom que vimos de caraterizar; querem-nos impor umha educaçom elitista, seletiva, que mesmo segrega por razons de género (a Junta destina este ano 118 milhons de euros a esses concertos educativos) e lingüicida, em que o galego, como língua própria da Galiza, fique destinada a um ritual institucional; e ponhem a saúde em maos de empresas privadas como acontece em Ponte Vedra com a construçom do novo hospital, enquanto cortam os cartos em serviços sociais ou desmantelam a lei de dependência; por nom falarmos das pensons. Priorizam o lucro sobre o direito à educaçom e sobre a vida das pessoas. E esta situaçom repete-se na justiça, no transporte ou na vivenda.

E dá-se também umha evidente situaçom de corrupçom ambiental, culminada no novo projeto de Lei de Costas que vai supor na prática a privatizaçom do litoral e que, entre outras cousas, contempla a prórroga das concessons em terrenos de domínio público por 75 anos mais, umha prórroga que afeta à pasteira ENCE e que impediria a recuperaçom da Ria, da qualidade de vida e da economia da comarca, que só pode vir da mao da exploraçom racional dos recursos naturais e do turismo, um modelo económico sustentável incompatível com a presença de ENCE-ELNOSA em Louriçám e que vem sendo exigência de umha ampla maioría social. Nom podemos esquecer que existem muitos outros casos de injustiças ambientais, como o pretendido parque eólico do Morraço, ou o imcumprimento de sentenças firmes como a dos aterros do Porto de Marim ou a dos passos a nível da praça de Prazeres.

Estamos em maos de governos corruptos que agem en conivência com os poderes económicos e que, com a escusa de reforçar a ?competitividade da economia espanhola? e reduzir o desemprego, aumentam o grau de exploraçom e de precariedade da classe trabalhadora. Nengumha das reformas laborais levadas a cabo por PSOE ou PP foi quem de impedir a destruiçom do emprego, e mais parecem estar criadas para destrui-lo; o desemprego é un problema estrutural da economia espanhola, que quando as cousas vam bem só cria emprego-lixo e que eleva a taxa de desemprego quando as cousas vam mal. Nesta situaçom há quem que, como as mulheres, sofre a crise de umha forma máis aguda. Resulta fundamental, frente a umha situaçom de expólio global, umha reaçom de solidariedade, contestaçom e luita global.

Nom aceitamos pagar umha crise que nom causamos enquanto se legaliza umha escandalosa amnistia fiscal para as grandes fortunas e o dinheiro de duvidosa procedência (narcotráfico, trata de mulheres, armas...) nem pagar umha dívida ilegítima e injusta que serve para resgatar a banca e nom para melhorar a situaçom da maioria da populaçom; umha dívida que devera ser previamente auditada por todas e todos nós como um exercício cívico de resistência e de emancipaçom do povo que está a sofrer a injustiça, o saque e a rapina do sistema capitalista.

Nom aceitamos que o governo do Estado e a Junta da Galiza fagam demagogia aproveitando o descontentamento com a classe política para reduzir ainda mais a qualidade democrática, eliminando representantes, capacidade de decisom local e silenciando minorias; nem umha lei eleitoral injusta que favorece e beneficia o bipartidismo e os grandes partidos, e que torna ilegítimas as açons de um governo que, aliás, nom pode ter um cheque em branco durante quatro anos para governar de costas ao povo sob a ditadura de maiorias aritméticas.

Exigimos maior capacidade de decisom, participaçom e controlo popular; a demissom do governo e a posta em andamento de um processo constituinte radicalmente democrático, prévio exercício do direito a decidir dos povos, que conclua com umha nova Constituiçom baseada na democracia real, que anteponha os direitos coletivos ao interesse privado e que garanta de forma efetiva umha vida digna para todas as pessoas.

Nom ao golpe de Estado financieiro, nom devemos, nom pagamos.
Pola justiça social e ambiental.
Pola trasparência e democracia participativa.
Em defesa de uns serviços públicos e universais.
Por umha auditoria cidadá da dívida, contra a dívida ilegítima.
Polo nosso futuro, polas nossas vidas.... defendamos os serviços públicos!
A PRIVATIZAÇOM, TAMBÉM É CORRUPÇOM

Assinam:
Fronte Cívico Somos Maioría Pontevedra, APDR, Asociación Amarante-Setem, Plataforma polo Aforro Público, Colectivo Encontro-Benestar Social, Movemento Veciñal a Prol dos Bens Comúns de Marín, Plataforma Auditoría Cidadá da Débeda, Esquerda Unida Pontevedra, Xuventudes Comunistas de Pontevedra, Asociación de Veciños Castelao, Cas Galicia, Masa Crítica Pontevedra, Amigos e Amigas da Cultura, Nós-Unidade Popular e 15-M Pontevedra.

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