Amig@s da Cultura fai um apelo à participaçom na manifestaçom nacional em defesa da língua do vindouro 17 de Maio em Compostela, com saída às 12h desde a Alameda.
Mais umha vez, a nossa associaçom fará parte do Bloco Laranja que reune o reintegracionismo de base sob a legenda "Crescer na nossa língua para estar no mundo".
Frente à política de agressons à língua por parte do governo autonómico do PP, tod@s à rua!
A nossa associaçom recebeu este sábado o Prémio Instituiçons outorgado pola AELG (Asociación de Escritoras e Escritores en Língua Galega) dentro dos atos da Gala das Letras 2013 decorridos na cidade da Corunha.
Com este prémio a AELG quer fazer um reconhecimento às associaçons culturais de base criadas na Galiza nas décadas de 60 e 70 e que continuam a dia de hoje com a sua atividade de defesa da língua e cultura nacionais, sendo também difusoras da obra das e dos escritores galegos durante as últimas décadas.
Assim, junto com Amig@s da Cultura foi reconhecido o trabalho e a luita no eido cultural de associaçons como O Facho, Alexandre Bóveda, Auriense, O Galo, Valle Inclán, Avantar, Francisco Lanza, Medulio e Lumieira.
De Amig@s da Cultura queremos agradecer este reconhecimento por parte da AELG, que para nós é um estímulo para continuar a trabalhar com mais força polo País e polo nosso idioma numha obra coletiva na que é precisa a aportaçom de todas as pessoas comprometidas com um futuro de liberdade para a Galiza.
De Amig@s da Cultura, em colaboraçom com a Fundaçom Meendinho, convidamos-vos à apresentaçom na nossa cidade do MIL (Movimento Internacional Lusófono). Será a segunda-feira, 8 de abril, a partir das 20:20h na Casa das Campás.
Teremos a oportunidade de escuitar Lúcia Helena Alves de Sá e Loryel Rocha a falar dos laços entre a Galiza, o Brasil e o Espaço Lusófono. Celeste Natário falará sobre Outeiro Pedraio e Teixeira de Pascuaes. E Renato Epifânio apresentará o número 11 da revista Nova Águia.
A Associaçom Cultural Amig@s da Cultura quer expressar o seu total rejeitamento à sentença judicial que pretende impor umha rotulaçom bilíngüe nas sinalizaçons de tránsito municipais que no nosso concelho estám, como é normal, em galego.
É tam ridículo pensar que a rotulaçom só em galego pode causar “confusons” que parece claro que a única motivaçom da administraçom de justiça espanhola é limitar mais ainda os espaços públicos para a nossa língua. E isto nom é casual, é o resultado da renovada estratégia desgaleguizadora do Estado espanhol, um novo ataque planificado à cultura e identidade nacionais que busca converter-nos a tod@s em perfeitos cidadaos espanhóis, erradicando a pluralidade lingüística que existe no Estado espanhol. O discurso oficial fala de convivência, mas a prática demonstra que o objetivo é a assimilaçom.
A sentença também é o resultado de um marco jurídico-político que a permite, o emanado da Constituiçom espanhola e do Estatuto de autonomia, que impom umha hierarquia entre línguas, assegurando a supremacia do espanhol (obrigatório) e o caráter dependente do galego (optativo). Igual que para defender os serviços públicos e os direitos laborais e sociais, necessitamos soberania e instituiçons próprias para garantir o futuro do galego.
Somamo-nos, pois, às associaçons e coletivos que se estám a manifestar em contra desta sentença e em defesa do galego, e instamos o governo municipal a manter a rotulaçom monolíngüe passar o que passar.
Ponte Vedra 100% em galego!
Ponte Vedra, 22 de março de 2013
Amig@s da Cultura apoia e fai um apelo à participaçom nesta manifestaçom que, este sábado 23, partirá da Praça do Concelho às 18h.
Aproveitando o debate público sobre as possíveis denominaçons para o Sexto Edifício do Museu de Ponte Vedra, a nossa associaçom quer expressar as seguintes consideraçons:
Em primeiro lugar, e em relaçom ao novo nome do Sexto Edifício, reiteramos a nossa ideia de que este resulte de umha eleiçom popular. Independentemente dos nomes, para Amig@s da Cultura está claro que devera ser umha pessoa comprometida com a cultura galega, e achamos que seria positivo que fosse umha mulher para racharmos com o silenciamento do papel das mulheres na nossa história. O que também queremos destacar é que nom concordamos com a proposta de Filgueira Valverde (ainda que fosse um dos fundadores da nossa associaçom), entre outras cousas pola sua implicaçom na desgraçada instalaçom de ENCE em Louriçám.
Dito isto, pensamos que o do nome é o menor dos assuntos em importáncia à hora de reflexionarmos sobre a situaçom do Museu. Amig@s da Cultura nom aceita nem considera positiva a perda de autonomia do Museu e o seu controlo político direto pola Deputaçom do PP de Louzán. Um controlo político que já se está a manifestar na pressom sobre o pessoal que nom se prega totalmente às diretrizes do PP.
Umha outra questom importante é a da situaçom dos fundos arqueológicos que o Museu deve costodiar. Sobre isto é bem sabido que existe um escurantismo que enche de suspeitas a atuaçom da instituiçom que deve velar polo nosso património histórico. É necessário pôr luz e taquígrafos sobre este tema, deve facilitar-se um inventário público e oficial dos fundos do Museu, atualizado permanentemente e, no seu caso, respostar por possíveis desapariçons ou estragos.
Também devem ser dadas facilidades às e aos investigadores, por exemplo nos horários de acesso à Biblioteca e demais serviços (que só abrem de terças e sexta pola manhá), isso sim, mantendo o controlo sobre os fundos que se utilizam ou emprestam.
Para finalizar, é necessária umha crítica à programaçom de exposiçons do Museu de Ponte Vedra, onde habitualmente há exposiçons que nada tenhem a ver com a difusom da nossa história e da nossa identidade, mais bem ao contrário (lembramos a penosa exaltaçom do militarismo espanhol numha exposiçom há uns meses). Por nom falar da cessom das suas instalaçons em favor de coletivos reaccionários e anti-galegos como Galicia Bilíngüe.
A nossa alternativa é a sua conversom num museu arqueológico digno de tal nome, onde se exponha de maneira permanente e rigorosa o mais destacado do património histórico que o Museu costodia. Esta seria umha boa forma de fazer do Museu de Ponte Vedra a instituiçom ao serviço do povo galego que devera ser.
Ponte Vedra, 15 de fevereiro de 2013
Da Associaçom Cultural Amig@s da Cultura de Ponte Vedra queremos expressar a nossa dor polo passamento de Manolo Soto, histórico luitador pola causa da Galiza desde a sua vila de Salvaterra, na comarca do Condado.
Manolo Soto foi umha dessas pessoas que generosamente dedicárom os seus esforços a construir umha Galiza livre e justa desde diversos ámbitos, do político ao sindical passando polo cultural. Foi um dos impulsionadores da Sociedade Cultural e Desportiva do Condado e do Festival da Poesia, referentes da autoorganizaçom popular galega desde a década dos 70. Ele próprio participou no projeto de criar umha Federaçom de Associaçons Culturais a nível nacional, projeto que Amig@s da Cultura impulsionou na década de 1980.
Deixou-nos, pois, um companheiro, um galego dos que merecem o título de bom e generoso, um exemplo da Galiza rebelde que nom claudicou nem se integrou no podre regime que padecemos. Graças a pessoas como ele, o facho acesso da naçom continua a arder e a guiar-nos cara a liberdade.
Enviamos à sua família, amizades e companheiros/as todo o nosso carinho e apoio.
Ponte Vedra, 6 de fevereiro de 2013
Podemos motivar, podemos somar, mas é preciso virar o rumo
O espanhol, que já era a língua praticamente única das cidades galegas mais povoadas, também se tornou a língua ambiental de um grande número das nossas vilas médias e até pequenas nos últimos anos. Nestas circunstáncias, também ficárom mui reduzidas as pessoas que tenhem algum tipo de contacto com a nossa língua. Sabia-se que ia acontecer e aconteceu, de maneira que algo tem que estar a falhar. Como tantas outras cousas na nossa sociedade, o movimento normalizador necessita de novos ares, de um novo rumo que nom jogue todas as cartas à açom institucional e ao vitimismo de sermos língua minorizada. A situaçom da língua é delicada, mas nós pensamos que é possível voltar a conectar com a sociedade, voltar a motivar, voltar a somar.
As sociedades atuais e os comportamentos lingüísticos delas som tam complexos que dificilmente se podem induzir ou alterar apenas através da açom institucional. Tampouco o ensino, nem que fosse maioritariamente em galego, asseguraria grandes avanços por si só. Temos muitos exemplos de que esse rumo nom dá os frutos que esperávamos. Muito menos ainda, claro, quando a estratégia consiste simplesmente em ficar à espera dessa situaçom. Guiarmos noutra direçom nom nos instalaria repentinamente na situaçom oposta. Ora bem, parece claro que continuarmos a bater nas mesmas teclas, a de estar à espera de um ambiente ideológico propício e a de limitar os recursos que pomos ao dispor do processo normalizador, nom gera a motivaçom social polo galego que desejaríamos.
Os coletivos reintegracionistas que hoje nos reunimos no bloco laranja entendemos que, sem renunciarmos a utilizar o ensino e as instituiçons públicas em prol da nossa língua quando estivermos em condiçons de o fazer, também devemos somar outro tipo de vontades e recursos à margem daquelas. Parece-nos o modo mais interessante de devolver ao movimento normalizador o entusiasmo de que atualmente carece e que julgamos imprescindível para conectar com a sociedade. Um novo rumo em que cada pessoa poda pôr o seu grao de areia para que o galego volte a ser, para além da língua que as pessoas identificam com o uso ritual institucional, umha língua de ambientaçom social. Por isso queremos animar-te a trabalhar conosco:
1. Na promoçom de espaços físicos de socializaçom em galego e polo galego em todas as comarcas do País.
2. Na promoçom de redes cooperativas de ensino em galego e polo galego em que o galego nom seja apenas a língua da docência, senom o projeto que aglutine toda a comunidade educativa: direçom, docentes, maes e pais, crianças...
3. No aproveitamento de recursos lusófonos em todos os ámbitos em que seja possível, fazendo do intercámbio com os outros países de fala galega a aposta cultural fundamental do movimento normalizador até que se criem condiçons mais favoráveis para a cooperaçom lingüística com os estados de língua portuguesa.
Som medidas simples que já se verificárom eficazes noutros países, porque nom basta fazermos campanhas de promoçom do galego: devemos fazer do galego umha opçom interessante para as pessoas e para isso temos que ter em conta as pessoas.
Galiza, 27 de janeiro de 2013
O vindouro 27 de janeiro Amig@s da Cultura participará na manifestaçom nacional em defesa da língua que decorrerá em Compostela a partir das 12h e com saída da Alameda.
A nossa associaçom fará parte do Bloco Laranja que, mais umha vez, reunirá o reintegracionismo de base.
Encorajamos-vos a participar!
Na Galiza só em galego!
A Associaçom Cultural Amig@s da Cultura quer expressar a sua opiniom ante a recente decissom da Cámara Municipal de devolver o monumento a Castelao ao seu espaço original. Se bem é umha decissom positiva, achamos que só corrige parcialmente a lamentável desfeita inicial, posto que o monumento nom volta ao seu lugar exato nem volta nas mesmas condiçons em que estava. Se agora se retifica e reconhece o erro cometido, por que se permitiu antes? Alguém sente remorsos polo seu vergonhento consentimento inicial?
Queremos lembrar que a existência do complexo escultórico realizado polo escultor Manuel Garcia Buciños, que inclui nom só a escultura do patriota Daniel Castelao mas também a pedra sobre a qual estava colocada e o carvalho que a acompanhava, foi um projeto impulsionado pola nossa associaçom em 1982 que foi sufragado mediante umha campanha de subscriçom popular e finalmente colocado no seu espaço originário em Santa Maria em 1983, após a luita contra a negativa do reaccionário governo municipal daquela altura.
Também que Amig@s da Cultura nomeou o povo galego como o proprietário do complexo escultórico, por tanto a Cámara Municipal nom tinha direito nengum a modificá-lo e destrui-lo, e menos sem consultar nem ao povo nem à nossa associaçom. Mas esse foi o prepotente comportamento do governo municipal em 2010, quando decide arbitrariamente recolocar a escultura de Castelao na zona do Museu de Ponte Vedra, destruindo o complexo escultórico como o conjunto que era inicialmente, danando a escultura durante o seu translado, e eliminando a placa inaugural que estava colocada na pedra.
A Cámara Municipal demonstrou naquela altura um nulo respeito polo património artístico da cidade, que nom podemos separar do seu afám turistificador da Zona Velha que incluiu outras atuaçons mui discutíveis, como as remodelaçons da Praça da Verdura ou da própria Avenida de Santa Maria. Esperemos que esta retificaçom da nefasta atuaçom municipal seja umha liçom para que cousas assim nom se repitam no futuro. A cidade, e menos ainda o seu património artístico e histórico, nom som propriedade dos governos, som propriedade do povo.
Ponte Vedra, janeiro de 2013