« Presente digital: recuperamos 'O saltom astronauta', de Pepablo Patinho e Leandro LamasJá chega a festa de viragem de ano... »

O 30 de Dezembro o Apalpador sairá polas ruas do bairro de Esteiro

25-12-2008

Link permanente 21:08:18, por Fundaçom ARTÁBRIA Email , 731 palavras, 452 visualizaçons   Português (GZ)
Categorias: Cultura e tradiçons, Movimentos sociais

O 30 de Dezembro o Apalpador sairá polas ruas do bairro de Esteiro

No próximo dia 30 de Dezembro, a partir das 19h00, o Apalpador sairá polas ruas do bairro de Esteiro para apalpar as barrigas d@s nen@s repartindo presentes e a música das gaitas como acompanhamento. Durante esta semana já foi visto em diferentes Comarcas da Galiza. Disponibilizamos um vídeo do jornal galego "A nosa Terra" onde é entrevistado este mítico personagem galego coincidindo com a sua passagem por Compostela. Da Artábria queremos parabenizar a Gentalha do Pichel polo sucesso que está a ter a iniciativa de socializar esta figura do Natal galego.

Continua:

Quem é o Apalpador?

É sabido que a igreja católica aproveitou toda umha série de festividades que marcavam o ritmo das sociedades existentes antes da cristianizaçom, tingindo com um novo verniz celebraçons e festas com milénios de história.

Assim sobre as celebraçons pagás do solstício do Verao colocou o Sam Joám, ligou o entuido em que celebramos a extinçom do Inverno com a quaresma e santificou as festividades dedicadas à morte que desde muito atrás coincidem na nossa cultura com os primeiros compassos do Outono. Mas guardou a celebraçom mais importante, a do nascimento do filho de deus, para a situar nas mesmas datas em que a maior parte das culturas europeias anteriores à era cristá celebravam o solstício do Inverno, como momento de renascimento do ano.

Dessa sobreposiçom do cristianismo sobre os restos culturais pré-existentes temos um bom conhecimento na Galiza, porque nom se trata só da adaptaçom ao calendário, mas da mesma ocupaçom dos espazos empregados de antano para cultos pré-cristaos sobre os quais, sem nengum complexo, se levantárom ermidas e cruzeiros para os adaptar ao cristianismo.
Porém, e apesar do esforço que o cristianismo fijo para apagar qualquer pegada dos cultos e crenças populares, som muitos os vestígios que ficárom como testemunho. Nalguns casos com mais sucesso que noutros, mas em todos eles como prova das fundas raizes que o nosso povo mantém como a cultura indígena que é.

Pode que o caso das tradiçons ligadas ao solstício de inverno sejam algumhas das mais perjudicadas por séculos de tergiversaçom, marginalizaçom e ocultamento. E neste caso o proceso de aculturizaçom tem-se agravado pola superposiçom a umha primeira deturpaçom de orige católica, com séculos de andadura, da poderosa maquinária ideológica do imperialismo que pretende homegeneizar a cultura popular a um nível global.

Mas por baixo do Pai Natal, o negócio da Coca-Cola e do Corte Inglés; mesmo por baixo dos Reis Magos e o nascimento de Cristo, na Galiza mantivérom-se pegadas de antigas tradiçons que é preciso recuperar.

Assim nalgumhas comarcas da alta montanha do leste da Galiza, no Courel, Lóuçara e o Cebreiro; mantinha-se até datas muito recentes a tradiçom do Apalpador, um gigante com ofício de carvoeiro, que, no Natal, baixava das devesas onde morava para as aldeias, com a intençom de apalpar nas barrigas d@s nen@s e assim comprovar se estavam bem mantid@s. O Apalpador vigilava que @s nen@s viviram com fartura, desejava-lhe que no vindouro ano continuaram a nom passar fame, e deixava-lhes umha presa de castanhas quentes como presente e lembrança da sua visita.
Possivelmente esta antiga tradiçom do Apalpador seja um dos mais antigos vestígios da nossa cultura. E como parte dum património ameaçado devemos pular por mante-lo e actualiza-lo.

Por que imos ter que asumir os dictados impostos por quem quere aculturizar-nos? Por que temos que ceder aos mandatos do consumismo capitalista e da tradiçom católica?
Aproveitemos também as celebraçons do natal para manifestar a nossa vontade de rebeldia e a nossa afirmaçom como povo, e escomezemos por recuperar a figura do Apalpador.

Que nom seja mais o barbudo publicista da Coca-Cola, nem os submisos monarcas orientais os que traiam os presentes aos fogares do nosso país!!

Deixemos que seja um galego, um honesto e trabalhador carvoeiro, quem venha agora com os presentes para as nossas moradas, e que as castanhas de antano sejam acompanhadas por outros bens que a sua generosidade de seguro lhe permite doar.

Este natal abramos-lhe as portas ao Apalpador!!

Sem comentários ainda

Deixe o seu comentário


Seu endereço de e-mail nom será revelado nesse site.

Sua URL será exibida.
(Quebras de linha se tornam <br />)
(Nome, e-mail & website)
(Permitir que usuários o contatem através de um formulário eletrônico (seu e-mail nom será exibido.))
Horário de Abertura
- Terças a quintas 19.30h-22.30h
- Sextas e Sábados 19.30h-02.30h

Em Abril de 1998 nasce a Fundaçom Artábria, em Setembro do mesmo ano inaugura o seu Centro Social. A Fundaçom Artábria está declarada de Interesse Galego e classificada de interesse cultural, com o número de inscriçom 54. O Código de Identificaçom Fiscal (CIF) é G15645518. A morada está na Travessa de Batalhons nº 7 rés-do-chao Esteiro-Ferrol (Galiza. Para saberes mais, lê a definiçom da Artábria na wikipédia + info

Maio 2012
Seg Ter Qua Qui Sex Sab Dom
 << <   > >>
  1 2 3 4 5 6
7 8 9 10 11 12 13
14 15 16 17 18 19 20
21 22 23 24 25 26 27
28 29 30 31      

Busca

Ligaçons

Aguilhoar - Ginzo de Límia Alto Minho - Lugo Baiuca Vermelha - Ponte Areias Aturuxo - Bueu Local Social A Esmorga de Ourense Gentalha do Pichel Local Social Faísca - Vigo A Fouce de Ouro - Ames Henriqueta Outeiro - Compostela Revira - Ponte Vedra A Revolta - Vigo Sociedade Cultural e Desportiva do Condado - Salvaterra de Minho A Treu - Corunha C.S. Roi Soga de Lobeira - Noia C.S. Gomes Gaioso - Corunha Mádia Leva - Lugo

Ferramentas do usuário

blog software