Arquivos para: Maio 2010

30-05-2010

Link permanente 22:26:55, por baiuca Email , 231 palavras   Português (GZ)
Categorias: Assembleia Aberta

A ROSALIA

Mais um poema recitado no 16 de Maio por Belém Grandal.

A ROSALIA
Levo teu rosto sereno no meu peito de mulher
nas maos pensamentos de folhas brancas e azuis
nos beiços teus versos com brilhante carmim
com os que recebo cada dia quando alvorecer.

Rosalia, mulher culta, orgulhosa e valente
decidiste converter as palavras em punhais
para cravarem nos gélidos e inanes coraçons
como afiadas estacas que destruiram semente.

A podrémia semente da Coroa de Castela
que deu filhos espúrios nos terreos ermos
guerreiros atroces de insaciáveis conquistas
que arrincaram sem piedade nossa arela.

Foram tempos obscuros para a nossa naçom
as miradas na procura de horizontes distantes
lugares remotos onde a esperança medrava
ficando nossa pátria sob alheia dominaçom.

Homens que nosso género tornastes invisível
malia serem farturentas na dureza dos trabalhos
falaste da ausência por aqueles que emigravam
da soidade da mulher e da sua força visível.

Denunciaste as humilhaçoms da nossa gente
as penúrias e misérias que andavam a padecer
foste por isso, escritora ocultada e silenciada
desprezada na corte da “Espanha” indecente.

No jardim das palavras plantaste pensamentos
e foram da primavera ao inverno florescendo
em versos que exalavam irredentas fragráncias
que ainda impregnam nosso ser nestes momentos.

E foste murchando, esmorecendo devagarinho
no tempo da quentura ficou teu corpo bem frio
eternos som teus versos que vam sempre comigo
candeias que alumeiam meus passos neste caminho.

27-05-2010

Link permanente 00:40:04, por baiuca Email , 306 palavras   Português (GZ)
Categorias: Assembleia Aberta

Poemas recitados 16 de Maio

Apresentamos um dos três poemas recitados por Belém Grandal, companheira da Associaçom Cultural Obreira Baiuca Vermelha o dia 16 de Maio.

POEMA EM HOMENAGEM A UGIO NOVONEYRA

Face a meseta castelam esgrévia, adusta e monótona
ergue-se magnífica e sobérbia nossa Serra do Courel
onde os rios serpenteam ocultos entre os rochedos
e a chuva cai com doçura em pingas de auga-mel.

Entre solitários cumios, chairas claras e rebulidoras
entre lobos, vaca-loiras, cervos, aziveiros e uzeiras
entre piçarras pretas, augas ocres, e frescos verdores
Nasceu um pintor de palavras, um poeta de bandeiras

Os versos eram o morno arume que devagar recolhia
a saiva que alimentava as fervenças nas montanhas
poemas de amor e sonhos, de luita, tristura e silêncio
de força para umha pátria espoliada nas entranhas.

Os nevoeiros despejavam e os mouchos taciturnos
ajejavam enquanto soava a voz que encolhia a alma
encolhia o peito, encolhia os coraçons já sem latejos
assim, espalhava ecos desesperados de tensa calma.

Com seus dedos tecia enfeitadas linhas de cores naturais
linhas abertas e fechadas dispostas todas num quadro
Imagens de terra velha enchida de ancestros e lamentos
Que arrasta o vento ladeira abaixo até chegarem o adro

Já o outono repoussava plácido entre soutos e devesas
O fume rasteiro das chemineas escorregava pelas eiras
anunciando umha época decadente, gris e borralhenta
e as faiscas choutavam no ar dançando acima das lareiras.

Entom o lobo ventou na noite um tempo que há de vir
sentiu um rumor pousar na ramagem, e él, a ouvear
rugia, rastejava, agitava-se pelos angustos carreiros
ulindo o luto da morte que já estava pronta por chegar.

O gélido zéfiro zoava empurrando o espirito do Samaim
na véspera as ánimas arrincarom-lhe a Ugio sua existência
O Courel e Galiza ainda lembram a este extraordinário poeta
Mas é imortal sua obra de amor, sonhos, luita e resistência.

24-05-2010

Link permanente 01:08:49, por baiuca Email , 133 palavras   Português (GZ)
Categorias: Assembleia Aberta

Maios pola língua decorrérom em Ponte Areias

Ao longo do dia 16 de Maio a ACO Baiuca Vermelha levava a cabo os tradicionais Maios na Praça Maior de Ponte Areias. Este ano elaborárom-se por umha banda um Maio de forma piramidal que é o que se acostuma fazer quase sempre, mas também um “Maio” específico adicado a nossa língua. Fórom umhas estruturas metálicas que constituiam a legenda “na galiza em galego”. Crianças e maiores forom dando forma aos maios de 2010.

A jornada contou também com a poesia de Kiko Neves e Belém Grandal que pugérom letra e voz na língua da Galiza à actividade tradicional e lúdica mas também reivindicativa. Foi um prazer contar com os seus versos na Praça Maior a só umhas horas da histórica manifestaçom que percorreria Compostela ao dia seguinte em contra das agressons ao nosso idioma.

O Baiuca Vermelha nasce com o firme propósito de ofertar ao conjunto da rede associativa e popular do Condado um espaço autogerido no que poder realizar todo tipo de actividades culturais, reivindicativas e de lezer, ao margem das raquíticas e, na maioria das ocasions, inacesíveis infraestuturas municipais e autonómicas. [+...]

Maio 2010
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