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Nasceu "JIMÕES NA CHUNÉ"

24-07-2006

Link permanente 11:39:30, por Ibérico Email , 15 palavras, 242 leituras   Português (PT)
Categorias: Olivença

Nasceu "JIMÕES NA CHUNÉ"

Link: http://jimoesnachune.blogs.sapo.pt/

Nasceu "JIMÕES NA CHUNÉ",

Continua:

'J'NELA DO PORTUGUÊS OLIVENTINO': http://jimoesnachune.blogs.sapo.pt/

12 comentários

Comentário de: Paulo Jorge Abraços Estêvão [Visitante]
A questão de Olivença sempre me despertou imenso interesse. Os nossos direitos nacionais sobre Olivença são, na minha perspectiva, indiscutíveis. No entanto, é pouco previsível que um Governo português venha, nos próximos tempos, a levantar o problema sobre a soberania de Olivença ao mais alto nível.

É exasperante ser um activista desta causa e não conseguir quebrar este ciclo do “deixa andar”. Nessa medida tenho estudado esta questão e visitei quase todas as povoações do Concelho. Estudei e participei nos fóruns de Olivença (onde se pode entrar em contacto com os naturais e analisar o seu estado de espírito e expectativas). Infelizmente todos os fóruns de Olivença já fecharam – certamente por intervenção da secreta espanhola – e não é possível manter os contactos: o último era o fórum do Partido Popular – http://www.olivenzapp.es

Surpreendentemente pude constatar que a população se sente abandonada pelo poder central, a juventude não tem perspectivas de futuro e que existe uma predisposição muito grande para reconhecer e valorizar o passado português.

Propus, no fórum referido, que a língua portuguesa fosse adoptada como língua co-oficial em Olivença e que esse estatuto fosse reconhecido no Estatuto de Autonomia da “Extremadura” espanhola. Era um princípio e, esse facto, permitiria garantir a sobrevivência da língua portuguesa (pelo que pude constatar, apenas a população a partir dos sessenta fala, ainda, a língua).

Os comentários foram extraordinariamente favoráveis: algo verdadeiramente surpreendente num fórum de um Partido de direita conservador, que mantém uma forte acção política contra os nacionalismos periféricos. No contacto pessoal são extraordinariamente comedidos e prudentes, reflexo subconsciente de dois séculos de perseguição e imposição espanhola em que Portugal abandonou (não me ocorre melhor palavra) esta população.

Ultrapassada a questão económica (com um Estatuto de autonomia extraordinariamente favorável e subsidiado) e o medo dos quadros públicos ligados à Espanha (cooptando-os integralmente para a futura administração portuguesa), acredito que poderíamos conquistar uma parte importante da população oliventina.

A actual situação é de estagnação e envelhecimento demográfico. As perspectivas são cada vez menos favoráveis do ponto de vista macroeconómico para Olivença. Os novos Estatutos da Catalunha, Valência e Euskadi diminuirão fortemente os fluxos financeiros destas Comunidades ricas para o Estado (que assim não poderá manter o nível dos apoios concedidos a comunidades fortemente dependentes da ajuda estatal: a “Andalucía” e a “Extremadura”).

Em simultâneo, a Espanha viu os fundos comunitários reduzidos em 90% neste Quadro Comunitário de Apoio.

As perspectivas de financiamento do deficit da Comunidade Autónoma da “Extremadura” – quer pelo Estado espanhol, quer pela União Europeia – são bastante negativas.

Mais, o crescimento da economia espanhola – assente no sector da construção e na especulação imobiliária – tenderá a desacelerar e a entrar em contraciclo em relação a uma economia portuguesa que começará finalmente a crescer no mesmo período.

Em termos políticos a força desagregadora dos nacionalismos periféricos é tão grande que hoje poucos políticos europeus e espanhóis apostam na sobrevivência do Estado espanhol, a médio prazo.

É nesta conjuntura social, económica e política que Portugal deve agir. Devemos apresentar aos oliventinos um projecto político que os mobilize e lhes ofereça um quadro político e económico muito mais favorável que a situação actual (marcado pela estagnação económica e a incerteza do futuro político do Estado espanhol).

Primeiro passo – muito concreto – conseguir a eleição de pelo menos um membro na Assembleia Municipal de Olivença nas eleições autárquicas do próximo ano: http://www.el-mundo.es/especiales/2003/05/espana/25m/resultados/municipales/06/badajoz.html

Criar-se-ia assim um partido português dentro dos órgãos políticos de Olivença que defenderia as nossas posições e que seria um enorme problema para uma Espanha que diz não existir qualquer questão em Olivença (o nacionalismo irlandês só conseguiu resultados quando “entrou” no interior dos órgãos políticos da Grã-Bretanha, tal como o basco, o Galego ou o catalão no contexto do Estado espanhol).

A única forma de participar nas eleições é através de alguma formação política independentista da Galiza (existem várias legalizadas que podem colaborar com a sua sigla). Estas são solidárias com a questão política e, em particular, com a questão linguística, na medida em que consideram existir unidade linguística entre o português e o galego (opinião que partilho inteiramente) e, nesse sentido, consideram a situação da nossa língua comum inaceitável em Olivença.

Que achas da ideia?
26-08-2006 @ 14:02
Comentário de: Bernardo Lopes da Rocha [Visitante] · http://lopesdarocha.blogs.sapo.pt


Sr Paulo Jorge e Sr Estevão. Eu Bernardo L. R, já escrevi muito sobre a questão de Olivença, mas nada melhor que a sua opinião em resposta. Opinei diversas vezes apresentando possíveis planos de ação capazes de perturbar mais o governo da Espanha, que já está altamente conturbado com a perda de controle da – Federação forçada-.
Ninguém achou interessante o que propus e, se achou, não mostrou. Mas, mesmo que a maioria não goste, jamais me calarei. O seu artigo mostra um plano que pode levar o governo Português e o Espanhol a entender que o caso de Olivença, está a crescer no sentimento dos portugueses que consideram a indiferença desses governantes como uma afronta. Esses governantes ainda não perceberam surgimento de uma reação que pode tornar-se incontrolável. Ainda há tempo para negociar pacificamente o litígio de Olivença enquanto dura a frágil federação monárquica da Península. Baseio todos os meus argumentos de história Ibérica no conhecimento do Sr. Miguel G. Roque, mostrado nos seus blogs e principalmente no Jornal de Olivença. Obrigado.
bernardolopes@superig.com.br
27-08-2006 @ 14:06
Quase nunca opino aqui sobre “Olivença espanhola ou Olivença portuguesa”. Mas fui perguntado pelo senhor Abraços Estêvão, do PPM, e lá vou.

Olivença espanhola ou portuguesa? Para mim é quase indiferente isso, porque há muitos “factores”... Como espanhol de origens oliventinas e como amigo de Portugal, vejo que Olivença está bem sendo espanhola e estaria bem sendo portuguesa. Ora bem, defendo a cultura portuguesa de Olivença, já quase morta por esquecida. A língua portuguesa desaparece rapidamente. Estamos em 2006 e já há uns cinquenta anos que os meninos oliventinos só falam espanhol; quer dizer, os oliventinos lusofalantes envelhecem, morrem e aí acaba tudo.

Há cinquenta ou cem anos, penso que Olivença, numas condições tão “democráticas” como agora, vendo a opinião geral das pessoas, podia ter passado sem problema nenhum para a República portuguesa. Agora não. Mas isso deveria afectar (prejudicar!) a cultura e a língua portuguesas? Não. Afecta? Afecta. É pena. Há em Olivença um espanholismo oficial que parece que Franco continua ainda por aí. As pessoas mais novas têm em geral outra maneira de ver as coisas, mas, claro, já são espanholas e algumas nem percebem uma só palavra portuguesa.

Os fóruns de Olivença fechados? Os fóruns onde participo não fecharam. Outro onde li algo e não participo (talvez só ainda) é o do PP de Olivença, mas também não fechou. Podem ver isso.

Nota: participo em fóruns cuja “opinião geral” não concorda com a minha. Mas não participo no do PP porquê? Inscrevi-me, mas pediam o endereço (a morada)... Não gosto de condições assim quando se trata só de dar opinião, de discutir... Por isso não confirmei a minha inscrição e “deixei-o andar”, como diz o senhor.

Surpreendentemente pude constatar que a população se sente abandonada pelo poder central, a juventude não tem perspectivas de futuro e que existe uma predisposição muito grande para reconhecer e valorizar o passado português.

Isto é verdade nalguns casos. Talvez em muitos casos. Sei lá. Só uma coisa: quanto ao valor do passado português, acho que é maior do que há uns anos, mas também que há esses “espanholíssimos”... Mais papistas do que o papa: quer dizer, “oliventinos renegados”, como digo eu. Isto é só opinião; não pretendo julgar as pessoas nem escrever “ex cathedra” (só “da cadeira”).

Propus, no fórum referido, que a língua portuguesa fosse adoptada como língua co-oficial em Olivença e que esse estatuto fosse reconhecido no Estatuto de Autonomia da “Extremadura” espanhola. Era um princípio e, esse facto, permitiria garantir a sobrevivência da língua portuguesa (pelo que pude constatar, apenas a população a partir dos sessenta fala, ainda, a língua).

Concordo. Mas é impossível, com uma câmara municipal tão “espanholíssima”.

Os comentários foram extraordinariamente favoráveis: algo verdadeiramente surpreendente num fórum de um Partido de direita conservador, que mantém uma forte acção política contra os nacionalismos periféricos. No contacto pessoal são extraordinariamente comedidos e prudentes, reflexo subconsciente de dois séculos de perseguição e imposição espanhola em que Portugal abandonou (não me ocorre melhor palavra) esta população.

Quanto à língua portuguesa, sempre digo que foi esmagada e apagada por Espanha (pelo Poder espanhol) e abandonada por Portugal (pelo Poder português). Aí as pessoas pouco podem fazer. Pouco podemos fazer. Acho os oliventinos lusófonos responsáveis da perda da língua deles (a portuguesa), substituída hoje pela espanhola (que é hoje a língua dos oliventinos mais novos); porque foram aqueles oliventinos os que (por razões que aqui não cabem agora, mas que têm a ver com os Poderes que disse) deixaram de ensinar a língua portuguesa aos filhos. Mas os culpáveis não foram eles! Culpáveis “os Poderes que disse”.

“Estatuto de autonomia” para Olivença? Pouco provável. Já digo impossível. Não há nenhuma condição, nenhuma!, para isso.

“Os quadros públicos ligados à Espanha”? Nada. Ligados ligadíssimos.

Acerca dos assuntos económicos referidos, reservo-me agora quaisquer comentários.

Concordo nisto: o crescimento da economia espanhola assenta-se no sector da construção e na especulação imobiliária. Mas isto já foge ao assunto daqui (ao que eu comento, não ao do texto do senhor).

Se Espanha sobrevive ou não, também não me interessa. Refiro-me à “unidade da pátria” ou à “unidade nacional”. Não acredito nem na “unidade” nem na “desunidade” fatais.

A Assembleia Municipal de Olivença não existe. Só existe (que eu saiba) a Câmara Municipal de Olivença. Quer dizer, aí as freguesias nada têm a dizer. É pena também. É claro que também existe a C. M. de Táliga, mas porque é concelho separado.

Partidos. Para recuperar alguma coisinha da cultura portuguesa para os oliventinos (língua nomeadamente) o partido ou os partidos têm que ser oliventinos (e taliguenhos). Agora existem os seguintes: http://www.psoe.es/ambito/provinciadebadajoz/index.do (maioria absoluta), http://www.olivenzapp.es/ (minoria) e http://www.izquierda-unida.com/federal/organizacion/fede11.htm (minoria; em Táliga nem tem presença). Algum deles, algum vereador deles, quer a cultura portuguesa em Olivença? Eu só pergunto.

Outros partidos? Podemos dizer que nem existem.

“Um partido português dentro dos órgãos políticos de Olivença”? Acho-o impossível. Existem partidos basquistas e catalanistas na França, mas, além de ser minoritários ou marginais, não põem em perigo a integridade da República francesa (porque nunca seriam espanhóis). Não vejo como poderia existir um partido português ou “portuguesista” em Espanha. Como?

A única forma de participar nas eleições é através de alguma formação política independentista da Galiza (existem várias legalizadas que podem colaborar com a sua sigla). Estas são solidárias com a questão política e, em particular, com a questão linguística, na medida em que consideram existir unidade linguística entre o português e o galego (opinião que partilho inteiramente) e, nesse sentido, consideram a situação da nossa língua comum inaceitável em Olivença.

Galegos não! Oliventinos! O único partido, se não me engano, que defende a unidade da língua galegoportuguesa é Nós-UP (completamente marginal). Outros, como o BNG, andam a dizer parvoíces tais como que na Estremadura espanhola se fala “galego” (o xalexoespañol). Essa questão também não é daqui agora, mas já danou a “fala dos Três Lugares” (em Cáceres)... mais do que se pensa. Xalexistas na Xalicia e deixem Olivença na sua paz.

Mais ou menos... Isto é o que penso.

Acrescento algo. Veja como no Rossilhão, por exemplo, as ruas estão em francês e em catalão. Na França, país ultracentralista! Quando estarão as ruas oliventinas em espanhol e em português? Nunca! Só em espanhol, e ainda por cima com nomes que nada têm a ver com Olivença nem com os tradicionais (que as pessoas já vão esquecendo).

Saudações.
27-08-2006 @ 17:26
Comentário de: Paulo Estêvão [Visitante]
Senhor Manuel Sanches


Em primeiro lugar obrigado por me ter respondido. Aprendi muito sobre Olivença através dos seus textos e aprecio a sua independência de espírito. Por isso queria ler a sua opinião. Sabe que escrevo também em Castelhano e em Catalão (neste último caso com muitas dificuldades ainda). Aprecio todas as nações e culturas ibéricas e acredito que todas possuem o direito à autodeterminação se assim decidirem de forma livre e democrática.
O caso de Olivença é diferente porque se trata de um povo que viu a sua cultura e língua (com sotaque alentejano) perseguida ao longo de dois séculos pelo poder espanhol.
Mesmo na actual situação o poder espanhol quer transformar a identidade portuguesa do povo oliventino em coisa do passado e é intolerante a respeito de qualquer manifestação objectiva do que resta na cultura, na língua e até nos nomes de família.
Assim, esta questão transformou-se, na minha opinião, numa corrida contra o tempo, mais 10/15 anos e já não teremos nenhum oliventino a falar a língua portuguesa como língua materna
Mas, feito o diagnóstico, com que grande parte dos activistas da causa de Olivença concordam, o que é que pode ser feito de forma objectiva?
Mudar a posição do Estado português a respeito de Olivença tornando a nossa diplomacia mais activa é algo absolutamente improvável na actual situação. Nenhum dos 5 grandes Partidos portugueses coloca esta questão nos seus programas partidários. Estou absolutamente convencido que não o farão mantendo-se a actual conjuntura. O PPM colocou esta questão no seu programa partidário http://www.ppm.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=41&Itemid=49
, mas não temos influência para mudar a política portuguesa neste domínio.
Tendo em conta estes condicionalismos considero que é absolutamente fulcral criar um núcleo político local afecto à solução portuguesa. Esta situação desestabilizaria realmente o poder espanholista de Olivença e poderia dar-lhe visibilidade nacional e internacional. Apresentaríamos aos oliventimos um programa político que conceberia a autonomia política de Olivença no seio do Estado português (mantendo a língua castelhana como língua oficial - a par do português - garantindo a integração de toda a administração espanhola actual nos quadros administrativos da Região Autónoma de Olivença).
O primeiro passo político será reivindicar que a língua portuguesa seja co-oficial nos concelhos de Olivença e Táliga. Não é uma situação nova no Estado espanhol, uma vez que o mesmo já sucede com o Aranés no Município do Vale de Arán. O Estatuto de Autonomia Catalão reconhece a situação linguística específica deste município catalão:

“Artículo 6. La lengua propia y las lenguas oficiales

1. La lengua propia de Cataluña es el catalán. Como tal, el catalán es la lengua de uso
normal y preferente de todas las administraciones públicas y de los medios de comunicación públicos en Cataluña, y es también la lengua normalmente utilizada como vehicular y de aprendizaje en la enseñanza.

2. El catalán es la lengua oficial de Cataluña. También lo es el castellano, que es la lengua oficial del Estado español. Todas las personas en Cataluña tienen el derecho de utilizar y el derecho y el deber de conocer las dos lenguas oficiales. Los poderes públicos de Cataluña deben establecer las medidas necesarias para facilitar el ejercicio de estos derechos y el cumplimiento de este deber.
3. La Generalidad y el Estado deben emprender las acciones necesarias para el reconocimiento de la oficialidad del catalán en la Unión Europea y la presencia y la utilización del catalán en los organismos internacionales y en los tratados internacionales de contenido cultural o lingüístico.

4. La Generalidad debe promover la comunicación y la cooperación con las demás comunidades y los demás territorios que comparten patrimonio lingüístico com. Cataluña. A tales efectos, la Generalidad y el Estado, según proceda, pueden suscribir convenios, tratados y otros mecanismos de colaboración para la promoción y la difusión exterior del catalán.

5. La lengua occitana, denominada aranés en Arán, es la lengua propia y oficial de este territorio y es también oficial en Cataluña, de acuerdo con lo establecido por el presente Estatuto y las leyes de normalización lingüística.”

A mesma situação linguística para Olivença poderá reconhecer o Estatuto da Comunidade Autónoma da “Extremadura”

Estabelecidos os objectivos, vamos então abordar as questões práticas:

1) Como os Partidos portugueses estão – na prática e não legalmente porque o Estado português continua a considerar Olivença território nacional – impedidos de participar nas eleições em Olivença, a única forma de apresentarmos este projecto à população é utilizando uma sigla de um Partido legalizado no Estado espanhol. Nesse sentido temos de iniciar conversações e contactos com Partidos democráticos, mas de vocação independentista, que nos possam auxiliar nesta questão (falei nos Galegos devido à fraternidade linguística);

2) Os últimos resultados para as autárquicas em Olivença (2003) foram:

PARTIDO CONCEJALES Votos
PSOE 12 4039 64.97 %
PP 4 1409 22.66 %
IU-SIEX 1 634 10.2 %

Escrutado: 100 %
Votos contabilizados: 6298 72.53 %
Abstenciones: 2385 27.47 %
Votos en blanco: 135 2.14 %
Votos nulos: 81 1.29 %







Fonte:

http://www.elmundo.es/especiales/2003/05/espana/25m/resultados/municipales/06/olivenza.html

Ou seja, seriam necessários cerca de 340 votos para eleger um concejale e entrar no Pleno: o último Concejale do PSOE foi eleito com 336 votos.

Não é nada de extraordinário e eu até já consegui eleger 5 deputados municipais pelo PPM contra grandes partidos como o PS e o PSD, na pequena ilha do Corvo:

Assembleia Municipal
Lista Votos [%] Mandatos
CDS/PSD 82 28,6 4
PPM 87 30,3 5
PS 111 38,7 6
________________________________________
Votantes 287 82,0 -
Brancos 4 1,4 -
Nulos 3 1,1 -

Fonte:

http://www.anmp.pt/munp/mun/mun202w105.php?cod=M9980

Portanto acho mesmo possível cumprir o plano e entrar dentro dos órgãos políticos do Município de Olivença. O resto seria uma luta política a favor da língua portuguesa e de um novo Estatuto para Olivença que garanta altos níveis de autonomia e de prosperidade.

Os fóruns estão efectivamente fechados! Tenta entrar no do PP: http://www.olivenzapp.es/foro/viewforum.php?f=1

Ou no do Município que o Rocha fechou e do qual não guardei registo.

Podes dar-me os endereços de fóruns activos em Olivença, com excepção deste em que não me consigo inscrever:

http://www.olivenzapp.es/foro/viewforum.php?f=1


Um abraço

Paulo Estêvão








27-08-2006 @ 21:10
Comentário de: Paulo Estêvão [Visitante]
Senhor Manuel:

É obvio que alguma coisa de estranho se passa em relação aos meus acessos aos foros oliventinos. No caso do fórum do Partido Popular, seja qual for o computador que utilize aqui na Ilha do Corvo, o resultado é este:


phpBB : Critical Error

Error doing DB query userdata row fetch

DEBUG MODE

SQL Error : 1146 Table 'qbk703.phpbb_sessions_keys' doesn't exist

SELECT u.* FROM phpbb_users u, phpbb_sessions_keys k WHERE u.user_id = 10 AND u.user_active = 1 AND k.user_id = u.user_id AND k.key_id = '6bb7bc4b7983d11e93658cf3ad9d6f7c'

Line : 89
File : sessions.php


Mais, as suas mensagens de Sábado, Domingo e de Segunda só chegaram ao meu e-mail hoje.

Tudo isto é estranho e nunca me tinha sucedido. Por isso tenho profundas desconfianças em relação a uma certa “vigilância” que possa estar a ocorrer.

Não tenho qualquer problema com isso porque as minhas ideias políticas sobre Olivença são públicas em Portugal. Advogo sempre métodos pacíficos e democráticos para resolver estas questões. Vou obviamente continuar a lutar, politica e pacificamente, por aquilo em que acredito.

Corvo, 29 de Agosto de 2006


Um abraço



Paulo Estêvão
29-08-2006 @ 22:01
Senhor Estêvão,

Estou a dizer, há anos, que o português oliventino está a morrer. Quando morrerem os últimos falantes, será já só uma lembrança. Concordamos.

Também concordamos quanto à quase nula influência do PPM em Portugal; em Olivença, quase ninguém sabe nem que ele existe. Outros partidos portugueses... também nada podem fazer. Espanhóis, só o PSOE e talvez o PP, mas, claro, são espanholíssimos e contrários à diversidade “nacional” ou como se chame.

Além disso, vejo que as suas propostas concordam mais ou menos com as do Comité Olivença Portuguesa, apresentadas aos oliventinos (semiclandestinamente) pelo senhor Carlos Luna há uns 15 anos. Agora ele é “persona non grata” em Olivença.

O Vale de Arám (http://pt.wikipedia.org/wiki/Val_d%27Aran, que não é um município, mas uma comarca dividida em 9 concelhos ou municípios) tem três línguas oficiais: occitano (http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_occitana), catalão e espanhol. Ninguém ainda morreu por causa disso. Por razões evidentes, os araneses também conhecem bem o francês, sem lesões cerebrais nem morais causadas por tais saberes (acho eu). Pelo contrário, penso que tudo são benefícios (só falando em questões sociais, políticas e económicas; e assim noutras). Mas em Olivença... nem pensar! Nem pensar, que os oliventinos iam simpatizar de mais com Portugal!

Mais sobre os araneses. Olhem bem que o Arám não é comunidade autónoma dentro de Espanha. Vou colar também um textinho do Estatuto: ARTÍCULO 11. ARÁN. 1. El pueblo aranés ejerce el autogobierno mediante el presente Estatuto, el Conselh Generau de Aran y las demás instituciones propias. 2. Los ciudadanos de Cataluña y sus instituciones políticas reconocen a Arán como una realidad occitana dotada de identidad cultural, histórica, geográfica y lingüística, defendida por los araneses a lo largo de los siglos. El presente Estatuto reconoce, ampara y respeta esta singularidad y reconoce Arán como entidad territorial singular dentro de Cataluña, la cual es objeto de una particular protección por medio de un régimen jurídico especial. Quer dizer, um Conselho Geral... e mais nada. Pertence à comunidade autónoma da Catalunha... e chega! Não vão querer ser uma Andorra ou sei lá! Vejam outra coisa: “identidad cultural, histórica, geográfica y lingüística, defendida por los araneses a lo largo de los siglos”; em Olivença seria: “identidad cultural, histórica, geográfica y lingüística no defendida casi nunca por los oliventinos”. Seria mesmo diferente.

Vereadores? Além desses três partidos (PSOE, PP e IU), impossível um vereador doutro, e menos de um partido português! E agora não sei se Espanha ia aceitar a inscrição no Ministério do Interior de um partido de Portugal, não sei. Mas o que sei é que, considerando possível um quarto partido, teria que ser oliventino. Nota sobre a IU: esta coligação é menos centralista que os outros dois; mas penso que na Estremadura espanhola... é centralista à mesma. Outra notinha: eu simpatizo com essa coligação (geralmente); por exemplo, penso votar nela em Novembro (www.euia.org); isto não interessa, sei, mas é bom deixar claras as coisas (quando possível, embora não necessário).

Fóruns. O do PP continua aberto. Fechado para o senhor? Talvez. Nem me admira muito. Eu já fui “expulso” de um fórum português sobre o fado. Expulso... quer dizer, não posso entrar! Porquê? Já perguntei, mas ninguém responde aí.

Havia um fórum da Câmara Municipal de Olivença? Qual? Onde?

Os fóruns que conheço sobre Olivença estão n'“Um bolíndri na tarrafa” e nos “Jimões na chuné”. Se tiver problemas para os encontrar, diga-mo, se faz favor.

A página da Agal já foi atacada, e continua a ser. Mas cá estamos. Os blogues são livres. Pode opinar aqui quando quiser.

Saudações.
31-08-2006 @ 21:43
Comentário de: Paulo Estêvão [Visitante]
Vou responder-lhe de forma esquemática de forma a sistematizar as nossas conclusões:

1) Concordamos na necessidade de defesa da língua portuguesa em Olivença;

2) Concordamos que o PPM tem pouca influência política em Portugal, mas sempre temos dois deputados na Assembleia da República e uma relação privilegiada com o PSD. A sua opção pessoal pela IU não é surpresa para mim que já tinha percebido que o senhor é ideologicamente de esquerda e republicano. Em democracia o fundamental é o respeito pelas posições ideológicas de todos, desde que elas sejam respeitáveis (não racistas, não violentas, não totalitárias e antidemocráticas);

3) Concordamos, penso eu, que é necessário fazer alguma coisa. Concordamos que nem o Governo espanhol, nem o Governo português farão qualquer coisa para resolver esta questão;

4) Concordamos, penso eu, que a língua portuguesa deveria ser co-oficial (em conjunto com o castelhano) nos municípios de Táliga e Olivença. Também concordamos que os Partidos com representatividade em Olivença – PP, PSOE e IU – não defenderão esta posição, assim como é praticamente impossível que o actual Parlamento da “Extremadura” venha a adoptar um regime linguístico semelhante ao que aprovou o da Catalunha na Comarca de Vale de Arán. Sei que este território está integrado na Catalunha, mas um passo inicial no sentido do reconhecimento da língua portuguesa era já qualquer coisa de positivo na direcção correcta.

Algumas questões e observações finais:


- Quais eram as ideias e projectos do “Comité Olivença Portuguesa, apresentadas aos oliventinos (semiclandestinamente) pelo senhor Carlos Luna há uns 15 anos”?

- Pode dar-me as direcções dos fóruns oliventinos espanhóis em actividade (só me interessam os espanhóis, uma vez que os outros já tenho)? Constatei, a este respeito, que efectivamente o do Partido Popular continua activo. Simplesmente eu não posso aceder a partir de computadores de onde já tenha enviado mensagens. Estou a aceder ao fórum a partir de um computador ainda não utilizado (a democracia em Olivença tem estas particularidades);

- Quanto ao Fórum do Município de Olivença leia o que aconteceu nos temas mais antigos do Fórum do Partido Popular. Os vários participantes descrevem os factos.
02-09-2006 @ 18:22
Comité Olivença Portuguesa? Não tenho aqui os papéis, infelizmente. Mas lembro-me dalgumas coisas. Aliás, porque não quero falar de cor, remeto-o para o COP (privadamente).

O único fórum oliventino espanhol que conheço e que conheci até agora é o do PP oliventino.

Isso dos fóruns... Também eu fui "expulso", acho!, (sem saber nada nem razão nenhuma) do fórum do PSUC Viu. Nem sequer posso ver a página deles do meu computador. Já e o segundo fórum que me "expulsa".
02-09-2006 @ 20:13
À procura daquele eliminado, encontrei este: http://www.foro-ciudad.com/badajoz/olivenza/

Também existe o de "Otra Democracia Es Posible": http://otrademocraciaesposible.net/foros/viewtopic.php?p=37345#37345 (onde também não posso entrar!)
02-09-2006 @ 20:19
Comentário de: Paulo Estêvão [Visitante]
Obrigado Manuel:

Entrei nas duas páginas, mas não consigo aceder aos fóruns respectivos. Não sei se estão activos ou não. Quando tento entrar a informação é esta:


phpBB : Critical Error

Could not connect to the database


Ou seja Manuel, estou realmente impedido de aceder a fóruns espanhóis sobre Olivença. É estranho até porque, como poderás constatar no do PP, fui sempre educado, limitando-me apresentar a minha opinião sobre o assunto.


03-09-2006 @ 13:00
Já estamos a ver que há fóruns proibidos... Pensei antes ser censurado no do PCTP/MRPP, ou no do PPM... que no do PSUC Viu, ou no da ODEP, o naquele do fado (!)... Totalitarismos? Fanatismos? Ou talvez só "problemas informáticos"?

Neste blogue, que não é fórum, mas que é espanhol, podem entrar e opinar. Para isso está.
03-09-2006 @ 16:54
Comentário de: Paulo Estêvão [Visitante]
Manuel

Encontrei este Blogue sobre Olivença: http://plataformaolivenza.blogia.com/
Parece ser um sítio livre e de esquerda. Gostei do conteúdo e dos textos. É feito por gente de Olivença.

Com os melhores cumprimentos

Paulo Estêvão
04-09-2006 @ 00:38

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