| « José Manuel Coelho, a barriga de aluguer e o PTP | José Manuel Coelho substituirá Alberto João? » |
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Uma grande empresa europeia, com origem no Norte, emprega escravos. Mas esses não estão à vista; só saem para montar algumas das coisas que eles vendem, aquelas mais difíceis ou pesadas.

Continua:
Um desses escravos pode morar em Barcelona, ir trabalhar a Tarragona e, sem bilhete de comboio nem de nada parecido, voltar a Barcelona (depois de muitíssimas hora de esforço) com uns eurinhos emprestados pelo cliente. É claro que, se o cliente faz qualquer comentário à empresa, o escravo sai despedido: rua!
Agora acontece que há transportes ilegais perto dos grandes edifícios dessa empresa terrorista. Mas também há empresas pequenas que trabalham para a grande. Se esse escravo despedido vai para uma destas empresas pequenas, também se encontra com uma situação semelhante. O empresário pequeno vai deixando escravos sozinhos nos lugares das entregas e eles ficam com horas e horas de montagem. Sem comer. 12 horas por dia. 40 euros por dia. Escravidão, como já disse. Sem contrato. Sem poder comer. Talvez o cliente final, se for o caso, põe aí umas bolachas ou qualquer coisa. E se o trabalhador tem alguma lesão, que se lixe, que a vida é dura.
Século XXI. Europa.
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