O livre comercio: O raposo livre no galinheiro (1)

23-06-2005

  17:26:26, por Corral   , 534 palavras  
Categorias: Outros

O livre comercio: O raposo livre no galinheiro (1)

Osvaldo Martínez
Director do Centro de Investigaciones de la Economía Mundial (CIEM), Habana.

O Livre Comércio é a expressão da moda, talvez a mais manipulada no mundo de hoje.
Nos anos 90 a resistência dos movimentos sociais foi contra o modelo neoliberal, que então se associava aos planos de "ajustamento estrutural" emanados do Fundo Monetário Internacional e calorosamente apoiados polo Banco Mundial.

De facto, vivemos a "onda do livre comércio", que ultrapassou muito o significado tradicional da expressão livre comércio e hoje significa não só e não tanto comércio como a projeçom global de uma estratégia de dominação imperialista que utiliza o neoliberalismo como seu modo de ser, mas que se esgalha e estende, constituindo um verdadeiro pacote integrado.

Hoje, quando ouvimos a expressão livre comércio nos lábios do governo do Estados Unidos, do G-7, do FMI, do BM, isto significa muito mais que comércio e inclui a ALCA e as negociações da OMC, os Tratados Bilaterais e Plurilaterais de Livre Comércio e de Investimentos, os Acordos Regionais como o Plano Puebla Panamá, o Acordo Andino sobre Comércio e erradicação de drogas, os planos de militarização e repressão como o Plano Colômbia, a instalaçom de bases militares e a dívida externa.

Para o paradigma neoliberal que o FMI, o Banco Mundial e os governos do G-7 defendem cheios de ferventia, o problema é bem claro e simples: com maior liberalização comercial, maior crescimento econômico, redução da pobreza e progresso geral. Segundo eles, só com um comércio genuinamente livre o mercado funcionará de modo perfeito, fará as melhores distribuições de recursos e estabelecerá a especialização óptima para cada país. Para que o mercado funcione de modo perfeito, nada deve perturbar a sua livre actuaçom O Estado deve tirar as suas mãos do comércio e da economia em geral para deixar que o mercado, com se fosse um deus demiurgo, resolva todo do melhor jeito possível.

Não é mais do que a velha teoria liberal que se remete a Adam Smith e A riqueza das nações, de 1776, agora maquilhada com modelos econométricos, e retórica refinada, mas com as carências que sempre teve desde a sua origem e não pôde apagar, isto é, vantagens comparativas estáticas concebidas para que o livre mercado as aprofunde e as torne eternas, combinação de recursos e factores também estáticos num mundo de pequenas empresas de dimensões relativamente semelhantes no qual nenhuma empresa poderia ter vantagens decisivas sobre outras quanto a informação, financiamento ou tecnologia. Um mundo sem empresas transnacionais, com um comércio internacional quase exclusivamente de bens, sem monopólios de propriedade intelectual, sem comércio intra-firma nem cadeias corporativas gigantescas que controlam dentro do seu circuito desde a plantação de café até a sua comercialização final. Um mundo sem as realidades determinantes do capitalismo contemporâneo e portanto incapaz de explicar o que ocorre, mas que os neoliberais invocam sempre como a raiz suprema da ciência econômica.

1 comentário

Comentário de: dada [Visitante]
dada

O artigo sober Asturias e unha fato de mentiras sin xeito nin direito.
Todo parte do principio que a Historia de Europa e dHespanha antes do imperio roman non existio, hai errores burdos como liar Asturias e Austria, ignorancia crasa e dinme que eun artigo super. Iso todoe a influenza do poder catolico barbaro que nega todo o que non lle conven e case coma decir que a Iberia soo e visigoda e barbara na maioria pois non os galegos estan ahi pa probar o contrario, pa ser mais curto Austria e unha deformacion phonetica castelana de Ossterreich reino aleman do oeste nada que ver con asturias.
Asturias e unha deformacion do nome gaelico orixinal que describe o xeografia do sitio as=altas e turias variante do gaelico thor montanha nome mais limpo e Astorga as alta torga= montanha.
Tanta burremia e tanta aprobazon da medo o que eiqui cocinhades.
eso pasa cando non se analisa arealidade galega evides facer de Zuritas alem do Douro.
Reintegarcionismo stop iso e a segunda etapa nona primeira como vosdecides.
Apertas

24-06-2005 @ 03:26
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