Marcha para a guerra

08-10-2006

  20:05:19, por Corral   , 532 palavras  
Categorias: Outros, Ensaio

Marcha para a guerra

Nota do editor de Global Research

Chamamos a atenção dos nossos leitores para este documento cuidadosamente revisto da concentração naval em andamento e do posicionamento das forças de coligação no Médio Oriente.

O estudo de Mahdi Darius Nazemroaya proporciona-nos uma visão geral. Seu artigo examina a geopolítica por trás deste posicionamento militar e o seu relacionamento com a "Batalha pelo petróleo".

A estrutura das alianças militares, as quais são cruciais para o entendimento destes preparativos para a guerra, são também analisadas.

O posicionamento naval está a ter lugar em dois diferentes teatros de guerra: o Golfo Pérsico e o Mediterrâneo Oriental.

Tanto Israel como a NATO estão destinados a desempenhar um papel importante na guerra conduzida pelos Estados Unidos.

A militarização do Mediterrâneo Oriental está em linhas gerais sob a jurisdição da NATO em ligação com Israel. Voltada contra a Síria, é conduzida sob a fachada de uma missão de manutenção de paz das Nações Unidas de acordo com a Resolução 1701 do Conselho de Segurança da ONU. Neste contexto, a guerra ao Líbano deve ser encarada como uma etapa do roteiro militar mais amplo patrocinado pelos EUA.

A força naval no Golfo Pérsico está de um modo geral sob o comando dos EUA, com a participação do Canadá.

A concentração naval está coordenada com o planeamento de ataques aéreos. O planeamento dos bombardeamentos aéreos do Irão começou em meados de 2004, de acordo com a formulação do CONPLAN 8022, no princípio de 2004. Em Maio de 2004, foi emitida a Directiva Presidencial de Segurança Nacional NSPD 35, intitulada Nuclear Weapons Deployment Authorization. Apesar de o seu conteúdo permanecer classificado, a presunção é de que a NSPD 35 refere-se ao posicionamento de armas nucleares tácticas no teatro de guerra do Médio Oriente no cumprimento do CONPLAN 8022.

Estes planos de guerra devem ser encarados muito seriamente.

O mundo está na encruzilhada da mais séria crise da história moderna. Os EUA embarcaram numa aventura militar, numa "longa guerra", a qual ameaça o futuro da humanidade.

Nas próximas semanas, é essencial que movimentos de cidadãos de todo o mundo actuem firmemente a fim de confrontar os seus respectivos governos e reverter e desmantelar esta agenda guerreira.

O que é necessário é romper a conspiração do silêncio, expôr as mentiras e distorções dos media, confrontar a natureza criminosa da administração dos Estados Unidos e daqueles governos que a apoiam, da sua agenda de guerra bem como da chamada "agenda de Segurança Interna" a qual já definiu os contornos de uma polícia de Estado.

É essencial trazer o projecto de guerra estadunidense para o primeiro plano do debate político, particularmente na América do Norte e na Europa Ocidental. Os líderes políticos e militares que se opõem à guerra devem tomar uma atitude firme, a partir de dentro das suas respectivas instituições. Os cidadãos, individual e colectivamente, devem tomar uma posição contra a guerra.

Michel Chossudovsky, Global Research, 01/Outubro/2006

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