Victoria Díaz Cabanela

02-08-2007

Link permanente 21:14:17, por José Alberte Email , 126 palavras   Português (GZ)
Categorias: Novas, Palavra

Victoria Díaz Cabanela


In Memoriam de Victoria Díaz Cabanela

Quem foi a fada inimiga,
a xana escura que embrulhou os teus olhos
com a mordida da serpe?
Tu, que vives-te como pássaro de ás abertas
para os corações iluminados e as vezes perdidos,
com manhuços de violetas arrecendias
o café recém-feito para bebe-lo no teu quarto,
já nom estás.

Retornárom os ladrões com os seus mantras,
porque as palavras som agora tempo perdido,
sons ausentes... geadas metálicas
que rabanam com o seu gume as gorjas.
Hoje, o prozac ocupa a nossa desesperança
e aninha em nós, a tristura,
que com a sua voz tabernária nos di...
nada é nosso, nem a própria vida.

Corral Iglesias, José Alberte

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