Recordação de algumas atrocidades do duo dinâmico Clinton-Al Gore

15-10-2007

Link permanente 22:22:49, por José Alberte Email , 4043 palavras   Português (GZ)
Categorias: Outros, Ensaio

Recordação de algumas atrocidades do duo dinâmico Clinton-Al Gore

Recordação de algumas atrocidades do duo dinâmico Clinton-Al Gore durante o período em que suportámos do seu mandato
por Alfredo Embid
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Os actuais apóstolos de causas humanitárias, como a SIDA e o Aquecimento Global, o duo dinâmico Clinton-Al Gore, têm uma história bastante sinistra. Para começar a opinar sobre as suas actuais cruzadas há que ter senso comum. Há que recordar o que fizeram quando eram dirigentes do estado mais poderosos do planeta: – desde 20 de Janeiro de 1993 até 20 de Janeiro de 2001. Albert Gore, Jr. vice-presidente da administração Clinton e este último como presidente, estiveram implicados e foram responsáveis por diversos crimes e atrocidades, incluindo intervenções em diversos países de todo o mundo, e pelo apoio ao terrorismo e à guerra da Jugoslávia. Além disso são responsáveis pelo bombardeamento com armas radioactivas na guerra da Jugoslávia, na Somália e, provavelmente, também no bombardeamento do Iraque e do Afeganistão.

Os acontecimentos:

IRAQUE, 1993-2001. Durante toda a Administração Clinton-Gore continuou o bombardeamento do Iraque (com a colaboração da França e da Grã-Bretanha). A justificação dos bombardeamentos foram desculpas que mais tarde se revelaram fraudulentas [1] . Por exemplo, em 26 de Junho de 1993 (5 meses depois da tomada de posse de Clinton-Gore), os EUA bombardearam Bagdad com 23 mísseis Tomahawk com a desculpa de uma conspiração para matar Bush. Os Estados Unidos financiaram com milhares de dólares o Acordo Nacional Iraquiano para desestabilizar o regime de Saddam Hussein com atentados terroristas [2] . Além disso, mantiveram o embargo e doaras sanções económicas que custaram a vida a mais de milhão e meio de iraquianos, na sua maioria crianças [3] .

SOMÁLIA, 1993. Bombardeamento com mísseis das forças do general Mohamed Aidid que se opunha à entrada de tropas americanas no seu país. A operação foi apresentada como álibi de ajuda humanitária com amplo envolvimento de meios. Mas na realidade é que por detrás estava "a merda do diabo" que é como os africanos chamam ao petróleo, o "ouro negro" como chamamos nós. Há provas de que se utilizou armamento radioactivo [4] .

JUGOSLÁVIA, 1992-94. Estabeleceu-se um bloqueio marítimo dos EUA e da NATO contra a Jugoslávia: Sérvia e Montenegro. A Jugoslávia estava na agenda.

JUGOSLÁVIA, BÓSNIA, 1993. Estabeleceu-se uma zona de exclusão aérea patrulhada, fomentou-se a guerra civil, abateram-se aviões, bombardearam-se alvos civis. Aumentou-se a tensão sobre os objectivos que explicaremos.

HAITI, 1993-94. Ocupação do Haiti por uma força multinacional encabeçada pelos EUA. Em 19 de Setembro de 1994 apoiaram as forças internas que derrubaram o presidente Aristides que fora eleito legitimamente. Os ocupantes dos EUA prenderam os líderes do exército do Haiti pelos seus crimes. Mas, em vez de os julgar, premiaram-nos com garantias de segurança e milionárias reformas. O padre cristão Aristides, que havia sido derrubado por um golpe militar poucos meses depois de ter sido eleito, em 1991, é reconduzido à chefia do governo depois de ter sido obrigado pelos EUA a prometer que iria portar bem. Isto é, que deixaria de ajudar os pobres e se submeteria a uma agenda política favorável aos ricos e à classe dirigente do país. Desde então, os EUA impedem o castigo dos responsáveis pelas violações dos direitos humanos e negam-se a devolver os documentos oficiais roubados durante a invasão que poderiam estabelecer as suas responsabilidades.

JUGOSLÁVIA, BÓSNIA, 1994-1995. Aqui permito-me estender mais além para tornar compreensível o contexto porque o duo dinâmico é totalmente responsável por ter provocado uma guerra aparentemente incompreensível na Europa. A Jugoslávia negava-se terminantemente a que o Ocidente lhe impusesse o seu modelo e a entrada na NATO. Algo especialmente grave quando era uma região geoestratégica importante para a passagem das vias energéticas da Ásia Central e além disso possuía importantes recursos minerais. A Jugoslávia era além disso um exemplo de convivência interétnica como comprovei pessoalmente em duas viagens em que a cruzei, em 1967. Assim, inicialmente, fiquei profundamente incrédulo como fora possível uma guerra civil. Mas foi um efeito da estratégia do império que se baseou justamente em atiçar as diferenças étnicas, tal como o fez Hitler quando invocou a autodeterminação étnica contra a Checoslováquia e a Polónia como desculpa para invadi-las em 1938-39. A autodeterminação étnica é um princípio que agora se esconde debaixo do tapete dos "direitos humanos" para conseguir o mesmo objectivo: estimular as insularidades e dividir. Assim, os EUA orquestraram a demonização dos sérvios que já havia sido iniciada pela Alemanha nos princípios dos anos 90 [5, 6] .

Desde 1994 os EUA desenvolveram uma operação secreta similar à que fizeram anteriormente e que resultou no escândalo Irão-contra, mas esta ainda permanece oculta [7] .

Os EUA, encobertamente (financiando grupos islâmicos) violaram o embargo do Conselho de Segurança da ONU na venda de armas a qualquer grupo armado no conflito da Jugoslávia. Como resultado formou-se um arrede secreta de venda de armas através da Croácia [8] .

Não se trata de uma teoria da conspiração, os EUA utilizaram os islamitas para armar os muçulmanos da Bósnia, ex-Jugoslávia, segundo um relatório governamental holandês que inclusive provocou a demissão do governo [9] .

Para compreender a participação dos islamitas nas guerras da Jugoslávia e de Bin Laden, financiados pelos EUA, é especialmente interessante o trabalho de Jurgen Elsasser que explica como os combatentes muçulmanos recrutados pela CIA para lutar contra os soviéticos no Afeganistão e que estavam praticamente sem ocupação, foram utilizados sucessivamente na Jugoslávia (e na Chechénia) sempre com o apoio dos EUA. Ao acabar a guerra no Afeganistão, Osama Bin Laden recrutou esses mesmos militantes jihadistas, treinou-os, em parte com o apoio da CIA, e deslocou-os para a Bósnia com soldos de 3000 dólares mensais para servir o exército bósnio. O seu lugar tenente na Bósnia Herzogovina, Al Zawahiri, que ra o braço direito de Bin Laden, foi o chefe de operações nos Balcãs em princípios dos anos 90, viajou para os >EUA com um agente dos US Special Command para recolher dinheiro para uam nova guerra [10] .

CHECHÉNIA, 1995. Os EUA não aparecem como actores nesta primeira guerra mas existem provas de que também participaram ao financiar grupos islâmicos desocupados, desde a guerra do Afeganistão, e os separatistas, tal como fizeram na Jugoslávia e se explica no livro "Comment le Djihad est arrivé en Europe" [11] .

CUBA, 1996. Em 18 de Outubro um avião norte-americano foi encontrado a fumigar algo na província cubana de Matanzas. Seguiu-se uma praga de insectos thrips palmi que nunca antes se haviam encontrado na ilha e que devoraram milho, pepinos e outros alimentos. Este acto de guerra biológica foi denunciado perante a ONU [12] .

ZAIRE (CONGO), 1996-97. Intervenção de tropas marines dos EUA tal como na LIBÉRIA em 1997 e na ALBÂNIA também em 1997.

SUDÃO, 1998. Imposição de um embargo económico e bombardeamento do país. Incluindo um ataque com mais de uma dezena de mísseis Tomawak à única fábrica de medicamentos humanos e veterinários com a desculpa de que fabricavam armas químicas e de terrorismo [13] . Foi algo que nunca se demonstrou e se reconheceu inclusive que se tratava de um erro [14] . A consequência foi uma penúria de 90% dos medicamentos que estavam a produzir. Estes medicamentos eram fabricados e consumidos localmente. Portanto, a consequência do bombardeamento do duo dinâmico foi sobretudo a destruição da autonomia farmacêutica do país relativamente às multinacionais da medicina. Como consequência também, milhares de desgraçados somalis morreram ao não se poderem tratar com medicamentos eficazes para as doenças endémicas. Isto é, assassinatos e despovoamento. Curiosamente, é o mesmo que promove a ortodoxia da SIDA, da qual Clinton se converteu num apóstolo com a colaboração de Al Gore [15] .

ÁFRICA, 1998. Nesse mesmo ano criava-se a Iniciativa Norte-americana de Resposta às Crises Africanas (ACRI). Com a desculpa de realizar "missões humanitárias" desenvolveu-se um amplo programa de treinamento militar em vários países africanos cujo prolongamento consequente é a actual invasão da Somália [16] .

AFEGANISTÃO, 1998. Ataque com mísseis sobre antigos campos de treino da CIA utilizados por grupos fundamentalistas islâmicos aos quais se acusa de ter atacado embaixadas [17] .

IRAQUE, 1998-99. Bombardeamento intenso com mísseis durante quatro dias de ataques aéreos. Só nos primeiros 8 meses de 1999, os EUA e a Grã-Bretanha realizaram 10 mil voos sobre o Iraque, lançando mais de mil bombas e mísseis sobre 400 lugares [18] .

ÁFRICA DO SUL, 1999. Al Gore, que estava ligado à indústria farmacêutica [19] , tenta vender AZT com descontos ao governo sul-africano. Mas este afasta a "ajuda" ao dar-se conta que o AZT é uma mezinha para a SIDA.

JUGOSLÁVIA, 1999. Sob a liderança dos EUA, a NATO bombardeou Kosovo e a Sérvia numa operação denominada "Intervenção Humanitária Anjo da Guarda" de 24 de Março a 10 de Junho de 1999.

Como no caso da Bósnia Herzegovina, apontaram o fundamentalismo islâmico para desestabilizar a região. Por artes mágicas, numa questão de meses, as milícias da UCK qualificadas pelos EUA como terroristas, em Fevereiro de 1998, converteram-se em seus aliados no Kosovo [20] .

A intervenção montou-se uma vez mais (como na Bósnia) a partir da informação falsa e manipulada, fornecida pelos EUA e a NATO, sobre presumíveis massacres cometidos pelos sérvios para demonizá-los. Esta montagem sem provas foi difundida vergonhosamente por todos os meios de desinformação durante meses para preparar a invasão.

Depois os EUA apresentaram umas negociações fraudulentas com umas condições surrealistas que se pode resumir no seguinte: a NATO (isto é, os EUA) apropriar-se-á do Kosovo e terá acesso livre a toda a Jugoslávia e além disso vocês têm que pagar os custos da governação da NATO. Estas exigências, inaceitáveis para qualquer estado, foram, evidentemente, recusadas [21, 22] .

Como consequência veio a operação humanitária "anjo da guarda" durante a qual se lançaram 25 mil toneladas de explosivos, numas 25 mil incursões aéreas. Foram empregues bombas de estilhaçamento assim como munições radioactivas.

O comandante das forças aéreas francesas da NATO, General Joffret, afirmou: "As forças aéreas receberam ordens para destruir a vida na Sérvia" [23] . Segundo as suas declarações nesta missão "humanitária", mulheres, crianças, maiores, passageiros de comboios e de autocarros, transeuntes sobre pontes, foram aniquilados. Perderam a sua vida 2500 pessoas das quais 30% eram crianças. Ficaram feridas mais de 10 mil pessoas dos quais 40% eram crianças. Durante o ataque realizaram-se bombardeamentos maciços de objectivos civis, alojamentos residenciais, pontes, estradas, vias-férreas, refinarias, instalações químicas, estruturas empresariais vitais, estações transmissoras de rádio e de televisão. Muitas instituições sanitárias e educativas, monumentos culturais, igrejas, mosteiros, cemitérios, também foram totalmente arrasadas. Destruíram deliberadamente a estação de televisão (como é habitual fazê-lo, com o último exemplo em Bagdad no Iraque) e inclusive a embaixada da China, em Belgrado, que os EUA (com os seus sofisticados meios de detecção por satélite) "não sabiam" donde estava (o que era evidente num qualquer mapa turístico). Causou-se uma perda maciça de vidas numa catástrofe humanitária, económica e ambiental, cujas trágicas consequências não podem ser limitadas em termos de espaço e de tempo. Nesta agressão dos EUA e da NATO contra República Federal da Jugoslávia, cometeu-se uma grave violação dos princípios fundamentais nas relações internacionais, do Direito Internacional Humanitário. A NATO violou os mandatos do Conselho de Segurança das Nações Unidas assim como a Acta da sua própria fundação [24] . Em Março de 1999, juristas de vários países incluindo dos EUA, apresentaram queixas perante o Tribunal Internacional de Haia, acusando os crimes de guerra cometidos pela NATO, mas o tribunal processou os Sérvios [25] .

Como se fosse pouco, os EUA e a NATO admitiram oficialmente ter lançado no Kosovo mais de 30 mil projécteis com urânio empobrecido, mais de 2500 no resto da Sérvia e 300 em Montenegro. Recordamos que estas armas, além de serem de "urânio empobrecido", são consideradas como "armas de destruição maciça" pela Subcomissão para a Protecção e Promoção dos Direitos Humanos e que violam numerosas convenções internacionais como já se explicou.

O General G. Robertson, na sua carta de 7 de Fevereiro de 2000, confirmou que em todo o território da província de Kosovo e Metohija, em aproximadamente 100 incursões aérea, se utilizaram 31 mil cartuchos de munições contendo urânio (o que é equivalente a 10 toneladas de urânio empobrecido). Nos meses que se seguiram, soldados da NATO que tiveram o privilégio de participar neste genocídio começaram a adoecer e a morrer. Especialmente os que haviam sido colocados estrategicamente em zonas de máxima contaminação como os espanhóis.

Há que recordar que as tropas dos privilegiados que pertencem ao clube nuclear foram posicionadas fora dessa zona. Os mapas mostram a situação das tropas invasoras decidida pela NATO tornando claro que os espanhóis foram enviados para as zonas de máximo risco enquanto os membros do clube nuclear (EUA, Inglaterra e França) se situaram estrategicamente nas de menos risco de contaminação radioactiva.

Além disso, os EUA retiveram, ocultaram e sonegaram informação, obstruindo as investigações sobre os perigos do urânio com o objectivo de evitar responsabilidades morais e materiais. O porta-voz do Pentágono teve o desplante de afirmar que "os projécteis de urânio empobrecido não são danosos do ponto de vista ambiental nem apresentam um impacto significativo sobre a saúde" [27] .

Javier Solana foi ainda mais longe sugerindo que inclusive poderia ser benéfico para a saúde. O programa da UNEP sobre contaminação radioactiva é uma fraude e o relatório da Organização Mundial da Saúde também, já que desde 1957 está submetida à Agência Internacional de Energia Atómica, isto é, ao lobby nuclear [28] . Os meios de comunicação seguiram a voz do dono e censuraram toda a informação a este respeito, especialmente quando se detectou plutónio na Jugoslávia. O plutónio é o elemento radioactivo artificial mais tóxico que se produz. O plutónio não faz parte do urânio fraudulentamente chamado empobrecido, como tão pouco outro elemento radioactivo artificial, o U236, que também se encontrou no Iraque e no Afeganistão [29] . Eram novas provas de que os EUA e a NATO mentem contra a nossa saúde.

O balanço da guerra da Jugoslávia foi de 200 mil mortos e mais de um milhão de refugiados. [30] . É o que se contabiliza, já que as consequências da radioactividade ficam presentes para sempre.

CHECHÉNIA, 1999. Na segunda guerra na Chechénia, tal como na primeira, os EUA aparentemente não intervieram. Mas segundo muitos analistas estavam por detrás estimulando o conflito. Utilizando, como no Afeganistão e na Jugoslávia, as milícias islâmicas. Estas eram armadas por países aliados dos EUA como a Arábia Saudita, a Turquia e a Jordânia. Refugiavam-se no Azerbaijão que também é seu aliado. Além disso, eram descaradamente apoiadas pelas rádios da CIA: Radio Free Europe e Radio Liberty. Inclusive há provas de que o então agente da CIA Bin Laden financiou e apoiou os rebeldes chechenos [31] .

1999. Os EUA negam-se a assinar o Acordo Internacional para a proibição de utilização de minas antipessoais (cuja definição inclui as bombas de estilhaçamento) que entrou em vigor em 1 de Março de 1999. E com razão, já que nesse mesmo ano haviam lançado na Jugoslávia 1100 bombas de estilhaçamento cada uma das quais contém 202 bombas simples. Isto é, despejou 222.200 bombas naquele país [32] .

1999. Os EUA reconhecem que estão a formar um grupo para manipular a opinião pública internacional relativamente à sua política externa [33] .

TIMOR ORIENTAL, 1999. Os EUA apoiam, com ajuda militar, o massacre perpetrado pelo exército indonésio sobre a população que reclama a independência [34] . Certamente, o mesmo que fez com Israel durante a guerra do Líbano.

ÁFRICA DO SUL, 2000. Apesar dos esforços dos EUA, das instituições sanitárias como a OMS e a UNICEF e, até, das multinacionais farmacêuticas, a guerra dos EUA contra a epidemia da SIDA inventada em África, vai mal. As vendas do tóxico AZT recuam, e inclusive a própria hipótese oficial de que a SIDA é causada por um vírus é questionada. Em Janeiro, Al Gore preside a uma reunião excepcional do Conselho de Segurança da ONU sobre o problema da SIDA em África. Mas, na realidade, sobre a ameaça da crescente dúvida acerca da hipótese oficial em África. Em Maio, os EUA ameaçam a África do Sul declarando que a SIDA é uma ameaça para a segurança nacional dos EUA [35] .

COLÔMBIA, 2000. Com o falso argumento da "Guerra às Drogas", os EUA lançam o Plano Colômbia, um programa de ajuda maciça que na sua maior parte é um plano militar. A guerrilha é classificada de narcotraficante, mas o próprio administrador da DEA (Drug Enforcement Agency) num testemunho do ano anterior perante a Câmara do Comité Judicial, Subcomité do Crime, disse que "não havia chegado à conclusão de que as FARC e o ELN fossem entidades que se dedicassem ao tráfico de drogas". Pelo contrário, havia provas de que o exército colombiano sim, é que estava implicado no tráfico de drogas e não só de cocaína, mas também de heroína. O mesmo pode dizer-se do exército mexicano e peruano apoiados pelos EUA [36] .

O Plano Colômbia, apresentado em 1998 pelo presidente Andrés Pastraña como um programa de desenvolvimento económico sem drogas, é na realidade uma cortina para a implantação de forças estado-unidenses no país, como o demonstra o efeito de que depois de 5 anos de combates, a Colômbia continua a ser o primeiro produtor mundial de cocaína [37] . Não se trata de nenhum fracasso. O petróleo colombiano encontra-se sob controlo dos EUA e a dissidência interna também. A hipocrisia da luta contra a droga ficou bem esclarecida anteriormente (para os que tiverem alguma dúvida) mediante a exposição de um facto. Atrás da invasão do Afeganistão, cuja produção de ópio havia sido reduzida em 90%, antes da invasão com a desculpa de combate ao terrorismo, depois da democracia imposta pelos EUA, o país voltou a consagrar-se como o principal produtor mundial de ópio [38] .

1993 – 2001. Durante todo o seu mandato também lutou contra o próprio povo norte-americano. O analista Nat Hentoff afirma que a Administração Clinton-Al Gore "é a que infligiu maiores danos aos nossos direitos e liberdades constitucionais" [39] .

Toda esta galeria de atrocidades não pretende ser exaustiva. O duo dinâmico de cruzadas humanitárias Clinton-Al Gore é responsável pelos seguintes crimes globais:

1 – Ter fomentado, durante a sua permanência no poder do país mais poderoso do mundo uma ordem internacional injusta que assassina silenciosamente por si mesma a grande maioria dos seus semelhantes ao privá-los de água potável e dos alimentos mínimos que necessitam, para benefício de uma leite de que eles fazem parte.

2 – Ocultar que os mais graves problemas da humanidade não são as suas rentáveis e oportunistas cruzadas sobre a SIDA ou sobre o aquecimento global. Estas servem para nos entreter com a criação do medo e impedir que enfrentemos os autênticos problemas que temos: o esgotamento dos recursos petrolíferos, o aumento da contaminação química e radioactiva, o aumento das guerras e das desigualdades entre ricos e pobres, etc, etc. Manipular o problema do aquecimento global, cujas consequências poderemos experimentar dentro de um indefinido número de anos, ocultando as consequências da contaminação radioactiva (que eles próprios contribuíram para o aumento com as suas guerras) cujos efeitos se fazem sentir desde há décadas na forma do aumento de enfermidades da civilização. O aquecimento global apresentado como "a principal ameaça que enfrentamos" oculta e fomenta a deterioração do nosso património genético provocado pela crescente contaminação radioactiva.
Notas:
] 1- Michel Collon. "Attention media" ed. EPO Bélgica. Pág. 284. http://www.michelcollon.info
2- Independent. Londres, 26 Março 1996.
3- Ver nosso relatório detalhado sobre as consequências sanitárias do bloqueo para a população do Iraque no nº 69 da revista. Alfredo Embid "Aumento de cánceres, malformaciones y otras enfermedades en Iraq". E entrevista com o ministro da Saúde Pública iraquiano.
4- Para mais informação sobre a Somália e a guerra actual ver o nº 142 do Boletín Armas contra las guerras. Alfredo Embid "La puerta de las lágrimas de nuevo ensangrentada por la mierda del diablo". Cuya publicación hemos retrasado para recibir a Al Gore.
5- Michel Collon: " Yougoslavie: a nouveau la demonisatión. Pour cacher quoi?." postsciptum enero 2004 "Attention Medias" ediciones EPO Bélgica.
6- Michel Collon "Poker menteur". Ediciones Epo Bélgica do qual também existe uma tradução espanhola da editorial Hiru. Na minha opinião um, livro imprescindível para entender a guerra da Jugoslávia. www.hiru-ed.com
7- Ver a respeito da operação Irão-Contra e das suas actuais repercussões o boletim nº 122.
8- The Guardian, http://www.guardian.co.uk/yugo/article/0,2763
9- The Guardian op.cit.
10- Silvia Cattori entrevista a Jurgen Elsasser: "La CIA reclutó y entrenó a los yihadistas" , Voltaire 28 junio, 2006
] 11- Jurgen Elsasser "Comment le Djihad est arrivé en Europe", prólogo de Jean-Pierre Chevènement. Ediciones Xenia (Suiza).
12- Documento de la Asamblea General de la ONU, A/52/128, 29 abril, 1997.
13- Noam Chomsky "11/09/2001" RBA editores. Barcelona 2001.
14- William Blum. "El estado agresor". La esfera de los libros. Madrid 2006.
15- ver boletín nº 140.
16- ver boletín nº 142.
17- Sobre a criação dos grupos islamicos no Afeganistão ver entre outros nossos editoriais da revista Medicina Holística nº 64, 65 e o boletim nº 89.
18- W. Blum. Op. cit.
19- John Judis "K.Street Gore" The American prospect, julio-agosto 1999. Ver boletim nº 140.
20- Michel Collon "Monopoly" ed Hiru.
] 21- Addict to war. Joel an dreas. www. adictedtowar.com Excelente síntese da historia dos EUA coM algumas objecções sobre o 11S
22- Michel Collon Poker menteur op cit
23- Citado numa carta de Michel Fontanie, Presidente de ASFED FRANCE (Association pour la suvegarde des familles et enfants de disparus), Estrasburgo, 27 Mayo 1999.
24- Facts on consequences of the use of depleted uranium in the nato agresión against the federal republic of yugoslavia in 1999. Catherine Euler. publicado en agosto de 2000 por el Ministerio de Asuntos Exteriores de la República Federal de Yugoslavia.
25- William Blum op. cit.
26- The trojan horses of nuclear war. Conferencia de Hamburgo Octubre 2003. www.uranimweaponsconfeence.de
27- Reuters, 23 de marzo del 2000
28- Ver nº 64 da revista Medicina Holística.
29- Ver trabalhos do UMRC publicados em boletins anteriores.
30- Le livre noir du capitalisme. Le temps des cerises.1998.
] 31- Michel Collon. "Monopoly, la OTAN a la conquista del mundo". Hiru.
32- William Blum. Op. cit.
33- Washington Times 28 Julio 1999.
34- Allan Naim "US complicityin Timor" The observer. Londres 19 septiembre 1999.
35- Ver boletim nº 140 e a secção de artigos gratuitos, apartado SIDA y outros publicados na nossa revista.
36- William Blum. Op. cit.
37- El Plan Colombia. Cocaína, petróleo y mercenarios. Red Voltaire. 14 de febrero de 2005.
38- Ver detaljes no boletim nº 89.
39- Washington Post. 2 enero 1999.

[*] Alfonso del Val. Sociólogo Fundador da revista El Ecologista no ano 1979 e co-autor do "Libro del reciclaje", Ed. Integral, e do "Guía del consumo responsable"

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