USA: A TIRANIA PATRONAL

20-02-2009

  11:41:50, por Corral   , 428 palavras  
Categorias: Ossiam

USA: A TIRANIA PATRONAL

Ossiam

O enorme descrédito das instituiçons políticas representativas que existe em EE.UU., consequência da percepçom generalizada entre as classes populares de que tais instituiçons nom representam os interesses da populaçom senom os dos grupos financeiros, económicos e corporativos que financiam as campanhas eleitorais dos políticos, explica que todos os candidatos das últimas eleiçons tivessem que se apresentar como anti-Washington. Washington representa ?aos olhos da maioria da cidadania- a maridagem da classe política com o que se chama naquele país ?The Corporate Class?, a classe patronal que inclui as grandes empresas do país.

Esta mobilizaçom anti-Washington apresenta-se em formas diferentes. Umha delas é a mobilizaçom dos sindicatos pressionando ao governo Obama para que passe umha lei (ao qual se comprometeu na campanha eleitoral) que facilite a sindicalizaçom dos trabalhadores, um direito muito restringido em EE.UU. devido ao enorme poder da Corporate Class. Segundo as últimas enquisas, nada menos que o 73% da populaçom que trabalha desejaria ter tal Lei. O 68% dos trabalhadores nom sindicalizados desejariam o estar, mas temem o fazer pois nom é infrequente que um trabalhador seja despedido por tentar sindicalizar a seus colegas no posto de trabalho. O despedimento implica nom só a perda do salário senom também a atençom sanitária do trabalhador e de sua família. Hoje o 62% dos cidadãos estadunidenses obtêm sua cobertura sanitária através de sua empresa.

Os empresários negociam (nos altamente descentralizados convénios colectivos) com seus empregados e trabalhadores nom só os salários, senom também a cobertura sanitária, pagando às companhias de seguro sanitário a apólice para a garantia privada. Esta é a proposta de reforma sanitária que têm feito em Espanha os partidos reaccionários, como o PP e o CIU, com o objectivo de facilitar a asseguraçom privada da sanidade (mediante a desgravaçom da garantia privada colectivo).

Em EE.UU. quando um trabalhador perde seu trabalho, perde também sua cobertura sanitária, o qual explica o enorme medo que tem o trabalhador a perder seu posto de trabalho. A disciplina laborar sustenta-se em base a que os benefícios sociais (incluindo os sanitários) os controlam os empresários. Em última instancia, no terror patronal. Daí que as associaçons empresariais se oponham à cobertura sanitária universal (nas que seja o governo o que financie e garanta a cobertura sanitária) pois a sua existência, privar-lhes-ia do poder controlar à força de trabalho.

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