POR QUÊ O CAPITALISMO FAI A GUERRA E NOM O AMOR? - II ?

08-08-2009

  15:14:14, por Corral   , 759 palavras  
Categorias: Outros, Ensaio

POR QUÊ O CAPITALISMO FAI A GUERRA E NOM O AMOR? - II ?

Contrariamente ao que pregoam analistas e modernos sacerdotes pacifistas do sistema, o ideário de realizaçom da civilizaçom imperial capitalista nom se baseia na busca da (idílica) "paz social", senom na busca da (pragmática) guerra militar como factor primário de dominaçom e controle a escala global. O capitalismo só fai a "paz" quando tem ganhada a guerra.
Por Manuel Freytas /Iar-noticias

A guerra por outras vias

Desde a pré-história até a actualidade, todas as civilizaçons dominantes se valeram da guerra imperialista para controlar e dominar:

A) Territórios (conquista territorial) = Controle político

B) Recursos naturais (conquista de recursos) = Controle económico

C) Sociedades (conquista das sociedades) = Controle social

D) Indivíduos (conquista das mentes) = Controle ideológico

Os impérios antigos (Grécia, Roma) só tinham chegado à conquista territorial (guerra militar) e à conquista de recursos (guerra económica), e mal tinham tocado o primeiro estádio da guerra social (conquista da sociedade), impondo seus idiomas ou suas crenças religiosas nos territórios conquistados (caso do latim com Roma, ou caso da religiom católica com os impérios da Idade Média).

Com o Império do sistema capitalista, a guerra polo domínio e o controle completa o ciclo evolutivo com a guerra social (conquista das sociedades) e a guerra psicológica (conquista das mentes).

Esta instância de guerra polo controle e o domínio das sociedades e das mentes, possibilita-se pola chegada da Revoluçom Industrial no século XIX, que depois conduziu à Revoluçom Tecnológica e Informática do século XX.

Isto é que a guerra polo domínio e controle das sociedades e das mentes, só se produziu a partir da interacçom funcional da tecnologia mediática (meios de comunicaçom) e da informática (electrónica e computaçom) orientada a um objectivo de controle e domínio mediante uma estratégia comunicacional.

Esses três factores (meios de comunicaçom, electrónica e computaçom, e estratégias comunicacionais) possibilitaram que a guerra polo controle e o domínio imperial capitalista tocasse seu máximo estádio de desenvolvimento estratégico: a Guerra de Quarta Geraçom.

Porquê o capitalismo nom pode prescindir da guerra militar

O desenvolvimento tecnológico e informático, a globalizaçom da mensagem e as capacidades para influir na opiniom pública mundial, converteram à Guerra Psicológica mediática na arma estratégica dominante da 4GW (Guerra de Quarta Geraçom), à que se agrega uma variante "contra-terrorista" depois dos ataques explosivos do 11-S em EEUU.

Desta maneira, e a partir de 11-S norte-americano, a "Guerra Psicológica" (com sua variante a "Guerra Contra-terrorista") conforma a coluna vertebral estratégica da Guerra de Quarta Geraçom, com os Meios de Comunicaçom convertidos nos novos exércitos de conquista.

A Guerra Psicológica define o estádio superior das estratégias de controle e dominaçom ensaiadas até agora polos sistemas imperialistas (dominaçom do homem polo homem) que se foram sucedendo até chegar ao sistema capitalista.

E porquê neste estádio avançado do controle social sem o uso das armas o capitalismo nom pode prescindir do uso da guerra militar?

Por três razões precisas que a justificam:

A) As guerras e os conflitos militares alimentam aos complexos militares e a indústria bélica (com facturaçom bilhonaria) constituída na pata complementar da rentabilidade capitalista transnacional.

B) Os conflitos inter-capitalistas por petróleo e recursos estratégicos essenciais para a sobrevivência futura das potências só se resolvem em última instância (e a nível de desenlace) pola guerra militar.

C) Somente o aparelho e o arsenal militar nuclear garantem efectivamente a sobrevivência do Estado imperial e das potências centrais, que sem a supremacia do poder militar seriam engolidos e destruídos polo resto dos países que integram o sistema a nível planetário.

Esta realidade fáctica, entre uma multiplicidade de factores interactivos, explica porquê o capitalismo (até seu desaparecimento) está centralmente determinado pola guerra militar como factor primário de domínio e de preservaçom de seu sistema económico de exploraçom do homem polo homem.

Neste cenário, marcado pola lei e as contradiçons de sua própria sobrevivência, o sistema capitalista está condenado a viver na "guerra permanente", e, conseqüentemente só há paz" no microchip instalado no cérebro dos colonizados mediáticos que alimentam a roda do domínio sem o uso das armas.

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