CANTA O MERLO: Líbia, entre o massacre, a hipocrisia e os negócios capitalistas

31-03-2011

  21:51:14, por Corral   , 722 palavras  
Categorias: Ensaio

CANTA O MERLO: Líbia, entre o massacre, a hipocrisia e os negócios capitalistas

A NATO toma o comando como "Protector Unificado"

Como o assinalou Fidel Castro: Líbia amostra em toda a sua crueza a impunidade do poderio militar imperial para despedaçar a um país soberano, mas também amostra em graus superlativos a hipocrisia de um sistema capitalista decadente cujas potências centrais chamam operaçom humanitária" a um massacre ininterrompido do povo líbio, desde há 12 dias, e durante as 24 horas. Mas ademais, a destruiçom e controlo de Líbia projecta-se como "grande negócio" onde participam as grandes corporaçons financeiras, comerciais e de serviços, junto com armamentistas, petroleiras e segurança privada que contratam com o Pentágono.

Relatório especial
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E agora a NATO, com a sua estrutura operativa controlada polo Pentágono, concreta outra marca. Formalmente nesta quinta-feira a Aliança Atlântica tomada o comando dos bombardeios "humanitários e o nome da operaçom passará de chamar-se "Odisseia do Amencer" a "Protector Unificado". Nom é umha anedota.

Segundo os partes oficiais, NATO tem a partir desta quinta-feira o mando total sobre as acçons militares internacionais (leia-se bombardeios) em Líbia, ao completar-se a transiçom da "coligaçom" imperial, que já arrojou milhares de mísseis e bombas inteligentes, liderada por França, Reino Unido e EEUU, à Aliança Atlântica.

É dizer que, depois de um trabalho de destruiçom sistemática da infra-estrutura produtiva de Líbia, do aparelho militar e do sistema de comunicaçom de Kadafi, depois de semear o terror com a morte maciça de civis, as três potências "gurcas" do sionismo, EEUU-Reino Unido-França, centralizadas no comando do Pentágono diluem-se (só formalmente) na estrutura de 28 membros da NATO.

Desses 28 membros, só cinco assumem-se como "comunidade internacional" e decidem na ONU (órgao de aplicaçom de legalidade" às invasons militares) a legitimidade e a justificaçom do despedaçar de Líbia, baseado em argumentos de missom humanitária".

Uns dias antes, a organizaçom já assumira a direcçom da zona de exclusom aérea imposta sobre Líbia em virtude do acordado polo Conselho de Segurança das Naçons Unidas e, previamente, fizera o próprio com a vigilância do embargo de armas que pesa sobre o país norte-africano através de umha missom naval em águas do Mediterráneo.

Isto deu a justificaçom para que o trio criminal EEUU-Reino Unido-França começassem os bombardeios ininterrompidos sobre a infra-estrutura e populaçons civis do país petroleiro.

Há que lembrar que Líbia, como o esteve o Iraque no seu momento, sofre um bloqueio económico e um isolamento internacional cujo emergente mais imediato é um estado de potencial "catástrofe humanitária" do povo líbio.

O presidente do Comité Militar da NATO, o almirante italiano Giampaolo Dei Paola, e o general canadense Charles Bouchard, ao mando das operaçons desde a base que a Aliança tem em Nápoles (Itália), "explicárom" hoje à imprensa internacional o novo marco de situaçom.

Em definitiva, EEUU e os "gurcas" da Aliança, querem outorgar um marco de legitimidade" internacional à fase final das operaçons militares para descortiçar a Líbia, terminar com Kadafi e apoderar-se do seu petróleo.

Para depois (como o fai sempre) proceder à "privatizaçom" da riqueza petroleira líbia, apoderar-se dos activos financeiros líbios no exterior, e proceder à "reconstruçom" do país.

Desde Wall Street e o sector de Defesa (e possibilitado pola relaçom comercial Pentágono-mercenários do Complexo Militar Industrial), desprendem-se todas as linhas de decisom e execuçom da macro-negócio com o armamentismo, o petróleo, a "reconstruçom" e a infra-estrutura operativa das invasons e ocupaçons (como Iraque, Afeganistám e agora Líbia) agregadas as bases militares norte-americanas (calculam-se em quase 1000) disseminadas por todo o planeta.

Sobre a base de um orçamento de US$ 780.000 milhons (destinado ao sector de Defesa) este macronegocio hoje hegemonizado polo lobby sionista democrata abrangue desde a venda de armas e de tecnologia de ponta, até construçom de infra-estrutura e de prestaçom de serviços privados às bases militares e forças de ocupaçom.

Wall Street prove recursos de financiamento, e os mercenários do Complexo Militar Industrial, nom só prove armas e serviços de segurança privada, senom que também prove a logística completa (roupa. comida, alojamento, etc) aos soldados, tanto nas áreas de ocupaçom como também na rede de bases distribuídas por todo o planeta e dentro de EEUU.

A destruiçom e controlo de Líbia projecta-se como "grande negócio" onde participam as grandes corporaçons financeiras, comerciais e de serviços, junto com armamentistas, petroleiras e segurança privada que contratam com o Pentágono.

Todos unidos sob o axioma dos Rothschild: "Se nom há guerra, há que a inventar para fazer negócios".

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