Arquivos para: Maio 2011

30-05-2011

Link permanente 23:22:54, por José Alberte Email , 3529 palavras   Português (GZ)
Categorias: Ensaio

CANTA O MERLO: Compreender a guerra da Líbia

 
Compreender a guerra da Líbia


27 vezes. Vinte e sete vezes os EUA bombardearam algum país, desde 1945. E cada vez tem-nos afirmado que estes atos de guerra eram "justos" e "humanitários". Hoje, dizem-nos que esta guerra é diferente das precedentes. O mesmo que foi dito da anterior. E da anterior. E de cada vez. Não estamos já na hora de pôr a preto e branco as perguntas que é preciso colocar em cada guerra para não deixar-se manipular?
 

Michael Collon (*), que já publicou vários livros sobre as estratégias da guerra dos EUA e da mídia nos conflitos precedentes, apresenta uma análise global do caso líbio, em três partes: I: Perguntas que é preciso colocar em cada guerra; II: Os verdadeiros objetivos dos EUA vão mais além do petróleo; III: Pistas para atuar

1ª PARTE: Perguntas que é preciso colocar em cada guerra.

27 vezes. Vinte e sete vezes os EUA bombardearam algum país, desde 1945. E cada vez tem-nos afirmado que estes atos de guerra eram "justos" e "humanitários". Hoje, dizem-nos que esta guerra é diferente das precedentes. O mesmo que foi dito da anterior. E da anterior. E de cada vez. Não estamos já na hora de pôr a preto e branco as perguntas que é preciso colocar em cada guerra para não deixar-se manipular?
HÁ SEMPRE DINHEIRO PARA A GUERRA?
No país mais poderosos do globo, 45 milhões de pessoas vivem na extrema pobreza. Nos EUA, escolas e serviços públicos estão ruindo porque o Estado "não tem dinheiro". Na Europa, também acontece o mesmo, "não há dinheiro" para as pensões ou para a promoção do emprego.
Porém, quando a cobiça dos banqueiros desencadeia a crise financeira, então, em só uns dias, aparecem bilhões para os salvar. Isto permitiu aos banqueiros dos EUA repartirem no ano passado US$ 140 bilhões de lucros e bônus a seus acionistas e especuladores.
Também para a guerra parece fácil encontrar bilhões. Ora bem, são nossos impostos que pagam estas armas e estas destruições. É razoável converter em fumaça centenas de milhares de euros em cada míssil ou esbanjar cinquenta mil euros por hora de um porta-aviões? Ou será porque a guerra é um bom negócio para alguns? Ao mesmo tempo, uma criança morre de fome a cada cinco segundos e o número de pobres não cessa de aumentar no nosso planeta, apesar de tantas promessas.
Qual a diferença entre um líbio, um bareinita e um palestino? Presidentes, ministros, generais, todos juram solenemente que seu objetivo é unicamente salvar os líbios. Mas, ao mesmo tempo, o sultão do Barein esmaga os manifestantes desarmados, graças aos dois mil soldados sauditas enviados pelos EUA! Ao mesmo tempo, no Iêmen, as tropas do ditador Saleh, aliado dos EUA, matam 52 manifestantes com suas metralhadoras. Estes fatos ninguém os põe em dúvida, mas o ministro dos EUA para a guerra, Robert Gates, acabou de declarar: "Não acho que seja o meu papel intervir nos assuntos internos de Iêmen".(1)
Por que estes dois pesos e duas medidas? Por que Saleh acolhe docilmente a 5ª Frota dos EUA e diz sim a todo o que Washington ordenar? Por que o regime bárbaro da Arabia Saudita é cúmplice das multinacionais petrolíferas? Será que existem "bons ditadores" e "maus ditadores"? Como os EUA e a França podem pretender ser "humanitários"? Quando Israel matou dois mil civis nos bombardeios sobre Gaza, eles declararam uma zona de exclusão aérea? Não. Decretaram alguma sanção? Nenhuma. Ainda pior, Solana, então responsável pelos Assuntos Exteriores da UE declarou em Jerusalém: "Israel é um membro da UE sem ser membro de suas instituições. Israel faz parte ativa de todos os programas de pesquisa e de tecnologia da Europa dos 27". Acrescentando ainda: "Nenhum país fora do continente tem o mesmo tipo de relacionamentos que Israel com a União Européia". Neste ponto, Solana tem razão: A Europa e seus fabricantes de armas colaboram estreitamente com Israel na fabricação de 'drones', mísseis e outros armamentos que semeiam a morte em Gaza.
Recordemos que Israel, que expulsou 700 mil palestinos das suas aldeias, em 1948, se recusa a devolver-lhe seus direitos e continua cometendo inumeráveis crimes de guerra. Sob esta ocupação, 20% da população palestina atual está ou passou pelas prisões israelenses. Mulheres grávidas foram obrigadas a darem à luz atadas ao leito e reenviadas imediatamente às suas celas com os bebês. Esses crimes são cometidos com a cumplicidade dos EUA e da UE.
A vida de um palestino ou de um barenita vale menos do que a de um líbio? Há árabes "bons" e árabes "maus"?

PARA OS QUE AINDA ACREDITAM NA GUERRA HUMANITÁRIA...

Num debate televisionado que tive com Louis Michel, ex-ministro belga dos Assuntos Exteriores e Comissário Europeu para a Cooperação e o Desenvolvimento, este me jurou, com a mão no peito, que esta guerra tinha como objetivo "pôr de acordo as consciências da Europa". Era apoiado por Isabelle Durant, líder dos Verdes belgas e europeus. Dessa forma, os ecologistas ("peace and love") viraram belicistas!
O problema é que a cada vez mais nos falam de guerra humanitária e que gente de esquerda como Durant se deixa enganar. Não fariam melhor em ler o que pensam os verdadeiros líderes dos EUA em vez de olharem e assistirem a TV? Escutem, por exemplo, a propósito dos bombardeios contra o Iraque, o célebre Alan Greenspan, durante muito tempo diretor da Reserva Federal dos EUA. Greenspan escreve em suas memórias: "Sinto-me triste quando vejo que é politicamente incorreto reconhecer o que todo mundo sabe: a guerra no Iraque foi exclusivamente pelo petróleo" (2). E acrescenta: "Os oficiais da Casa Branca responderam-me: 'pois, efetivamente, infelizmente não podemos falar de petróleo'". (3)
A propósito dos bombardeios sobre a Jugoslávia escutem John Norris, diretor de Comunicações de Strobe Talbot que, nesse então, era vice-ministro dos EUA dos Assuntos Exteriores encarregado para os Bálcãs. Norris escreve em suas memórias: "O que melhor explica a guerra da OTAN é que a Jugoslávia se resistia às grandes tendências de reformas políticas e econômicas (quer dizer: negava-se a abrir mão do socialismo), e esse não era nosso compromisso com os albaneses do Kosovo". (4)
Escutem, a propósito dos bombardeios contra o Afeganistão, o que dizia o antigo ministro de Assuntos Exteriores, Henri Kissinger: "Há tendências, sustentadas pela China e pelo Japão, de criar uma zona de livre-câmbio na Ásia. Um bloco asiático hostil, que combine as nações mais povoadas do mundo com grandes recursos e alguns dos países industrializados mais importantes, seria incompatível com o interesse nacional americano. Por estas razões, a América deve manter a sua presença na Ásia..." (5)
O que vinha a confirmar a estratégia avançada por Zbigniew Brzezinski, que foi responsável pela política exterior com Carter e é o inspirador de Obama: "Eurasia (Europa+Ásia) é o tabuleiro sobre o qual se desenvolve o combate pela primacia global. (?) A maneira como os EUA "manejam" a Eurasia é de uma importância crucial. O maior continente da superfície da terra é também seu eixo geopolítico. A potência que o controlar, controlará de fato duas das três grandes regiões mais desenvolvidas e mais produtivas: 75% da população mundial, a maior parte das riquezas físicas, sob a forma de empresas ou de jazidas de matérias-primas, 60% do total mundial". (6)
Nada aprendeu a esquerda das falsidades humanitárias transmitidas pela mídia nas guerras precedentes? Quando o próprio Obama falou, tampouco acreditaram nele? Neste mesmo 28 de março, Obama justificava assim a guerra da Líbia: "Conscientes dos riscos e das despesas da atividade militar, somos naturalmente reticentes a empregar a força para resolver os numerosos desafios do mundo. Mas quando os nossos interesses e valores estão em jogo, temos a responsabilidade de agir. Vistos os custos e riscos da intervenção, temos que calcular, a cada vez, nossos interesses ante a necessidade de uma ação. A América tem um grande interesse estratégico em impedir que Kadafi derrote a oposição".
Não está claro? Então alguns vão e dizem: "Sim, é verdade, os EUA não reagem se não virem nisso o seu interesse. Mas ao menos, já que não pode intervir em todos os sítios, salvará àquela gente" Falso. Vamos demonstrar que são unicamente seus interesses os que procura defender. Não os valores. Em primeiro lugar, cada guerra dos EUA produz mais vítimas do que a anterior (um milhão no Iraque, diretas ou indiretas). A intervenção na Líbia, prepara-se para produzir mais...
QUEM SE NEGA A NEGOCIAR?
Desde o momento em que colocarem uma dúvida sobre a oportunidade desta guerra contra a Líbia, imediatamente serão culpados: "então recusam-se a salvar os líbios do massacre? Assunto mal proposto. Suponhamos que todo o que se nos tem contado fosse verdade. Em primeiro lugar, pode-se parar um massacre com outro massacre? Já sabemos que nossos exércitos ao bombardearem vão matar muitos civis inocentes. Inclusive se, como a cada guerra, os generais nos prometem que vai ser "limpa"; já estamos habituados a essa propaganda.
Em segundo lugar, há um meio bem mais singelo e eficaz de salvar vidas. Todos os países da América latina propuseram enviar imediatamente uma mediação presidida por Lula. A Liga Árabe e a União Africana apoiavam esta gestão e Kadafi tinha-a aceitado (propondo ele também que fossem enviados observadores internacionais para verificar o cessar-fogo). Mas os insurgentes líbios e os ocidentais recusaram esta mediação.
Por quê? "Porque Kadafi não é de fiar", dizem. É possível. E os insurgentes e os seus protetores ocidentais são sempre de fiar? A propósito dos EUA, convém recordar como se comportaram em todas as guerras anteriores, cada vez que um cessar-fogo era possível. Em 1991, quando Bush pai atacou o Iraque, porque este invadia o Kuweit, Saddam Hussein propôs se retirar e que Israel se retirasse também dos territórios ilegalmente ocupados na Palestina. Mas os EUA e os países europeus recusaram seis propostas de negociação. (7)
Em 1999, quando Clinton bombardeou a Jugoslávia, Milosevic aceitava as condições impostas em Rambouillet, mas os EUA e a OTAN acrescentaram uma, intencionadamente inaceitável: a ocupação total da Sérvia.
Em 2001, quando Bush filho atacou o Afeganistão, os talibãs propunham a entrega de Bin Laden a um tribunal internacional se eram apresentadas provas do seu envolvimento, mas Bush rejeitou a negociação.
Em 2003, quando Bush filho atacou o Iraque, sob o pretexto das armas de destruição em massa, Saddam Hussein propôs o envio de inspetores, mas Bush o recusou porque ele sabia que os inspetores não iam encontrar nada. Isto está confirmado na divulgação de um memorando de uma reunião entre o governo britânico e os líderes dos serviços secretos britânicos, em julho de 2002: "os líderes britânicos esperavam que o ultimato fosse redigido em termos inaceitáveis, de modo que Saddam Hussein o recusasse diretamente. Mas não estavam certos de que isso iria funcionar.
Então tinham um plano B: que os aviões que patrulhavam a "zona de exclusão aérea" lançassem muitíssimas mais bombas à espera de uma reação que desse a desculpa para uma ampla campanha de bombardeios. (9) Então, antes de afirmar que "nós" dizemos sempre a verdade e que "eles" sempre mentem, asssim como que "nós" procuramos sempre uma solução pacífica e "eles" não querem se comprometer, teria que ser mais prudentes... Mais cedo ou mais tarde, a gente saberá o que se passou com as negociações nos bastidores e constatará, mais uma vez, que foi manipulada. Mas será muito tarde e os mortos já não os ressuscitaremos.

A LÍBIA É IGUAL QUE A TUNÍSIA OU O EGITO?

Na sua excelente entrevista publicada há alguns dias por Investi'Action, Mohamed Hassan, professor de doutrina islâmica e especialista do Oriente Médio, colocava a verdadeira questão: "Líbia: levante popular, guerra civil ou agressão militar?" À luz de recentes investigações é possível responder: as três coisas. Uma revolta espontânea rapidamente recuperada e transformada em guerra civil (que já estava preparada), tudo servindo de pretexto para uma agressão militar. A qual, também, estava preparada. Nada em política cai do céu. Consigo explicar-me?
Na Tunísia e no Egito a revolta popular cresceu progressivamente em umas semanas, organizando-se pouco a pouco e unificando-se em reivindicações claras, o que permitiu derrotar os tiranos. Mas, quando analisamos a sucessão ultrarrápida dos acontecimentos em Benghazi, a gente fica intrigada. Em 15 de fevereiro houve manifestações de parentes de presos políticos da revolta de 2006.
Manifestação duramente reprimida como foi sempre na Líbia e nos demais países árabes. Dois dias escassos mais tarde, outra manifestação, desta vez os manifestantes saem armados e passam diretamente a uma escalada contra o regime de Kadafi. Em dois dias, incrivelmente, uma revolta popular se converte em guerra civil. Totalmente espontânea?
Para saber isso, é preciso examinar o que se oculta abaixo do impreciso vocábulo "oposição líbia". Em minha opinião, quatro componentes com interesses muito diferentes :

1º Uma oposição democrática.
2º Dirigentes de Kadafi "regressados" do oeste.
3º Clãs líbios descontentes da partilha das riquezas.
4º Combatentes de tendência islãmica. Quem compõe esta "oposição líbia"?

Em toda esta rede é importante sabermos de que estamos a falar. E sobretudo, que fação é a aceite pelas grandes potências...
1º Oposição democrática. É legítimo ter reivindicações ante o regime de Kadafi, tão ditatorial e corrupto como os outros regimes árabes. Um povo tem o direito de querer substituir um regime autoritário por um sistema mais democrático. No entanto, estas reivindicações estão até hoje pouco organizadas e sem programa concreto. Temos, ainda, no estrangeiro, movimentos revolucionários líbios, igualmente dispersos, mas todos opostos à ingerência estrangeira. Por diversas razões que expomos mais adiante, não são estes elementos democráticos os que têm muito que dizer hoje, sob a bandeira dos EUA nem da França.
2º Dignatários "regressados". Em Bengazhi, um "governo provisório" foi instaurado e está dirigido por Mustafá Abud Jalil. Este homem era, até 21 de fevereiro, ministro da Justiça de Kadafi. Dois meses antes, a Anistia Internacional tinha-o posto na lista dos mais horríveis responsáveis por violações de direitos humanos do norte da África. É este indivíduo o que, segundo as autoridades búlgaras, organizava as torturas de enfermeiras búlgaras e do médico palestino detidos durante longo tempo pelo regime.
Outro "homem forte" desta oposição é o general Abdul Faah Yunis, ex-ministro do Interior de Kadafi e antes chefe da polícia política. Compreende-se que Massimo Introvigne, representante da OSCE (Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa) para a luta contra o racismo, a xenofobia e a discriminação, estime que estes personagens "não são os 'sinceros democratas' dos discursos de Obama, mas foram dos piores instrumentos do regime de Kadafi, que aspiram a tirar o coronel para tomar seu lugar".

3º Clãs descontentes.

Como sublinhava Mohamed Hassan, a estrutura da Líbia continua sendo tribal. Durante o período colonial, sob o regime do rei Idriss, os clãs do Leste dominavam e aproveitavam-se das riquezas petrolíferas. Após a revolução de 1969, Kadafi apoiou-se nas tribos do oeste e o Leste viu-se desfavorecido. É lamentável; um poder democrático e justo deve zelar por eliminar as discriminações entre as regiões. Pode-se perguntar se as antigas potências coloniais não incitaram as tribos rebeldes para enfraquecer a unidade do país. Não seria a primeira vez. Hoje, França e os EUA apostam nos clãs do Leste para tomar o controle do país. Dividir para reinar, um velho dito clássico do colonialismo.
4° Elementos da Al-Qaeda. Cabogramas difundidos pelo Wikileaks advertem que o Leste da Líbia era, proporcionalmente, o primeiro exportador no mundo de "combatentes mártires" no Iraque. Relatórios do Pentágono descrevem um cenário "alarmante" acerca dos rebeldes líbios de Bengazhi e Derna. Derna, uma cidade de escassos 80.000 habitantes, seria a fonte principal de yihaidistas no Iraque. Da mesma forma, Vincent Cannistrar, antigo chefe da CIA na Líbia, assinala entre os rebeldes muitos "extremistas islâmicos capazes de criar problemas" e que "as possibilidades [são] muito altas de que os indivíduos mais perigosos possam ter uma influência, caso Kadafi cair".
Evidentemente tudo isto se escrevia quando Kadafi era ainda um "amigo". Mas isto mostra a ausência total de princípios no chefe dos EUA e dos seus aliados. Quando Kadafi reprimiu a revolta islamista de Bengazhi, em 2006, fez isso com as armas e o apoio de Ocidente. Uma vez, somos contra os combatentes do tipo Bin Laden, outra vez, utilizamo-los. Vamos lá ver como.
Entre estas diversas "oposições" qual prevalecerá? Pode ser este também um objetivo da intervenção militar de Washington, Paris e Londres: tentar que "os bons" ganhem? Os bons do ponto de vista deles, é claro. Mais tarde, vai utilizar-se a "ameaça islâmica" como pretexto para se instalarem de forma permanente. Em qualquer caso uma coisa é segura: o cenário libio é diferente dos cenários tunisino ou egípcio. Ali era "um povo unido contra um tirano". Aqui estamos em uma guerra civil, com um Kadafi que conta com o apoio de uma parte da população. E nesta guerra civil o papel que jogaram os serviços secretos americanos e franceses já não é tão secreto...
Qual foi o papel dos serviços secretos?
Na realidade, o assunto líbio não começou em fevereiro em Benghazi, mas sim em Paris, em 21 de outubro de 2010. Segundo revelações do jornalista Franco Bechis (Libero, 24 de março), nesse dia, os serviços secretos franceses prepararam a revolta de Benghazi. Fizeram "voltar" (ou talvez já anteriormente) Nuri Mesmari, chefe do protocolo de Kadafi, praticamente seu braço direito. O único que entrava sem chamar na residência do líder líbio. Em uma viagem a Paris com toda sua família para uma cirurgia, Mesmari não se encontrou com nenhum médico, pelo conttrário, teve encontros com vários servidores públicos dos serviços secretos franceses e com próximos colaboradores de Sarkozy, segundo o boletim digital Magreb Confidential.
Em 16 de novembro, no hotel Concorde Lafayette, prepararia uma imponente delegação que devia viajar dois dias mais tarde a Benghazi. Oficialmente, tratava-se de responsáveis pelo ministério da Agricultura e de líderes das firmas France Export Céréales, France Agrimer, Louis Dreyfus, Glencore, Cargill e Conagra. Mas, segundo os serviços italianos, a delegação incluía também vários militares franceses camuflados como homens de negócios. Em Benghazi, encontraram-se com Abdallah Gehani, um coronel líbio ao que Mesmari lhes tinha apresentado como disposto a desertar.
Em meados de dezembro, Kadafi, desconfiando, enviou um emissário a Paris para tentar contactar com Mesmari. Mas este foi preso na França. Outros líbios vão de visita a Paris no dia 23 de dezembro e são eles que vão dirigir a revolta de Benghazi com as milícias do coronel Gehani. Ainda, Mesmari revelou inúmeros segredos da defesa líbia. De tudo isto resulta que a revolta no Leste não foi tão espontânea como nos foi dito. Mas isto não é tudo. Não só foram os franceses?
Quem dirige atualmente as operações militares do "Conselho Nacional Líbio" anti-Kadafi? Um homem justamente chegado dos EUA, em 14 de março, segundo Al-Jazzira. Apresentado como uma das duas "estrelas" da insurreição líbia, pelo jornal britânico de direita, Dail Mail, Khalifa Hifter é um antigo coronel do exército líbio exilado nos EUA. Foi um dos principais comandantes da Líbia até a desastrosa expedição ao Chade, no final dos 80; emigrou imediatamente para os EUA e viveu os últimos vinte anos na Virgínia. Sem nenhuma fonte de rendimentos conhecida, mas a muito pouca distância dos escritórios... da CIA (10). O mundo é um muito pequeno.
Como é que um militar líbio de alta patente pode entrar com toda a tranquilidade nos EUA, uns anos após o atentado terrorista de Lockerbie, pelo qual a Líbia foi condenada, e viver durante vinte anos, tranquilamente, ao lado da CIA? Por força teve que oferecer algo em troca.
Publicado em 2001, o livro Manipulations africaines (Manipulações africanas) de Pierre Péan, traça as conexões de Hifter com a CIA e a criação, com o apoio da mesma, da Frente Nacional de Libertação Líbia. A única façanha da tal frente será a organização, em 2007, nos EUA, de um "congresso nacional" financiado pelo National Endowment for Democracy(11), tradicionalmente o mediador da CIA para manter lubrificadas as organizações a serviço dos EUA.
Em março deste ano, em data não comunicada, o presidente Obama assinou uma ordem secreta que autoriza a CIA a empreender operações na Líbia, para derrocar Kadafi. O The Wall Street Journal, que informa disso, em 31 de março, acrescenta: "Os responsáveis pela CIA reconhecem ter estado ativos na Líbia desde fazia várias semanas, tal como outros serviços secretos ocidentais".
Tudo isto já não é muito secreto, circula pela Internet faz algum tempo; o que é estranho é que a grande mídia não diga nem uma palavra. No entanto, conhecem-se muitos exemplos de "combatentes da liberdade" armados deste modo e financiados pela CIA. Por exemplo, nos anos 80, as milícias terroristas da 'contra', organizadas por Reagan para desestabilizarem a Nicarágua e derrocarem seu governo progressista. Nada se aprendeu da História? Esta "Esquerda" européia que aplaude os bombardeios não utiliza a Internet?
Terá que se estranhar de que os serviços secretos italianos "delatem" assim as façanhas dos seus colegas franceses e que estes "delatem" seus colegas americanos? Isso só é possível se acreditarmos em histórias bonitas sobre a amizade entre "aliados ocidentais" Já falaremos... (Extraído do Investig'Action)
Notas:
1- Reuters, 22/3.
2- Sunday Times, 16 setembro 2007.
3- Washington Post, 17 setembro 2007.
4- Collision Course, Praeger, 2005, p.xiii.
5- Does America need a foreign policy, Simon and Schuster, 2001, p. 111.
6- Le Grand Echiquier, Paris 1997, p. 59-61
7- Michel Collon, Attention, médias Bruxelles, 1992, p. 92.
8- Michel Collon, Monopoly, - L'Otan á la conquête du monde, Bruxelles 2000, page 38.
9- Michael Smith, La véritable information des mémos de Downing Street, Los Angeles Times, 23 jun 2005.
10- McClatchy Newspapers (USA), 27 mars.
11- Eva Golinger, Code Chavez, CIA contra Venezuela, Liége, 2006.
(*) Jornalista, escritor e historiador belga •
Granma

27-05-2011

Link permanente 01:10:43, por José Alberte Email , 701 palavras   Português (GZ)
Categorias: Ensaio

CANTA O MERLO: Interesses do Saqueio e Genocidio em Líbia-A Guerra Petroleira

A Guerra Petroleira

Por Manlio Dinucci - Global Research

As estratégias da guerra económica detrás do ataque contra Líbia

Já se começou a invadir Líbia, ainda que se diga o contrário. A guerra foi preparada polas unidades de assalto, as quais efectuam operaçons desde há já tempo: essas unidades vam a favor das companhias petroleiras potentes e dos bancos de investimentos estadounidenses e europeus.

Quais som os interesses em jogo? A resposta a esta questom aparece num artigo do Wall Street Journal, jornal famoso de assuntos e finanças (For West's Gil Firms, No Love in Libya). Depois da aboliçom das sançons em 2003, as companhias petroleiras ocidentais tenhem afluído com grandes esperanças mas ficárom decepcionadas.

A partir de um sistema conhecido baixo o nome de Epsa-4, o governo líbio concedia licenças de exploraçom às companhias estrangeiras que deixavam à companhia estatal (National Oil Corporation of Libya, Noc) a percentagem mais elevada de petróleo extraído: dada concorrência, esta percentagem chegava a alcançar 90%. "A escala mundial, os contratos Epsa-4 eram os que continham as regras mais duras para as companhias petroleiras", dixo Bob Fryklund, o antigo presidente da sociedade estadounidense Conoco Phillips em Líbia.

Os motivos polos quais se criou a "Libyan Oil Company" -operaçom decidido em Washington, Londres, Paris e nom em Bengazi- polo Conselho nacional de transiçom, aparecem claramente: esta companhia involucra um vazio semelhante a umha das sociedades que chave em mao esstám listas para os que investem em paraísos fiscais. Está destinada a substituir a Noc em canto os "voluntários" tenham controladas as zonas petrolíferas. Terá como missom conceder licenças com condiçons mais que favoráveis às companhias estadounidenses, britânicas e francesas. Contodo, as companhias que, antes da guerra, eram as principais produtoras de petróleo em Líbia, ver-se-iam castigadas: delas, a primeira seria a Eni (Sociedade Nacional Italiana dos hidrocarburos, NdT) a qual pagou mil milhons de desbastares em 2007 para que estejam asseguradas as suas concessons até o 2042, logo em segundo largo viria a sociedade alemám Wintershall. As companhias russas e chinesas teriam umha sançom mais elevada devido ao acordo de 14 de Março (de 2011), com Gadafi quem prometera dar-lhes as concessons petroleiras que ia retirar às companhias europeias e estadounidenses. Os "voluntários" tenhem também previsto, no seu plano, a privatizaçom da companhia estatal que pensam impor polo Fundo Monetário Internacional a mudança de ajudas" para que se reconstruam as indústrias e infra-estruturas que destruíram os próprios "voluntários" com os seus bombardeios.

Aparece também de maneira clara a razom pola qual foi criada, em Bengazi, a "Central Bank of Libya". Trata-se de outro esvazio que se involucra e que ademais tem umha missom futura importante: a de gerir categoricamente os fundos soberanos líbios -mais de 150 mil milhons de dólares que o governo líbio havia investido no estrangeiro- quando estejam desbloqueados" polos Estados Unidos e polas mais grandes potências europeias. Pode-se demonstrar quem se encarregasse da gestom. O coloso bancário britânico Hsbc é o "guardiám" principal dos investimentos líbios "bloqueadas" em Reino Unido (um 25 mil milhons de euros): umha equipa de altos funcionários Hsbc está a trabalhar em Bengazi para pôr em marcha o novo "Central Bank of Libya". Resultasse umha tarefa fácil para Hsbc e outros grandes bancos de investimentos orientar os investimentos líbios em funçom das suas estratégias.

Um dos seus objectivos é afundar os organismos financeiros da Uniom Africana cujo nascimento foi possível em maior parte graças aos investimentos líbios: o Banco Africano de investimentos, com a seu escritório central em Trípoli; o Banco Central Africano, com escritório central em Abuja (Nigéria); o Fundo monetário Africano, com escritório central em Yaoundé (Camerún). Este último, que possui um capital programado a mais de 40 mil milhons de dólares, poderia suplantar na África ao Fundo monetário internacional, o qual dominou até agora as economias africanas abrindo as vias às multinacionais e aos bancos de investimentos estadounidenses e europeus. Ao atacar Líbia, os "voluntários" (1) tentam afundar aos organismos que poderiam actuar para que a autonomia financeira da África fosse algum dia possível.

(*)Manlio Dinucci é colaborador frequente de Global Research. Global Research Articles by Manlio Dinucci
Ediçom do domingo 1 de Maio de 2011 de il manifesto.
(1) O autor refere-se aqui à comunidade internacional.
Texto em francês : Derrière l'attaque contre a Libye lhes stratégies da guerre économique

Link permanente 01:08:35, por José Alberte Email , 95 palavras   Português (GZ)
Categorias: Ossiam

CANTA O MERLO: Jeitos de se manifestar a TIRANIA

A Tirania tem dous jeitos de se manifestar;

por Ossiám

Interna, submetendo todos os poderes do Estado a um homem providencial, ou a um jogo parlamentar onde os eleitos nom tenhem obriga com os eleitores senom com quem lhe finança as campanhas (Bancos, Transnacionáis, Oligarquias, etc.)

Externa, que em nome do saber ou da técnica, exercerá em realidade o poder político, porque em nome de umha economia eficiente ditará a política monetária, orçamental, social, nacional e internacional, levando aos trabalhadores e cidadás à miséria e a precariedade, mentres os seus beneficiários (políticos, banqueiros, patrons) enriquecem-se.

24-05-2011

Link permanente 11:49:31, por José Alberte Email , 701 palavras   Português (GZ)
Categorias: Ensaio

CANTA O MERLO: Interesses do Saqueio e Genocidio em Líbia-A Guerra Petroleira

A Guerra Petroleira

Por Manlio Dinucci - Global Research

As estratégias da guerra económica detrás do ataque contra Líbia

Já se começou a invadir Líbia, ainda que se diga o contrário. A guerra foi preparada polas unidades de assalto, as quais efectuam operaçons desde há já tempo: essas unidades vam a favor das companhias petroleiras potentes e dos bancos de investimentos estadounidenses e europeus.

Quais som os interesses em jogo? A resposta a esta questom aparece num artigo do Wall Street Journal, jornal famoso de assuntos e finanças (For West's Gil Firms, No Love in Libya). Depois da aboliçom das sançons em 2003, as companhias petroleiras ocidentais tenhem afluído com grandes esperanças mas ficárom decepcionadas.

A partir de um sistema conhecido baixo o nome de Epsa-4, o governo líbio concedia licenças de exploraçom às companhias estrangeiras que deixavam à companhia estatal (National Oil Corporation of Libya, Noc) a percentagem mais elevada de petróleo extraído: dada concorrência, esta percentagem chegava a alcançar 90%. "A escala mundial, os contratos Epsa-4 eram os que continham as regras mais duras para as companhias petroleiras", dixo Bob Fryklund, o antigo presidente da sociedade estadounidense Conoco Phillips em Líbia.

Os motivos polos quais se criou a "Libyan Oil Company" -operaçom decidido em Washington, Londres, Paris e nom em Bengazi- polo Conselho nacional de transiçom, aparecem claramente: esta companhia involucra um vazio semelhante a umha das sociedades que chave em mao esstám listas para os que investem em paraísos fiscais. Está destinada a substituir a Noc em canto os "voluntários" tenham controladas as zonas petrolíferas. Terá como missom conceder licenças com condiçons mais que favoráveis às companhias estadounidenses, britânicas e francesas. Contodo, as companhias que, antes da guerra, eram as principais produtoras de petróleo em Líbia, ver-se-iam castigadas: delas, a primeira seria a Eni (Sociedade Nacional Italiana dos hidrocarburos, NdT) a qual pagou mil milhons de desbastares em 2007 para que estejam asseguradas as suas concessons até o 2042, logo em segundo largo viria a sociedade alemám Wintershall. As companhias russas e chinesas teriam umha sançom mais elevada devido ao acordo de 14 de Março (de 2011), com Gadafi quem prometera dar-lhes as concessons petroleiras que ia retirar às companhias europeias e estadounidenses. Os "voluntários" tenhem também previsto, no seu plano, a privatizaçom da companhia estatal que pensam impor polo Fundo Monetário Internacional a mudança de ajudas" para que se reconstruam as indústrias e infra-estruturas que destruíram os próprios "voluntários" com os seus bombardeios.

Aparece também de maneira clara a razom pola qual foi criada, em Bengazi, a "Central Bank of Libya". Trata-se de outro esvazio que se involucra e que ademais tem umha missom futura importante: a de gerir categoricamente os fundos soberanos líbios -mais de 150 mil milhons de dólares que o governo líbio havia investido no estrangeiro- quando estejam desbloqueados" polos Estados Unidos e polas mais grandes potências europeias. Pode-se demonstrar quem se encarregasse da gestom. O coloso bancário britânico Hsbc é o "guardiám" principal dos investimentos líbios "bloqueadas" em Reino Unido (um 25 mil milhons de euros): umha equipa de altos funcionários Hsbc está a trabalhar em Bengazi para pôr em marcha o novo "Central Bank of Libya". Resultasse umha tarefa fácil para Hsbc e outros grandes bancos de investimentos orientar os investimentos líbios em funçom das suas estratégias.

Um dos seus objectivos é afundar os organismos financeiros da Uniom Africana cujo nascimento foi possível em maior parte graças aos investimentos líbios: o Banco Africano de investimentos, com a seu escritório central em Trípoli; o Banco Central Africano, com escritório central em Abuja (Nigéria); o Fundo monetário Africano, com escritório central em Yaoundé (Camerún). Este último, que possui um capital programado a mais de 40 mil milhons de dólares, poderia suplantar na África ao Fundo monetário internacional, o qual dominou até agora as economias africanas abrindo as vias às multinacionais e aos bancos de investimentos estadounidenses e europeus. Ao atacar Líbia, os "voluntários" (1) tentam afundar aos organismos que poderiam actuar para que a autonomia financeira da África fosse algum dia possível.

(*)Manlio Dinucci é colaborador frequente de Global Research. Global Research Articles by Manlio Dinucci
Ediçom do domingo 1 de Maio de 2011 de il manifesto.
(1) O autor refere-se aqui à comunidade internacional.
Texto em francês : Derrière l'attaque contre a Libye lhes stratégies da guerre économique

16-05-2011

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Categorias: Ensaio

CANTA O MERLO: Noam Chomsky: 10 jeitos de manipulaçom mediática

Por Noam Chomsky (*)

1- A Estratégia da Distracçom:

O elemento primordial do controlo social é a estratégia da distracçom que consiste em desviar a atençom do público dos problemas importantes e das mudanças decidido polas elites políticas e económicas, mediante a técnica do diluvio ou inundaçom de contínuas distracçons e de informaçons insignificantes.´

A estratégia da distracçom é igualmente indispensável para impedir ao público interessar polos conhecimentos essenciais, na área da ciência, a economia, a psicologia, a neuro-biologia e a cibernética.

"Manter a Atençom do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter ao público ocupado, ocupado, ocupado, sem nengum tempo para pensar; de volta a granja como os outros animais (cita do texto "Armas silenciosas para guerras tranqüilas)".

2- Criar os Problemas, e logo oferecer as Soluçons:

Este método também é chamado "problema-reacçom-soluçom". Acredite-se um problema, umha "situaçom" prevista para causar certa reacçom no público, a fim de que este seja o mandante das medidas que se deseja fazer aceitar. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou se intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o candidato de leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade.

Ou também: criar umha crise económica para fazer aceitar como um mal necessário o retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços públicos.

3- A Estratégia da Gradualidade:

Para fazer com que se aceite umha medida inaceitável, basta aplicá-la gradualmente, a conta-gotas, por anos consecutivos. É dessa maneira que condiçons socio-económicas radicalmente novas (neo-liberalismo) foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990

Estado mínimo, privatizaçons, precariedade, flexibilidade, desemprego em massa, salários que já nom asseguram ingressos decentes, tantas mudanças que provocassem umha revoluçom se fossem aplicadas de umha só vez.

4- A Estratégia de Diferir:

Outra maneira de fazer aceitar umha decisom impopular é a de apresentá-la como"dolorosa e necessária", obtendo a aceitaçom pública, no momento, para umha aplicaçom futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro que um sacrifício imediato.

Primeiro, porque o esforço nom é empregado imediatamente. Logo, porque o público, a massa, tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que "todo irá melhorar manhá" e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isto dá mais tempo ao público para acostumar à ideia da mudança e de aceitá-la com resignaçom quando chegue o momento.

5- Dirigir-se aos Cidadaos como Crianças de pouca idade:

A maioria da publicidade dirigida ao grande público utiliza discurso, argumentos, personagens e entoaçom particularmente infantis, muitas vezes próximos à debilidade, coma se o espectador fosse umha criatura de pouca idade ou um deficiente mental.

Quanto mais se tente buscar enganar ao espectador, mais se tende a adoptar um tom infantilizante. Por que" "Se um dirige-se a umha pessoa coma se ela tivesse a idade de 12 anos ou menos, entom, em razom da sugestionabilidade, ela tenderá, com verdadeira probabilidade, a umha resposta ou reacçom também deprovista de um sentido crítico como a de umha pessoa de 12 anos ou menos de idade (ver "Armas silenciosas para guerras tranqüilas")".

6- Utilizar a Emoçom bem mais que a Reflexom:

Fazer uso do aspecto emocional é umha técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional, e finalmente ao sentido critico dos indivíduos. Por outra parte, a utilizaçom do registro emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou enxertar ideias, desejos, medos e temores, compulsons, ou induzir comportamentos"

7- Manter à Cidadania na Ignorância e na Mediocridade:

Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para o seu controlo e a sua escravatura. "A qualidade da educaçom dada às classes sociais inferiores deve ser a mas pobre e medíocre possível, de forma que a distância da ignorância que a distancia entre as classes inferiores e as classes sociais superiores seja e permaneça impossíveis de alcançar para as classes inferiores (ver "Armas silenciosas para guerras tranqüilas)".

8- Estimular ao Público a ser Complacente com a Mediocridade:

Promover ao público a achar que é moda o facto de ser estúpido, vulgar e inculto"

9- Reforçar o Auto-Culpabilidade ou Auto-Ódio:

Fazer acreditar ao indivíduo que é somente ele o culpado pola sua própria desgraça, por causa da insuficiência da sua inteligência, das suas capacidades, ou dos seus esforços. Assim, em lugar de rebelar contra o sistema económico, o indivíduo se auto-desvalida e culpa-se, o que gera um estado depressivo, um de cujos efeitos é a inibiçom da sua acçom. E, sem acçom, nom há revoluçom!

10- Conhecer aos Indivíduos melhor do que eles mesmos se conhecem:

No transcurso de os últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência geraram umha crescente brecha entre os conhecimentos do público e aqueles possuídas e utilizados polas elites dominantes.

Graças à biologia, a neuro-biologia e a psicologia aplicada, o "sistema" desfrutou de um conhecimento avançado do ser humano, tanto de forma física como psicologicamente. O sistema conseguiu conhecer melhor ao indivíduo comum do que ele se conhece a sim mesmo. Isto significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controlo maior e um grande poder sobre os indivíduos, maior que o dos indivíduos sobre sim mesmos.

(*) Filósofo, activista, autor e analista político. É professor emérito de Lingüística no MIT e umha das figuras mais destacadas da lingüística do século XX, reconhecido na comunidade científica e académica polos seus importantes trabalhos em teoria lingüística e ciência cognitiva. Estados Unidos.

09-05-2011

Link permanente 08:46:46, por José Alberte Email , 858 palavras   Português (GZ)
Categorias: Outros, Dezires

CANTA O MERLO: A direcçom do PSUV, o silêncio mediático e a deportaçom de Pérez Becerra

A direcçom do PSUV, o silêncio mediático e a deportaçom de Pérez Becerra

Óscar Acosta os5555@hotmail.com

A entrega do jornalista Joaquim Pérez Becerra ao governo colombiano significa um ponto de inflexom crucial no exemplo que até agora significara a Revoluçom Bolivariana para as forças progressistas e antiimperialistas no mundo. Nengumha consideraçom ou calculo político, absolutamente nengum, justifica a medida. Menos que menos quando ainda estám frescos na memória política nacional a agressom dirigida por Santos, ex-ministro de defesa de Uribe, a Equador ou a incursom de um numeroso contingente paramilitar nos arredor da capital venezuelana com o fim de atentar contra a vida do Presidente Chávez.

Podo perceber, em razom das perversidades da geopolítica e as pressons imperiais, o porque de alguns mudanças em matéria de política internacional. podo percebê-lo, nom justificar-lo. Também compreendo, ainda que me desagradem, os sorrisos e apertons de maos do Presidente Chávez com Santos. Os seus amigos nom tem porque ser os meus amigos. Ante o anúncio de Arias Cárdenas como candidato para a governaçom do Zulia esqueço-me da sua declaraçom traidora o 11 de Abril, evocando a parábola bíblica da ovelha extraviada que regressa ao rebanho. A política é complexa, digo-me. Como trabalhador cultural comprometido com a revoluçom, suporto a duras penas, em exercício limite da minha tolerância e lealdade, os agradecimentos e felicitaçons públicas que lhe dá o Comandante ao ex-ministro de Cap II José António Abreu, santom das classes reaccionárias e espécie de Sai Baba da cultura elitista contemporânea, a quem nunca se lhe escutou umha palavra em favor do socialismo e quem, se tivesse a oportunidade, haver-se-ia babado também diante de Pedro Carmona de triunfar o fascismo. Esta é umha revoluçom pacífica, razoo, e as concessons ao inimigo som inevitáveis. Questom de imagem e tal.

O que é inaceitável é a inconseqüência com os princípios bolivarianos, antepondo razons de Estado aos interesses dos povos em luta, entregando a um revolucionário Singelamente nom se pode ceder ao pedido de um governo caracterizado pola mentira, a violaçom aos direitos humanos e a agressom a outros países, pisando a integridade de um luitador, para colmos em violaçom do direito internacional. Por se há dúvidas, basta remeter à Declaraçom de Princípios do PSUV (Livro Vermelho.) Parafraseando umha frase que sempre cita o Comandante: “Entre um governo amigo e os princípios, fico com os princípios.” Prefiro, um milhom de vezes, um governo qualificado de “terrorista” pola canalha imperialista que o agradecimento vergonhoso do presidente Santos. Total, vindo de quem vem, a qualificativo honra.

Ademais do feito em se mesmo quero referir ao silêncio que a alta dirigencia do PSUV mantém a respeito disso, estando como estamos acostumados a essa espécie de repicar de campainhas cada vez que o Comandante fai um anúncio ou toma umha decisom. Nom houvo até agora nengumha declaraçom orientadora ante o assombro de um sector importante da militância, assim como dos numerosos simpatizantes que tem a revoluçom bolivariana noutras latitudes. Recordo ao compatriota Maduro numhas declaraçons motivadas por um incidente fronteiriço, sucedido em Maio do 2008, no que se acusou ao nosso país de invadir território colombiano: “O ministro Santos odeia a Venezuela, odeia ao nosso povo, odeia ao nosso governo, e insiste na provocaçom” ou “... o ministro Santos mente, repito, o ministro Santos mente, sempre mente sobre Venezuela, sobre o nosso país”. Eu acreditei-lhe e acredito ao Chanceler. Também lhe acredito a Hector Lavoe (umha das minhas maiores devoçons filosóficas) quando di “Quem di umha mentira di duas, e di cem, di um milhom”. Assim que, compatriota Chanceler: Santos mente ou nom mente? Como é a “vaina”? Mente sobre Venezuela mas nom sobre o jornalista de ANNCOL? Menciono a Maduro mas também vale umha declaraçom da eloqüente Cilia, o ex-comandante Soto Rojas ou do cabeça-quente Bernal. Parecesse que se difícil é justificar a medida ainda mas o é criticar o que muitos consideramos um grave erro. Nom escolhemos dirigentes numhas eleiçons internas para que em momentos como este guardem silêncio.

O mesmo pode se dizer dos médios noticiários oficiais. Assim, a esta hora TELESUR, na passado vítima das maquinaçons do duo Varito-Chuky, limita-se a publicar em relaçom ao país irmao intitulares como lês-te “Colômbia destinou mais de 2,5 bilions de dólares para atender emergência por chuvas”, coma se nom bastará a corporaçom mediática da família Santos para difundir a suposta ajuda governamental ao três milhons de irmaos colombianos afectados as inundaçons, o 80 % dos cales também nom tinha habitaçom antes das catastróficas chuvas. Nem falar da ínfima cobertura que VTV, Vive ou outros meios governamentais ham dado às numerosas e qualificadas opinions adversas à entrega de Pérez Becerra. Grave, tratando de um jornalista que denunciou a barbárie paramilitar e defendeu repetidas vezes à Revoluçom Bolivariana .Fazemos a excepçom de RNV pois fixo possível que escutássemos ao professor Vladimir Acosta, quem no seu programa de opiniom pronunciou-se com sólidos argumentos contra esta decisom.

Votei por este governo mas de umha dúzia de vezes. Mereço umha explicaçom. O meu voto nom foi para apoiar a deportaçom de um revolucionário a pedido de um governante oligarca.

Chegue a Joaquim Pérez Becerra, os seus familiares e colegas de luta o meu mas ferventes sentimentos de solidariedade.

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