Arquivos para: Maio 2012

31-05-2012

Link permanente 10:16:39, por José Alberte Email , 1258 palavras   Português (GZ)
Categorias: Ensaio

CANTA O MERLO: "A opção salvadorenha para a Síria" - Esquadrões da morte promovidos pelos EUA-NATO integram as "forças da oposição"

http://resistir.info/ .

por Michel Chossudovsky

Modelado nas operações encobertas dos EUA na América Central, a "Opção salvadorenha para o Iraque", iniciada pelo Pentágono em 2004 foi executada sob o comando do embaixador dos EUA no Iraque John Negroponte (2004-2005) em conjunto com Robert Stephen Ford, que em Janeiro de 2011 foi nomeado embaixador dos EUA na Síria, menos de dois meses antes de começar a insurgência armada contra o governo de Bashar Al Assad.
"A opção salvadorenha" é um "modelo terrorista" de assassinatos em massa por esquadrões da morte patrocinados pelos EUA. Ela foi aplicada primeiramente em El Salvador, no auge da resistência contra a ditadura militar, resultando em cerca de 75 mil mortes.
John Negroponte foi embaixador dos EUA em Honduras de 1981 a 1985. Como embaixador em Tegucigalpa ele desempenhou um papel chave no apoio e supervisão dos mercenários Contra nicaraguenses que estavam baseados em Honduras. Os ataques além fronteiras dos Contra, na Nicarágua, ceifaram perto de 50 mil vidas civis.

Em 2004, John Negroponte foi nomeado embaixador dos EUA no Iraque, com um mandato muito específico, ser o arquitecto da “Opção salvadorenha no Iraque”


A opção salvadorenha para a Síria: O papel central do embaixador estado-unidense Robert S. Ford
O embaixador estado-unidense na Síria (nomeado em Janeiro de 2011), Robert Stephen Ford, fez parte da equipe de Negroponte na Embaixada dos EUA em Bagdad (2004-2005). A "Opção salvadorenha" para o Iraque estabeleceu as bases para o lançamento da insurgência na Síria, em Março de 2001, a qual começou na fronteira Sul, na cidade de Daraa.
Em relação a acontecimentos recentes, as matanças e atrocidades cometidas que resultaram em mais de 100 mortes incluindo 35 crianças na cidade fronteiriça de Houla, em 27 de Maio, eles foram, com toda a probabilidade, executados sob o que pode ser descrito como uma "Opção salvadorenha para a Síria”

O governo russo apelou a uma investigação
"À medida que a informação goteja de Houla, Síria, próxima à cidade de Homs e da fronteira sírio-libanesa, torna-se claro que o governo sírio não foi responsável por bombardear até à morte cerca de 32 crianças e seus pais, como é periodicamente afirmado e negado pelos media ocidentais e mesmo a própria ONU. Parece, ao invés, que havia esquadrões da morte em quarteirões próximos – acusados por "activistas" anti-governo como sendo "bandidos pro regime" ou "milícias" e pelo governo sírio como trabalho de terroristas Al Qaeda ligados a intrusos estrangeiros". (Ver Tony Cartalucci, Syrian Government Blamed for Atrocities Committed by US Sponsored Deaths Squads , Global Research, May 28, 2012)
O embaixador Robert S. Ford foi despachado para Damasco no fim de Janeiro de 2011 no momento do movimento de protesto no Egipto. (O autor estava em Damasco em 27/Janeiro/2011 quando o enviado de Washington apresentou as suas credenciais ao governo Al Assad).

No princípio da minha visita à Síria, em Janeiro de 2011, reflecti sobre o significado desta nomeação diplomática e o papel que poderia desempenhar num processo encoberto de desestabilização política. Não previ, contudo, que esta agenda de desestabilização seria implementada dentro de menos de dois meses a seguir à posse de Robert S. Ford como embaixador dos USA na Síria.
O restabelecimento de um embaixador dos EUA em Damasco, mas mais especificamente a escolha de Robert S. Ford como embaixador dos EUA, dá azo a um relacionamento directo com o início da insurgência integrada por esquadrões da morte em meados de Março de 2011, contra o governo de Bashar al Assad.
Robert S. Ford era o homem para este trabalho. Como "Número Dois" na embaixada do EUA em Bagdad (2004-2005) sob o comando do embaixador John D. Negroponte, ele desempenhou um papel chave na implementação da "Opção salvadorenha no Iraque" do Pentágono. Esta consistiu em apoiar esquadrões da morte e forças paramilitares iraquianas modeladas na experiência da América Central.
Desde a sua chegada a Damasco no fim de Janeiro de 2011 até ser chamado de volta a Washington em Outubro de 2011, o embaixador Robert S. Ford desempenhou um papel central em preparar o terreno dentro da Síria bem como em estabelecer contactos grupos da oposição. A embaixada do EUA foi a seguir encerrada em Fevereiro. Ford também desempenhou um papel no recrutamento de mercenários Mujahideen junto a países árabes vizinhos e na sua integração dentro das "forças de oposição" sírias. Desde a sua partida de Damasco, Ford continua a supervisionar o projecto Síria fora do Departamento de Estado dos EUA.
"Como embaixador dos Estados Unidos junto à Síria – uma posição que o secretário de Estado e o presidente estão a manter-me – trabalharei com colegas em Washington para apoiar uma transição pacífica para o povo sírio. Nós e nossos parceiros internacionais esperamos ver uma transição que estenda a mão e inclua todas as comunidades da Síria e que dê a todos os sírios esperança de um futuro melhor. O meu ano na Síria diz-me que uma tal transição é possível, mas não quando um lado inicia constantemente ataques contra pessoas que se abrigam nos seus lares". ( US Embassy in Syria Facebook page )
"Transição pacífica para o povo sírio"? O embaixador Robert S. Ford não é um diplomata vulgar. Ele foi o representante dos EUA em Janeiro de 2004 na cidade xiita de Najaf, no Iraque. Najaf era a fortaleza do exército Mahdi. Poucos meses depois ele foi nomeado o "Homem Número Dois" (Ministro Conselheiro para Assuntos Políticos) na embaixada dos EUA em Bagdad no princípio do mandato de John Negroponte como embaixador no Iraque (Junho 2004 – Abril 2005). Ford a seguir serviu sob o sucessor de Negroponte, Zalmay Khalilzad, antes da sua nomeação como embaixador na Argélia em 2006.
O mandato de Robert S. Ford como "Número Dois" sob o comando do embaixador Negroponte era coordenar fora da embaixada o apoio encoberto a esquadrões da morte e grupos paramilitares no Iraque tendo em vista fomentar a violência sectária e enfraquecer o movimento de resistência.

John Negroponte e Robert S. Ford, na embaixada dos EUA, trabalhavam em estreita colaboração no projecto do Pentágono. Dois outros responsáveis da embaixada, nomeadamente Henry Ensher (vice de Ford) e um responsável mais jovem na secção política, Jeffrey Beals, desempenharam um papel importante na equipe "conversando com um conjunto de iraquianos, incluindo extremistas". (Ver The New Yorker, March 26, 2007). Outro actor individual chave na equipe de Negroponte era James Franklin Jeffrey, embaixador dos EUA na Albânia (2002-2004)

Vale a pena notar que o recém nomeado chefe da CIA nomeado por Obama, general David Petraeus, desempenhou um papel chave na organização do apoio encoberto a forças rebeldes da Síria, na infiltração da inteligência síria e nas forças armadas.
Petraeus desempenhou um papel chave na Opção salvadorenha do Iraque. Ele dirigiu o programa "Contra-insurgência" do Comando Multinacional de Segurança de Transição em Bagdad em 2004 em coordenação com John Negroponte e Robert S. Ford na Embaixada dos EUA.
A CIA está a supervisionar operações encobertas na Síria. Em meados de Março, o general David Petraeus encontrou-se com seu confrades da inteligência em Ancara, para discutir apoio turco ao Free Syrian Army (FSA) ( CIA Chief Discusses Syria, Iraq With Turkish PM , RTT News, March 14, 2012)
David Petraeus, o chefe da CIA, efectuou reuniões com altos oficiais turcos ontem e em 12 de Março, soube o Hürriyet Daily News. Petraeus encontrou-se ontem com o primeiro-ministro Recep Tayyip Erdoðan e seu confrade turco, Hakan Fidan, chefe da Organização de Inteligência Nacional (MIT), no dia anterior.

Um responsável da Embaixada dos EUA disse que responsáveis turcos e americanos discutiram "muito frutuosamente as mais prementes questões da cooperação na região para o próximos meses". Responsáveis turcos disseram que Erdoðan e Petraeus trocaram pontos de vista sobre a crise síria e o combate anti-terror. ( CIA chief visits Turkey to discuss Syria and counter-terrorism | Atlantic Council , March 14, 2012)

25-05-2012

Link permanente 06:18:05, por José Alberte Email , 708 palavras   Português (GZ)
Categorias: Dezires

CANTA O MERLO: “Se os Parlamentos nom nos dam o que queremos, invalidarémo-los". Declaraçons do ex-chefe do Banco Central Europeu

Fonte: http://www.redpepper.org.uk/ex-ecb-chief-if-parliaments-do-not-give-us-what-we-want-we-will-annul-them/

por Leigh Phillips

Se alguém fica com a duvida de que a luita contra a austeridade é fundamentalmente umha luita pola democracia, a arrepiante proposta revelada na terça-feira do ex-chefe do Banco Central Europeu Jean-Claude Trichet sobre como resolver a crise europeia, deveria pôr fim rapidamente a um enfoque tam microscópico.

Trichet propom o que chama federaçom por excepçom", pola qual se os dirigentes de um país ou parlamento "nom podem implementar políticas orçamentais sás", declare-se a esse país em suspensom de pagos".

Reconhecendo que nom seria possível no período necessário para reagir à crise alcançar uns "Estados Unidos da Europa" com a uniom política e fiscal associada, incluindo transferências fiscais e emissons de dívida comum, o ex-presidente do BCE, que deixou o seu posto em Novembro passado, di que ao menos é possível dar este "próximo passo".

"A federaçom por excepçom nom só parece-me necessária para garantir umha Uniom Económica e Monetária segura, senom que também poderia corresponder à natureza mesma da Europa a longo prazo. nom acho que vamos ter um grande orçamento [centralizado] da UE, di ao Instituto Peterson de Economia Internacional em Washington antes da reuniom do G8 deste fim-de-semana e antes de umha reuniom decisória do Conselho Europeu o 23 de maio onde os dirigentes da UE discutírom o terramoto fiscal, bancário e político que estronda a Europa meridional.

"É um salto maiúsculo de política governamental, que considero necessário para o próximo passo da integraçom europeia", agregou.

A política fiscal interior já se transferiu a tecnocratas nom elegidos para que se aprove antes da sua avaliaçom polos parlamentos eleitos como resultado do sistema do Semestre Europeu, portanto, de algumha maneira, tem razom ao dizer que se trata só do "próximo passo" mais ali do Pacto Fiscal que ainda deve aprovar-se.

Por certo Trichet já nom está no poder, mas segue sendo um peso pesado político nos círculos europeus, e se a euro-crise mostrou-os algo é que nom é necessário dispor de um púlpito reconhecido popularmente quando se trata de que vozes som importantes. Em todo o caso, ao estar liberar do seu posto, agora Trichet livrou-se do dissimulo que os funcionários activos do BCE tem que manter, ao menos em público, com respeito a que o Banco Central só concentra na política monetária e nom se preocupa da política governamental das províncias que se encontram no seu território. Pode declarar as suas propostas em público sem fazê-las através de cartas a primeiros ministros italianos e de ordens às elites portuguesas.

Ao mesmo tempo há que sublinhar que nom se trata de umha proposta oficial de umha instituiçom da UE, e fica por ver que tipo de acolhida receberá, ainda que os relatórios de Washington sugerem que os economistas e funcionários da UE presentes acolheram a proposta calorosamente.

Apesar de todo nom há que albergar nengumha ilusom de que esta proposta de um destacado "pensador" europeu nom seja umha reacçom directa ante as eleiçons na Grécia deste mês que dizimárom o consenso de centroesquerda/centrodereita nesse país.

Trichet di em essência que quando o povo elege os partidos equivocados renunciou ao seu direito à democracia.

Perfeitamente consciente do que está a propor, declara que um passo semelhante teria certamente umha responsabilidade democrática enquanto seja aprovado polo Conselho Europeu e o Parlamento Europeu.

Mas o Conselho Europeu é umha câmara legislativa que nunca enfronta umha eleiçom geral. Os seus membros, os presidentes e primeiros ministros da Europa, nom som eleitos a essa câmara, senom aos seus parlamentos e assembleias nacionais. E o Parlamento Europeu ainda nom é o parlamento de um governo europeu; mesmo depois do Tratado de Lisboa os seus poderes seguem sendo muito limitados em comparaçom com a Comissom Europeia e o Conselho e, crucialmente, nom tem o poder de iniciar algumha legislaçom.

Se a proposta de Trichet ou algo remotamente similar chegasse à câmara de Estrasburgo para a sua aprovaçom, qualquer membro do Parlamento Europeu que aprecie a democracia deve opor-se firmemente.

Se os membros do Parlamento Europeu nom alcançam reunir suficientes forças para fazê-lo, a câmara ficaria instantâneamente exposta como umha armadilha, que serve só para fornecer umha fachada de legitimidade democrática a um regime antidemocrático e muito afastado da semente de umha genuína ordem democrática europeu desejado por tantos deputados.

08-05-2012

Link permanente 07:07:37, por José Alberte Email , 696 palavras   Português (GZ)
Categorias: Ensaio

CANTA O MERLO: Andanças da famila Rato: quebradores de Bancos

Trás a demissom de Rodrigo Rato de Bankia, lembramos aos nossos leitores e leitoras que a família Rato já levou à quebra DOUS bancos na década do sessenta do século passado. Passem e leiam:

Ramón Tijeras (28 de março de 2011)

Agora que Rodrigo Rato preside Bankia, cabe perguntar-se se o seu objectivo é limpar o mal nome que deixou a actuaçom dos seus familiares mais directos trás crebar DOUS bancos nos anos sessenta.

A mais de um pode-lhe entrar o pânico ao lembrar as andanças do pai e o irmao do presidente do novo conglomerado bancário, Ramón Rato e Rodríguez Sam Pedro e Ramón Rato Figaredo. Os DOUS acabárom no cárcere o 2 de Novembro de 1966, quando um auto do juiz Antonio Sánchez del Corral e del Rio ordenou a detençom de ambos os familiares “por comprovar-se a existência de factos susceptíveis de ser qualificados como delito monetário”.

Ramón Rato pai recebeu a notificaçom do seu arresto domiciliário o 3 de Novembro daquele ano 1966, às onze e média da manhá. A polícia exigiu-lhe que entregasse o passaporte espanhol que obtivera no Consulado de Paris. Depois, o pai de Rodrigo Rato ingressou na madrilenha prisom de Carabanchel.
O drama do Rato redobrou-se o 28 de Novembro seguinte, quando o Conselho de Ministros encontrou-se sobre a mesa a iminente suspensom de pagos de três bancos espanhóis. O três bancos afectados eram o Banco de Siero, o Murciano e o de Medina. Os dous primeiros pertenciam à mesma pessoa: Ramón Rato e Rodríguez Sam Pedro, quem desde o cárcere de Carabanchel conheceu a Proposta da Subsecretaría do Tesouro e Gastos Públicos que o Conselho de Ministros aprovou esse mesmo dia:

"Autoriza ao Ministro de Fazenda para que instrumente através do Banco de Espanha, e com a colaboraçom da Banca privada, e assessoria da Direcçom-Geral do Contencioso do Estado, o conjunto de ajudas necessárias para salva-gardar os interesses legítimos daqueles depositantes que constituíssem os seus depósitos nos Bancos de Siero, Murciano e de Medina com arranjo às normas vigentes em matéria de disciplina bancária, mediante o pago dos créditos que ostentam contra tais Bancos e reúnam os requisitos indicados, para sub-rogar-se nos direitos dos depositantes para reintegrar-se, no seu dia, na parte que seja possível nos autos de suspensom de pagos ou de quebra a que possa chegar-se, ou bem mediante qualquer outra fórmula que se arbitre para ajuda dos mencionados depositantes".

Desde qualquer ponto de vista, o facto de que o Governo tivesse que sair em defesa dos depositantes de um Banco para atender à retirada dos seus depósitos com o apoio do resto da Banca espanhola é o mais humilhante que podia ocorrer-lhe a um banqueiro. A discussom que se produziu no Conselho de Ministros e as conclusons às que chegaram os seus membros ficaram reflectidas na acta daquele dia:

"Esta situaçom afecta a milheiros de conta-correntistas e depositantes dos suas poupanças nos supra-citados Bancos, a cujas economias afecta a suspensom em forma gravemente perturbadora. Por outra parte, todo isto é susceptível de causar grave dano à confiança do público na instituiçom bancária em geral.
O Conselho Superior Bancário, reunido o passado dia 24 dos correntes, examinou, por indicaçom do Ministério de Fazenda, a expressa situaçom e acordou, por unanimidade, oferecer às autoridades monetárias a sua colaboraçom, com objecto de salva-gardar os interesses legítimos daqueles depositantes que constituíssem os seus depósitos com arranjo às normas vigentes em matéria de disciplina bancária.
Umha comissom de Banqueiros, designada pelo Conselho Superior Bancário, pô-se já em contacto com o Banco de Espanha para estudar as possíveis fórmulas de ajuda aos depositantes que reúnam as expressas condiçons. Mas, para que o Banco de Espanha possa participar na aplicaçom dessas fórmulas, como ocorreu nos, por fortuna escassos, casos similares que no passado apresentaram-se, é mester que se lhe autorize especialmente pelo Governo, por tratar de umha ajuda excepcional que sem umha autorizaçom, também excepcional, nom poderia realizar".

Como conseqüência de todo o anterior, o 1 de Setembro de 1967 funcionários da Direcçom-Geral de Prisons entregárom a Ramón Rato à Polícia civil nas dependências do cárcere de Carabanchel para a sua deslocaçom à prisom provincial de Almería com o fim de que extinguisse ali a sua condenaçom por "contrabando monetário".

http://www.ramontijeras.com

Maio 2012
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