CANTA O MERLO: Para dominar-te melhor - Controlam-te: O teu pior inimigo é a tua cabeça

07-01-2013

  00:38:56, por Corral   , 1093 palavras  
Categorias: Novas

CANTA O MERLO: Para dominar-te melhor - Controlam-te: O teu pior inimigo é a tua cabeça

http://www.iarnoticias.com/2012/secciones/contrainformacion/0030_para_dominarte_mejor_18dic2012.html

Todos os dias, durante as 24 horas, há um exército invisível que aponta ao teu cérebro: nom utiliza tanques, avions nem mísseis, senom informaçom direccionada e manipulada por meio de imagens e intitulares. Nom o sabes, nem sequer o suspeitas, mas estás metido dentro de umha guerra. Invisível, cruenta, devastadora, silenciosa, que todos os dias converte-te em vítima e em victimário de um sistema que já nom necessita matar fisicamente para dominar.

Por Manuel Freytas (*)
manuelfreytas@iarnoticias.com

Vigiam-te, a tua conduta está a ser chequada, monitorizada, e controlada por peritos. Bombardeiam-te, a diário, nom para matar-te senom para colonizar os teus pensamentos e as tuas emoçons. Nom o sabes, mas és o novo soldado, e por sua vez o branco táctico das operaçons psicológicas pensadas para vender produtos, és o indivíduo-massa da ideologia consumista nivelada planetariamente como estratégia de mercado polas transnacionais capitalistas. Vigiam-te, manejam as tuas emoçons por controlo remoto, vendem-te desde adrenalina e pensamento positivo até produtos e entretenimento pola tela de TV. Fam-te sentir livre roubando a tua liberdade. És um branco telemóvel, querem exterminar o teu cérebro, querem castrar a tua capacidade reflexiva, querem matar o teu pensamento crítico, querem blindar a tua liberdade de eleger, converter-te num consumidor mudante.

Nom o sabes, mas estás em guerra, e as batalhas já nom se desenvolvem em espaços afastados, senom na tua própria cabeça. O objectivo já nom é matar-te, senom controlar-te para converter-te num zombie da sociedade de consumo. As balas já nom apontam ao teu corpo, senom às tuas contradiçons e vulnerabilidades psicológicas. Os intitulares, as imagens direccionadas, a informaçom manipulada, som os mísseis de última geraçom que as grandes correntes mediáticas e a publicidade disparam com demolidora precisom sobre o teu cérebro convertido em teatro de operaçons da sociedade de consumo. Buscamos protecçom, buscamos informaçom, eles controlam, manejam satélites, tecnologia informática, manejam a imagem, manejam o poder, imponhem a sua visom coma se fosse a do conjunto, vendem a sua realidade coma se fosse o teu, o mundo é este, as tuas percepçons som falsas, consome, a tecnologia ama-te.

És rastejado e espiado a diário, buscam as tuas pegadas para conhecer-te, exploram as tuas emoçons, os teus medos, buscam pontos débis, querem implantar-te o seu mundo coma se fosse o teu, converter-te num cobaia domesticada da sua sociedade de consumo. Despiam-te, rastéjam-che, som os vigilantes do cíberespacio, podem-te fazer umha foto por satélite a dous mil quilómetros com se estivessem a um metro teu. O planeta é umha grande prisom controlada polas suas computadoras, a tua vida nom tem secretos, devem saber como pensas, para converter-te num cidadao politicamente correcto, num pacifista tolerante que só relata e consome a verdade oficial.

Nom o sabes, mas quando consumes sociedade de consumo por coaçom psicológica convertes-te num indivíduo-massa, convertes-te num "soldado cooperante" dos planos de domínio e controlo social estabelecidos polo capitalismo transnacional que se inventou umha "civilizaçom" só para vender produtos. Nom o sabes, mas és o branco de operaçons psicológicas extremas que buscam converter-te num alienado programado (AP), cujo cérebro nom está desenhado para pensar senom para consumir. Compra, compra, eles necessitam vender para seguir dominando, compra, compra, se o teu nom compras, se o teu nom consumes eles nom existem. No capitalismo todo compra se e vende-se, mesmo o teu cérebro, que tem um valor de mercado nas estatísticas do controlo mental.
Estás no meio de umha guerra e és o branco principal, mas nom o sabes. As operaçons já nom se traçam a partir da colonizaçom militar para controlar um território, senom a partir da colonizaçom mental para controlar as tuas emoçons e direccionar a tua conduta.

Os objectivos já nom som militares: Na guerra em que estás metido, já nom se se peleja por territórios senom por mercados. O teu cérebro é a matéria prima. E quem se apodera dos cérebros, apodera-se dos comprados. O planeta já nom se divide por fronteiras territoriais, senom por fronteiras comerciais. Compra, compra, controlam-te para que consumas, enquanto o sistema engorda, nutre-se do que o ti consumes. Se o ti nom compras, se o ti nom votas periodicamente, se ti nom legitimas a sua sociedade de consumo, derruba-se o seu império, derrubam-se os seus bancos, estouram as suas corporaçons, ficam sem gasolina os seus tanques, avions e submarinos, paralisam-se as suas metrópoles, colapsam as suas sociedades de consumo, derruba-se a sua decadente civilizaçom da compra e venda. Consome, consome, o teu cérebro nom está programado para pensar senom para consumir.

Os donos do manicómio capitalista vigiam-te, doutrinam-che sem que te dês conta, imponhem os seus objectivos coma se fossem os teus, a sua sobrevivência depende de que estejas adoutrinado, com o teu cérebro lavagem, que compres segurança e adrenalina coma se fossem o teu alimento diário. Controlam-te, compra, compra, eles vendem e o teu compras, desde produtos até a sua visom macrocósmica do mundo que luzes coma se fosse tua. És um branco telemóvel da sociedade de consumo, da sobredose de informaçom e entretenimento orientados a reduzir cérebros e a engordar a rendabilidade das grandes corporaçons que a diário te convertem num nicho de oferta e demanda, num segmento mais do comprado.

A equaçom é simples, o teu compras e eles vendem. Para isso devem sobre-imprimir o seu programa na tua mente, devem re-desenhar a tua psicologia, as tuas crenças, as tuas emoçons, devem converter-te num zombie saturado de tecnologia digital. Nom deves pensar, só consumir, consumir, programas, música fashion, presidentes, sabons, ídolos mediáticos que te doutrinem, que te reafirmem na manda, és um zombie, a tua liberdade nom existe, estás sob controlo. Compra, compra, essa é a ideia força que a "sociedade da informaçom" imprimiu na tua psicologia ao nascer. Eles nom te necessitam para que penses senom para que consumas, produtos, teorias de domínio brando, democracia, presidentes, necessitam o teu cérebro, para consumir a tempo completo, até que substituam-te definitivamente por um microchip.

Nom o sabes, nem sequer o suspeitas, mas estás metido dentro de umha guerra. Invisível, cruenta, devastadora, silenciosa, que todos os dias converte-te em vítima e em victimário de um sistema que já nom necessita matar fisicamente para dominar. A máxima conspiraçom histórica fixo-se realidade: O dominador desapareceu de cena, podes fazer o que queiras, a tua prisom é a tua própria liberdade.

Nom o sabes, mas estás metido dentro da Guerra de Quarta Geraçom. Bem-vindo ao mundo Orwell.

(*) Manuel Freytas é jornalista, investigador, analista de estruturas do poder, especialista em inteligência e comunicaçom estratégica. É um dos autores mais difundidos e referenciados na Web.
Ver os seus trabalhos em Google e em IAR Notícias

Sem comentários ainda

Agosto 2020
Seg Ter Qua Qui Sex Sab Dom
 << <   > >>
          1 2
3 4 5 6 7 8 9
10 11 12 13 14 15 16
17 18 19 20 21 22 23
24 25 26 27 28 29 30
31            

Busca

  Feeds XML

Ferramentas de administração

powered by b2evolution