CANTA O MERLO: Habemus Papam Criminalis

14-03-2013

  21:44:04, por Corral   , 2620 palavras  
Categorias: Dezires

CANTA O MERLO: Habemus Papam Criminalis

www.rebelion.org

Martin Bedrossian
Periódico Pachakutiq


Foi-se um criminoso que integrou as mocidades hitlerianas
, Ratzinger o papa xenófobo, homofobo e encobridor de pederastas, umha ofensa à figura -ao menos a idealizada polos crentes- de Jesus, que nom pode tampar os progressivos escândalos da maior organizaçom mafioso-terrorista de todos os tempos, filtrados graças à novas tecnologias de informaçom. A Igreja católica com os seus centros de doutrinaçom e lavagem político de cérebros, valeiradores de conteúdo, está presente a cada físgoa do planeta. Seguindo a mesma lógica nomeou-se a outro criminoso, Jorge Mário Bergoglio com o seu alter-ego Francisco, nome de origem germánico que poda se perceber seica como um continuismo simbólico com o seu antecessor, certamente aquilo que nom representa dúvida é o conservadorismo agoirento ideológico, posto que se fora de outra maneira a chegada às rendas da Igreja, os grupos de poder ocultos, ainda que cada vez menos, detrás do báculo papal, nom o deixariam chegar nem à porta de bronze do palácio pontifício.

O Bergoglio

já histórico, acusado de promover, ocultar e amparar desaparecimentos de pessoas, seqüestros, torturas inclusive de outros curas, de entregar fiéis ao Terrorismo de Estado para a sua posterior tortura e assassinato, de ser parte do mecanismo de roubo de bebés durante a ditadura, de operar como lobbista político em favor do stablishment e a oligarquia em particular, um fervente activista em contra de qualquer tipo de conquista no que a direito humano, chame-se este, casal igualitário, eutanásia, aborto, despenalizaçom de tenencia de estupefaciente, ou da tam esperada separaçom Estado-Igreja, uniom que nom está consentida na Constituiçom Nacional Argentina operando de facto, crego máximo desestabilizador trabalhando de modo conjunto com a gauchocracia abigetária e instigador golpista, ideólogo de campanhas mediáticas em contra de períodos democráticos, o seu passado perde-se na noite da história, amante das prebendas e privilégios dos que desfruta a Igreja à conta de um estado laico, extorsionário incansável perturbando o desenvolvimento e a implementaçom de políticas de inclusom social implacável opositor raivoso das democracias participativas todo o supracitado escudado numha imagem de conciliador e perdoador compulsivo.


O crego Bergoglio

exponente máximo da ultra-direita assassina vernácula, como vaticinavam alguns suspicazes analistas, ganhou, cientes da grande máfia eclesiástica, quiçais a mais grande organizaçom criminal indo desde convénios políticos para dar a verdadeiros giros históricos reaccionários a investidura moral para arrulhar dessa maneira as mentes dos membros do seu grei, isto último como o mais suave passando por lavagem de dinheiro, desvio de fundos, utilizaçom política do despropósito do poder real baseado na virtualidade de umha ficçom para influenciar quando nom extorsionar governos progressistas ou inclusive quaisquer que poda se achegar a estándares medianamente aceitáveis de democracia, sempre jogando a pontas diversas com a ambigüidade vouga da prosa clerical tam bem usufructada. Custando-lhe a vida a aqueles que se opugérom à desigualdade social, aos que lutaram polos direitos políticos, morrendo muitos por alçar a sua voz polos direitos humanos, nesse lavrar intenso da história encontra-se como contra-força as elites mundiais e na sua pata fundamental de dominaçom e doutrinamento, a igreja católica. Bergoglio é simplesmente o que devia ser, o que devia ocupar essa funçom do monopólio da fé.


O CÉU

O Vaticano nom se dorme, sabe perfeitamente quem é Bergoglio e justamente por isso é eleito para liderar a corporaçom eclesiástica. Em 2010 numha reportagem de Vertbitsky para Pagina/12 a Graciela e Rodolfo Yorio irmaos do crego do terceiro mundo Orlando Yorio quem foi seqüestrado polos grupos de tarefas do terrorismo de Estado durante ultima-a ditadura militar que durou de 76 ao 83, numha entregue do actual papa Francisco, para que o torturem. Por entom, Francisco, mantinha contactos estreitos e umha colaboraçom muito activa com os militares genocidas. Do mesma reportagem desprende-se que colegas jesuítas daquele Bergoglio elevárom ao Vaticano um dossier no que se plasmava o comportamento escuro do presbítero, com isso ilusoriamente sentiam seguros -nesse tempo- que umha personagem dessa laia jamais ocuparia um rol tam central para a religiom católica. Qualquer mortal com algumha leitura da realidade compreenderá que umha pessoa com esse arrojo perverso é cobiçada por qualquer organizaçom mafiosa, seja como elemento ofensivo que opera na clandestinidade, seja como líder.

Este crego devindo em sumo pontífice, a sua afinidade e contacto com os militares genocidas, o serviço secreto do Estado à vez que de tanto em tanto intercedia por algumha vítima seqüestrada pola ditadura, geralmente algum filho "transviado" de um poderoso, o que demonstra o seu total conhecimento do que nessa época acontecia à vez que o seu nível de contactos para o interior do averno militar, um uso de duplo cara que executou com mestria e que à luz do resultado do conclave, pode-se afirmar que ainda nom perdeu as suas manhas.

Maltrador profissional, fustigador daqueles que antepunham o social aos seus interesses imediatos, os seus vínculos com o desaparecimento forçado de pessoas vê-se reforçado por testemunhos como os da teóloga Marina Rubino quem denuncia a Bergoglio por despojar da protecçom que pretendia conceder o bispo de Morón Miguel Raspanti em 1976 aos curas dos pobres Orlando Yorio e Francisco Jalics, por que considerava que corriam perigo; ao pouco tempo foram seqüestrados e torturados. Marina Rubino estudou com os curas Yorio e Jalics e foi coordenadora no colégio Sacro Coraçom de Castelar, província de Bos Aires onde estava a religiosa francesa Leonie Duquet, desaparecida, torturada no centro clandestino de detençom ESMA e chimpada desde um aviom militar ao mar, o seu corpo logo atopado na costa de Santa Teresita. Naqueles sombrios momentos com um uso atroz de humor macabro que desgarra qualquer consciência, os oficiais torturadores adoptavam chamar "as monjas voadoras" às duas religiosas francesas torturadas e tiradas às águas desde as alturas, Leonie Duquet e Alice Domon. Bergoglio adoptava fazer insinuaçons e solapadas ameaças a maneira de conselhos para debilitar a membros de movimentos sociais dentro da Igreja, desbarata-los, como lembra Rodolfo Yorio algo que sentiu como umha ameaça "Vos cuida-te, porque à irmá de Fulano que nom tinha nada que ver seqúestrárom-na e a torturaram", cabe destacar que isto o dizia Francisco I em plena ditadura militar, quando parte da sociedade desconhecia as atrocidades e o carácter abominável da eliminaçom sistemáticas de pessoas, clandestinidade explorada polos genocidas de entom. Os curas seqüestrados, freqüentemente descreviam ao actual Francisco I como umha personagem "ávida de poder".

A delaçom de Francisco

O sacerdote Alejandro Dausa seqüestrado a meses do golpe militar em 1976 que instaura a ditadura, é torturado durante seis meses pola polícia de Córdoba, soltam-no e alcança exiliarse nos EEUU onde se dá conta por organismos de direitos humanos que o cura Jalics reside nesse país, tem certo contacto e em cada oportunidade lembra Dausa: "Como é natural, conversamos sobre os seqüestros respectivos, detalhes, características, antecedentes, sinais prévios, pessoas involucradas, etc. Nessas conversaçons indicou-os que os entregou ou denunciado Bergoglio". Em cartapacio Nº 6328 da justiça sobre o cura Jalics reza: "Jalics, Francisco.- Sacerdote jesuíta, foi seqüestrado o 23 de Maio de de 1976 no Bairro Rivadavia (no limite com a vila do baixo Flores). Estivo prisioneiro em E.S.M.A. e posteriormente numha casa de Dom Torcuato. Foi liberado o 23 de Outubro de 1976 junto ao cregoYorio, sacerdote da mesma Comunidade. Saiu do país.".

A Igreja cúmplice

Francisco I, no ano 2006 edita o seu livro "Igreja e democracia em Argentina" onde prologou "nom devemos ter medo aos documentos", omitindo aspectos craves de um documento que esta guardado nos arquivos da cúria onde ele era arcebispo ao qual tivo acesso o jornalista Horacio Verbitsky; documentos com dimensom reveladora sobre a participaçom central da igreja durante a repressom di em algum das suas passagens "de nengumha maneira pretendemos expor umha posiçom de crítica à acçom de governo (militar)" dado que "um insucesso levaria, com muita probabilidade, ao marxismo", polo qual "acompanhamos ao actual processo de ré-organizaçom do país ("processo de reorganizaçom nacional": assim chamavam os ditadores ao terrorismo de estado)". Em forma explícita menciona a "adesom e aceitaçom" episcopal.

Desestabilizador profissional

Os meses prévios ao golpe de estado de 1976, começou-se gestando um lockout patronal, com a ideia efectiva de desestabilizar ainda mais o governo de Rega-Estela Martinez de Perón, o mesmo modus operandi executaram a direita e a igreja quando o governo nacional durante 2008 tentou aplicar segundo constava no seu plano de governo, a redistribuiçom da riqueza, atendendo à renda obscena que deixava sobretodo a exploraçom soiera e a modo também de reparaçom e ligeira compensaçom polo impacto que deixa o mono cultivo, o uso de agro químicos grandemente tóxicos e a brutal iniquidade estatística de 80% das terras mais produtivas em maos de um 20% concentrado e portanto muito rico. Francisco I, nesses dias, alinhar automaticamente, como era de esperar com o sector concentrado do "campo" escondendo-se detrás de um chamariz que o para passar como de "todo o campo", manipulando a opiniom publica a tal ponto que tivo em alvas ao governo democrático kirchnerista, seguido por cans ofegantes que pretendiam um golpe, talvez mas ao estilo destas épocas, um golpe cívico-eclesiástico- empresarial. Bergoglio reunia-se insistentemente com os representantes das patronais latifundiários, históricos golpistas e oligarcas, sob o nome de ?Mesa de ligaçom" fazendo Francisco I as vezes de guia", enquanto por esse lockout dos pooles especuladores de semeia entrava num perigoso desabastecemento Argentina. Os seus sócios ou acólitos do campo VIP enquanto isso tiravam estrondosas quantidades de leite ao costado das estradas numha acçom ominosa pola fame mundial simultaneamente cortava-se o acesso das principais vias provocando falta de medicamentos nas cidades principais que custaram a vida de compatriotas.

Um papa terreal

Se se sustém ideais, costa com dureza reconhecer que a modo de espiral a verdade das cousas termina por cair num centro de gravidade que nom é outra cousa que o dinheiro. Este parágrafo serve de introduçom para o que se desvela ante os olhos como aquilo que em definitiva é do interesse das máfias, afinal de contas mencionar o poder em qualquer das suas formas é umha referência directa ou indirecta ao vil metal, ali, nesse lugar de submetemento simbólico sempre se chega seja um verduleiro ou papa, Bergoglio, Francisco I nom é a excepçom, a tal ponto que aquele que possui obsessivamente o poder à conta de dor de outros fai do pecúlio -sobretodo alheio- o leitmotiv da obra da sua vida. Os mafiosos de toda a raça amam esta lógica e sentem que lhes dá sentido. O ex monge da Companhia de Jesus Mom Debussy denunciou a Bergoglio em 1990 por um faltante de $ 6.000.000 (seis milhons de dólares) provenientes de achegues e doaçons durante a gestom deste como administrador dessa organizaçom católica que nom se registou em livros com a sobreentendida evasom impositiva. Mom Debussy caio no engano no que induzem muitas ordenes aos seus seminaristas, o acto solene do "voto de pobreza", para acentuar a coerência espera-se que os bens possuídos polos discípulos provenientes da sua vida mundana sejam entregues em oferenda, podem ser os que se originam no esforço do trabalho ou bens herdados; é o que lhe sucedeu a Debussy, com um passado familiar folgar herda do seu avô o equivalente a um departamento de três ambientes no selecto enclave de La Recoleta em Bos Aires, contado por ele mesmo: "Quando morreu o meu avô, a herança repartiu-se entre as minhas duas irmás e eu. Entreguei-lhe o meu parte a Bergoglio, no seu gabinete do Colégio Máximo, em bilhetes, e nem sequer deu-me um recebo", di. Quando se retirou da Companhia soubo polo provincial Zorzín que também nom o registou nos livros contáveis da Cúria Provincial. Entre 1988 e 1989, Zorzín devolveu-lhe 7300 dólares, em três entregas. O retorno ao mundo real de Debussy estivo infestado de privaçons quem tivo que oficiar de pintor, empregado, até chegar a hoje que vive em casal e trabalha como acompanhante terapêutico.

Di numha nota que lhe fizérom ao ex novicio: «No momento da demissom deveria restituir-se íntegro esse e qualquer outro dinheiro que fosse depositado na conta. "De saber a existência da conta e dos fundos, nom esperaria quase quatro anos para demitir", di Mom Debussy ... Bergoglio deixou umha contabilidade "infestada de omissons e ocultamentos de ingressos (doaçons de particulares e achegues da Cúria Geral da Companhia, da Igreja alemá e do Estado Nacional destinados ao sustimento dos noviços e estudantes jesuítas). Por auditorias internas e recolecçom de dados entre doadoras e aportantes, calculavam um faltante de quase seis milhons de dólares".»

Uns parágrafos adiante, um tanto mais desgarrador, Mom Debussy escreve que deveu suportar "opressom, falsidade e desprezo". O seu ingresso à Companhia e a sua ordenaçom sacerdotal foram erros influenciados ?pola minha falta de liberdade e a opressom "paternal" e "lavagem de cérebro" provocados com o consentimento da minha debilidade, confusom e temor à soidade e o desprezo do p. Bergoglio", a quem "considero um doido no melhor dos casos e umha má pessoa em muitos outros". Depois de dous anos de afastamento, nos que "pudem conhecer-me melhor, sentir-me um ser humano e um ser livre", Mom Debussy di que "prefiro este mundo pecador, onde os corruptos nom passam por virtuosos, ou ao menos, buscando fama, dinheiro e poder, nom se escondem detrás de profissons de pobreza nem proclamam a virtude suprema da caridade, enquanto impunemente destroem a outros seres humanos, tam filhos de Deus como eles. Fora da ilha eclesiástica as cousas som chamadas polo seu nome e finalmente ninguém engana a ninguém".

Finaliza a nota com umha pérola numha sorte de síntese que descreve à personagem Francisco I: Quando Ubaldo Calabresi sucedeu como Núncio apostólico a Laghi, em 1981, Bergoglio levou-o ao Máximo e convidou-no a celebrar a missa em latim (em flagrante atitude conservadora e excluí-te). "Ninguém percebeu nada", di Mom Debussy. Quando o seu colega Jorge Seibold foi designado Reitor de Filosofia da sede Sam Miguel da Universidade do Salvador, Bergoglio fai-no se ajoelhar na capela do Máximo e dizer o juramento contra o modernismo que Pio X estabeleceu em 1910 e que estava em completo desuso. (O conteúdo desse juramento é muito similar aos questionamentos do cardeal António Caggiano ao Movimento de Sacerdotes para o Terceiro Mundo). "Bergoglio jactava-se de obrigá-lo a esse juramento, e um dos seus livros de cabeceira era O Príncipe de Maquiavelo", lembra Mom Debussy.

Um papa muito paternal

A trama de impunidade, cumplicidade e silêncios da Igreja com a ditadura nom é nengumha novidade, há pouco o próprio genocida Videla dava conta disso. Bergoglio, Francisco I, tivo que declarar como testemunha por pedido do Tribunal Oral e Federal polo plano sistemático de subtracçom de bebés que eram arrincados das suas maes em cativeiro as quais sofriam compridas sessons de tormentos próprios do medievo. Ainda que utilizou a prerrogativa que lhe dava o benefício como alto cargo da Igreja de nom fazê-lo nos julgados, o que constituiu um facto agre para a consciência colectiva sobre o terrorismo de estado. Foi convocado e declarou por escrito na sede da cúria da capital em qualidade de testemunha a partir do testemunho de Estela de la Cuadra, filha de umha das fundadoras de Aboas da Praça de Maio, quem ademais segue buscando à sua sobrinha, Ana. Francisco I estava ao tanto, conta Estela, quem o entrevistou para que intercedesse na procura da sua sobrinha nada num centro clandestino de detençom. Por escrito e desde um gabinete eclesiástico, o entom cardeal fujo assim mais umha vez da justiça. Os arquivos desclassificados complicam e implicam ao actual papa relacionando com o seqüestro dos seus discípulos jesuítas. Existe umha constelaçom de factos relacionados a Bergoglio e o seu escuro passado e presente, como o desaparecimento de sete catequistas militantes da Mocidade Peronista, entre os quais havia duas grávidas que passaram polo emblema da tortura, a ESMA.

Conclusom

Se queredes chegar a papa e ostentar poder sem arriscar um cêntimo, pois já sabedes filhos meus o que tendes que fazer.

Referências:

http://www.pagina12.com.ar/diário/ultimas/20-167837-2011-05-09.html

http://www.desaparecidos.org/arg/conadep/nuncamas/353.html

http://www.pagina12.com.ar/diário/elpais/1-144965-2010-05-02.html

http://tiempo.infonews.com/notas/revelam-que-ditadura-bergoglio-sábia-de-as-apropiaçoms-de-bebes

http://www.pagina12.com.ar/diário/elpais/subnotas/1-46189-2010-04-11.html

Fonte: http://pachakutiq.com.ar/notícias.php"ide=2017

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