CANTA O MERLO: Reino Boubónico-Mais de médio milheiro de mortos e perto de cinco mil tolheitos em acidentes laborais durante 2012

21-03-2013

  19:34:21, por Corral   , 549 palavras  
Categorias: Dezires

CANTA O MERLO: Reino Boubónico-Mais de médio milheiro de mortos e perto de cinco mil tolheitos em acidentes laborais durante 2012

http://www.larepublica.es/2013/03/

Mais de médio milheiro de mortos e perto de cinco mil tolheitos em acidentes laborais durante 2012

Nem as altas taxas de desemprego entre a populaçom, nem que os sectores mais afectados pola reduçom drástica da actividade sejam os que tradicionalmente acumulam mais mortes no trabalho, pairam esta sangria permanente da que nom se fam eco nem os empresários, nem o Governo nem os grandes meios de comunicaçom escrita ou audiovisual, parece ser que que o imaginário popular ainda contempla como normal que os trabalhadores perdam vida no trabalho, sem que isso desate os alarmes, nem os tertulianos dos médios polemizem sobre as suas causas.

Durante o ano 2012. CINCO CENTOS E CINQÜENTA E CINCO (555) pessoas perdêrom a vida enquanto tentavam ganhar-se o pam de cada dia, enquanto tentavam pagar escrupulosamente as suas hipotecas, a luz, a água, a roupa das suas famílias e todo aquilo que cada dia vemos subir de valor salvo os salários.

Mas a sinistralidade laboral, nom só reflecte pola quantidade de trabalhadores que morrem, se nom também polos que perdem a sua saúde e a sua capacidade de seguir trabalhando como conseqüência da sua actividade laboral. QUATRO MIL SEISCENTOS E VINTE TRÊS (4.623) trabalhadores sofreram acidentes graves durante o trabalho este ano, dos que umha boa parte padecêrom lesons irreversíveis que lhes impedirá levar nom só umha vida laboral normal, senom umha vida pessoal auto-suficiente.

O Governo do Partido Popular do mesmo modo que o seu antecessor, o PSOE, descargárom nas sendas reformas laborais que legislárom, todas as suas iras e as dos patrons contra o absentismo laboral, culpabilizando aos trabalhadores dos custos laborais polo absentismo no trabalho. A reforma aumentou os descontos salariais por absentismo laboral, do mesmo modo que reforça os instrumentos de controlo (seria mais apropriado dizer "perseguiçom") para a ratificaçom, verificaçom e autorizaçom da incapacidade laboral, de tal modo que quando um trabalhador enfermo, nom é suficiente com que o seu médico estenda-lhe o pertinente e obrigatório parte de baixa. A empresa poderá utilizar mecanismos de contraste próprios (empresas médicas privadas especializadas) para reverter a incapacidade laboral do trabalhador e em qualquer caso a empresa se reserva a potestade de despedir por causas objectivas com umha indemnizaçom de 20 dias por ano por muito justificada que este a doença.

Contodo nada se achega sobre segurança e saúde no trabalho, eterna batalha dos representantes dos trabalhadores nas empresas e causa principal de umha boa parte do absentismo laboral pola falta de investimento dos empresários nestas medidas, os mesmos que nom som sancionados polos seus permanentes nom cumprimentos em matéria de prevençom causa principal dos acidentes laborais no trabalho.

A perdida da vida de um trabalhador durante a sua actividade laboral leva praticamente na sua totalidade, o afundimento económico da família, que nom só tem que enfrentar a perdida de um ser querido e parte da unidade familiar.

Os trabalhadores devem perceber que quando assinam um contrato de trabalho nom vendem nele nem a sua saúde nem a sua vida, a que lhes pertence por eles mesmos, por isso devem fortalecer a sua organizaçom nas empresas rejeitando as actuais reformas dos direitos dos trabalhadores que se propiciaram com as últimas reformas laborais, nom devem deixar-se apavorar por este submetemento patronal que pretende justificar a aceitaçom de qualquer condiçom laboral por ruim e miserável que seja.

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