CANTA O MERLO: História Criminal do Cristianismo - Umha enxurrada de sangue

09-06-2013

  21:33:24, por Corral   , 2968 palavras  
Categorias: Ensaio

CANTA O MERLO: História Criminal do Cristianismo - Umha enxurrada de sangue

Diálogo com Grabriele Röwer sobre a obra de Karlheinz Deschner, autor da "História criminal do cristianismo" (10 volumes)
?Fio vermelho" Nom, enxurrada de sangue!

Stefan Huth
Die Junge Welt

Traduzida em castelá para Rebeliom por Mikel Arizaleta.

Gabriele Röver (nada em 1944) trás estudar teologia evangélica saiu da Igreja, logo estudou filosofia, filologia germânica e psicologia, realiza em Maguncia umha actividade pedagógico-terapeuta. Desde 1977 colaboradora com Karlheinz Deschner.
***

Nom há muito Joseph Ratzinger renunciou a seguir sendo o papa Benedito XVI. Olhando a história dos papas, um crítico da Igreja como Karlheinz Deschner onde situaria nela ao papa Benedito XVI?

Como expom Deschner na sua obra de mais de 1000 páginas "Die Politik der Päpste im 20. Jahrhundert" (A política dos papas no século XX) [i] , os papas mais importantes do S. XX fôrom Leom XIII (1878-1903, muito marcado politicamente ""Ergo sum Petrus, "eu quero pilotar umha grande política"), os papas fascistas Pio XI e Pio XII e ultimamente Joám Paulo II. O seu sucessor, Joseph Ratzinger, antes professor em Tubinga de dogmática e teologia fundamental, logo prefeito da congregaçom da fé (em tempos "a santa Inquisiçom"), como papa, Benedito XVI, nom seguiu a política imperialista dos seus predecessores. Mais bem buscou mediante a sistematizaçom e consolidaçom do corpus dogmático erigir-se em baluarte contra o perigo de erosom crescente na sua Igreja, que na Europa ocidental haver ir perdendo cada vez mais membros a favor de correntes seculares e que no resto do mundo tenhem ido engrossar sobretodo as filas evangélicas.
Em vao tentou conjurar o primeiro perigo mediante o projecto da "unidade de razom e fé", naturalmente com o primado da fé. Ao começo a tam ansiada "nova evangelizaçom da Europa" fracassou ante a grande secularizaçom existente, difamada por Benedito como "ditadura do relativismo" ou também "cultura da morte" (pola regulaçom da natalidade e a eutanásia), a difamaçom da homossexualidade e da emancipaçom das mulheres, sobretodo no sacerdócio. A conseqüência foi que a Igreja continuou perdendo imagem no nosso mundo. Em mudança este papa sim pode actuar em contra da marcha triunfal dos evangélicos em todos os continentes, sobretodo na América do Norte do Norte e do Sul (que nom por casualidade prove de aqui o novo papa) reclamando para a sua Igreja em grande parte as suas posiçons ideológicas (a confiança na Bíblia, o pecado mortal do ateísmo que o invade todo, a salvaçom mediante a missom e a vida em comunidade).
Mas com a sua negativa a modernizar a Igreja desde dentro, sem dúvida mais previdente que os seus críticos, porque toda a modernizaçom segundo Deschner a longo prazo aceleraria mais que reteria ou pararia o derrubamento desta instituiçom.
Polo que sabemos Benedito XVI fracassou ante a prepotência dos funcionários da Igreja, que boicotárom propostas prudentes sobre umha maior transparência na explicaçom dos escândalos dentro da Igreja nos últimos tempos, em primeiro lugar sobre os abusos sexuais (sobretodo em USA) e as finanças da Igreja. A dimensom de conflito pugeram às descoberto publicaçons como Vatileaks, provavelmente o motivo decisivo da sua renúncia.

Karlheinz Deschner acaba de finalizar o seu "História criminal do cristianismo" em dez tomos. Que fontes utilizou? Tivo acesso aos arquivos eclesiásticos?

Um dos reproches mais frequentes contra o trabalho de crítica à Igreja de Deschner aponta à sua suposta "falta de método científico" e a que "nom é aceite polo mundo científico" por carecer de umha análise própria das fontes. À parte de que ele as utiliza na medida em que estas estám disponíveis e acessíveis para ele sobretodo nas bibliotecas universitárias, este reproche nom tem em conta a realidade da investigaçom. E é que se ele mesmo tivesse que levar a cabo em cada tema umha análise profunda das fontes com segurança que nom passaria do primeiro volume da "História do cristianismo". Um trabalho sério de investigaçom é também aquele que é capaz de valorizar, analisar e recolher com objectividade os resultados de modo amplo e substancioso de outros, em especial as análises critico-históricos das fontes dos demais, e sabe-los transmitir ao leitor. Professores de teologia evangélica e católica, que merecem grande respeito polo seu trabalho, documentam-se ademais dentre outras muitas opinions também na sua página Web. Pars pro Toto, neste ponto poderia-se citar o parecer do professor doutor D. Julius Groos: "O que se negou aos nossos livros científicos, bem pudesse alcançá-lo a sua obra: Dar a conhecer à massa de intelectuais os resultados da investigaçom moderna sobre o cristianismo". Também um transmissor, um mediador dos resultados da investigaçom de outros pode ser de grande ajuda para estes, admitido que também a sua linguagem serve para o que a Deschner seja reconhecido a miúdo mesmo até polos seus inimigos "isso sim, freqüência e acto seguido acusa-lo por esta linguagem, de ser a sua escrita demasiado emotiva, de escrever "cum ira et studio"-, o seu trabalho seria espelho da sua óptica uni-dimensional, historicamente subjectiva. Coma se existisse a objectividade pura na classificaçom e valoraçom da história, crítica levada por Deschner ad absurdum na sua introduçom ao tomo I da "História criminal do cristianismo".

Uni-dimensional? Subjectivo, parcial? Analisemos este veredicto que quer ser demonstraçom da sua "falta de método científico". Deschner nom escreve e pensa mais subjectiva e unilateralmente que os incontáveis apologistas do poder eclesial no grémio da história eclesial. A eles contrapom Deschner desde o inicio a sua visom desde abaixo. Com o pároco pacifista Johannes Ude, que reconhecia "nom poder suportar a injustiça", Deschner elegeu sofrer empáticamente, sofrer desde a perspectiva das vítimas, dos que padecem todo o tipo de barbaridades: dos milhons de pagaos,de bruxas, dos milhons de indianos, dos milhons de africanos, dos milhons de cristaos, até dos 700 000 ortodoxos sérvios que fôrom enterrados, queimados, crucificados vivos ainda nos nossos dias, na Croácia católica fascista sob Ante Pavelic, e todo isso com ajuda de umha clerezia muito activa, que ela mesma matava e descabeçar os franciscanos!, e isso com a bençom e o consentimento de Eugénio Pacelli, desde 1939 Pio XII, aquele papa de figura tam ascética, tam seráfica, tam venerada, tam endeusada.

Umha nova ediçom da obra de Deschner "A política dos papas" aparece proximamente na editora Alibri. Que relaçom tem esta obra com a História criminal do cristianismo?

Os nom bem intencionados acusam agora a Deschner, trás a apresentaçom do tomo 10, o último da sua História criminal, de nom penetrar no S. XIX e XX, portanto nom poderia cumprir o seu propósito. A nova ediçom actualizada da "Política dos papas em tempos das Guerras Mundiais" de 1982/83 e 1991 agora na editora Alibri com um epílogo extenso de Michael Schmidt-Salomon, porta-voz da fundaçom Giordano Bruno, a cujo valente editor Gunnar Schedel e ao sua equipa só cabe agradecer-lhes por este imenso trabalho, empalma de algumha maneira ali onde termina o tomo 10, no âmbito da Revoluçom francesa. Deschner considera esta obra o tomo 11 da sua História criminal do cristianismo, ainda que de modo nom oficial. Em mais de 1000 páginas constata, demonstra e comprova no S. XIX e XX o vê-lho emaranhamento conhecido do papado nom tanto com os poderes do mais ali quanto com os deste mundo, sempre adornado e debruado de transcendência e em clara contradiçom com a ética da paz e da pobreza do Jesus sinóptico. A cima desta hipocrisia alcança no S. XX com o pontificado de Pio XI e Pio XII.

Deschner ocupou-se muito intensamente do papel da Igreja no fascismo "agora apareceu umha nova ediçom do seu memorável livro de 1965 "Mit Gott und dêem Fachisten" (Com Deus e os fascistas), no que detalha e demonstra, como ninguém depois de 1945, a colaboraçom do papa Pío XI e Pío XII com os fascistas daqueles anos na Itália, Alemanha, Espanha e Croácia. Sobre Pío XII escreveu noutro lugar: "Sim, nom faltou um (um") no patíbulo de Nuremberg"" Nom se deu um escândalo jurídico?

Nom! As suas palavras pronunciadas na Meistersingerhalhe de Nuremberg fôrom motivo para incoar querela por "injuria à Igreja", desistida em 1971 "por insignificancia". A terrível contradiçom entre o ideal do cristianismo primigénio e a realidade clerical foi o tema desta conferência, do mesmo modo que foi de quase todo o que ele vem escrevendo desde há meio século contra a Igreja. Nos inícios da História criminal do cristianismo rondou-lhe a ideia de intitular a obra "Deus caminha nas sandálias do demónio". Nom polas palavras senom polas obras mede ele aos "representantes de Deus": "Deverdes conhecer-los polos seus frutos". Frase que é guia nos seus trabalhos.

A frase "História criminal do cristianismo" supom algo assim como continuidade, realmente constitui esta actuaçom criminal umha espécie de linha vermelha através da história da Igreja?

Linha vermelha" Deschner diria que mais bem constitui "umha cascata de sangue", umha verdadeira cascata de sangue que roda e precipita polos reinos cristaos através do século; observe-se, como o autor desta História criminal, que as linhas directrizes dos apoderados da Igreja determinam a política e nom o protesto daqueles que se alçam contra ela mesmo jogando-se a vida, mais tarde utilizada como folha de parra para tampar os crimes cometidos e abençoados polos clérigos. E que som legiom. Cito aqui frases daquele discurso de Deschner em Nuremberg: "A linha central: com Deus o Senhor" Com Deus contra os pagás, contra os judeus, com Deus contra os lombardos, os sajones, os sarracenos, os húngaros, os ingleses, os poloneses; com Deus contra os albigenses, os valdenses, os Stedinger, contra os husitas, os Gueux, os hugonotes, os camponeses, com Deus na Primeira Guerra Mundial, com Deus na Segunda, e com Deus seguro também na Terceira; festas ecuménicas de matança sem igual.

Objecto fundamental das análises de Deschner é a Igreja católica. Em que medida tem em conta também os crimes do protestantismo?

Nos assassinatos maciços desde a Reforma -pense-se tam só nas guerras camponesas, na Guerra do Trinta Anos que Deschner documenta muito detidamente- participárom também os protestantes, mas em conjunto nom se pode comparar com o poder e a influência do império da Igreja católica, ainda que dispunham de um grande património e governavam numha série de países. O capítulo mais escuro da história protestante sem dúvida escreveu-o a sua colaboraçom dos cristaos alemáns com os nacional-socialistas. Nom esqueçamos, os inícios da Igreja protestante, na Reforma iniciada por Martim Lutero -cujos 500 ano vai ser celebrado com profussom- arrojam muitas sombras, cujos traços mais característicos estám expostos no capítulo 12 do volume 8 da História criminal do cristianismo, recopilado num dos seus aforismos: "Martim Lutero desmascarou as lendas como contos, mas Lutero aferrou-se às lendas da Bíblia, também à crença do demónio, também ao delírio das bruxas, também à eliminaçom dos hereges, também ao anti-semitismo, ao serviço da guerra, à escravatura, aos príncipes. E a isto chama-se Reforma".

Nom só os escândalos de abusos sexuais, também o despedimento de umha mulher de Colónia violada por clínicas católicas enfadou à opiniom pública, há príncipes da Igreja que se sentem expostos a umha espécie de progrom. Tenhem razom"

Como historiador crítico da Igreja e autor de umha História sexual do cristianismo ""Dás Kreutz mit der Kirche", 1974 (Em castelhano: História sexual do cristianismo) [ii] , Deschner vê os casos nomeados, do mesmo modo que todos aqueles numerosos casos de maes solteiras, massacradas há tempo em todos os sítios, como foram afogadas ou elas mesmas afogárom no contexto de umha repressom sexual de séculos da massa dos crentes, sem prejuízo de um em todos os sentidos libertinagem desbocado por parte dos seus governantes de dentro e fora das Igrejas. Já este contraste amostra para que serviu de facto a moral sexual especificamente cristá e a inimizade do prazer: como afirma Deschner nom tanto para a protecçom da vida embrionária, como afirmam "que umha vez desenvolvida termina sendo carne de canhom-, quando como criaçom e canteira de súbditos. Freud pode confundir-se gravemente neste sentido, o verdadeiro é que se se embrida e reprime este impulso elementar prazenteiro da vida, si se o difama, si se tacha de animal, si se endemoninha e se envolve e besunta desde pequeno com um sentimento de culpabilidade -sabem-no todos os ditadores do mundo terreno e espiritual- encarcera-se e embrida à pessoa, impede-se o seu desenvolvimento e assim se conseguem súbditos submissos, dispostos e capazes de humilhar-se ante os de arriba e a patear aos de abaixo, assim se acreditem combatentes fanáticos sobretodo na guerra, esse sempre "Deus connosco": Também, segundo Deschner, é o que se busca com a congestom e repressom do impulso dos celibatários, que tem que terminar buscando umha válvula de escape.

Que reacçons deram nos círculos eclesiais sobre a obra de Karlheinz Deschner"

Muito diferentes como mostra já o tomo de cartas "Vostede chefe dos demos". Desde a teologia da Igreja tentou-se ignorá-la, nom falar do seu trabalho, e na imprensa conservadora despachou-no com os "argumentos" antes mencionados (subjectivo, pouco científico). Um simposium em 1993 na academia católica Schwerte para demonstrar a falta de seriedade da "Criminalizaçom do cristianismo" por ?entendidos? nom encontrou o amplo eco esperado. Na obra extensa de um só como ele, sem equipa colaborador, obrigado ademais a dar conferências para assegurar-se o sustento vital e à ajuda de amigos como Herbert Steffen, o fundador do GBS, sem dúvida que sempre se encontram algumhas falhas de detalhes. Mas o decisivo é que foi confirmado até o dia de hoje por teólogos e historiadores da Igreja, mas nom excessivamente submissos à mesma, o valor científico do aproveitamento dos estudos de fontes assim como a legitimaçom da sua crítica de domínio referida às vítimas, e isto é a regra geral e nom a excepçom.

Deschner foi educado nas salas de aulas de um convento católico, que lhe empurrou a se dedicar de cheio à história da Igreja"

Entre os seus 50 livros existem alguns de muito outro conteúdo, ademais da crítica literária e a poesia paisagista cabe destacar sobretodo o seu amor polos animais, aos que começaria de novo a dedicar toda a sua capacidade de escritor. O que sacrificasse à crítica da Igreja por volta de 50 anos da sua vida em nada corresponde, como afirma, a umha infância ou mocidade eclipsada ou obscurecida por influências eclesiais, em privado tivo por entom as melhores experiências com representantes de Igreja local. Separou-se religiosamente da fé muito pronto, sendo aluno, pola leitura de Schopenhauer e Nietzsche, mais tarde de Kant e Lichtenberg, cortando o cordom umbilical emocional com o catolicismo tradicional da sua terra mediante um estudo autodidacta de cinco anos dos fundamentos do cristianismo, e com a sua primeira crítica da Igreja "Abermals krähte de Hahn" (E de novo cantou o galo) em 1962 rematou totalmente o tema Igreja e fé para sim pessoalmente. Desde entom agnóstico com sempre crescente dúvida metódica frente a perguntas sem resposta para nós, impulsionou-lhe a seguir no tema sobretodo um sentimento arraigado pola verdade e a justiça, expressado e manifestado já como crítico literário e agora como historiador: a denúncia da profunda contradiçom entre as altas exigências morais dos "representantes de Cristo" e a sua praxe verdadeiramente lamentável, desprezadora dos direitos humanos com palavras embelecidas, e mais tarde negada mesmo por historiadores submissos.

Que espera Karlheinz Deschner do papa Francisco que saiu elegido?

Deschner pessoalmente nada, vê no papado umha instituiçom totalmente superada. O que nom exclui que como sempre se aferre ao poder sobretodo coligándosse em política e economia com aqueles poderes terrenais dos que espera vantagens, sobretodo em luta conjunta e já experimentada através dos séculos contra todo que seja crítico. Nom nos devem enganar nem os anúncios de Francisco de um feche do Instituto per le Opere di Religione (IOR), conhecido como Banco Vaticano "umha reacçom às acusaçons de lavagem de dinheiro- nem as afirmaçons de estar perto dos pobres seguindo o exemplo do patrom do seu nome, Francisco de Agarrais, com censuras aos super-ricos. Francisco como papa será, como já o foi antes como Jorge Mario Bergoglio, sacerdote, cardeal e arcebispo de B. Aires "nos anos 70 provincial dos jesuítas, ordem que segue dispondo de um enorme capital e de pacotes de acçons em empresas multinacionais. Possivelmente queira perceber por estar perto dos pobres o que já percebeu no seu dia Leom XIII na seu "encíclica aos trabalhadores", com a que esperava durante a industrializaçom ganhar de novo para a Igreja a aquelas massas que ameaçavam com ir aos socialistas e comunistas, sempre hostilizadas polos gerifaltes da Igreja. Também Francisco é possível que perceba por estar "perto dos pobres" ser caritas, sedante da miséria de massas num mundo com cada vez mais partes depauperadas em lugar de comprometer-se em luta eficaz e combativa contra as causas desta crescente depauperaçom. Mas isto exige mudanças estruturais numha economia orientada exclusivamente ao benefício sem o qual nom pode haver um mínimo de justiça nem nacional nem globalmente. Por suposto, com as organizaçons argentinas de direitos humanos e familiares bem inter-comunicadas Deschner nom descarta que Francisco frente aos governos de esquerda latino-americanos pudesse jogar um papel semelhante ao jogado polo papa polonês Joám Paulo II face a representantes do socialismo real. O cepticismo de Deschner frente à ofensiva de atracçom dos coraçons de muitas gentes por parte do novo papa e as suas numerosas promessas de reforma será que basicamente na Igreja católica todo seguirá sendo como sempre foi, sobretodo essa hierarquia rígida. Porque Francisco, apesar do novo grémio de cardeais assessores, segue sendo o pontifex maximus, é dizer em todas as decisons tem a última palavra. Lembra Deschner que na sua crónica crítica do Vaticano durante os Séculos XIX e XX escreveu sobre as bases religiosas podrecidas deste império: "Se este instituto de quase dous mil anos de crimes um dia, polas razons que fora, nom só predicasse a paz senom que mesmo a praticasse, e se para isso padecesse, perdesse poder e minguasse seguiria sendo desprecíavel porque dogmaticamente é mentira. umha Igreja edificada na fraude e a mentira jamais se mostrará como eticamente servível.

Notas:

[i] Publicado em castelhano em dous tomos pola editora zaragozana Yalde e magnificamente traduzido por Anselmo Sanjuán Nájera.

[ii] Publicada pola editora Yalde

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