CANTA O MERLO: A filha menor do Rei tomou-os o pelo a todos e confirmou que a Família Real nom é de fiar

08-02-2014

  22:44:54, por Corral   , 669 palavras  
Categorias: Dezires

CANTA O MERLO: A filha menor do Rei tomou-os o pelo a todos e confirmou que a Família Real nom é de fiar

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Por Fernando de Silva

No "dia D" para a Infanta Cristina, cumpre-se o guiom previsto, e assistimos à negaçom da evidência

Com a presença de muitas bandeiras republicanas, sem surpresas, com um desdobramento policial inaudito e desproporcionado, que nos custará aos contribuintes muitos milhares de euros, a imputada Infanta Cristina acedeu ao Julgado de Palma em carro, privilégio do que se encontram privados o resto dos mortais. Trata-se de brinda-la e escondê-la para impedir que possa ser legitimamente reprochada por quem duvidam da sua inocência, que nom som outros que muitos dos sofridos cidadaos que sentem escandalizados pola corrupçom generalizada, e que afecta de forma especial à Família Real. Muito logo teve lugar o seu segundo privilégio, ao nom passar polo arco de segurança, como é de obrigado cumprimento para todos os que acedem ao interior de um Julgado.

Mas nom acabam aqui as concessons especiais porque, à margem dos exaustivos registros para impedir a existência tabletas e telemóvel no interior da Sala, decidiu-se que a sua declaraçom só possa ser gravada em áudio, impedindo que o vídeo, que se utiliza habitualmente neste tipo de actuaçons judiciais, possa reflectir a linguagem do rosto, que tanto pode delatar a quem mente com a palavra mas é incapaz de dissimulado com os seus gestos. Precisamente para dar mais autenticidade às declaraçons, a que fosse Ministra de Justiça, Margarida Marechal de Gante, introduziu há anos na justiça a gravaçom em vídeo, da que inexplicavelmente se livra agora a Infanta Cristina.

Nom pudemos ver à Infanta mais de cinco segundos, mas foi capaz de saudar aos jornalistas com um sorriso forçado e nervoso, imprópria de quem sente inocente. Isso sim, aos cidadaos se impediu achegar-se a menos de 100 metros da porta do Julgado, o que resulta inaudito num estado democrático, ainda que sim se pudérom escutar os berros de indignaçom ao longe. E nom é bom, senom todo o contrário, que una membro da Família Real esquive a presença dos seus súbditos, ou lacaios, porque isso é no que nos convertérom, que alimentárom durante anos os seus caprichos e alto nível económico. O único detalhe de normalidade que se viu é a chegada do Juiz Castro, que acudiu ao Julgado em moto, como nele é habitual.

A Infanta, seguindo o guiom, ante o exaustivo interrogatório de 400 perguntas ao que foi submetida polo juiz Castro durante mais de duas horas e média, limitou-se a negar a sua participaçom em Nóos e Aizoon com respostas evasivas, assumindo o papel de esposa parva e submissa, que nom se dava conta de nada, e que nunca se perguntava como era possível manter um nível de vida incompatível com os ingressos do casal. Isso sim, foi explícita à hora de insistir em que ?eu confiava no meu marido?, o que resulta contraditório com o feito de nom interpretar o papel de esposa enganada e defraudada polo seu esposo, com o que convive dentro da normalidade e mantém umha evidente cumplicidade. Também nom se comprometeu a devolver o dinheiro, que agora já sabe era de procedência ilícita, o que demonstra que nom tem um pêlo de parva.

Dando por suposto que se negará a contestar as perguntas das acusaçons, que o Fiscal se limitará a ocupar um papel testemunhal, e que as respostas às perguntas do seu advogado de jeito nengum a comprometérom, nem tam sequer é necessário esperar no final da sua declaraçom para extrair as conclusons finais.

Em resumo, hoje a Infanta Cristina, acolhendo-se ao seu direito a nom declarar contra sim mesma, tomou-nos o pêlo a todos, e confirmou que a Família Real nom é de fiar. Durante anos investiu-se muito dinheiro público na sua preparaçom, que se supom é superior à ignorância demonstrada esta mesma manhá, polo que os cidadaos sentir enganados mais umha vez por umha família que vive à conta dos nossos impostos. Parece evidente que, seja qual for a decisom judicial final, a monarquia está hoje ainda mais desprestigiada e tem os dias contados neste país, polo bem da decência colectiva.

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