CANTA O MERLO: Capitalismo à deriva" O FMI insiste na confiscaçom da poupança privada para reduzir a dívida pública gerada por um modelo que nom funciona

19-04-2015

  16:53:10, por Corral   , 845 palavras  
Categorias: Ensaio

CANTA O MERLO: Capitalismo à deriva" O FMI insiste na confiscaçom da poupança privada para reduzir a dívida pública gerada por um modelo que nom funciona

Fonte: Libremercado " M Llamas


Capitalismo à deriva" O FMI insiste na confiscaçom da poupança privada para reduzir a dívida pública gerada por um modelo que nom funciona

Um novo documento do Fundo Monetário Internacional (FMI) volta pôr a sobre o tapete a possibilidade de aplicar tiras soberanas e expropiar parte das poupanças das famílias para reduzir o ingente volume de dívida que acumulam os governos dos países desenvolvidos. No seu último relatório sobre Vigilância Fiscal (Fiscal Monitor), publicado o passado Outubro, dita entidade advertia da possibilidade de confiscar até o 10% do património que acumulam os fogares para reduzir a dívida pública a níveis de 2007, antes de de que estalasse a actual crise financeira.

Agora, som os destacados economistas Cármen M. Reinhart e Kenneth S. Rogoff -ex economista chefe do FMI- quem insistem num recente estudo publicado polo Fundo que, muito possivelmente, numerosos Estados verám-se obrigados, de umha ou outra forma, a aplicar diferentes fórmulas para reduzir o seu elevado endividamento público, desde a reestruturaçom (tiras e/ou espera) e reconversom de dívida, até elevada inflaçom, repressom financeira (impostos, taxas de interesse negativas,etc.) ou bem umha combinaçom de várias destas medidas.

A conclusom do informe é clara: a história demonstra que os governos adoptam optar por este tipo de saídas em caso de elevado endividamento público, e a situaçom actual nom será muito diferente. Deste modo, Reinhart e Rogoff prevêem a quebra parcial (default) de diversos países, referindo-se em particular à periferia do euro, e a reduçom de dívida pública mediante a transferência de recursos desde os aforradores privados para o Estado.

Segundo ambos os economistas, a combinaçom de crescimento e austeridade para reduzir o endividamento soberano é necessária, mas será insuficiente para resultar eficaz por duas razons: por umha banda, o PIB dos países ricos registará um tímido avanço nos próximos anos devido, precisamente, à elevada dívida pública; e, por outro, as medidas de austeridade som difíceis de aplicar porque adoptam ser muito impopulares. Conclusom" Os investidores em dívida pública e os aforradores pagarám a factura dos governos.

A dívida pública mais alta em 200 anos

Na actualidade, o conjunto das economias avançadas acumula o maior volume de dívida pública da história recente. Em concreto, aproxima-se de 100% do PIB, um nível nom visto desde o fim da Segunda Guerra Mundial. De facto, segundo o estudo, se se mira mais atrás no tempo, aproxima-se do seu ponto mais elevado dos dous últimos séculos.

A isso somar, igualmente, umha dívida externa (pública e privada) que também regista taxas marca, nom vistas nas últimas décadas, superando 250% do PIB dos países ricos. Trata-se de um indicador relevante, já que a separaçom entre dívida pública e privada é muito ténue durante as crises financeiras, como bem demonstram os numerosos resgates públicos de bancos levados a cabo nos últimos anos por multitude de países, de modo que a vulnerabilidade dos estados é ainda mais alarmante do que reflecte, simplesmente, o nível de dívida pública.

Vias para reduzir a dívida

Assim pois, os dados demonstram que o mundo desenvolvido atravessa umha grave crise de endividamento, similar à acontecida trás a Segunda Guerra Mundial ou a Grande Depressom dos anos 30. E por entom tal e como lembram Reinhart e Rogoff, a maioria de governos optou polo default e a expropiaçom de riqueza ao sector privado para reduzir as suas avultadas dívidas.

O estudo do FMI cita cinco possíveis vias para liquidar o sobre-endividamento:

Crescimento.

Austeridade.

Suspensom de pagos e reestruturaçom de dívidas.

Alta inflaçom.

Repressom financeira e umha constante dose de inflaçom.

A combinaçom de crescimento económico e austeridade é a excepçom. O habitual, contodo, é a terceira opçom (default) e a quinta (repressom financeira e inflaçom), segundo reflectem as experiências históricas de similar natureza à actual acontecidas nos dous últimos séculos.

Mais ali da mera suspensom de pagos, o relatório cita a possibilidade de aplicar umha intensa "repressom financeira" para que os estados reduzam as suas dívidas. Sob este termo englobam-se múltiplas medidas, desde a nacionalizaçom de fundos de pensons, até a posta em marcha de medidas fiscais para incentivar a compra de bónus estatais, a aprovaçom de novos impostos e taxas especiais sobre a poupança e o património das famílias (de umha vez ou constantes no tempo), assim como determinados controlos de capital para evitar ou limitar a saída de fundos do país, ou a instauraçom de tipos reais negativos durante vários anos (inflaçom superior ao tipo de interesse, com a conseqüente dissoluçom de dívidas e perda de poder adquisitivo em depósitos e outros activos).

Em todo o caso, esta particular fórmula de repressom financeira" consiste, basicamente, em redistribuir a riqueza mediante a transferência de fundos desde os aforradores (famílias e empresas) até os credores (estados e bancos).

Mas os analistas do FMI nom som os únicos que contemplam este tipo de opçons. Philipp Bagus, professor de Economia da Universidade Rei Juan Carlos e autor do livro A tragédia do euro, coincide em que alguns dos governos dos países ricos tentarám gerar inflaçom, impagar a sua dívida e, em última instância, aplicar um imposto único sobre a riqueza para liquidar a sua sobre-endividamento.

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