28-08-2013

Link permanente 21:04:48, por José Alberte Email , 801 palavras   Português (GZ)
Categorias: Ensaio

CANTA O MERLO: O público ocidental assustado pelo general Al-Sissi

por Thierry Meyssan

Enquanto os Egípcios apoiam a 95 % o golpe de Estado militar que derrubou o presidente Morsi, a imprensa ocidental grita contra o retorno da ditadura e chora os mortos civis da repressão. Para Thierry Meyssan, esta atitude tem origem na atitude efeminada das populações ocidentais que esqueceram as lições dos seus antepassados e pensam que todos os conflitos podem ter soluções pacíficas

A imprensa nos Estados-Unidos e na Europa faz causa comum contra o golpe de Estado militar no Egipto e lamenta-se pelo milhar de mortos que se seguiu. É evidente para ela que os Egípcios, que derrubaram a ditadura de Hosni Moubarak, serão hoje em dia vítimas de uma nova ditadura e que Mohamed Morsi, eleito «democraticamente», é o único com legitimidade para exercer o poder.

Ora, esta visão das coisas é contradita pela unanimidade na sociedade egípcia apoiando o seu exército. Abdelfatah Al-Sissi anunciou a destituição do presidente Morsi na presença dos representantes de todas as sensibilidades do país, incluindo o reitor da universidade Al-Azhar e o chefe dos salafistas, que vieram apoiá-lo. Ele pode-se gabar de ser apoiado, no seu combate, pelos representantes de 95 % dos seus compatriotas.

Para os Egípcios, a legitimidade de Mohamed Morsi não se mede pelo modo como foi designado presidente, com ou sem eleições, mas pelos serviços que prestou ou não ao país. Ora, os Irmãos (muçulmanos-ndT) mostraram, acima de tudo, que o seu slogan «O islão, é a solução!» mascarava mal a sua impreparação e a sua incompetência.

Para o homem da rua, o turismo rarefez-se, a economia regrediu, e a libra caiu 20 % de valor .

Para a classe média, Morsi jamais foi eleito democraticamente. A maior parte dos gabinetes de voto estiveram ocupados por bandos armados dos Irmãos e 65 % dos eleitores abstiveram-se. Esta mascarada foi sancionada pelos observadores internacionais, despachados pelos Estados-Unidos e União Europeia que apoiavam a Confraria. Em Novembro, o presidente Morsi revogou a separação de poderes interditando os tribunais de contestar as suas decisões. Depois, ele dissolveu o Supremo Tribunal e revogou a Procuradoria Geral. Suspendeu a Constituição, e fez redigir uma nova por uma comissão nomeada, para o efeito, por ele, antes de fazer adoptar esta lei fundamental aquando de um referendo boicotado por 66 % dos eleitores.

Para o exército, Morsi caiu ao anunciar a sua intenção de privatizar o canal do Suez, símbolo da independência económica e política do país, e de o vender aos seus amigos cataris. Ele iniciou a venda de terrenos públicos do Sinai a personalidades do Hamas, afim de permitir que eles transferissem para o Egipto os trabalhadores de Gaza e possibilitando assim a Israel acabar com a sua «questão palestina». Mas, sobretudo, declarou guerra contra a Síria, posto-avançado histórico do Egipto no Levante, colocando em perigo a segurança nacional que lhe incumbia proteger.

Entretanto, o problema de fundo dos Ocidentais face à crise egípcia tem a ver com o uso da força. Visto de Nova Iorque ou de Paris, um exército que usa balas reais contra manifestantes é tirânico. E, a imprensa trata de sublinhar, para aumentar o horror, que numerosas vítimas são mulheres e crianças.

É uma visão pusilânime das relações humanas, em que supostamente uma pessoa estaria pronta para o debate pacífico só pelo simples facto de estar desarmada. Mas, o fanatismo é um modo de comportamento que não tem nenhuma relação com o facto de se estar armado ou não. Os Ocidentais enfrentaram, exactamente, este problema há 70 anos atrás. Na época, Franklin Roosevelt e Winston Churchill fizeram arrasar cidades inteiras, como Dresden (na Alemanha) e Tóquio (no Japão), cujas populações civis estavam desarmadas. Ora, estes dois líderes não são por isso considerados como criminosos, mas sim celebrados como heróis. Era evidente e indiscutível que o fanatismo dos Alemães e dos Japoneses tornava qualquer solução pacífica impossível.

São os Irmãos muçulmanos terroristas, e deverão ser aniquilados? Toda a resposta cega estará errada, já que existem numerosas tendências no seio da Confraria internacional. No entanto, há um balanço que fala por si próprio: eles têm um pesado passado de putschismo em numerosos Estados árabes. Em 2011, organizaram a oposição a Mouamar el-Kadhafi e aproveitaram-se do seu derrube pela Otan. Continuam a fomentar o ataque para se apoderarem do poder na Síria. Em relação à Confraria no Egipto, o presidente Morsi reabilitou os assassinos do seu predecessor Anouar el-Sadate, e libertou-os. Também nomeou governador de Luxor o segundo cabeça do comando que aí massacrou 62 pessoas, principalmente turistas, em 1997. Além disso, durante o simples apelo dos Irmãos à manifestação para o restabelecimento do «seu» presidente, eles usaram de vingança queimando 82 igrejas coptas (minoria cristã- ndT).

A repulsa dos Ocidentais pelos governos militares não é partilhada pelos Egípcios, único povo no mundo a ter sido exclusivamente governado por militares – com excepção do ano de Morsi – durante mais de 3 000 anos.
Thierry Meyssan

Tradução
Alva

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Categorias: Dezires

CANTA O MERLO: Se EEUU atacasse a Síria, Rússia faria-o com Arábia Saudita

http://www.hispantv.com/

Arábia Saudita converteria no alvo dos mísseis russos em caso que Ocidente, encabeçado por EE.UU., materialize umha opçom militar contra Síria, sob pretexto de que o Exército sírio haver usado armas químicas.

Assim informou na terça-feira EU Times, citando um "memorándum de acçom urgente" do escritório do presidente russo, Vladimir Putin, que autoriza o bombardeio de vários objectivos dentro do território saudita.

Esta decisom de Moscovo emite-se, depois de que altos funcionários estadounidenses anunciassem na terça-feira que Washington poderia dar início a um ataque misilístico contra Síria "em seguida que como na quinta-feira".

Neste sentido, o diário libanês As-Safir justificou esta postura de Moscovo ante Riad pola visita que realizou o chefe dos serviços de inteligência saudita, Bandar bin Sultan, a Rússia para convencer ao presidente russo que retire o seu apoio ao Governo de Damasco.

Conforme As-Safir, o príncipe saudita havia advertido que se Rússia nom aceitava a derrota da Síria, Arábia Saudita desataria terroristas chechenos sob o seu controlo para que provocassem o caos durante os Jogos Olímpicos de Inverno que se celebrarám entre os dias 7 e 23 de Fevereiro do ano 2014 em Sochi, Rússia.

Também existiam rumores de que o titular saudita oferecera um contrato armamentístico a mudança de que Rússia desse as costas a Síria, o que foi desmentido posteriormente polo mandatário russo.

A escalada de tensons entre Rússia e Ocidente deve-se a umha possível intervençom militar de EE.UU. e os seus aliados na Síria, com o objectivo de atirar umha mensagem ao presidente, Bashar Al-Asad, acusado polos ocidentais de autorizar um presumível ataque químico a semana passada, algo rejeitado energicamente polo Governo de Damasco.

Ante esta situaçom, Síria permitiu aos inspectores de Naçons Unidas que acedam ao sítio onde supostamente produziu-se o ataque com armas químicas.

O 23 de agosto, o secretário de Defesa de EE. UU., Chuck Hagel, assegurou que o Pentágono já começara a mobilizar as suas forças navais com o fim de situar-se para um possível ataque contra Síria, em caso que o presidente norte-americano, Barack Obama, tomasse tal decisom.

Por sua parte, o Parlamento britânico tem previsto reunir-se na quinta-feira desta semana para debater e votar sobre umha intervençom militar no país árabe.

Anteriormente, o ministro britânico de Assuntos Exteriores, William Hague, desafiando ao direito internacional, afirmou na segunda-feira que umha intervençom estrangeira na Síria é possível, sem o respaldo unânime de todos os membros do Conselho de Segurança de Naçons Unidas (CSNU).

Esta postura bélica de Londres produz-se apesar de que nem sequer existem provas que evidenciem o uso de armas químicas por parte do Exército sírio.

No sábado, umha unidade do Exército sírio irrompeu num armazém situado no bairro de Dobar, em Damasco, onde encontrou barris de gás tóxico com etiquetas na que se especificava que eram de fabricaçom saudita.

Nom é a primeira vez que os grupos terroristas na Síria utilizam armas químicas no país árabe, para depois pretender apresentar ao Governo de Damasco como autor de tais ataques químicos, ajeitando assim o caminho para que Ocidente, encabeçado por Washington, atire umha possível intervençom no país árabe.

msh/ybm/hnb

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Categorias: Ensaio

CANTA O MERLO: A inauguração do Estado Policial – EUA : A caminho de uma ditadura democrática?

By Prof Michel Chossudovsky
Global Research, July 12, 2013

Notas do Autor:

O artigo que segue [1] foi publicado em janeiro de 2012 e focaliza uma importante lei legislativa (Lei – Autorização de Defesa Nacional – “National Defense Authorization Act” (NDAA) HR 1540).

Quase que nem notada na comprometida corrente da mídia estabelecida, a HR 1540 (assinada como lei efetiva pelo presidente Obama em 31 de dezembro de 2011) apresentou as condições para uma anulação de um governo constitucional como ato de lei, já aqui nem se mencionando as condições para um desenvolvimento de um “Estado de Vigilância” –“Surveillance State”, o qual está sendo objeto de muito debate [näo só nacional como também internacionalmente, dadas as revelações recentes dos atos de espionagem do governo americano].

A república americana está fraturada. A tendência é para o estabelecimento de um estado totalitário, um governo militar em vestimentas civís.

A adoção da Lei – Autorização de Defesa Nacional (NDAA), (HR 1540) corresponde a militarirazão da polícia, ou seja, a anulação da lei regulando a atuação independente dos municípios e regiões: “Municípios podem atuar…” – “Posse Comitatus Act”- e assim então, a inauguração em 2012, dos Estados Unidos como EUA: Estado Policial.

Da mesma maneira como aconteceu na chamada República Weimar, na Alemanha de 1930, liberdades e direitos fundamentais estão agora sendo anulados abaixo do pretexto de que a democracia estaria sendo ameaçada e precisaria de ser protegida.

Grupos radicais e ou ativistas trabalhistas constituem aos olhos da administração de Obama uma ameaça ao estabelecimento econômico assim como a ordem política nacional americana [tem-se calafrios em lembrar-se do DOPS – Departamento de Ordem Pública e Social dos tempos da ditadura brasileira?]

A mídia sempre comprometida está agora sendo cúmplice da morte do governo constitucional americano.

Todos os componentes de um Estado Policial nos EUA já se encontram nos seus devidos lugares. Esses componentes incluem:

Assassinatos extrajudiciais de supostos terroristas, o que incluiria cidadãos americanos. Isso está em alarmante violação da Qinta Lei da constituição americana, que afirma que “Nenhuma pessoa deverá ter…. sua vida tomada… sem os devidos processos judiciais. “No person shall.. be deprived of life without due process of law.” [observe-se que nos Estados Unidos a pena de morte ainda faz parte do sistema jurídico, mas aqui não se trata de penas de morte mas sim de assassinatos premeditados, sem os devidos processos legais, os quais poderiam ou não levar a uma pena de morte, em cada caso específico].

Prisão indefinida sem julgamentos de cidadãos americanos, isso é nominadamente a anulação do sistema de “Habeas Corpus”.

O estabelecimento de “Campos de Concentração” – “Internment Camps” [literalmente Campos de Internamento] em bases militares americanas abaixo da legislação adoptada em 2009.

Abaixo da “Lei de Estabelecimento de Centros Nacionais de Emergência” – “National Emergency Center Establishment Act” (HR 645) os “Campos de Internamento” poderão ser usados para “acomodar outras necessidades apropriadas, como determinadas pela Secretaria da SegurançaNacional – Secretary of Homeland Security.”

Os Campos de Internamento da FEMA fazem parte da chamada “Continuidade de Governo” – “Continuity of Government”, COG na sigla inglesa, o qual seria ativado no caso de lei marcial, ou seja, lei de guerra, estado de sítio, ou de emergência. Esses campos de internamento tem como propósito o “proteger o governo” contra seus cidadãos, encarcerando os oposicionistas assim como os ativistas políticos que desafiassem a legitimidade da políticas de segurança nacional, da política econômica ou o programa de ação militar [como por ex. guerras] do governo.

Michel Chossudovsky, 12 de Junho de 2013 – A Ser Continuado.

Original : The Inauguration of Police State USA. Towards a Democratic Dictatorship? Global Research, 12 de junho de 2013 e 1 de janeiro de 2012.

Tradução Anna Malm

Referências e Notas:

[1] Prof. Michel Chossudovsky, The Inauguration of Police State USA. Towards a Democratic Dictatorship? Global Research, 12 de junho de 2013 e 1 de janeiro de 2012. Essa é a parte I – A ser continuada em breve. O original encontra-se emwww.globalresearch.ca
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27-08-2013

Link permanente 17:33:02, por José Alberte Email , 130 palavras   Português (GZ)
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CANTA O MERLO: A Marinha e o Exército da Rússia mobilizados a favor da Síria

A Marinha e o Exército da Rússia mobilizados a favor da Síria

agosto 26, 2013

Segundo fontes militares russas umha frota de guerra russa entre a que está o barco Chabanenko se achega ao porto sírio de Tartús. A web israelense Debka informa que desde o sábado passado o exército russo está em estado de alerta frente à eventualidade de um ataque imperialista dos EEUU, Gram-Bretanha e França contra a República Árabe Siria.

Constam-nos que nom somente o povo russo senom de todas as repúblicas que um dia estivérom juntas na Uniom Soviética apoiam em massa estes decisivos movimentos destinados a dar protecçom à gloriosa Pátria de Juan El Damasceno, El Attrach, Michel Aflaq e Hafez Al Assad.

Esperamos que barcos ucranianos, iranianos, libaneses e chineses unam ao esforço russo

Fonte http://french.irib.ir/info/moyen-orient/item/271896-lhes-navires-de-guerre-russes-appareillent-vers-tartous

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CANTA O MERLO: "Zero, a possibilidade de um ataque a Síria"

http://www.hispantv.com/detail/2013/08/26/238282/cero-posibilidad-ataque-siria

"Qualquer intervençom militar estrangeira em Síria poderia acabar numha catástrofe no Oriente Meio com conseqüências imprevisíveis e amplas", assim o confirmou nesta segunda-feira o parlamentar iraniano, Mehdi Sanai.

O membro da Comissom da Segurança Nacional e a Política Exterior da Assembleia Consultiva Islâmica do Irám (Mayles) considerou "improvável" a possibilidade de um ataque militar a Síria por parte da EE.UU.

"Os ataques com armas químicas na Síria som artimanhas de alguns países da regiom que vem fracassados os seus planos. Estados Unidos ainda está a duvidar a respeito da postura política que quer tomar a respeito disso", sublinhou.

"A situaçom da Síria é difícil. Os conflitos já tem um aspecto étnico e religioso e os países da regiom como Jordânia, Turquia, O Líbano e até verdadeiro ponto, Iraque vem influídos pola crise da Síria", acrescentou

Noutra intervençom, o embaixador do Irám na Síria, Mohámede Reza Rauf Sheibani, aconselhou a Washington a tomar liçom das conseqüências das suas intervençons em Afeganistám, Iraque, Líbia e África do Norte e ter em conta o preço que pagou com o fim de medir os seus passos no futuro.

Assim mesmo, tachou de irrealizável as ameaças estadounidenses a respeito da intervençom militar na Síria" nom é a primeira vez que usam umha literatura ofensiva. Todo mundo sabe que é o instrumento que tem para chegar aos seus objectivos e pôr sob pressom à frente opositor".

"Muitos peritos em assuntos militares na regiom consideram nula a possibilidade de um ataque desta índole por diferentes razões entre elas, as forças de resistência na regiom, a situaçom estratégica da Síria assim como a opiniom pública dos mesmos estadounidenses a respeito disso", concluiu.

ym/rh/msf

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CANTA O MERLO: Rússia assegura que Washington deve respeitar o Direito Internacional a respeito de Síria

Rússia assegura que Washington deve respeitar o Direito Internacional a respeito de Síria

Moscovo - Washington, Sana

O Ministério de Exteriores da Rússia afirmou que Washington deve ser cauteloso e tem que respeitar o Direito Internacional sobre Síria.

Chancelería russa acrescentou que as tentativas de fabricar pretextos para a intervençom militar na Síria fora do Conselho de Segurança, poderia conduzir a um desastre.

Rússia lamenta que Washington tenha postergado a reuniom da Haia

Por outra parte, o Vice-ministro de Exteriores russo, Gennady Gatilov, dixo que o seu país lamenta que Estados Unidos adiasse a mencionada reuniom sobre Síria, prevista para manhá quarta-feira na Haia.

Na sua conta na rede social Twitter, Gatilov dixo: "é lamentável que os nossos sócios decidam cancelar a reuniom bilateral russo-estadounidense para discutir a questom de convocar a conferência internacional sobre Síria", sublinhando que "o trabalho para encontrar critérios para umha soluçom política na Síria era algo útil, sobretodo porque no horizonte vem-se nuveiros de umha campanha militar".

Cabe salientar que o Departamento de Estado de EE.UU. anunciara o adiamento da reuniom prevista com Rússia na Haia para discutir os preparativos para a celebraçom da conferencia internacional sobre Siria em Genebra, sem especificar um calendário claro para a sua celebraçom, tomando como pretexto as noticias sobre um ataque com armas químicas na zona rural de Damasco.

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Categorias: Ensaio

CANTA O MERLO: A histeria belicista contra a Síria

http://www.resistir.info/

Em 2003 o imperialismo promoveu uma campanha histérica acerca de supostas armas de destruição maciça possuídas pelo Iraque. Como se viu, aquela mentira flagrante, cínica e deliberada do governo dos EUA destinou-se a justificar a invasão e ocupação daquele país. Hoje, mais uma vez, o imperialismo encena uma campanha mundial acerca de supostas "armas químicas" que teriam sido utilizadas pelas Forças Armadas sírias. Obama não apresentou uma única prova que corroborasse tal afirmação, mas a campanha prossegue. Destina-se a preparar a opinião pública para uma eventual agressão directa contra a República Síria à semelhança daquela desencadeada contra a Líbia. Diz-se a agressão directa porque a indirecta começou há vários anos com o armamento, treino e incentivo a bandos terroristas, os quais estão a ser derrotados pela Forças Armadas sírias. Tal como em 2003, os cães amestrados de Londres, Paris e Ancara ladram furiosamente a atiçar.
Por outro lado, a crise financeira capitalista intensifica-se. O seu sistema bancário está em ruínas, tanto nos EUA como na Europa. Os monstruosos resgates governamentais com o dinheiro dos contribuintes e com emissões monetárias (bail-outs) fracassaram, tendo desaparecido no buraco negro da banca – agora já planeiam resgates internos (bail-ins) com o dinheiro dos depositantes. O que tem isto a ver com uma eventual agressão à Síria? Muito. Historicamente o imperialismo sempre procurou na guerra a saída para as suas crises.

26-08-2013

Link permanente 17:39:17, por José Alberte Email , 550 palavras   Português (GZ)
Categorias: Dezires

CANTA O MERLO: Lavrov tacha de falsas acusaçons contra governo sírio sobre uso de armas químicas

http://sana.sy/spa/213/2013/08/26/499279.htm
Moscovo, Sana

O ministro de Exteriores da Rússia, Sergi Lavrov, sublinha que as acusaçons dirigidas contra o governo de Síria sobre o uso de armas químicas som falsas e usam-se como pretexto para recorrer ao uso da força contra Síria, asseverando que "quem dirigem essas acusaçons nom possuem provas".

Numha conferência de imprensa hoje, o chefe da diplomacia russa denúncia que tanto Washington como Londres e Paris dérom declaraçons oficiais para dizer que possuem fortes provas que inculpam às autoridades da Síria, mais até agora nom pudérom apresentar ditas provas e contodo aumentam o seu tom e dizem que a linha vermelha foi transgrida e já nom é possível demorar as cousas.

Lavrov asseverou que estas declaraçons "contradim os acordos confirmados polos líderes do G-8 na declaraçom final da cimeira de Oraornoa no passado mês de Junho, que sublinha que qualquer caso de uso de armas químicas em Síria deve ser investigado escrupulosamente e apresentassem-se os resultados das investigaçons ao Conselho de Segurança".

Lavrov denuncia que esses países do Grupo do Oito abandonárom este acordo e que, aliás, atribuem-se a sim mesmos o papel dos investigadores e o papel do Conselho de Segurança".

O chanceler russo explicou que experto e especialistas de Grm-Bretanha, França, Rússia e outros países ocidentais tenhem critérios que indicam a invalidez das imagens que se comercializam através de Internet para acusar o governo da Síria de usar armas químicas, revelando que existem informaçons que afirmam que estas imagens se publicárom horas antes de ser anunciado o ataque com substâncias químicas o passado 21 de agosto.

Lavrov pergunta-se.. "Por que essas partes rejeitam os pactos e alegam que já é tarde e obstaculizam todas as provas sobre o uso de armas químicas"... por que nom falavam os nossos sócios ocidentais da mesma maneira quando se discutia sobre a investigaçom de uso de armas químicas em Khan Asal no campo de Alepo na passada Primavera"".

Lavrov: Rússia mira com profunda preocupaçom anúncios estadounidenses de intervençom militar na Síria

Sergei Lavrov afirmou antes durante umha conversaçom telefónica com o seu homólogo de EE.UU., John Ferry, que "os anúncios oficiais de Washington sobre a preparaçom das suas Forças Armadas para "intervir" no conflito sírio foram recebidos por Moscovo com profunda preocupaçom".

Segundo um comunicado oficial da Chanceleria russa, publicado na página web do Ministério russo de Exteriores, Lavrov dixo na conversaçom telefónica que umha intervençom na Síria produziria graves conseqüências em Oriente Meio, e agregou que "os telefonemas de EE.UU. a intervir na Síria som umha tentativa de apagar os esforços bilaterais encaminhados à celebraçom da conferência de Genebra.

O comunicado destacou que "Moscovo está preocupada "polas declaraçons de alguns representantes da Administraçom estadounidense sobre a suposta "prova" que tenhem da participaçom do Governo sírio num presumível uso de armas químicas da semana passada em Ghouta Oriental".

Rússia instou a EE.UU. a nom usar a força na Síria e a tentar criar as condiçons propícias para que a missom de peritos da ONU que se encontra agora em Damasco tenha a possibilidade de "realizar umha investigaçom escrupulosa, objectiva e imparcial".

Segundo Lavrov, estas condiçons fam-se imprescindíveis devido aos numerosos testemunhos existentes de que o incidente em Ghouta Oriental poderia ser resultado de umha acçom da "oposiçom irreconciliável" síria no sua tentativa por acusar a Damasco.

Fady M. & Eba Kh.

24-08-2013

Link permanente 23:25:58, por José Alberte Email , 214 palavras   Português (GZ)
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CANTA O MERLO: Atopam em Síria barris de gás tóxico fabricados na Arábia Saudita

http://www.hispantv.com/

Umha unidade do Exército sírio irrompeu num armazém situado no bairro de Jobar em Damasco (capital de Síria), onde atopou barris de gás tóxico com etiqueta de fabricaçom saudita, informárom neste sábado fontes oficiais do país árabe.

Segundo o relatório, um grande número de máscaras e medicamentos utilizados contra produtos químicos fórom atopados no lugar, que pertence a empresas e companhias farmacêuticas de Catar e Alemanha.

De igual maneira, umha autoridade governamental tem revelado que vários soldados apresentaram sintomas de asfixia ao entrar no bairro de Jobar, nos subúrbios de Damasco, controlados polos grupos terroristas.

Vários dos afectados, segundo comunicou-se, encontravam-se em estado grave, assim que foram transferidos a um centro de saúde.

O achado deste material químico, armazenado nos subúrbios de Damasco, tivo lugar uns dias depois de que os grupos terroristas que lutam contra o Governo de Bashar al Asad acusassem o Exército do país árabe de usar armas químicas num recente ataque.

Estas alegaçons levárom às autoridades do Pentágono a estudar a possibilidade de analisar a opçom militar contra Síria como umha resposta ao tema.

Contodo, Washington anunciou que nom dispom de provas para determinar a veracidade dessa afirmaçom.

Por sua parte, o Governo e o Exército sírios tenhem negado categoricamente qualquer tipo de participaçom neste presumível ataque químico.

msh/ybm/msf

22-08-2013

Link permanente 18:14:20, por José Alberte Email , 350 palavras   Português (GZ)
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CANTA O MERLO: Teeram: os grupos terroristas usárom as armas químicas se de verdade fórom utilizados em Damasco-campo

http://sana.sy/spa/213/2013/08/22/498552.htm

O chanceler iraniano Mohammad Javad Zarif, afirmou que o "Governo sírio nom pode ser responsável polo possível ataque com armas químicas contra Damasco-campo ontem quarta-feira", assinalando que "se é verdade, fórom utilizadas armas químicas, seriam os grupos terroristas que os utilizárom"".

Zarif dixo numha conversaçom telefónica com o seu homólogo turco, Ahmet Davutoglu ontem à noite, que "no momento em que se encontram os inspectores da ONU em Damasco e os grupos terroristas sofrem derrotas, como se poderia recorrer à supracitada acçom"", afirmando que este acto criminal foi perpetrado por grupos terroristas porque os seus interesses estám na escalada da crise na Síria e a sua internacionalizaçom.

O chanceler iraniano agregou que "se o tema da utilizaçom de armas químicas na Síria foi verdadeiro, está claro que se utilizou polos grupos terroristas takfiríes porque esses grupos demonstrárom que som capazes de cometer semelhantes crimes".

Assim mesmo, assinalou que o governo sírio condenou este incidente e dixo: "A República Islâmica do Irám esta realizando contactos com o governo sírio para estudar as diferentes dimensons deste incidente".

O chefe da diplomacia iraniana fixo ênfase nas posturas cruciais do Irám em rejeiçom às armas de destruiçom maciça, assim como condenou firmemente o uso de qualquer tipo de armas químicas.

China exorta aos inspectores da ONU na Síria a ser imparciais ao investigar no suposto uso de armas químicas

China chamou aos inspectores da ONU na Síria a adoptar umha atitude imparcial e profissional, assim como a consultar plenamente com o Governo sírio ao investigar o uso de armas químicas que se produziu supostamente ontem quartas-feiras no campo de Damasco"

A Cancilhería chinesa citada por Reuters nesta quinta-feira, declarou que China adopta umha postura clara em contra do uso de armas químicas, independentemente de quem o cometeu.

A postura da China vem depois de que o Conselho de Segurança Internacional exigisse ontem num comunicado de imprensa emitido trás umha sessom a portas fechadas, que se desvele a verdade acerca de um suposto uso de armas químicas em Damasco-campo, acolhendo com beneplácito o início de umha investigaçom a respeito disso.

Fady M., Lynn A.

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