17-04-2013

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CANTA O MERLO: O fascismo "made in USA" aterroriza aos venezuelanos

A direita venezuelana ataca canais de TV, centros médicos, sedes do partido socialista e casas particulares

Agências / teleSUR / aporrea

Simpatizantes de Capriles, demonstrando as suas convicçons "pacíficas e democráticas", incendiárom a noite da segunda-feira vários centros médicos, sedes do Partido Socialista Unido de Venezuela, petro-casas, sedes de Mercal, habitaçons de militantes do Partido Socialista Unido de Venezuela, entre outros actos vandálicos.

Em Sam Cristóbal, queimárom a sede do PSUV, atacárom várias emissoras comunitárias e provocárom umha morte em Santa Ana. "atacárom CDIS, Mercales e atacárom hopedagens de militantes do Psuv em várias localidades do Estado Táchira", denunciou o governante Vielma Moura.

Grupos afectos ao ex-candidato presidencial anti-chavista Henrique Capriles rodeárom a noite da segunda-feira a sede do canal de televisom teleSUR e ameaçárom aos seus trabalhadores, informou a presidenta do canal, Patricia Villegas.

"Ameaçárom ao nosso pessoal, os trabalhadores do canal estám nos seus postos de trabalho (...) ameaçárom de maneira permanente", denunciou a presidenta de teleSUR Patricia Villegas.

"Nom se sabe se som as mesmas pessoas (que assediárom fai uns instantes ao canal do Estado Venezuelana de Televisom), mas sim respondem ao mesmo movimento político que chamou à desestabilizaçom", detalhou Villegas.

Do mesmo modo que teleSUR, a sede da estatal Venezuelana de Televisom (VTV), também foi assediada por seguidores do candidato opositor Henrique Capriles Randonski, o que foi rejeitado polo presidente da planta de televisom, William Castelo.

Assim mesmo, também fôrom accosadas as casas da presidenta do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), Tibisay Lucena, e dos pais do ex-ministro de Comunicaçom e Informaçom e membro do comando de campanha Hugo Chávez, Andrés Izarra.

Enquanto isso, o correspondente de teleSUR, William Parra, reportou desde o nordés de Caracas que ''há um grande sector de seguidores de Hugo Chavez que vinhérom a resguardar a casa do chefe de campanha, Jorge Rodríguez''. A residência de Jorge Rodríguez, chefe do Comando de Campanha Hugo Chávez, foi também rodeada nesta segunda-feira.

Os protestos repetirom-se em várias cidades do país sob a mesma consigna: rejeitar o resultado das presidenciais, tal como pedira o líder opositor, Henrique Capriles. O candidato realizou um chamado aos seus votantes para que se o acto de proclamaçom celebrava-se saíssem à rua como forma de protesto. "Temos a convicçom de que nós ganhamos", afirmou.

Nicolás Maduro acusou a Capriles dos incidentes e do incêndio de duas sedes do Partido Socialista Unido de Venezuela. "Queimárom a casa do PSUV no estado Anzoátegui e em Táchira com gente dentro", dixo Maduro durante umha conferência de imprensa.

"Essa é a Venezuela que vocês querem", essa é a Venezuela que tu vais promover candidato perdedor" tu és responsável por esta queima, fago-te responsável por esta queima (...) e se há feridos ou morridos tu és responsável", afirmou, dirigindo-se a Capriles. Maduro chamou a seguir "ao povo ao combate em paz". "A mobilizar-se manhá em todo o país pola paz, mobilizaçons em todo o país, e na quarta-feira e na sexta-feira, todos a Caracas", indicou em alusom ao acto de juramento presidencial. "Que saiba o mundo que classe de direita há em Venezuela", agregou.

Em Barinas, denunciou o governante Adán Chávez um grupo de manifestantes queimou dous automóveis face à sede do Psuv em Barinas, quando se encontravam pessoas dentro. "Tentárom penetrar ao local, tentárom violentar a porta, tínhamos 10 mulheres que estavam a trabalhar aí sem nengum tipo de protecçom, estám tolos, seguimos chamando à calma e reflexom", salientou.

Informou que resultárom gravemente feridos quatro funcionários policiais produtos das pedras, bombas molotov e objectos contundentes. Também queimárom vários contentores de lixo de umha empresa regional para a colheita de refugalhos sólidos. "Responsabilizo directamente a Júlio César Reyes e César Azuaje, quem estám a dirigir esta barbárie, som ademais traidores à revoluçom, estivérom durante vários anos disfarçados dentro das nossas forças e agora som os mais violentos e mais fascistas que temos em Barinas", indicou.

Manifestantes anti-chavistas arremetérom nesta segunda-feira contra o Centro de Diagnóstico Integral (CDI) Pedra Azul, situado em Baruta, Miranda. Com caçarolas, pancartas a favor do candidato derrotado, Henrique Capriles Radonski, e consignas como "fora os cubanos", o grupo chegou ao CDI perto das 4:30 da tarde exigindo o desalojo dos galenos do centro de saúde e forçando a entrada do mesmo, de acordo a umha informaçom fornecida por Lila Muñoz, pertencente aos Cuidadores da Saúde do CDI.

Ao conhecer a notícia, vizinhos da Urbanizaçom Socialista A Limonera achegárom-se para brindar o seu apoio e apoiar aos médicos cubanos que trabalham ali desde o passado Dezembro, quando foi inaugurado o CDI. Muñoz informou que o grupo de manifestantes atirou umha bomba molotov ao Centro de Reabilitaçom, onde afortunadamente nom havia pacientes. Acrescentou que no CDI estám laborando 10 médicos cubanos, quem prestam o seu serviço à comunidade. Por sua parte, Marienela Aular, quem se encontra hospitalizada no centro de saúde, relatou que umha das pessoas identificada com a oposiçom ameaçou com umha pistola.

Fontes:

http://aporrea.org/oposicion/n226961.html

http://aporrea.org/oposicion/n226952.html

http://www.elmundo.es/america/2013/04/15/venezuela/1366062632.html

http://www.telesurtv.net/articulos/2013/04/15/grupos-violentos-rodeiam sede-de-telesur-a-ameaçam-a-os seus-trabalhadores-2533.html

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CANTA O MERLO: Hordas fascistas de Capriles assassinam a quatro chavistas

Hordas fascistas de Capriles assassinam a quatro chavistas e incendeiam sedes do PSUV, petro-casas e centros médicos

Por: Aporrea.org

15 de Abril.- Ao melhor estilo do incêndio do Reichstag em 1933 levado a cabo por hordas de Hitler, hordas fascistas de Capriles começaram a incendiar vários Centros de Diagnóstico Integral (CDI), sedes do Partido Socialista Unido de Venezuela PSUV, Petro-casas, habitaçons de militantes do PSUV, entre outros actos vandálicos.

Em Táchira, resultou assassinado o activista chavista Henry Rangel Aroza, segundo revelou o governante Vielma Moura.

Em Miranda, hordas opositoras assassinaram ao chavista Luís Ponce.

Na Limonera, município Baruta, outro militante revolucionário faleceu como resultado de ataques perpetrados por hordas pro-Capriles.

Em Pau Verde, ao lês-te de Caracas, resultou incendiado outro CDI.

Nos sectores Oropeza e Trapichito de Guarenas, opositores atacaram um CDI e aos médicos cubanos de guarda.

A ordem de ataque a CDIs veio do jornalista opositor Nelson Bocaranda, quem ordenou aos seus 1.2 milhons de seguidores atacar um CDI baixo o suposto pretexto de que médicos cubanos ocultam caixas com votos.

Segundo denúncia vizinhos, a polícia de Baruta está a pôr-se flanelas vermelhas para matar gente e acusar aos chavistas.

Também estám a incendiar petro-casas em Flor Amarelo, Maracay, CDIs., sedes de Mercal, hordas fascistas lideradas por Richard Mardo, denunciou Mario Silva.

Na Trigaleña entraram mas de 150 pessoas ao CDI, denunciou o governante Ameliach, quem despregou um operativo anti-golpista.

Em Sam Cristóbal, queimárom a sede do PSUV, atacaram várias emissoras comunitárias e provocaram umha morte em Santa Ana, do militante do Psuv, Henry Rangel, atacaram CDIS, Mercales e atacárom hopedagens de militantes do Psuv em várias localidades do Estado Táchira, denunciou o governante Vielma Moura.

Em Anzoátegui queimárom a casa do Psuv em Barcelona, logo passaram motorizados e disparárom.

Asediam os CDIs., os Simomcitos.

Aristóbulo Isturiz, responsabiliza destes actos a Capriles Radonski.

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CANTA O MERLO: Coreia-Agenda oculta e desinformação

http://www.resistir.info/

A campanha de desinformação acerca da Coreia continua intensa nos media que se auto-proclamam como "referência". A generalidade deles recorre a explicações do foro psico-patológico para definir o comportamento do governo norte coreano. Contudo, nenhum deles sequer aflora a agenda oculta do imperialismo. O objectivo não confessado do governo Obama é efectuar uma mudança de regime na Coreia do Norte – tal como as mudanças de regime que os EUA efectuaram no Iraque, na Líbia e na Jugoslávia e tal como as que está a tentar efectuar na Síria, Irão e Venezuela. Daí toda a série de provocações deliberadas, cuidadosamente medidas e calculadas, efectuadas pelo governo Obama. Elas estão a ser feitas nos planos económico, bancário, diplomático e militar. O objectivo é arruinar a economia coreana e fazer sofrer o seu povo a fim de gerar insatisfação contra o regime. Recorde-se que no momento da criminosa invasão do Iraque, em 2003, aquele país já havia sofrido dez anss de sanções económicas que o debilitara profundamente. Já não tinha meios nem forças para resistir. Por isso foi invadido e ocupado. Assim, o comportamento corajoso e combativo do governo e do povo norte-coreano tem lógica e racionalidade. Eles estão a lutar pela sobrevivência. Os coreanos sabem bem das atrocidades de que foi capaz de cometer o imperialismo na década de 1950, quando aviões da USAF espalhavam tapetes de napalm sobre aldeias camponesas, quando as cidades coreanas foram arrasadas, quando efectuaram ensaios de guerra bacteriológica e quando o general MacArthur ameaçou recorrer à bomba atómica para vencer a guerra (só por isso é que foi demitido por Truman, não pelos crimes anteriores).
A solidariedade para com os países agredidos pelos imperialismo é um dever

07-04-2013

Link permanente 14:16:27, por José Alberte Email , 2095 palavras   Português (GZ)
Categorias: Ensaio

CANTA O MERLO: Encruzilhadas Perigosas: A ameaça de uma guerra nuclear preventiva dirigida contra o Irã

By Prof Michel Chossudovsky
Global Research, March 28, 2013

Por mais de uma década Irã vem sendo obstinadamente acusado de estar desenvolvendo armas nucleares, e isso sem evidências. A República Islâmica do Irã é continuamente representada pela mídia ocidental como uma ameaça a segurança de Israel e do mundo ocidental.
Numa amarga ironia, a Comunidade de Inteligência dos Estados Unidos em relação a alegada capacidade de armas nucleares do Irã, vem refutando as barragens de desinformação, assim como as declarações belicosas provenientes da Casa Branca. A Avaliação do Serviço de Inteligência Nacional de 2007, NIE na sigla inglesa, declarava que: “julga-se com grande confiança que no outono de 2003, Teerã  tenha suspendido seu programa de armas nucleares.” (2007 Avaliação do Serviço de Inteligência Nacional   Irã: Intenções e capacidades nucleares; Novembro de 2007, Veja também “Departamento do Diretor de Inteligência Nacional”, ODNI na sigla inglesa. [1]
“Nós avaliamos com uma certa confiança que Teerã não tenha retomado seu programa de armas nucleares, até quando dos meados de 2007, mas não sabemos se atualmente tenha intenção de desenvolver armas nucleares.
- Nós continuamos a avaliar com uma confiança indo de moderada a alta, que Irã não possue atualmente uma arma nuclear.
- A decisão de Teerã de suspender seu programa de armas nucleares sugere que os iranianos estarão menos determinados a desenvolver armas nucleares do que nós estivemos julgando desde 2005.  A nossa avaliação de que o programa tivesse sido suspendido em resposta as pressões internacionais, sugere que o Irã poderia ser mais vulnerável a influências, na questão, do que tinhamos julgado préviamente.” (2007 Avaliação do Serviço de Inteligência Nacional, Irã: Intenções e capacidades nucleares; Novembro de 2007) [2]
Em fevereiro de 2011, o Diretor da Inteligência Nacional James R. Clapper (foto)
- quando da apresentação da Avaliação do Serviço de Inteligência Nacional de 2011 (NIE) para o Comité de Inteligência do Senado – foi confidenciado – com alguma hesitação – que a República Islâmica do Irã não estaria procurando desenvolver uma capacidade para armas nucleares: “nós não sabemos se depois de um tempo Irã irá decidir-se por construir armas nucleares.”
O NIE de 2011 confirma em grande parte os resultados obtidos pela comunidade dos serviços de inteligência dos Estados Unidos no seu NIE de 2007, que continuava, de acordo com o “The New York Times”, a ser de que “a perspectiva das 16 agências dos serviços de inteligência, age em consenso geral.”
A doutrina da guerra nuclear preventiva do pós- 9/11
Tendo sido primeiramente formulada na administração de Bush, através da “Revisão da Postura Nuclear” de 2002,  a doutrina da guerra nuclear preventiva, que se integra na Guerra Global ao Terrorismo, começou a tomar forma imediatamente depois da guerra do Iraque.  Um ataque nuclear de prevenção `defensiva´ contra o Irã, e isso através de usar armas nucleares táticas, foi apresentado como uma forma de destruir o não-existente programa de armas nucleares da República Islâmica do Irã.
Os chamados `mini nukes´, ou seja, pequenas armas nucleares possíveis de serem transportadas numa mala, numa mochila, ou em qualquer outro compartimento pequeno, foram caracterizados como a `arma ideal´ para se conduzir ataques nucleares preventivos.
Em 2003 os mini nukes, constituidos de bombas contendo ogivas ou pontas nucleares capazes de arrebentar abrigos antiaéreos de grande solidez e de maior ou menor profundidade, foram re-categorizadas pelo Senado dos Estados Unidos como bona fide armamentos convencionais. [Bona Fide sendo usado como um conceito que indica intenções honestas  independentemente dos resultados que essas possam trazer]. A nova definição de ogivas nucleares obscureceu a distinção entre armamentos convencionais e nucleares.
O Senador Edward Kennedy, na ocasião, acusou a administração de Bush por ter desenvolvido “uma generação de armas nucleares mais usáveis”. Através de uma campanha que enlistou o apoio de cientistas nucleares “de autoridade”, os mini-nukes foram apresentados como instrumentos de paz, em vez de instrumentos de guerra.
“Administradores oficiais argumentam que armas nucleares de baixo rendimento, como os mini nukes, seriam necessárias como ameaças dignas de crédito a poderem ser usadas contra estados “sem eira nem beira” [Irã, Coréia do Norte]. A lógica é de que as armas nucleares existentes são muito destrutivas para serem usadas, excepto numa guerra nuclear total. Potenciais inimigos compreendem isso e portanto não consideram uma ameaça de retaliação nuclear como dígna de crédito. Entretanto, armas nuclares de baixo rendimento, como os mini nukes, sendo menos destrutivas, poderiam ser concebidas como usáveis. Isso as faria mais efetivas como ameaça credível.” (Opponents Surprised By Elimination of  Nuke Research Funds, Defense News, 29 de Novembro, 2004)
Numa lógica extremamente contorsida armas nucleares são apresentadas como meios de construção da paz e de prevenção contra `estragos colaterais´. O Pentágono confidenciou a esse respeito, que os mini-nukes seriam `inofensivos aos civís´ porque a explosão iria `ser feita abaixo da terra´. No entanto, cada um desses mini-nukes constitue em termos de explosão e de potencial chuva radioativa  – uma grande parcela da bomba que caiu sobre Hiroshima em 1945.
Avaliações dos rendimentos das bombas de Nagasaki e Hiroshima indicam que esses seriam de 21.000, e de 15.000 toneladas, respectivamente. Mini-nukes tem um rendimento, quanto a capacidade explosiva, entre 1/3 e 6 vezes a bomba de Hiroshima.
Seguindo a “luz verde” do Senado em 2003, o qual apresentou os mini nukes como `bombas humanitárias´ uma mudança importante na doutrina das armas nucleares foi desenvolvida. Os nukes de baixa-rentabilidade foram aceitos para `uso em campos de batalha´. Em contraste com os avisos em maços de cigarros (veja a foto proposta para a marca da Administração para Alimnetos e Drogas), os elementos `consultivos´ sobre os `perigos das armas nucleares para a saúde humana´ já não são mais incluidos nos manuais militares. Esses manuais foram revisados. Essa `nova´generação de armas nucleares táticas é considerada como segura, sem perigo, assim como inócua. Os perigos da radiação nuclear já não são mais reconhecidos como tal. Não há mais impedimentos, ou obstáculos políticos para o uso de bombas termonucleares de baixo rendimento.
A `comunidade internacional´ endorssa a guerra nuclear em nome de uma Paz Mundial.
Mini-nukes: O sistema preferido de armamentos para uma `guerra nuclear preventiva´
Enquanto relatórios apresentam uma tendência de descrever as bombas B61 como uma relíquia da guerra fria, a realidade se apresenta de maneira diferente: os mini-nukes são os sistemas de armamentos preferidos da doutrina da guerra nuclear preventiva. Eles deverão ser usados em teatros de guerras convencionais, contra terroristas e `estados patrocinadores de terrorismo´, inclusive a República Islâmica do Irã.
Planos concretos para deslanchar um ataque nuclear preventivo contra o Irã tem estado na mesa de projetos do Pentágono desde 2004. Um ataque nuclear preventivo consistiria em dispor armas nucleares táticas B61 dirigidas contra o Irã. Planeja-se que o ataque deverá ser ativado a partir de bases militares na Europa Ocidental, Turquia e Israel.
Em 2007  a OTAN confirmou seu apoio à doutrina nuclear preventiva dos Estados Unidos num relatório entitulado `A caminho de uma grande estratégia para um mundo incerto: Renovando associações transatlânticas´. [3]
O relatório (que tem como autores os ex- chefes de equipe dos sectores de defesa dos EUA, Reino Unido, Alemanha, França e Países Baixos e que foi patrocinado pela Fundação Noaber da Holanda) propõe o uso de armas nucleares num ataque preventivo, de carácter não-retaliatório mas sim de carácter ofensivo iniciador (`first strike´)  contra países não-nucleares. Declaravam então que esse seria:
“o  intrumento ideal para uma resposta assimétrica – ao mesmo tempo também que o melhor instrumento  para uma escalação. Eles são também mais do que um instrumento, porque transformam a natureza de um conflito e alargam o seu alcance do regional para o global. Lamentávelmente, armas nucleares – e com elas a opção de usá-las pela primeira vez – são indispensáveis,  uma vez que simplesmente não há prospectos para um mundo não-nuclear.” (Ibid, p. 96-97, ênfases acrescentadas)
De acordo com os autores Irã constitui uma ameaça estratégica de principal importância – não só para Israel, “o qual ameaçou de destruir, mas também para toda a região.” (Ibid, p.45) O que é necessário é que Aliança Atlântica “restaure através de uma  escalação [militar] a capacidade de dissuasão.”
Nesse contexto o relatório endossado tanto pela OTAN como pelo Pentágono, contempla:
“a dominância da escalação, o uso de um saco cheio de cenouras e cacetetes – e realmente de todos os instrumentos suaves e severos,  indo de protestos diplomáticos a armas nucleares.” (Report, p.96, ênfases acrescentadas)
Em dezembro de 2011, menos de um ano depois da publicação da Avaliação do Serviço de Inteligência Nacional (NIE) de 2011, avaliação essa que sublinhava que Irã não tinha um programa de armas nucleares, uma `não opção para fora da mesa de projetos´ numa agenda dirigida contra o Irã, foi avançada pela administração de Obama.
O que representavam-se aqui mentalmente era uma postura militar planejada e coordenada pelo conjunto EUA-OTAN-Israel em relação ao Irã. Foi entendido, como foi confidenciado pelo ex Secretário da Defesa Leon Panetta, que Israel não iria agir unilateralmente contra o Irã. No caso de um ataque ao Irã, a “luz verde” deveria ser garantida por Washington.
“Qualquer operação militar contra o Irã por parte de Israel precisa de ser coordenada com os Estados Unidos e ter seu apôio”, disse Panetta.
Os vários componentes da operação militar iriam estar firmemente abaixo do Comando dos Estados Unidos e ser coordenados pelo Pentágono e pelo USSTRATCOM, na base Offutt da Força Aérea em Nebrasca. [4]
Ações militares por parte de Israel seriam levadas a cabo em estreita coordenação com o Pentágono. A estrutura de comando da operação é centralizada e ao fim e ao cabo, Washington decide se, e quando deslanchar uma ofensiva militar.
Em Março de 2013  a resolução em relação ao Irã de `todas as opções´ estava na agenda durante a visita oficial a Israel. Enquanto uma abordagem integrada EUA-OTAN-Israel em resposta `aos perigos de um Irã armado com armas nucleares´ tenha sido reafirmada, o tom da discussão ia na direção de uma ação militar contra o Irã.
A visita de Obama a Israel foi precedida por altos níveis de consultações bi-laterais, incluindo a visita do Chefe de Equipe da IDF Benny Gantz a Washington, em fevereiro, para discussões relacionadas ao Irã e a Síria com o Presidente do Conjunto dos Chefes de Equipe dos Estados Unidos, o General Martin Dempsey. Benny Gantz foi acompanhado pelo Major General Aviv Kochavi, diretor do Serviço de Inteligência Militar da IDF, no encontro com os seus contrapartes americanos. O novo chefe do Pentágono, Chuck Hagel, estará visitando Israel em abril, como parte de um encontro-de-continuação.
“Tweeters apontaram para o fato de que quando Obama tirou o seu paletó, Netanyahu imediatamente imitou o presidente. Tudo parecia muito bem coordenado. (Foto de twitter.com user @netanyahu)
No curso da visita de Obama, o primeiro-ministro Netanyahu reiterou a necessidade para “uma ameaça de ação militar clara e dígna de crédito [contra o Irã],” enquanto confidenciando que Israel poderia agir unilateralmente. A esse respeito vale a pena notar que em agôsto de 2012, uns poucos meses antes das eleições presidenciais nos Estados Unidos, uma fuga de informação vinda de um documento de instruções e informações da IDF (traduzido do hebraico) tinha revelado os detalhes do  “ataque de choque e pavor”  proposto por Netanyahu contra o Irã.
“O ataque de Israel será aberto por um ataque coordenado, que inclui um cyber-ataque sem precedentes … Uma barragem de dezenas de mísseis balísticos seriam lançados de Israel em direção ao Irã … vindos dos submarinos de Israel na vizinhança do Golfo Pérsico. Os mísseis estariam armados com elementos altamente explosivos equipados com pontas reforçadas, projetadas especialmente para penetrar alvos robustos e de grande dureza. … Uma barragem de centenas de mísseis de diversas distâncias irá abater sistemas de comando e controle, instalações de pesquisa e desenvolvimentos de projetos, … entre os alvos aprovados para ataque –   Shihab 3 e Sejil,  silos de mísseis balísticos, tanques de armazenamento para componentes químicos dos combustíveis para foguetes, instalações industriais que produzam sistemas para controle de mísseis, plantas de produção de centrífugas e outros.” – ênfases acrescentadas. [5]
Os detalhes do ataque mencionado na fuga de informação do documento de informações e instruções da IDF acima mencionado, pertencem sómente ao uso de sistemas de armamentos convencionais.
Esse artigo foi originalmente publicado em RT Op- Edge.
Michel Chossudovsky
Global Research 26 de março de 2013
RT Op- Edge 25 de Março de 2013
 
Tradução Anna Malm – *Licenciatura: Economia e Psicologia; Bacharelado: Ciência Política e Economia.Notas.
[1] (2007 National Intelligence Estimate Iran: Nuclear Intentions and Capabilities; November 2007, See also Office of the Director of National Intelligence (ODNI)
[2] (2007 National Intelligence Estimate Iran: Nuclear Intentions and Capabilities; November 2007)
[3] ‘Towards a Grand Strategy for an Uncertain World: Renewing Transatlantic Partnership’
[4] US Strategic Command Headquarters (USSTRATCOM) at the Offutt Air Force base in Nebraska
[5] (Quoted in Richard Silverstein, Netanyahu’s Secret War Plan: Leaked Document Outlines Israel’s ‘Shock and Awe’ Plan to Attack Iran, Tikun Olam and Global Research, August 16, 2012, emphasis added).

29-03-2013

Link permanente 11:28:21, por José Alberte Email , 1718 palavras   Português (GZ)
Categorias: Dezires

CANTA O MERLO: Francisco I e a repressão: algo a esconder?

http://www.outraspalavras.net/2013/03/17/francisco-i-e-a-repressao-algo-a-esconder/

Francisco I e a repressão: algo a esconder?
By
Amy Goodman
17/03/2013

Jornalista argentino que investigou relações entre ditadura e Igreja revela papel real de Bergoglio. Também prevê: Papa será um “conservador-populista”
Entrevista a Amy Goodman e Juan González, em Democracy Now | Tradução: Gabriela Leite
No início desta semana, o cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio foi eleito por seus pares como novo Papa da Igreja Católica. Assumiu o posto sob o título de Francisco. Imediatamente, vieram à tona os laços de cumplicidade mantidos entre a cúpula eclesiástica argentina e a ditadura militar, no poder entre 1976 e 83. Qual teria sido o papel de Bergoglio nestas relações perigosas?
Um dos principais jornalistas investigativos da Argentina, Horacio Verbitsky (hoje no diário “Pagina 12”) escreveu extensivamente sobre a carreira do Cardeal Bergoglio e suas ações no período, em que mais de 30 mil pessoas foram sequestradas e assassinadas. Uma ação judicial de 2005 acusou Jorge Bergoglio de estar conectado aos sequestros de dois padres jesuítas em 1976, Orlando Yorio e Francisco Jalics. A ação foi protocolada após a publicação do livro de Verbitsky, “O Silêncio: De Paulo VI a Bergoglio: As Relações Secretas entre a Igreja e a ESMA”. ESMA é a antiga Escola Superior de Mecânica da Marinha argentina, transformada em um centro de detenção onde prisioneiros eram torturados pela ditadura militar.
Bergoglio negou as acusações. Ele invocou duas vezes seu direito, sob a lei argentina, de recusar-se a depor no processo aberto para apurar os fatos. Quando finalmente o fez, em 2010, os ativistas de direitos humanos caracterizaram suas respostas como evasivas. Na última quarta-feira (13/3), Verbitsky falou a “Democracy Now” sobre o passado do novo Papa, e também sobre seu perfil.

Amy Goodman: Para começar, gostaria que você nos contasse o que acha importante para entendermos o perfil do novo Papa, Francisco.
O principal a se entender sobre Francisco I é que ele é um conservador populista, ao mesmo estilo de João Paulo II. É um homem de posições conservadoras fortes em questões de doutrina, mas com um toque popular. Prega em estações de trem, nas ruas. Vai até os bairros pobres para rezar. Não espera as pessoas irem até a igreja, vai até elas. Mas a mensagem é absolutamente conservadora. Ele opôs-se ao aborto, à lei do casamento homoafetivo. Lançou uma “cruzada contra o mal”, quando o Congresso estava aprovando esta lei, exatamente no mesmo estilo de João Paulo II. Isso é o que considero ser a característica principal do novo papa.
Juan González: Bem, talvez este conservadorismo seja característica comum de muitos cardeais consagrados nos dois últimos papados. Mas no caso de Bergoglio, existe também a questão de seu papel, ou das acusações sobre seu envolvimento na “Guerra Suja”, na Argentina. Você, que fez diversas reportagens investigativas sobre o tema, poderia nos dizer algo a respeito?
É claro. Ele foi acusado por dois padres jesuítas de tê-los denunciado aos militares. Faziam parte de um grupo sob direção de Bergoglio. Ele tornou-se o superior provincial da ordem, na Argentina, quando ainda muito jovem. Foi o provincial jesuíta mais novo da história: aos 36 anos [em 1972]. Durante um período de grande atuação política na Companhia de Jesus, ele estimulou o trabalho social dos jesuítas. Mas quando o golpe militar derrubou o governo de Isabel Perón, ele mantinha contato com os militares e pediu aos jesuítas para interromperem a ação social. Como recusaram-se a fazê-lo, deixou de protegê-los, e permitiu que os militares soubessem que eles não estavam mais sob proteção da Companhia de Jesus. Eles foram sequestrados e o acusam por esta ação. Ele nega. Ele disse a mim que tentou libertá-los, que falou com os ex-ditadores Videla e Massera para libertá-los.
Durante um longo período, ouvi duas versões: a versão dos dois padres sequestrados, que foram soltos depois de seis meses de tortura e cativeiro, e a versão de Bergoglio. Essa foi uma questão controversa e divisiva no movimento de direitos humanos a que pertenço, o Centro de Estudos Legais e Sociais (CELS). O presidente fundador do CELS, Emilio Mignone, afirmou que Bergoglio era cúmplice dos militares. Uma advogada do CELS, Alicia Oliveira, que era amiga de Bergoglio, conta outra parte da história, que Bergoglio os ajudou. Essas são as duas versões.
Mas durante a pesquisa para um dos meus livros, encontrei, no arquivo do ministério de Relações Exteriores da Argentina, documentos que, segundo entendo, encerram o debate e mostram o duplo padrão que orientou Bergoglio. O primeiro documento era uma nota na qual ele pedia ao ministro a renovação do passaporte de um desses jesuítas, sem que tivesse necessidade de voltar à Argentina. O segundo, é uma nota do oficial que recebeu a petição, recomendando a seu superior, o ministro, a recusa da renovação do passaporte. E o terceiro documento é uma nota do mesmo oficial, dizendo que esses padres tinham ligação com a subversão – era assim que os militares caracterizavam qualquer pessoa envolvida com a oposição do governo, política ou armada –; que ele havia sido preso na ESMA; e que essa informação fora dada pelo Padre Jorge Mario Bergoglio, provincial superior da Companhia de Jesus.
Isso significa, no meu entendimento, um duplo padrão. Ele pediu o passaporte para o padre em uma nota formal, com sua assinatura; mas, em privado, disse o oposto, e repetiu as acusações que fizeram os padres ser sequestrados.
Amy Goodman: Você pode explicar o que aconteceu a estes padres, Orlando Yorio e Francisco Jalics?
Ambos, quando soltos, estavam drogados, confusos. Foram transportados de helicóptero para a periferia de Buenos Aires e abandonados. Quando encontrados, dormiam sob efeito de drogas, em péssima condição. Haviam sido interrogados e torturados. Um dos interrogadores aparentava ter conhecimento de questões teológicas, o que levou um dos padres, Orlando Yorio, a pensar que seu próprio provincial, Bergoglio, estivesse envolvido no interrogatório.
Amy Goodman: Segundo este padre, o próprio Bergoglio teria feito parte de seu interrogatório?
Ele me disse que teve a impressão de que seu próprio provincial, Bergoglio, estava presente durante o interrogatório, no qual um dos interrogadores sabia bastante sobre questões teológicas. Quando solto, ele foi a Roma, onde viveu sete anos, antes de voltar à Argentina. Ao regressar, ligou-se à diocese de Quilmes, na Grande Buenos Aires, cujo bispo era um dos líderes do ramo progressista da igreja argentina, oposto ao de Bergoglio. Então, Orlando Yorio denunciou Bergoglio. Eu recebi seu testemunho quando Bergoglio foi eleito arcebispo de Buenos Aires. E também entrevistei Bergoglio, que negou as acusações, dizendo que defendeu os padres.
Orlando Yorio colocou-me em contato com o outro padre, Francisco Jalics, que vivia na Alemanha. Ele confirmou a história, mas não quis ser mencionado em minha matéria, porque preferia, segundo disse, não lembrar dessa triste parte de sua vida e perdoar. Acrescentou que havia passado muitos anos ressentido com Bergoglio, mas estava disposto a perdoar e esquecer. Quando publiquei meu livro sobre o caso, um jornalista argentino que havia sido discípulo de Jalics falou com ele e pediu que contasse a verdadeira história. Jalics respondeu que não iria nem afirmá-la, nem negá-la.
Juan González: Gostaria de indagar sobre outro padre que se envolveu com a Guerra Suja, Christian von Wernich, um antigo capelão do Departamento de Polícia na Argentina.
Ele foi condenado, e ele está na cadeia, em prisão comum. Mas a igreja argentina, durante o mandato de Bergoglio, não o puniu, em termos canônicos. Ele foi condenado pela justiça humana mas, pelos padrões da igreja, continua a ser um padre. Isso também diz algo sobre Bergoglio e a igreja argentina.
Juan González: Von Wernich estava envolvido em assassinatos, torturas e sequestros. Você poderia detalhar alguns dos crimes pelos quais foi condenado?
Von Wernich era parte ativa nas torturas e assassinatos. Foi condenado não apenas como cúmplice, mas como participante dos crimes. Estava presente durante sessões de tortura. E não há apenas um capelão envolvido, existem alguns outros que estão sob julgamento nesse momento. O capelão Regueiro está sob prisão domiciliar, por ser idoso. O capelão Zitelli, da província de Santa Fé, esteve presente em sessões de tortura. Vários capelões foram parte da Guerra Suja.
Amy Goodman: Gostaria de ler parte de um despacho do Departamento de Estado dos EUA, revelado pelo WikiLeaks, que faz referências ao padre Christian von Wernich, condenado em 2007 por cumplicidade em muitos casos de assassinato, tortura e prisões ilegais na Argentina durante o período militar. O texto observa que a condenação deu-se, cito, “no momento em que alguns observadores consideraram o Cardeal Primaz Católico Romano Bergoglio um líder da oposição ao governo de Kirchner, devido a seus comentários sobre questões sociais; o caso von Wernich poderia também ter efeito, alguns acreditam, de minar a autoridade moral de Igreja (e, por extensão, do Cardeal Bergoglio), ou sua capacidade de comentar questões políticas, sociais ou econômicas”. Horacio, você poderia comentar?
Podemos analisar este documento por partes. Primeiro, o Departamento de Estado considerou Bergoglio o chefe da oposição ao governo Kirchner. Eu concordo com esta avaliação. O Departamento de Estado também fala sobre a condenação do padre von Wernich ter, como possível objetivo, o de minar a posição de Bergoglio. Isso não é verdade, no meu entendimento. A condenação do padre von Wernich é uma consequência de um movimento que começou muito antes dos Kirchner chegarem ao poder e tem sua própria lógica judicial, não se subordina a um calendário político.
Amy Goodman: Gostaria de perguntar sobre o tema do ocultamento de prisioneiros políticos, quando uma delegação de direitos humanos foi à Argentina. Você pode relatar o episódio, as alegações e o eventual papel de Bergoglio?
Não, neste episódio Bergoglio não teve intervenção alguma. Quem agiu foi o cardeal que chefiava a igreja em Buenos Aires. À época, Bergoglio não era arcebispo. Quando a Comissão Interamericana de Direitos Humanos veio à Argentina, para investigar alegações de violação de direitos humanos, a marinha retirou 60 prisioneiros da ESMA e os levou a uma vila, usada pelo Cardeal Aramburu nos fins de semana. Este imóvel, na periferia de Buenos Aires, era também o local onde se celebrava, a cada ano, o final dos estudos, no seminário católico. A Comissão Interamericana visitou a ESMA, e não encontrou os prisioneiros que supostamente estariam lá.
Bergoglio não teve intervenção alguma no episódio. Na verdade, ele ajudou-me a investigar o caso. Deu-me a informação precisa sobre onde estavam os documentos atestando que a vila era propriedade do Arcebispado de Buenos Aires.

27-03-2013

Link permanente 22:04:39, por José Alberte Email , 681 palavras   Português (GZ)
Categorias: Dezires

CANTA O MERLO: Intensificar a campanha pela ruptura com a UE e as políticas do capital

Acontecimentos em Chipre
Intensificar a campanha pela ruptura com a UE e as políticas do capital

por KKE

O KKE exprime sua solidariedade com o povo cipriota contra a chantagem e as medidas anti-populares brutais impostas pela União Europeia e o FMI com a cumplicidade dos governos burgueses, inclusive o grego e o cipriota, a fim de preservar os interesses do capital. O "Não" ao plano da UE não é único. Há o "Não" do povo e o "Não" daqueles que desejam servir os interesses particulares dos monopólios.

Os diversos planos alternativos para o financiamento da economia cipriota (com a participação da Rússia e de outros Estados ou com uma tomada de empréstimo nacional, que terá um impacto negativo sobre as caixas da segurança social ou retornando à moeda nacional, como várias forças propõem), mesmo se fossem postos em prática constituiriam igualmente um impasse para os interesses do povo.

Eles apoiam-se na tomada de controle pelos monopólios de uma parte das riquezas energéticas do país. A luta entre estas duas fórmulas no quadro da UE nada tem a ver com os interesses do povo.

Verifica-se que a gestão da crise capitalista, com os monopólios a adquirirem uma posição dominante na economia e pela participação da UE ou outras alianças imperialistas, faz-se sempre em detrimento dos trabalhadores.

As medidas anti-populares não afectam somente a taxa sobre a poupança dos cipriotas mas põem em causa os direitos dos trabalhadores em Chipre, propõem privatizações e as mesmas medidas que esmagam o povo grego e os outros povos da UE. O facto de o plano do Eurogrupo referente à tributação da poupança dos cipriotas ter sido rejeitado pelo Parlamento não deve conduzir a uma posição de complacência no futuro. O povo cipriota deve utilizar este acontecimento para reforçar sua luta contra as medidas anti-populares.

Os acontecimentos em Chipre, com a escalada da ofensiva anti-popular, demonstram mais uma vez a amplitude da manipulação orquestrada por estas forças que difundiram no seio dos povos a ideia de que o acesso à UE traria prosperidade, convergência, solidariedade em favor dos povos. Eis o que é a União Europeia – e ela não poderá mudar.

A sua essência permanece a mesma, qualquer que seja a força que tenda a impor-se no seio da UE – a Alemanha e os países que com ela se alinham, ou então outros eixos e alianças como a aliança dos países do Sul como pretende o SYRIZA. Dito de outra forma, a UE é uma aliança predatória que ataca os trabalhadores no seu conjunto a fim de garantir a taxa de lucro dos grandes grupos económicos.

As últimas evoluções confirmam que hoje, nas condições de uma crise muito profunda, reforçam-se tendências centrífugas no seio da UE e da zona euro assim como a competição entre os países e as fracções do capital para saber que vai aproveitar mais com a crise, que vai sofrer as perdas menos importantes. A competição pelo controle dos recursos naturais e as vias de transporte energético reforça-se, em particular na região do Mediterrâneo oriental, o que implica perigos imprevisíveis para as populações.

O povo grego, o povo cipriota e os outros ovos da Europa podem e devem colocar sua marca sobre os acontecimentos. Devem rejeitar a chantagem do capital, da UE e do FMI. Não devem alinhar-se por trás de qualquer potência imperialista que seja. Devem seguir a via da retirada da UE e das alianças imperialistas.
Gabinete de imprensa do Comité Central do KKE

Ver também:
Statement of Andros Kyprianou, General Secretary of the C.C. of AKEL , 22/Mar/13
Statement by Andros Kyprianou, General Secretary of the C.C. of AKEL , 21/Mar/13
Statement of the Secretariat of the C.C. of AKEL , 16/Mar/13
Speech of Andros Kyprianou, General Secretary of the C.C. of AKEL, to the plenary of the House of Representatives in the debate on the bill for the haircut on deposits agreed between the Government and the Eurogroup , 19/Mar/13
"The unacknowledged secret" By Costas Christodoulides, Head of the European Affairs Department and member of the C.C. of AKEL , 08/Mar/13

Este comunicado encontra-se em solidarite-internationale-pcf.over-blog.net/...

Este comunicado encontra-se em http://resistir.info/ .

26-03-2013

Link permanente 23:56:03, por José Alberte Email , 3547 palavras   Português (GZ)
Categorias: Ensaio

CANTA O MERLO: ”O Papa de Washington”? Quem é o Papa Francis I? Cardinal Mario Bergoglio e a “Guerra Suja” da Argentina.

By Prof Michel Chossudovsky
Global Research, March 21, 2013

O conclave do Vaticano elegeu o Cardinal Jorge Mario Bergoglio como o Papa Francis I
Quem é Jorge Mario Bergoglio?
Em 1973 ele foi nomeado o “provincial” da Argentina para a Companhia dos Jesuitas.
Nessa capacidade Bergoglio foi o mais alto dignitário da Ordem Jesuíta da Argentina durante a ditadura militar liderada pelo General Jorge Videla (1976-1983).
Mais tarde ele foi nomeado bispo e depois arcebispo de Buenos Aires. O Papa João Paulo II o consagrou Cardinal em 2001.
Quando a junta militar abandonou o poder em 1983, o devidamente eleito presidente Raúl Alfonsin abriu um inquérito, a Comissão da Verdade, para investigar os crimes relacionados com que ficou conhecidos como a Guerra Suja – “La Guerra Sucia”.
A junta militar tinha sido encobertamente apoada por Washington.
O Secretário do Estado norteamericano, Henry Kissinger, fez o seu papel nos bastidores do golpe militar de 1976.
O vice-representante mais importante de Kissinger na América Latina, William Rogers, o informou dois dias depois do golpe que “teremos que esperar uma quantia considerável de repressão, provávelmente muita sanguenta, dentro em pouco tempo.”…(Arquivo da Segurança Nacional, 23 de março, 2006)
 
“Operação Condor”
Um grande julgamento foi ironicamente aberto em 5 de março 2013, uma semana antes da investidura do Cardinal Bergoglio como Pontífice. O processo sendo desenvolvido em Buenos Aires tem em vista:
 “uma avaliação da totalidade dos crimes cometidos abaixo da Operação Condor, uma campanha coordenada por vários ditadores da América Latina, apoiados pelos Estados Unidos nos anos de 1970 e 1980, para caçar, torturar e matar dezenas de milhares de oponentes desses regimes militares”
Para mais detalhes veja Operation Condor: Trial On Latin American Rendition and Assassination Program By Carlos Osorio and Peter Kornbluh,,March 10, 2013.
(Foto acima: Henry Kissinger e General Jorge Videla (anos de 1970)

 
NÃO CLASSIFICADO     8/3/76
DEPARTAMENTO DO ESTADO
Washington D.C.
DO:  Secretariado
PARA: ARA – Harry W. Shlaudeman
ARA RELATÓRIO MENSAL( JULHO)
A TERCEIRA GUERRA MUNDIAL E A AMÉRICA LATINA
Os regimes militares do cone sul da América do Sul veêm-se
como tendo que pôr-se em ordem de batalha:
–  de um lado pelo marxismo internacional e seus exponentes terroristas, e
– do outro lado pela hostilidade das democracias industriais que são enganadas pela propaganda marxista.
Em resposta eles estão se unindo no que se poderá tornar num bloco político de uma certa coesão. Mas, mais importante, eles estão juntando forças para erradicar a “subversão”, uma palavra que mais e mais vem se tornando num sinônimo de oposição não-violenta de esquerda, e de centro-esquerda. As forças de segurança do cone sul
–  agora estão a coordenar mais estritamente suas atividades de inteligência;
–  estão também operando nos territórios dos países uns dos outros em busca de “subversivos”;
– eles estabeleceram a Operation Condor para achar e matar terroristas do “Comité Revolucionário de Coordenação” nos seus próprios países, e na Europa. O Brazil está cooperando, mas não em operações homicidas.
 
A junta militar liderada pelo General Jorge Videla (a esquerda) foi responsável por incontáveis assassinatos, incluindo assassinatos de  sacerdotes e freiras que se opuseram ao domínio militar que acompanhou  o golpe patrocinado pela CIA, golpe esse que derrubou  o governo de Isabel Peron,  em 24 de março de 1976.
“Videla estava entre os generais que foram condenados por crimes contra os direitos humanos, crimes esses que incluiam  “desaparecimentos”, tortura, assassinatos, e sequestramentos. Em 1985, Videla foi sentenciado a prisão perpétua, na prisão militar de Magdalena.
Wall Street e a Agenda Econômica Neoliberal
Uma das nomeações mais importantes da junta militar (como consequência das intruções de Wall Street) foi a do Ministro da Economia, José Alfredo Martinez de Hoz, um membro do estabelecimento de negócios, comércio e investimentos da Argentina; um amigo íntimo de David Rockefeller.
O pacote neoliberal da política macro-econômica adotada sob Martinez de Hoz foi uma “cópia-carbono” daquela imposta em outubro de 1973 no Chile pela ditadura de Pinochet abaixo dos conselhos vindos dos “Meninos de Chicago”- “Chicago Boys”; política essa imposta depois do golpe de estado de 11 de setembro de 1973, e do assassinato do presidente Salvador Allende.
Os salários foram imediatamente congelados, por decreto. O poder aquisitivo real no país caiu em colápso por mais de 30 porcento, nos tres meses que se seguiram ao golpe militar de 24 de março de 1976. (Avaliações do autor, Cordoba, Argentina, julho de 1976). A população argentina ficou repentinamente empobrecida.
Abaixo da direçäo do Ministro da Economia José alfredo Martinez de Hoz, a política monetária do banco central foi em grande parte determinada por Wall Street e pelo  FMI, o Fundo Monetário Internacional. O mercado de câmbio foi manipulado. O Peso argentino foi propositadamente posto acima do seu valor real, o que levou a um débito exterior insuperável. Toda a Economia Nacional foi precipitada à falência.
 
 
(Foto acima: Da esquerda para a direita: José Alfredo Martinez de Hoz, David Rockefeller e General Jorge Videla)
Wall Street e a Hierarquia da Igreja Católica  
Wall Street esteve sólidamente apoiando a junta militar que empenhava-se na “Guerra Suja” em benefício da mesma. Por seu turno, a hierarquia da Igreja Católica teve o papel, um papel central, de manter a legitimidade da junta militar.
A Ordem dos Jesuitas  –que representava a Conservadora, mas no entanto a mais influente facção da Igreja Católica-  estava intimamente associada com a elite econômica da Argentina, e isso contra os chamados “de esquerda” do movimento Peronista.
“A Guerra Suja”: Alegações dirigidas contra o Cardinal Jorge Mario Bergoglio
Condenar a ditadura militar (inclusive suas violações dos direitos humanos) era um tabú na Igreja Católica. Enquanto os altos escalões da Igreja apoiavam a junta militar, a base popular da mesma estava firmemente contra a imposição do governo militar.
Em 2005  a advogada de direitos humanos Myriam Bregman entrou com um processo judicial contra o Cardinal Jorge Bergoglio, acusando-o de conspirar com a junta militar quando do sequestro de dois padres jesuítas em 1976.
Alguns anos mais tarde, os sobreviventes da “Guerra Suja” acusaram abertamente o Cardinal Jorge Bergoglio de cumplicidade nos sequestros dos padres Francisco Jalics e Orlando Yorio, assim como nos sequestros de seis membros de suas paróquias, (El Mundo, 8 de novembro de 2010)
 
 
(Foto acima: Jorge Mario Bergoglio e General Jorge Videla)
Bergoglio, que na época era o “provincial” da Companhia dos Jesuitas, tinha dado ordens para que os dois padres, jesuitas, “de esquerda”,  e oponentes do governo militar “deixassem seus trabalhos paroquiais”, o que quer dizer que foram despedidos. Isso acompanhando divisões na Companhia dos Jesuitas quanto ao papel da Igreja Católica em relação a junta militar.
Enquanto os dois padres – Francisco Jalics e Orlando Yorio – sequestrados pelos esquadrões da morte em maio de 1976 foram soltos cinco meses mais tarde depois de terem sido torturados; outras seis pessoas relacionadas a paróquia, pessoas essas que também tinham sido sequestradas na mesma operação, foram dadas como “desaparecidas”. Esses sequestrados desaparecidos eram quatro professores e dois dos maridos de duas das professoras do grupo dos seis.
De quando de sua libertação o padre Orlando Yorio acusou Bergoglio de efetivamente os terem entregue [incluindo as seis outras pessoas] para os esquadrões da morte … Jalics se recusou a discutir a queixa depois de ter entrado em reclusão num monastério alemão.” (Associated Press, 13 de março de 2013, ênfases acrescentadas).
“Durante o primeiro julgamento da junta militar em 1985, Yorio declarou: “Eu tenho certeza de que ele mesmo deu uma lista com os nossos nomes para a Marinha.” Os dois padres tinham sido levados para o centro de tortura da Escola de Mecânica da Marinha (ESMA na sigla inglesa) e mantidos lá por cinco meses antes de serem arrastados e jogados numa cidade dos subúrbios. (Veja Bill van Auken, “The Dirty War” Pope, World Socialist Website and Global Research, March 14, 2013)
Entre aqueles “desaparecidos” pelos esquadrões da morte estavam Mónica Candelaria Mignone e María Marta Vásquez Ocampo. Mónica Mignone era filha do fundador do Centro de Estudos Legais e Sociais, CELS, e María Marta Ocampo era filha da presidente das Madres de Plaza de Mayo, Martha Ocampo de Vásquez (El Periodista Online, março 2013).
María Marta Vásquez, seu marido César Lugones (veja foto)  e Mónica Candelaria Mignone alegadamente “entregues aos esquadrões da morte” pelo provincial” jesuita Jorge Mario Bergoglio estão entre os milhares de “desaparecidos da “Guerra Suja” da Argentina, a qual foi encobertamente apoiada por Washington, abaixo da “Operação Condor”.  (Veja memorialmagro.com.ar)
No decorrer do julgamento iniciado em 2005:
 “Bergoglio [Papa Francis I] por duas vezes invocou seu direito abaixo da lei argentina de poder se recusar a apresentar-se em tribunal público, e quando ele afinal testemunhou em 2010 suas respostas foram evasivas”. “Pelo menos dois casos envolviam Bergoglio diretamente. Um examinava a tortura de dois dos seus padres jesuitas – Orlando Yorio e Francisco Jalics – que tinham sido sequestrados em 1976 em bairros pobres onde eles defendiam a teologia da liberação. Yorio acusou Bergoglio de efetivamente os terem entregue aos esquadrões da morte … do quando recusando-se a declarar ao regime que ele endossava o trabalho desses dois seus padres.  Jalics recusou-se a comentar o caso depois de ter se retirado para um monastério alemão.” (Los Angeles Times, 1 de abril, 2005)
“Santa comunhão para os ditadores”
As acusações dirigidas contra Bergoglio em relação aos dois padres jesuitas e aos seis membros das paróquias dos mesmos, seriam sómente a ponta do icebergue. Conquanto Bergoglio fosse uma pessoa importante da Igreja Católica, ele não seria o único a apoiar a junta militar.
De acordo com a advogada Myriam Bregman:   “As próprias declarações de Bergoglio provam que representantes oficiais da igreja sabiam, e isso logo do começo que a junta estava torturando e matando seus cidadãos” e ainda assim endossaram publicamente os ditadores. “A ditadura não poderia ter agido dessa maneira sem esse apoio chave,” (Los Angeles Times, 1 abril de 2005, ênfases acrescentadas.
(Foto acima: General Jorge Videla comungando. A data e o nome do padre não confirmados)
Toda a hierarquia católica estava apoiando a ditadura militar patrocinada pelos Estados Unidos. Vale a pena recordar que em 23 de março de 1976, na véspera do golpe militar:
“Videla e outros conspiradores receberam a benção do arcebispo do Paraná, Adolfo Tortolo, que também serviu como o vigário das forças armadas. No próprio dia da tomada do poder, os líderes militares tiveram um longo encontro com os líderes da conferência dos bispos. Quando ele saiu dessa conferência o arcebispo Tortolo declarou que mesmo que “a igreja tenha sua própria missão específica … há circunstâncias nas quais ela não pode deixar de participar, mesmo quando isso relacione-se a problemas da ordem específica do estado.” Ele fez mesmo pressão moral para que os argentinos “cooperassem duma maneira positiva” com o novo governo.”   (The Humanist.org, janeiro de 2011, ênfases acrescentadas)
Numa entrevista conduzida pelo El Sur, o General Jorge Videla, que agora está servindo uma pena de prisão perpétua, por causa dos seus crimes contra a humanidade confirmou que:
 “Ele tinha mantido a hierarquia católica do país informada quanto a “fazer desaparecer” oponentes políticos, e que os líderes católicos tinham oferecido conselhos de como “conduzir” a política de desaparecimentos.
Jorge Videla disse que ele tinha tido “muitas conversações” com o Cardinal Raúl Francisco Primatesta, da Argentina, a respeito da guerra suja do governo contra os ativistas da esquerda. Ele disse que também havia havido conversações com outros bispos líderes da conferência episcopal na Argentina, assim como com o núncio papal do país na época, Pio Laghi. “Eles nos aconselharam a respeito da maneira de como lidar com a situação,” disse Videla” (Tom Henningan, Former Argentinian dictator says he told Catholic Church of disappeared, Irish Times, 24 de julho de 2012, ênfases acrescentadas)
É de valor o observar-se, que de acordo com uma declaração do arcebispo Adolfo Tortolo, os militares deveriam sempre consultar com alguma membro da alta hierarquia católica no caso de “prisão” de algum membro nas alas mais baixas da hierarquia do cléro. Essa declaração foi feita especialmente em relação aos dois padres jesuitas sequestrados, dos quais as atividades pastorais estavam abaixo da autoridade do “provincial” da Companhia Jesuita, Jorge Mario Bergoglio. (El Periodista Online, março de 2013).
Em endossando a junta militar, a hierarquia católica foi cúmplice de tortura e de morte de massas, num estimado de “22.000 mortos e desaparecidos, de 1976  a 1978. …  Milhares de outras vítimas foram mortas entre 1978 e 1983, quando os militares foram forçados a deixar o poder.” (Arquivo da Segurança Nacional, 23 de março de 2006).
O papel do Vaticano
O Vaticano abaixo da direção do Papa Paulo VI e do Papa João Paulo II fez um papel central em apoiando a junta militar argentina.
Pio Langhi, o Núncio Apostólico do Vaticano na Argentina admitiu o conhecimento a respeito de tortura e massacrres.
Langhi tinha contatos pessoais com membros da direção da junta militar incluindo o General Videla e o Almirante Emilio Eduardo Massera.
O Almirante Emilio Massera, em próximo contacto com seus dirigentes americanos, foi o mentor “Da Guerra Suja”. Abaixo dos auspícios do regime militar ele estabeleceu:
“um centro de interrogatório e tortura na Escola Naval de Mecânica – Naval School of Mechanics, ESMA [perto de Buenos Aires], … Esse era um estabelecimento sofisticado, para muitos fins, vital ao plano militar de assassinar cerca de 30.000 “inimigos do estado”. …Muitos milhares dos prisioneiros da ESMA, incluindo, por exemplo, duas freiras francesas, foram de maneira rotineira torturados brutalmente sem misericórdia, antes de serem assassinados ou jogados de algum avião no Rio de la Plata.
(Veja foto acima: O Nuncio do Vaticano Pio Langhi e o General Jorge Videla)
Massera, o membro mais vigoroso do triunvirato, fez o seu melhor para manter seus elos com Washington. Ele participou no desenvolvimentoo do Plano Condor, que era um plano de colaboração para coordenar o terrorismo sendo praticado pelos regimes militares sulamericanos. (Hugh O´ Shaughnessy,   Amiral Emilio Massera: Naval officer who took part in the 1976 coup in Argentina and was later jailed for his part in the junta’s crimes,  The Independent, 10 de novembro de 2010, ênfases acrescentadas)
Relatórios confirmam que o representante do Vaticano Pio Laghi e Amiral Emilio Massera eram amigos.
(Foto: Almirante Emilio Massera, o arquiteto da “Guerra Suja” sendo recebido pelo Papa Paulo VI, no Vaticano)
A Igreja Católica: Chile vs Argentina
Tem valor por si mesmo o notar-se que nas águas do golpe militar no Chile, em 11 de setembro de 1973, o Cardinal de São Tiago do Chile,  Raul Silva Henriquez, tinha condenado abertamente a junta militar liderada pelo General Augusto Pinochet. Em forte  contraste com a Argentina, a posição da hierarquia católica no Chile foi eficaz em pôr freio as ondas de assassinatos polítiocs, assim como conter a extensão das violações dos direitos humanos cometitas contra os apoiantes de Salvador Allende e os oponentes do regime militar.
O homem atrás do ecumênico, e não-partidário, Comité Pro-Paz era o Cardinal Raúl Silva Henríquez. Logo depois do golpe, Silva… tomou o papel de “atores” – “upstander”, esse sendo um termo em inglês que a autora e ativista Samantha Power criou para distinguir pessoas que se levantavam contra a injustiça – muitas vezes a custo de grandes riscos pessoais – dos que denominava então, de “expectadores”.
… Logo após o golpe, Silva e outros líderes da igreja do Chile publicaram uma declaração condenando as ações dos golpistas e exprimindo dor e desgosto pelo derramamento de sangue. Esse foi um ponto fundamental de reversão para muitos membros do cléro chileno … O Cardinal Raul Silva Henriquez visitou o Estádio Nacional, e escandalizado pela escala da violência desintegradora, instruiu seus auxiliares a começarem a documentar os acontecimentos reunindo informação das milhares de pessoas que voltavam-se as igrejas, para refúgio.
As ações do Cardinal  Silva o levaram a um conflito aberto com Pinochet, que não hesitou em ameaçar a igreja e o Comité Pro-Paz (Taking a Stand Against Pinochet: The Catholic Church and the Disappeared – pdf)
Se a hierarquia católica na Argentina e Jorge Mario Bergoglio tivessem tomado uma posição semelhante a do Cardinal Raul Silva Henriquez, milhares de vidas teriam sido salvas, também na Argentina.
Jorge Mario Bergoglio não era, nas palvras de Samantha Powers um expectador, “bystander”. Ele foi cúmplice em crimes contra a humanidade, crimes esses que foram muito abrangentes.
O Papa Francis I não é “um homem do povo” cometido a “ajudar os pobres” nas pegadas de São Francisco de Assis, como retratado em côro pela mantra da mídia ocidental. Muito pelo contrário: os seus esforços durante a junta militar, consistentemente atacando progressivos membros do cléro católico, assim como os ativistas empenhados em salvaguardar dos direitos humanos, ativistas esses envolvidos em implementar programas contra a grande miséria e pobreza.
Em apoiando a “Guerra Suja” argentina, José Mario Bergoglio violou abertamente os próprios dogmas e doutrinas da moralidade cristã, dogmas e doureinas esses que dão grande valor a vida humana.
“Operação Condor” e a Igreja Católica
A eleição do Cardinal Bergoglio pelo conclave do Vaticano para servir como Papa Francis I terá repercussões imediatas em relação ao corrente julgamneto  “Operação Condor”, em Buenos Aires.
A Igreja estava envolvida em apoiar a junta militar. Esse é um fator que irá emergir no decorrer dos procedimentos do processo judicial. Não há dúvidas de que lá haverá esforços para obscurecer o papel da hierarquia católica e a recente nomeação do Papa Francis I, que serviu como chefe da Ordem Jesuita da Argentina durante a ditadura militar.
Jorge Mario Bergoglio: O Papa de Washington no Vaticano?
A eleição do Papa Francis I tem grandes implicações para toda a região da América Latina
Nos anos de 1970, Jorge Mario Bergolio apoiou a ditadura militar patrocinada pelos Estados Unidos.
A hierarquia católica da Argentina apoiou o governo militar. O programa militar de tortura, assassinatos e “desaparecimentos” de milhares de oponentes políticos foi apoiada e coordenada por Washington, durante a “Operação Condor”, da CIA.
Os interesses da Wall Street foram sustentados através do gabinete de Jose Alfredo Martinez de Hoz no Ministério da Economia.
A Igreja Católica na América Latina tem influência política. A Igreja também exerce um  controle sobre a opinião pública. Isso é sabido e compreendido pelos arquitetos da política exterior dos Estados Unidos, assim como dos sectores de inteligência dos mesmos.
Na América Latina onde governos estão agora desafiando a dominância dos EUA, se pode esperar – dado os antecedentes de Bergoglio –  que o novo Pontífice Francis I, como líder da Igreja Católica na América Latina irá, de facto,  desempenhar um papel político discreto e as encobertas, mas a favor de Washington.
Com Jose Mario Bergoglio, Papa Francis I no Vaticano – homem esse que fielmente serviu os interesses dos Estados Unidos no dias de apogeu do Generla Jorge Videla e Almirante Emilio Massera – a hierarquia da Igreja Católica na América Latina poderá mais uma vez ser efetivamente manipulada para underminar governos “progressistas”, ou seja, de esquerda, não só na Argentina (em relação ao governo de Cristina Kirschner) como também através de toda a região sulamericana, incluindo Venezuela, Equador e Bolívia.
A instalação de “um papa pro-EUA” ocorreu uma semana após a morte do presidente Hugo Chavez.
“Troca de Regime” no Vaticano  
O Departamento do Estado dos Estados Unidos como uma questão de rotina faz pressão sobre membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas com o fim de influenciar os votos pertencentes as resoluções do Conselho de Segurança.
Também como uma questão de rotina as operações encobertas assim como as campanhas de propaganda dos Estados Unidos são empregadas com o objetivo de influenciar eleições nacionais, em diferente países ao redor do mundo.
A CIA de maneira similar também tem tido uma longa relação encoberta de afinidade com o Vaticano.
Teria o governo dos Estados Unidos tentado influenciar o resultado da eleição do novo pontífice?
Fortemente envolvido em servir os interesses da política exterior dos Estados Unidos na América Latina, Jorge Mario Bergoglio era o candidato preferido de Washington.
Teriam discretas pressões encobertas sido exercidas por Washington dentro da Igreja Católica, pressões essas que direta ou indiretamente, poderiam ter caido sobre os 115 cardinais, membros do conclave do Vaticano?
 
Notas do Autor
No começo do regime militar em 1976, eu estava trabalhando como professor visitante no Instituto de Política Social da Universidade Nacional de Cordoba, Argentina. O ponto focal da minha pesquisa, nesse tempo, era a investigação dos impactos sociais das mortais reformas macro-econômicas adotadas pela junta militar.
Eu era professor na Universidade de Cordoba  durante a onda inicial dos assassinatos, a qual também mirava membros progressivos da bases populares do cléro católico.
A cidade industrial de Córdoba, localisada no norte da Argnetina,  era o centro do movimento de resistência. Eu fui testemunha de como a hierarquia católica, activa e de maneira rotineira apoiava a junta militar, criando uma atmosfera de intimidação e medo através de todo o país. O sentimento geral nesse tempo era de que a Argentina tinha sido traida pelos altos escalões da Igreja Católica.
Tres anos antes quando do golpe militar no Chile em 11 de setembro de 1973,  o qual levou a derrubada do governo da Unidade Popular de Salvador Allende, eu estava trabalhando como professor visitante no Departamento de Economia da Universidade Católica do Chile, em Santiago do Chile.
Nas imediatas consequências do golpe do Chile eu fui testemunha de como o Cardinal de Santiago, Raul Silva Henriquez –  agindo em nome da Igreja Católica -  confrontou a ditadura militar.
Michel Chossudovsky
Global Research (atualizado em 16 de março de 2013)
14 de março de 2013-03-18
 
Artigo em inglês :

“Washington’s Pope”? Who is Pope Francis I? Cardinal Jorge Mario Bergoglio and Argentina’s “Dirty War”, March 16, 2013
 
Tradução Anna Malm – *Licenciatura: Economia e Psicologia; Bacharelado: Ciência Política e Economia.

24-03-2013

Link permanente 19:05:04, por José Alberte Email , 348 palavras   Português (GZ)
Categorias: Dezires

CANTA O MERLO: Acelera-se o descalabro da União Europeia

http://www.resistir.info/europa/chipre_20mar13.html

Chipre: Draghi utiliza o bloqueio monetário
– Medida equivale a um "acto de guerra"

por Jacques Sapir

O "bloqueio monetário" de Chipre que acaba de ser posto em acção pelo BCE é um acto de uma gravidade extraordinária, cujas consequências devem ser cuidadosamente estudadas. A decisão do sr. Mario Draghi abrange dois aspectos: em primeiro lugar o BCE não alimenta mais o Banco Central de Chipre com papel-moeda (ponto que não parece essencial pois as reservas de cash parecem importantes) e além disso interrompe as transacções entre os bancos cipriotas (assim como as empresas baseadas em Chipre, sejam ou não cipriotas) pois doravante já não podem fazer transacções com o resto da zona Euro. Por outro lado, a decisão equivale a um "bloqueio" económico, ou seja, nos termos do direito internacional a uma acção equivalente a "acto de guerra". É portanto terrível a gravidade da decisão tomada por Mario Draghi. Ela poderia também prestar-se a contestação diante dos tribunais internacionais. Mario Draghi poderia, por isso, encontrar-se um dia diante de um tribunal, internacional ou não.

Sobre a interrupção das relações entre bancos cipriotas e a zona Euro, o argumento invocado é a "dúvida" sobre a solvabilidade dos ditos bancos cipriotas. Isto é evidentemente um puro pretexto pois há "dúvidas" desde Junho último. Todo o mundo sabe que com as consequências do "haircut" imposto sobre os credores privados da Grécia foram fragilizados consideravelmente os bancos de Chipre. O BCE não havia reagido na ocasião e não considerava o problema da recapitalização destes bancos como urgente. O BCE decidiu-se a fazê-lo no dia seguinte à rejeição pelo Parlamento cipriota do texto do acordo imposto a Chipre pelo Eurogrupo e a Troika. Não era possível ser mais claro. A mensagem enviada por Mario Draghi é portanto a seguinte: ou vocês se dobram ao que NÓS decidimos ou sofrerão as consequências. Isto não é apenas uma mensagem, é um ultimato. Verifica-se aqui que todas as declarações sobre o "consenso" ou a "unanimidade" que teria presidido à decisão do Eurogrupo não são senão máscaras frente ao que é realmente um Diktat .
20/Março/2013

Link permanente 18:36:27, por José Alberte Email , 469 palavras   Português (GZ)
Categorias: Novas

CANTA O MERLO: A igreja Bergoglio e a sua cumplicidade com o plano sistemático de roubos de bebés

Declaçons de umha neta recuperada polas Avós. A igreja e a sua cumplicidade com o plano sistemático de roubos de bebés

A poucos dias de se cumprire um novo aniversário do golpe genocida, Maria Vitória Moyano, neta recuperada, integrante do CeProDH (Centro de Profissionais polos Direitos Humanos) e quereladora nos julgamentos polo Plano Sistemático de Roubo de Bebés e Plano Condor, fizo questom de sacar à luz a denúncia que desde esse organismo vem realizando sobre os laços da Igreja católica e a ditadura, em particular sobre um facto muito concreto: o Plano Sistemático de Roubo de Bebés.

A respeito disso, María Vitória lembrou que "nom se pode assinalar ao papa Bergoglio somente polas suas omissons ou polo silêncio cúmplice da máxima hierarquia da Igreja com o genocídio, senom também porque quando foi consultado nos julgamentos sobre se conhecia ou nom a existência de crianças roubados às presas desaparecidas, e logo apropriados, mentiu ao dizer que se deu conta no ano 2000, para logo ratificar e afirmar que o fixo desde o Julgamento às Juntas. Ademais, no ano 1977 estava dar conta também do caso de Elena de la Cuadra, o que consta em documentaçom e polo testemunho dos familiares. Acha-o que está mais que claro que Bergoglio mentiu e segue mentindo".

Assim mesmo, Moyano concretizou que "a Igreja nom só abençoou os crimes da ditadura, senom que colaborou activamente. Devemos lembrar ao fatal Movimento Familiar Crista (MFC), umha entidade que operou activamente na apropriaçom dos filhos de desaparecidos durante a última ditadura militar. A sua actuaçom nom era autónoma, estava legitimada por ser umha organizaçom acreditada polo Episcopado, o que lhe permitiu entregar em adopçom aos bebés através de um convénio com a Secretaria do Menor. Leste "branqueio" dos seqüestros de crianças ocorreu dezenas de vezes, com o MFC actuando como agência e medianeiro".

Por sua vez, lembrou que "esta entidade facilitava os trâmites para os pais candidatos, em geral donos ou pessoal hierárquico de grandes empresas, mesmo multinacionais e famílias acomodadas que elegiam os bebés mascotes, como revelou umha investigaçom da jornalista alemá Gaby Weber na que saiu à luz que gerentes de empresas multinacionais alemás como a farmacêutica Bayer e a automotriz Mercedes Benz apropriaram-se de bebés com o Movimento Familiar Crista como intermediário". Ademais, Maria Vitória explicou que na actualidade o MFC está a ser investigado polo Julgado Federal N.º 3 de Jorge Ballesteros, já que se suspeita que tivo participaçom no roubo em mais de 70 casos de bebés dos 119 que se investigam.

Finalmente, Maria Vitória denunciou: "Também aqui Bergoglio está estreitamente entrelaçado: os actuais presidentes do MFC foram designados polo saliente papa Benedito XVI como membros do Conselho Pontifício para a Família. O Conselho Pontifício para a Família tem no seu comité de presidência ao ex cardeal e agora máximo chefe da Igreja católica, Jorge Mário Bergoglio".

23-03-2013

Link permanente 18:16:10, por José Alberte Email , 712 palavras   Português (GZ)
Categorias: Ensaio

CANTA O MERLO: O que em verdade busca a Troika - Fame e Miséria graças a estafa dos banqueiros europeios

http://www.voltairenet.org/article177927.html

O que em verdade busca a Troika

por Xavier Caño Tamayo

Apesar dos milhares de milhons de euros já desembolsados para salvar a banca, a crise que estremece as economias da Uniom Europeia nom mingua de nengumha maneira. Ou nom seria mais justo denominá-la estafa?

Europa vai de mal a pior e até Alemanha vê as orelhas ao lobo com a travada nas suas exportaçons. Em Espanha, o incremento do IVE [o imposto sobre o valor acrescentado] foi letal para o consumo interno. Como mortais som também as rebaixas dos salários dos empregados públicos, os despedimentos, a congelaçom das pensons e os recortes em prestaçons para desempregados, que alcançam agora 26%. Enquanto, a segurança social perde e perde filiados e cotizaçons mês trás mês.
Em Portugal, consolida-se a tendência ao pago de umha série de serviços da saúde pública, o qual fai muito vulnerável à cidadania, enquanto que outra reforma laboral abarata mais o despedimento e a alça dos impostos empobrece mais à cidadania comum (nom aos ricos). Todas essas medidas, às que se agrega a privatizaçom de diversas empresas públicas, som puro saque. E que dizer da Grécia?

Umha recente investigaçom do Center for Economic and Policy Research de Estados Unidos demonstra que as políticas de austeridade que o Fundo Monetário Internacional (FMI) impom a Europa som muito prejudiciais para a imensa maioria da cidadania, porque provoca efeitos contrários aos que di buscar. Talvez por isso quase nom começam a se ouvir algumhas vozes críticas contra a política de austeridade.

O próprio Olivier Blanchard, economista-chefe do FMI, reconheceu que é um erro recomendar, sem matizes, recortes orçamentais aos governos europeus, porque isso pode travar o crescimento económico. Mas os economistas do FMI teimam em manter essa política, no quanto de emenda-la, e mesmo insistem em que os funestos resultados actuais nom significam que a política de austeridade seja «má». Apesar da ruína do povo português, o FMI aconselha a Passos Coelho, lhe primeiro-ministro de Portugal, que despede a mais funcionários, que alargue o horário laboral dos empregados públicos (pagando-lhes o mesmo salário), que reduza ainda mais as prestaçons por desemprego e que rebaixe ainda mais as pensons “para ser competitivos”.

Talvez para o FMI seja irrelevante que o desemprego alcance já 17% e que o PIB (produto interno bruto) já vá a retroceder em 1,5 em 2013. Que significa ser «competitivo» se a maioria de cidadaos afundam-se na pobreza?

Tam estúpida é a Troika? A soluçom está na história muito recente.

Em 1953, só 4 anos depois da sua fundaçom, a República Federal da Alemanha sumia-se sob o peso das suas dívidas e ameaçava com arrastar na sua derrube aos demais naçons europeias. Naquele entom, os 21 países credores da RFA reunírom-se em Londres e decidiram ajustar as suas exigências à capacidade de pago do país devidor. Reduziram a dívida acumulada em 60% e concederam umha moratória de 5 anos mais um adiamento de 30 anos para a reembolsar e, ademais, incluírom nos acordos umha cláusula de desenvolvimento que estabeleceu que o país devidor -lembremos que se tratava da República Federal da Alemanha- dedicaria ao pago da dívida só a vigésima parte dos seus ingressos por conceito de exportaçons.

Por que Europa nom actua hoje da mesma maneira?

Talvez porque o objectivo real prioritário da Troika nom seja cobrar a dívida. Talvez porque o que se busca é desmantelar os direitos sociais na Europa (o mal chamado Estado de bem-estar, porque podem-te pedir que tenhas menos bem-estar, mas nom que renuncies aos teus direitos). Talvez porque esta crise permite à minoria rica aumentar obscenamente os seus benefícios, como o demonstram os dados.

Mas o que toca é anular a maior parte da dívida porque se trata, ademais, de umha dívida impagável. Como explica John Ralston, há que acabar com toda a dívida porque essa dívida está a afundar a Europa. E, metaforicamente, propom Ralston que «guardemos» a dívida num sobre, que escrevamos no sobre «muito importante», que o metamos numha gaveta, fechemos-la com chave e... chimpemos a chave.

Se nom se anula grande parte da dívida, à vez que se refai os sistemas fiscais progressivos e começa-se a arrombar em toda a regra aos paraísos fiscais, e também à banca na sombra, a Europa nom a salva nem a misericórdia divina. Se a houvesse.

Xavier Caño Tamayo

Fonte
Contralínea (Mexico)

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