27-09-2013

  18:37:09, por Corral   , 1911 palavras  
Categorias: Ensaio

CANTA O MERLO: A natureza da actual crise capitalista

por Prabhat Patnaik [*]

http://www.resistir.info/crise/natureza_da_crise_capitalista.html

Toda a gente concorda em que o capitalismo está a atravessar uma crise grave, mas diferentes pessoas lêem esta crise diferentemente. A visão mais comum, mantida mesmo por economistas progressistas como Paul Krugman e Joseph Stiglitxz, é de que a crise é inteiramente uma consequência do colapso da "bolha" habitacional. Uma vez que nesta situação de crise é improvável que a despesa privada (tanto em consumo como em investimento) aumente no futuro previsível, uma revitalização só é possível através de um aumento da despesa do Estado, o que significa que tanto nos Estados Unidos como na Europa, ao invés de adoptarem medidas de austeridade, o Estado deveria pelo contrário estar a aumentar a sua despesa.

O facto de esta panaceia para a crise não estar a ser adoptada é então explicado pela "má teoria económica" dos formadores de opinião, a "má fé" dos republicanos, a insensibilidade da direita e assim por diante. Esta visão, em suma, encara a crise como um fenómeno isolado, único, uma situação difícil na qual a economia dos EUA, e portanto a economia mundial, aconteceu ter caído devido ao colapso de um boom baseado na "bolha", a qual a anterior política monetária irresponsável do Federal Reserve Board sob a presidência de Alan Greenspan coniventemente estimulou.

O problema com esta visão é ser extremamente limitada; ela não vê a verdade toda. A crise provocada pelo colapso da "bolha" habitacional é apenas uma parte da história; ela própria está localizada dentro de uma crise estrutural fundamental do capitalismo. Na verdade, as "bolhas" "dotcom" e habitacional mantiveram oculta esta crise estrutural. Com o seu colapso temos não só a crise causada pelo próprio colapso, como também a sua sobreposição em cima da crise estrutural básica que agora fica igualmente revelada. Uma vez que esta crise estrutural está incorporada na lógica do sistema capitalista, o que temos é uma crise sistémica, não uma crise esporádica ou cíclica, da qual não há caminho de saída fácil. Em suma, entrámos num período de crise prolongada do capitalismo, reminiscente da década de 1930, a qual abrirá ? não imediatamente mas através de toda uma cadeia de desenvolvimentos políticos que desencadeará, tal como nas décadas de 30 e 40 ? possibilidades revolucionárias reais de transcender o sistema.

Vamos começar por formular a pergunta: por que tanto nos Estados Unidos como na Europa há tanta oposição à despesa do Estado como meio de ultrapassar a crise? Por que há uma exigência persistente de "austeridade", a qual necessariamente agrava a crise? Dizer que é apenas "má teoria económica" não é suficiente. A "teoria económica" que adquire hegemonia em qualquer época é aquela que a classe hegemónica endossa (uma proposição particularmente verdadeira porque tem uma influência directa sobre o Estado). A "má teoria económica" é um dos mecanismos através dos quais os interesses corporativos-financeiros que dominam o capitalismo contemporâneo exercem a sua pressão. A "austeridade" está a ser imposta porque o capital financeiro se opõe à despesa do Estado em grande escala para estimular a economia.

Ele não se opõe ao activismo do Estado como tal, mas quer que esse activismo assuma a forma de proporcionar incentivos para si próprio, de promover seus próprios interesses, como o meio de revitalizar a economia. Ele não quer acção directa do Estado para este objectivo através de despesa pública mais ampla. Qualquer acção do Estado que opere independentemente do capital financeiro, que procure trabalhar directamente ao invés de trabalhar através da promoção dos interesses corporativos-financeiros, mina a legitimidade social do capitalismo, e especialmente dos interesses corporativos-financeiros, pois levanta a questão: Se o Estado é exigido para consertar o sistema então porque é que precisamos do sistema, por que o Estado não tem a própria propriedade? O capital financeiro nos EUA não tem objecções aos US$13 milhões de milhões (trillion) de apoio do Estado para a estabilização do sistema financeiro; mas no momento em que a questão da despesa do Estado para revitalizar a economia é levantada, ele começa a pregar as virtudes da "austeridade". A era da hegemonia da finança é portanto uma era em que "a intervenção do Estado na administração da procura", estilo Keynes, recua para o segundo plano.

No entanto, o capitalismo exige sempre algum estímulo exógeno para sustentar o seu crescimento. Ele pode sustentar crescimento através do seu próprio "vapor" por algum tempo, mas se por qualquer razão o crescimento se extingue, incluindo a emergência de obstáculos decorrentes do próprio crescimento, inicia-se então uma espiral oposta de investimento cada vez mais baixo e crescimento declinante, a qual transporta-o na direcção de um estado estacionário, isto é, na direcção de um estado de reprodução simples. Destrinçar o sistema para fora da reprodução simples e assegurar que o crescimento não perca vapor e não entre outra vez em colapso num estado de reprodução simples é algo que é assegurado pela operação de um conjunto de estímulos externos.

Historicamente dois conjuntos de estímulos exógenos desempenharam este papel. O primeiro foi todo o sistema colonial que o exerceu até a primeira guerra mundial. A expressão "sistema colonial" é aqui utilizada não apenas para referir as possessões coloniais e semi-coloniais como a Índia e a China como também as chamadas "colónias de povoamento" de onde a "população activa" foi afastada a fim de acomodar imigrantes do núcleo capitalista. O "sistema colonial" apoiou o crescimento sob o capitalismo da seguinte maneira: juntamente com a migração de população para as "colónias de povoamento" ou para as regiões temperadas de povoamento branco, havia também uma migração paralela de capital para estas regiões a partir do núcleo capitalista, mas esta "exportação de capital" do núcleo era tornada possível através de uma apropriação do excedente das possessões coloniais e semi-coloniais. Assim a "drenagem" de excedente sem qualquer contrapartida da Índia e de outras colónias financiou as exportações de capital do núcleo capitalista para as colónias de povoamento.

Mas subjacentes a estes movimentos de grandes magnitudes de "valor" havia também importantes mudanças relacionadas com a composição das mercadorias: a Grã-Bretanha, o principal país capitalista e também o principal país exportador de capital, não produzia bens que tivessem alta procura nas colónias de povoamento como os Estados Unidos. A procura ali era substancialmente por matérias-primas, isto é, minerais e commodities primárias, as quais eram produzidas nas possessões coloniais. Assim, as exportações de capital britânicas foram tornadas possíveis primeiro por bens britânicos como têxteis a serem vendidos nos mercados indiano e asiáticos, e bens destes últimos países a serem exportados para uma contrapartida, ou, onde se verificava "drenagem", em ainda maior medida a partir destes países. Bens britânicos podiam ser vendidos em países coloniais e semi-coloniais porque eles eram mercados à disposição (on "tap"): os seus mercados podiam ser utilizados para descarregar bens britânicos, na medida necessária, a qualquer momento.

Todo este padrão de movimento global de capital e commodities, que era muito conveniente do ponto de vista do núcleo capitalista, sustentava o prolongado boom que o capitalismo testemunhou desde os meados do século XIX até a primeira guerra mundial. Após a primeira guerra mundial este padrão entrou em colapso. Burguesias internas nas colónias queriam o seu próprio espaço; o Japão emergiu como um rival da Grã-Bretanha nos mercados asiáticos; o âmbito para investimento no "novo mundo" ficou esgotado com o "fechamento da fronteira"; e o espaço para nova desindustrialização em economias como a Índia também começou a ficar cada vez mais limitado. A Grande Depressão da década de 1930 foi uma manifestação do facto de que o velho mecanismo para estimular a flutuabilidade no capitalismo já não podia mais funcionar.

A Depressão acabou só quando o segundo grande estímulo exógeno para o capitalismo, nomeadamente a despesa do Estado, se tornou efectivo, inicialmente pelos preparativos de guerra e depois pela guerra, sob o impacto da pressão da classe trabalhadora e da ameaça do socialismo, pela introdução de algumas medidas de "estado social" ("welfare state"). Mas a "intervenção do Estado na administração da procura" também agora se esgotara: a emergência do capital financeiro internacional como a força hegemónica sob o capitalismo, pelas razões antes mencionadas, atenuou o espaço para isso. Ao capitalismo, em suma, falta agora qualquer mecanismo que lhe transmita crescimento sustentado.

Além disso, isto está a acontecer num contexto em que a necessidade de um tal mecanismo está a tornar-se mais aguda. Vamos ver porque. Com a globalização tem havido um fluxo muito mais livre de capital, inclusive na forma financeira, e também de bens e serviços, por todos os países, do que em qualquer momento anterior na história do capitalismo. Em consequência, o capital das metrópoles (e o grande capital interno também) podem localizar produção nos países do terceiro mundo, onde os salários são baixos devido à existência de reservas de trabalho maciças, e exportar para os mercados metropolitanos. Isto por sua vez torna os salários dos trabalhadores nos países metropolitanos vulneráveis ao arrastamento descendente exercido pelas reservas de trabalho existentes em países do terceiro mundo. Nos Estados Unidos, por exemplo, nas últimas três décadas a taxa de salário real dos trabalhadores caiu em termos absolutos aproximadamente trinta por cento.

Nos países do terceiro mundo por sua vez os salários reais não aumentam. Ao contrário, a pauperização e deslocação de pequenos produtores, incluindo camponeses, que é uma outra característica da globalização, implica um inchaço do exército de trabalho de reserva que também exerce uma pressão descendente sobre os salários reais dos trabalhadores que constituem o exército de trabalho activo do capitalismo. Tomando a economia mundial como um todo, há portanto uma tendência para que a taxa dos salários reais dos trabalhadores decline ou, no mínimo, para que não aumente. Ao mesmo tempo, contudo, há uma ascensão firme na produtividade do trabalho, a qual significa que aumenta a parte do valor excedente no produto total.

Assim, desde que uma rupia de produto atribuída aos trabalhadores provoca um montante de consumo muito maior do que uma rupia atribuída aos capitalistas, qualquer aumento na parte do valor excedente no produto tem, tudo mais permanecendo constante, um efeito de depressão da procura. Se o investimento do capitalista aumentasse quando a rupia extra lhe é atribuída, então este efeito de depressão da procura podia ser ultrapassado e todo o output produzido poderia ser realizado. Mas já vimos que a tendência para o investimento dos capitalistas, muito longe de aumentar, é para permanecer reduzida ou deprimida na ausência de qualquer mecanismo para o crescimento sustentado. O resultado líquido é portanto uma tendência pronunciada rumo a crises de super-produção. O Estado capitalista que podia ter proporcionado um antídoto a esta tendência para a super-produção através da subida na sua despesa, e dessa forma absorver uma maior fatia do valor excedente e ajudar a sua realização, não pode fazer isso por causa da oposição do capital financeiro a maior despesa do Estado.

Segue-se portanto que a incapacitação do Estado capitalista como fornecedor de procura não só deixa o capitalismo mundial sem o requisito do estímulo exógeno para a manutenção do crescimento sustentado como também empurra-o ainda mais para a estagnação devido a uma razão adicional, nomeadamente a tendência de aumento da parte do valor excedente no produto mundial. O capitalismo mundial está portanto preso numa profunda crise estrutural da qual não há caminhos óbvios de escape. Isto não quer dizer que o capitalismo entrará em colapso, pois isso nunca acontece. Mas, tal como nos anos trinta, está a emergir uma nova conjuntura prenhe de possibilidades históricas para a transcendência do sistema.
04/Fevereiro/2012

[*] Economista, indiano, ver Wikipedia

O original encontra-se em www.networkideas.org/news/jan2012/news06_Nature.htm

Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .

06-09-2013

  20:03:49, por Corral   , 257 palavras  
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CANTA O MERLO: O estado espanhol (colónia USA) aceita no G20 actuar na Síria à margem da ONU

http://www.eldiario.es/internacional/Espana-comunicado-Siria-G20-EEUU_0_172533293.html

A Casa Branca inclui a Espanha na listagem de países que apoia as suas teses sobre Síria

A declaraçom considera responsável a Síria do ataque com armas químicas

Ainda que Rajoi (o mentireiro) voltou a subordinar em público toda a decisom do Governo espanhol sobre Síria aos resultados da investigaçom dos inspectores da ONU, Espanha somou-se abertamente às principais teses de Washington com a firma de umha declaraçom conjunta de onze dos países assistentes à cimeira do G20 de Som Petersburgo.

O documento, que foi difundido na web da Casa Branca e foi subscrito por Austrália, Canada, França, Itália, Japom, a República da Coreia, Arábia Saudita, Turquia, o Reino Unido e Estados Unidos, ademais de Espanha; considera "que as provas apontam claramente ao governo sírio como responsável polo ataque".

Ainda que os assinantes nom pedem umha intervençom armada na Síria à margem das Naçons Unidas, sim reclamam "umha forte resposta internacional a esta grave violaçom das normas mundiais que implique umha clara mensagem de que este tipo de atrocidades nom se podem repetir".

O texto considera dá praticamente por perdida a opçom de um ataque amparado polo Conselho de Segurança. "Os assinantes levam reclamando umha contundente, dadas as suas responsabilidades para liderar umha resposta internacional", contodo, reconhecem que o organismo leva dous anos e meio "paralisado". "O mundo nom pode esperar a processos errados intermináveis que só conduzem a um incremento do sofrimento na Síria e a instabilidade regional", assinalam.

O texto conclui lembrando que os assinantes europeus seguiram trabalhando para "promover umha posiçom europeia comum".

  19:25:05, por Corral   , 361 palavras  
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CANTA O MERLO: Importantes preparativos militares da Síria, Rússia, China, Hezbollah e curdos

Al Mukawama
Agencia de Noticias de la Resistencia de los Pueblos

Últimas Informaçons

Em previsom de um ataque total por ar e terra, com mísseis e bandas de criminoso treinados pola CIA desde Jordânia, Líbano e Turquia observam-se importantes preparativos militares de defesa e contra-ataque por parte dos exércitos da Síria, Rússia, China, Hezbollah libanesa e as milícias curdas YPG.

Dá nas vistas que está em rota para as costas sírias o grande navio russo de desembarco de tropas Nikolai Flitchenkov o que permite pensar na possível entrada em combate de forças russas de infantaria em resposta a ataques terrestres coordenados polo Pentágono. As fontes russas ham manifestado que som capazes "de reagir" a todo o movimento do inimigo imperialista.

A web Telegrafist.org informa que através do Canal de Suez achega às costas sírias um navio do Exército Popular de Libertaçom (EPL) da China que quando menos busca assegurar o rol da China Popular como potência mundial nom disposta a deixar-se novamente assovalhar polos bandidos norte-americanos.

O deputado sírio Walid Ao Zaabi comentou a possibilidade de que o exército sírio dispare os seus mísseis contra Tel Aviv, Ancara e Ammán em caso de ser atacados polo imperialismo. Os mísseis sírios apontariam a campos de treino das bandas criminais em território jordano dirigidos pola CIA mas sob autorizaçom do rei desleal Abdalhah.

Certos apontamentos informam a que já se despregaram em Damasco 10 mil combatentes de Hezbollah para reforçar ao Exército Árabe Sírio, às milícias populares e ao povo em caso de ataque inimigo.

Para terminar as milícias curdas de autodefensa YPG seguem infligindo baixas aos terroristas de Al-Qaeda no norte iraquiano. Tomam previsons defensivas em caso que o Exército turco e os mercenários terroristas de Al-Qaeda aliados seus ataquem o norte sírio.

As notícias recentes nom incluem os preparativos defensivos do poderoso Exército iraniano que evidentemente nom espera passivo o discorrer dos acontecimentos nem as decisons que poda tomar o inimigo imperialista. É provável assim mesmo que as milícias palestinianas estejam a se incorporar à coordenaçom defensiva geral da Frente da Resistência.

O Mundo achega-se a umha situaçom perigosa pola vontade imperialista norte-americana de destruir a Síria baasista, laica, progressista e antisionista.

  18:51:12, por Corral   , 1047 palavras  
Categorias: Ensaio

CANTA O MERLO: A economia, o capitalismo e a guerra

http://www.rebelion.org/noticia.php?id=173532

Juan Torres López

"Nom podemos construir um automóvel decente, nem um televisom? já nom temos siderúrgicas, nom podemos outorgar serviços de saúde aos nossos idosos, mas isso sim, podemos bombardear o teu país até fazê-lo merda, especialmente se o teu país está cheio de morenos?" (George Carlin).

Muita gente identifica o capitalismo com a existência dos mercados e mesmo das empresas mas isso é um grave erro. Ambos os existírom desde muito antes que o capitalismo e seguiram existindo quando desapareça, ainda que sim é em verdadeiro que em cada sistema económico funcionam com características e funçons diversas.

O traço distintivo do capitalismo é que, primeiro, incorporou à órbita do mercado recursos que antes se utilizavam fora dele, como o tempo de trabalho e a terra. Antes podia-se comprar ou vender às pessoas mas nom se adquiria a sua força de trabalho a mudança de um salário e a terra conquistava-se ou transmitia mas nom se intercambiava em mercados como se fai no capitalismo. Esse facto, e o que mais adiante se hajam mercantilizado mesmo até as expressons mais íntimas da vida humana e social, fam com que o capitalismo se distinga nom por criar, como as vezes acreditasse erroneamente, a economia de mercado, senom a sociedade de mercado. E, portanto, submeter a vida social no seu conjunto à vontade do lucro.

A utilizaçom do trabalho assalariado e de grandes volumes de capital (físico e financeiro) no seio das empresas permite multiplicar a capacidade de produçom e gerar umha grande acumulaçom que derivou, justo é dizê-lo, num progresso inegável. Mas, ao mesmo tempo, acredite fortes contradiçons e problemas sociais muito graves.

Ainda que possa parecer um simples jogo de palavras o que ocorre no capitalismo é que para poder obter benefícios há que obter cada vez mais benefícios, o que leva a produzir sem cessar e a fazer com cada vez menos custo. Só com que nom cresça o investimento, mesmo ainda que nom caia, nom só se estancam os ingressos e os benefícios senom que se reduzem de jeito multiplicado.

Mas para obter cada vez mais benefícios produzindo sem parar é preciso reduzir ao máximo o custo salarial. Isso provoca muito a miúdo a falta de sintonia entre o preço que se quereria pagar polo trabalho e a possibilidade de vender todo o que se pom à venda. Se os capitalistas fossem tam numerosos como para comprar a totalidade do que produzem poderia-se pagar umha miséria aos trabalhadores, mas se estes som os que compram a maior parte da produçom, como em realidade ocorre, resulta que à medida que se lhes paga menos é menor a capacidade global da economia para comprar a produçom. Isso quer dizer que, queiram-no ou nom, quando os capitalistas reduzem o salário pode ser que algum ganhe mais individualmente mais; porém, a nível geral, o que provocam é que se esgote a capacidade geral de absorver a produçom que entre todos geram. E daí vem a maior parte das crises que de forma recorrente vem produzindo desde que o capitalismo existe.

Para evitar isso os capitalistas tem que recorrer a diversos remédios (que nom vou comentar aqui) e um deles é alcançar que a sua produçom se adquira por quem nom depende do salário para poder comprar, concretamente polo sector público. É outro paradoxo mais do capitalismo: os capitalistas rejeitam a actividade do Estado mas só quando favorece a outros porque constantemente reclamam ao sector público que adquira a maior parte possível da sua produçom ou que salve às empresas quando a sua estratégia de poupar salário produz umha crise.

Umha dessas vias é o gasto militar. Praticamente todas as grandes empresas mundiais sem excepçom tem umha boa parte da sua actividade dedicada a fornecer bens ou serviços ao Estado e mais concretamente aos seus exércitos. É umha forma muito rendível e nom dependente dos salários de realizar a sua produçom. E nom importa que a produçom militar as vezes simplesmente se vá armazenando ou que destrua recursos quando se utiliza, porque no capitalismo a produçom nom leva a cabo em funçom de que seja mais ou menos útil o que se produz, senom de que proporcione benefícios.

É por isso que se alenta o crescimento continuado do gasto militar, ainda que já seja tam alto (1,33 bilions de euros em 2012) que até resulta claramente inecessário, pois com muitíssimo menos dessa quantidade seria suficiente para destruir várias vezes a todo o planeta. Um gasto tam elevado, irracional e desproporcional (ou melhor supracitado, um negócio tam redondo) que só se pode justificar se se generaliza a ideia e convence à populaçom de que vivemos em permanente perigo e de que há múltiplos inimigos prestes a atacar-nos, quando em realidade o que há polo meio nom é outra cousa que o desejo incontrolado de ganhar cada vez mais dinheiro das grandes empresas multinacionais.

Todos sabemos que a imensa maioria dos conflitos bélicos que se produziram na história da humanidade deveram-se a motivos económicos e também agora ocorre assim. As últimas guerras do Iraque ou Afganistám ou as que a menor escala desenvolvem noutros lugares do mundo tem a sua origem, cada vez com menos dissimulo, em interesses económicos. Mas, ademais disso, o que ocorre no capitalismo é que a guerra e o gasto militar nom só servem a interesses económicos senom que se convertêrom num interesse económico em sim mesmos.

No capitalismo, a guerra nom é só um modo de produzir satisfaçom e dar poder a quem a gana, como sempre, senom que também se recorre a ela para resolver os problemas que produzem o acostumam de lucro que lhe é consubstancial e as contradiçons que se derivam da tentativa continuada de reduzir o salário.

A conclusom é evidente. Ainda que para saber que há detrás e o por que das guerras sempre houvo que descobrir com nomes e apelidos a quem beneficiam dela, hoje dia também é necessário perceber como funciona umha economia que só busca o benefício privado de umha parte da sociedade à conta dos ingressos dos demais. E a prediçom subseguinte é igual de obvia: enquanto que isto último produza-se, enquanto perviva o capitalismo e a estratégia económica dominante seja poupar-se salários, nom deixaram de soar os tambores de guerra nem se acabaram de contar os mortos que produz.

  17:12:47, por Corral   , 2297 palavras  
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CANTA O MERLO: Capitalismo contemporâneo, imperialismo e agressividade

por Edmilson Costa [*]

O imperialismo é um fenômeno identificado pelos clássicos desde a segunda metade do século XIX e significou a passagem do capitalismo concorrencial para o capitalismo monopolista e a emergência de uma nova classe social, a oligarquia financeira [1] . Nessa nova fase do capitalismo, onde os trustes e cartéis passaram a dominar as economias de cada País e, posteriormente, a economia mundial, um conjunto de fenômenos novos vêem marcar esta fase do desenvolvimento deste modo de produção, especialmente a partilha econômica e territorial do mundo entre os principais centros imperialistas, quando as potencias capitalistas ocuparam e passaram a colonizar parte considerável da África, Ásia e América Latina.

Esse movimento do capital monopolista tinha como objetivo transformar essas regiões em retaguarda especial do imperialismo, fonte de matérias-primas, mercados para a venda de mercadorias, esferas de aplicação do capital, fonte de rendimentos monetários, espaços militares estratégicos e reserva de mão de obra para as metrópoles. Com essa estratégia, as regiões colonizadas se transformaram em pilares fundamentais para o desenvolvimento da produção capitalista.

Com o domínio econômico e político do mundo, tornou-se mais fácil ao grande capital monopolista hegemonizar o aparelho de Estado, que passou a realizar sua política levando em conta fundamentalmente os interesses dessa nova classe social. Em outras palavras, o Estado relevou a um segundo plano os interesses gerais do capital para se transformar em instrumento da oligarquia financeira e de seus monopólios.

Mas o desenvolvimento do capitalismo e a consolidação dos monopólios não eliminou a concorrência, apenas a colocou em novo patamar. Os monopólios continuaram a travar uma dura luta pela partilha das esferas de influência. Essa luta por mercados e controle das fontes de matérias primas se tornou a causa principal causa das guerras, pois os monopólios pressionavam seus respectivos governos para aventuras militares visando uma nova correlação de força na partilha econômica do mundo. A primeira e a segunda guerra mundial foram em grande parte fruto da ganância do capital monopolista.

Após a segunda guerra mundial e, especialmente a partir dos anos 60, com a descolonização, o capital monopolista passou por transformações extraordinárias, pois a própria necessidade de expansão o impulsionou a uma nova relação entre centro e periferia. A partir de então, as corporações transnacionais, mediante a implantação de filiais produtivas na periferia, começaram a extrair generalizadamente o valor fora de suas fronteiras nacionais, ou seja, passaram a produzir fisicamente nas regiões até então produtoras de matérias primas, enquanto o sistema bancário também se internacionalizava.

Esse fenômeno da mundialização da economia, conhecido como globalização, transformou o capitalismo num sistema mundial completo, constituindo-se assim uma nova fase do imperialismo, pois agora o capital monopolista tornaria o planeta numa esfera única de produção, financiamento e realização das mercadorias, e a própria oligarquia financeira passaria a explorar diretamente os trabalhadores do centro e da periferia. Com a apropriação do valor fora das fronteiras nacionais a burguesia imperialista tornou-se uma classe exploradora direta do proletariado mundial.

"Até o período anterior à globalização, o capitalismo era completo apenas em relação a duas variáveis da órbita da circulação ? o comércio mundial e a exportação de capitais. Mas, ao expandir a globalização para as esferas produtiva e financeira, bem como para outros setores da vida social, o sistema unificou globalmente o ciclo do capital, fechando assim um processo iniciado com a revolução inglesa de 1640" (Costa, 2002).

Esta nova fase do imperialismo viria a ganhar contornos mais definitivos com a ascensão dos governos Reagan e Tatcher, respectivamente nos Estados Unidos e Inglaterra. Aproveitando-se da crise do keynesianismo, desenvolveram uma ofensiva mundial no sentido de impor ao mundo a agenda neoliberal, que rapidamente se transformou em política oficial nos países centrais e, posteriormente, se espalhou para os outros países capitalistas.

A nova agenda invertia os fundamentos típicos da regulação keynesiana e em seu lugar colocava na ordem do dia o mercado como instrumento regulador das novas relações econômicas e sociais, a desregulamentação da economia, as privatizações das empresas estatais, liberalização dos mercados e dos fluxos de capitais, cortes nos gastos públicos e nos fundos previdenciários, além de uma ofensiva contra direitos e garantias dos trabalhadores.

Essas novas diretrizes produziram enorme impacto na dinâmica do capitalismo: o setor mais parasitário do imperialismo passou a hegemonizar as relações econômicas e políticas no interior dos governos neoliberais e impor ao mundo o primado das finanças globalizadas, estimuladas pela liberalização financeira e irrestrita mobilidade dos capitais. A partir daí este setor da oligarquia financeira subordinou todas as outras frações do capital e impôs a lógica das finanças não só para os negócios financeiros, mas também para as empresas produtivas e para o Estado, cujas receitas orçamentárias foram capturadas em grande parte por essa fração do capital.

Ancorados pelas tecnologias da informação cada vez mais desenvolvidas, pela generalização dos computadores e da internet, o pólo financeiro do capital imperialista transformou o mundo num imenso cassino especulativo, no qual os novos produtos financeiros foram sendo criados numa velocidade proporcional à criatividade do sistema liberalizado, num frenesi especulativo que se retroalimentava como numa dança de doidivanas.

Nessa nova lógica, a captura da renda mundial deveria encilhar todos os setores da economia, que agora passariam a operar a partir da lógica das finanças. Assim, as empresas consolidaram a reestruturação produtiva, com produção sem gordura, círculos de controle de qualidade, qualidade total, restrição à atividade sindical, tudo isso para ampliar as taxas de lucro e aumentar a distribuição de dividendos para os acionistas, ávidos por lucros semelhantes aos da órbita financeira.

Os Estados também caíram na malha da apropriação financeira, em função do endividamento realizado a taxas de juros elevadas. Dessa forma, foram obrigados a comprometer parcelas cada vez maiores dos orçamentos para pagar os serviços da dívida. Como esses serviços exigiam cada vez mais recursos, os Estados cortaram os gastos públicos, salários de funcionários e verbas sociais para atender o apetite voz do pólo financeiro do imperialismo.

Imperialismo, crise e guerra

Essa conjuntura em que as finanças hegemonizaram a dinâmica da nova fase do imperialismo criou uma enorme desproporção entre o setor real da economia, aquele que produz e gera valor, e a órbita financeira, que não cria riqueza nova. Para se ter uma idéia, antes da crise sistêmica global que emergiu com a queda do Lehmann Brothers, o volume de recursos que circulava na órbita financeira era mais de 10 vezes maior que a produção mundial, fato que por si só já prenunciava uma crise de grandes proporções, uma vez que uma situação dessa ordem não poderia se sustentar por muito tempo, afinal a produção do mais-valor era deveras insuficiente para remunerar os lucros do setor financeiro.

Ao mesmo tempo em que avançava sobre os arcabouços do Estado do Bem Estar Social, o patrimônio público e os direitos e garantias dos trabalhadores, o imperialismo incrementava sua política agressiva, buscando combinar aceleradamente uma recuperação das taxas de lucro na área produtiva, a apropriação da renda mundial pelas finanças e o fortalecimento do complexo industrial militar, conjuntura que foi facilitada pelo colapso da União Soviética.

Assim, Reagan invadiu Granada, o Panamá, onde depôs e prendeu o presidente local e insuflou guerras regionais como na Nicarágua. A política guerreira continuou nas outras administrações, independentemente se democratas ou republicanas, uma vez que o desenvolvimento do complexo industrial militar é condição imprescindível para a manutenção do imperialismo. A escalada guerreira continuou com a invasão ao Iraque, sob o pretexto de que Saddan Hussein possuía armas de destruição em massa, o que depois se verificou que era uma falsidade. Na verdade, o que os Estados Unidos objetivavam era se apossar das imensas jazidas de petróleo daquele país.

Vale ressaltar que o imperialismo está tão dependente da indústria armamentista que, sem a produção de armas, não só o complexo industrial militar iria à falência, mas o próprio sistema imperialista entraria em colapso, uma vez que parcela expressiva de sua indústria está ligada à cadeia de produção das armas. Isso demonstra também o nível de degeneração a que chegou o imperialismo contemporâneo: só consegue continuar respirando se mantiver e desenvolver a indústria da morte.

Mas o acontecimento que proporcionou as condições objetivas para um salto de qualidade na agressividade imperialista dos Estados Unidos foi o ataque às torres gêmeas. Este atentado foi o mote que o governo Bush encontrou para institucionalizar e desenvolver novas facetas de sua política guerreira, agora sob o pretexto de combate ao terrorismo. Na verdade, com a chamada política antiterrorista o imperialismo militarizou a política e impôs ao mundo uma agenda de luta antiterrorista que se desdobrou não apenas na invasão ao Afeganistão, mas também na violação ao direito internacional, à soberania dos países, a construção de exércitos privados para realizar o trabalho sujo nas guerras contra povos e organizações contrárias à política norte-americana no mundo.

O mundo tomou conhecimento estarrecido das torturas nas prisões de Abu Ghriab e de Guantánamo, dos seqüestros e assassinatos de líderes contrários à política norte-americana e das prisões clandestinas ao redor do mundo. Ao contrário do que se poderia imaginar, o governo norte-americano justificava essas ações como parte da luta anti-terrorista, necessário para a proteção de seus cidadãos. O então vice-presidente dos Estados Unidos, Dick Cheney, afirmou sem cerimônia em entrevista aos meios de comunicação que os métodos utilizados para obter informações (as mais bárbaras torturas) livraram o povo norte-americano de vários atentados.

O ensandecimento chegou a tal ponto que o secretário de Justiça dos Estados Unidos não só justificou abertamente a tortura como buscou fórmulas para legalizá-la. Todas essas ações eram de conhecimento do ex-presidente Bush, que inclusive assinava resoluções secretas para que os agentes pegos em flagrante não fossem punidos judicialmente. Por essas medidas se pode avaliar o nível de degeneração moral a que chegou o imperialismo: não se tratava de ações isoladas de funcionários estressados no teatro de operações, mas de ordens da própria cúpula imperialista que nesta fase do capitalismo perdeu qualquer referência em relação à humanidade.

Quem imaginava que o imperialismo iria reduzir sua máquina militar com a queda da União Soviética se enganou. O imperialismo está muito mais agressivo atualmente que no passado e possui hoje a mais poderosa e sofisticada máquina militar que o planeta já teve conhecimento. Porta-aviões gigantescos, submarinos atômicos, aviões invisíveis, bombas guiadas a laser, superbombardeiros, frota de aviões não tripulados (drones), helicópteros sofisticados, tanques de última geração, além de mais de 500 bases militares espalhadas pelo mundo e um aparato de espionagem maior do que as pessoas que vivem hoje em Washington. Tudo isso para sustentar a política do grande capital.

No entanto, a crise sistêmica mundial veio adicionar mais um ingrediente fundamental para a política agressiva do imperialismo. Desesperado diante da dramática situação econômica, da recessão, do desemprego crônico e dos protestos que estão ocorrendo pelo mundo contra a os ajustes determinados pelo capital, o governo norte-americano vem realizando provocações contínuas contra o Irã, a Coréia do Norte e, recentemente, conseguiu envolver vários países da União Européia em sua aventura militar na Líbia, onde destruíram fisicamente o País, mataram seus principais dirigentes e agora começam a se apossar das imensas jazidas de petróleo locais, sob o olhar complacente dos títeres que colocaram no poder.

Agora os Estados Unidos se voltam para Síria. O cenário foi montado para que a história se repetisse, mas a resistência do exército sírio, que desalojou os mercenários de várias regiões do País, derrotou essa primeira ofensiva imperialista. Derrotado o campo de batalha, os Estados Unidos tentaram legalizr a invasão, mas a Rússia e a China vetaram uma resolução do Conselho de Segurança da ONU que abria espaço para a intervenção no País. Agora, estamos na iminência de uma invasão da Síria, sob o pretexto bizarro de que o governo teria lançado armas químicas contra a população, quanto se sabe que este episódio foi montado pela CIA para justificar a agressão. Desesperado, sem apoio internacional que esperava, o imperialismo pode realizar a intervenção a qualquer momento, mas as consequências podem ser dramáticas, tanto para o povo sírio, quanto para o Oriente Médio e para o próprio imperialismo, inclusive com o aprofundamento da crise sistêmica global no interior dos Estados Unidos.

Como a política guerreira já é uma necessidade do imperialismo para desenvolver suas forças produtivas, nas épocas de crises profundas como a que estamos presenciando agora, a fúria belicista do imperialismo se torna ainda maior. Por isso, pode-se esperar tudo nesta conjuntura, pois o imperialismo está ferido e vai querer sair da crise de qualquer forma, nem que para isso coloque em xeque a existência da própria espécie humana. Para a humanidade, resta uma saída que vai significar sua própria sobrevivência: derrotar o imperialismo, superar o capitalismo e construir uma outra sociabilidade sobre os escombros desta velha ordem.
Bibliografia consultada
Bukharine, N. O imperialismo e a economia mundial. Coimbra: Centelha, 1976.
Costa, E. A globalização e o capitalismo contemporâneo. (São Paulo: Expressão Popular, 2009)
--------------- Imperialismo. São Paulo: Global Editora, 1986.
Lênin, V. Imperialismo fase superior do capitalismo. Lisboa: Avante, 1976.
Luxemburg, R. A acumulação do capital. São Paulo: Abril Cultural, 1984.
Hilferding, R. O capital Financeiro. São Paulo: Abril Cultural, 1985
Hobson, J. A. A evolução do capitalismo. São Paulo: abril cultural, 1985

[1] Para uma melhor compreensão dos clássicos do imperialismo, consultar: Hobson, A Evolução do capitalismo (Nova Cultural, 1983); Hilferding, O capital financeiro (Nova Cultural, 1938); Lênin, Imperialismo, fase superior do Capitalismo (Avante, 1984); Rosa de Luxemburg, A acumulação do Capital (Nova Cultural, 1983);e Bukharin, O imperialismo e a economia mundial (Centelha, 1976). Para uma versão mais popular, consultar Edmilson Costa, Imperialismo (Global, 1989).

[*] Doutorado em Economia pela Unicamp, com pós-doutorado no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da mesma instituição. É autor de Imperialismo (Global Editora, 1987), A política salarial no Brasil (Boitempo Editorial, 1987), Um projeto para o Brasil (Tecno-Científica, 1988), A globalização e o capitalismo contemporâneo (Expressão Popular, 2009) e A crise econômica mundial, a globalização e o Brasil (no prelo), além de ter ensaios publicados no Brasil e exterior.

Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .

04-09-2013

  14:49:26, por Corral   , 1642 palavras  
Categorias: Ensaio

CANTA O MERLO: As chaves do conflito na Síria:

http://www.larepublica.es/

As chaves do conflito na Síria:

Alberto J. Miranda

Trás os últimos acontecimentos vividos na Síria, nom me vou a centrar na grande mentira mundial que supom o uso de armas químicas por parte do governo de Al-Assad, que lembra de maneira obscena às famosas armas de destruiçom maciça. Prefiro centrar-me em qual é o motivo oculto da guerra contra Síria, o papel dos EEUU e os seus aliados, e as mudanças globais que está a implicar a ameaça de imperialista em Oriente Meio.

O único aliado ocidental com o que nestes momentos conta EEUU para atacar a Síria é o governo francês. O parlamento britânico rejeitou a proposta de Cameron de intervir militarmente na Síria, nom porque a democracia burguesa funcione, é mais que provável que a inteligência britânica haja estudado as possibilidades de ataque e concluísse que de intervir em Oriente Meio nas actuais condiçons seriam maiores as perdas que os benefícios.

Há que ter em conta vários feitos determinantes, por umha banda nom há que esquecer que os principais aliados de Al-Assad, a organizaçom islamita libanesa Hezbollah, que conta com um poderosíssimo braço armado, ameaçou com reduzir Israel a cinzas em caso de ataque a Síria. No mesmo sentido expressou-se Irám, que conta com um do dez exércitos mais poderosos do mundo.
Por outra parte, o chamado "Exército sírio livre" e a frente "Al-Nusra" vinculado a Al-Qaeda, estám a se matar entre sim e ao mesmo tempo estám a ser reduzidos de maneira letal polo exército sírio, que a diferença dos terroristas, mantem a unidade, organizaçom e disciplina necessários para vencer a guerra.

Mas a linha vermelha "por usar o fala-barato ao gosto de Obama" marcaram-na internacionalmente Rússia e China, e esta é a chave do conflito na Síria, este é o motivo polo que a NATO nom intervém, polo que Inglaterra deu um calculado passo atrás, polo que Alemanha e Itália rejeitárom intervir e polo que Israel e Turquia pressionam sem descanso a EEUU para que intervenha de maneira iminente.

Mais umha vez, para perceber como funciona o mundo, é case suficiente com ler a Lenine, quem ajeitadamente dixo sobre o imperialismo no seu livro "O imperialismo, fase superior do capitalismo" que "este sistema económico obriga a qualquer potência a deslocar ou submeter a outros países (ou a outras potências) se pretende obter mais matérias primas ou alargar o seu mercado. E se nom o fai as que sim o fagam acabaram-se fazendo mais poderosas".

Este é exactamente o motivo polo que se desenvolve o conflito na Síria, o controlo de matérias primas, em este caso controlo energético, mas nom de petróleo, desta vez falamos de gás natural. Quem controle o mercado energético do gás, é dizer, a extracçom e o transporte, será a potência que exercerá a hegemonia mundial no século XXI. Tentemos resumir o conflito do gás da mao do professor Imad Fawzi Shueibi[x], Presidente do Centro de Estudos Estratégicos e Documentaçom de Damasco, que é quem sob o meu ponto de vista em diferentes artigos de investigaçom achega as chaves deste conflito:

As principais potências mundiais mantenhem umha peleja desapiedada polo controlo energético, luita esta que está a assassinar por centos de milhares de pessoas inocentes desde há anos já que o imperialismo norte-americano nom sabe estender a sua hegemonia se nom é a base de reduzir países a cinzas. Aqui é onde entra em jogo o conhecido projecto Nabucco de Estados Unidos[xi]. É um projecto para o transporte do gás, principal fonte energética do século XXI, polo que se está construindo um gasoduto que recolhe o gás do Mar Morto, passa por Turquia "onde se armazenaria", e percorre sete países da Uniom Europeia até chegar a Itália. Este é o projecto que fai
Turquia seja cada dia um país mais dependente das decisons de Estados Unidos, pois o emprazamento no seu território das instalaçons para o armazenamento fariam de Turquia a principal potência energética e económica de Oriente Meio. Por outra parte, deste projecto também dependeu a satanizaçom de Mahmud Ahmadineyad e o seu suposto programa atómico. O projecto Nabucco pretendia conectar o gasoduto com Irám, e deste modo unir ao país árabe ao festim energético e às ingentes quantidades de benefícios que suporia extrair o seu gás e uni-lo a Nabucco, contodo, o governo iraniano optou por assinar um protocolo com Iraque e Síria convertendo-se automaticamente em terrorista inimigo do mundo ocidental. Este facto, somado à crescente influência da Rússia em Oriente Meio graças à "inadequadas" actuaçons de EEUU na zona "por chamar de algumha maneira" que descrevemos, condenaram o projecto Nabucco, que estava previsto concluir-se para 2014, mas já se atrasou até 2017, se é que chegasse a terminar-se.[xii]
Por outra parte estám os projectos russos conhecidos como Nord Stream e South Stream, que conta com a participaçom económica e o apoio da Alemanha, "lembrar que o capitalismo alemám tem umha importante participaçom em Gazprom".[xiii] O projecto Nord Stream, já concluído, conecta a Alemanha e Rússia através do Mar Báltico e constitui a principal fonte de subministraçons energéticas para Europa, vendendo a empresa russa Gazprom 41% do consumo de gás europeu. A principal fonte de gás natural para o gasoduto Nord Stream é o Campo de Yuzhno-Russkoye, na Rússia.[xiv]

E por outra parte está o projecto South Stream[xv], bem mais conflituoso se cabe já que compete directamente com o projecto Nabucco e tem a grandes linhas o mesmo percurso. Este gasoduto parte de novo da Rússia, se ramifica em Bulgária, para o sul passa por Grécia e Itália e para o norte passa por Sérvia, Hungria Áustria e Eslovénia. Com este segundo projecto Moscovo pretendeu deixar em ridículo ao projecto Nabucco e conseguiu-o, assegurando-se o abastecimento energético da Europa por enzima do projecto norte-americano graças a uns melhores preços e a umhas melhores alianças em Oriente Meio, e conseguiu acordar a venda de gás a países tam importantes como Inglaterra, Bélgica, Grécia e mesmo Turquia e França, ainda que estes últimos com evidentes reticências já que apostárom por Nabucco, e por isso é polo que sejam os principais aliados de EEUU na guerra contra Síria.

Nom podemos obviar que China tem acordos económicos com Rússia na participaçom da ampliaçom do South Stream para o imenso mercado chinês, e por suposto nom tem interesse algum em conectar-se ao inconcluso Nabucco, já que energéticamente passaria a depender de Estados Unidos, ideia que gosta pouco ao gigante asiático.

Nom podemos passar por alto também no que segundo fontes do governo norte-americano, Síria e o Líbano possuem nos seus territórios as maiores jazidas de gás do mundo, descobriu-se há poucos anos um poço de gás em Qara, perto de Homs, que contaria com as maiores reservas sírias, por isso é polo que os principais combates dos terroristas desenvolvam nesta cidade e que os principais analistas assegurem que os intuitos de EEUU na zona nom é derrocar Al-Assad se nom dividir o país.

Mas umha vez assinado um convénio Irám, Iraque, Síria, Líbano para o transporte do gás, existem duas opçons, e estas duas opçons som a chave da actual guerra e a que determinou o posicionamento de todos os actores no cenário bélico mundial:
Que o gás da contorna de Zagros no Irám, Iraque, Síria e o Líbano alimente o South Stream russo, ou que alimente o Nabucco norte-americano. Daí o interesse de Washington, Israel e Turquia de invadir Síria, e a defesa sem concessons da mesma da Rússia, China, Irám e Hezbolla no Líbano. Portanto e resumindo os cenários som os seguintes:
1) Se Irám une um futuro gasoduto ao South Stream através do mar Cáspio com Rússia e para o oeste passando por Iraque, Síria e o Líbano, recolhendo o gás destes, e através do Mediterrâneo une-se na Grécia de novo ao South Stream, Rússia se converteria como principal potência energética em gás natural do mundo, Gazprom provavelmente transformaria na empresa mais grande do planeta, e os países polos que passa o seu gasoduto veriam-se enormemente beneficiados economicamente.
2) Contodo, se Estados Unidos conseguisse invadir a Síria e combinar gás, logo o Líbano seria também invadido, e o gás de ambos os países conectaria-se em Turquia com Nabucco, sendo o Irám o derradeiro passo para conectar com as jazidas do Mar Cáspio, por isso é polo que todos falem de que se invade Síria para logo invadir o Irám. Por suposto Israel teria a subministraçom assegurada graças à sua conexom com Nabucco e os benefícios económicos para os sionistas graças à venda do seu gás a Europa seriam ingentes.

Conclusons:

Como vimos, Estados Unidos quer manter-se custe o que custe como primeira potência mundial, e para isso, como bem descrevesse Lenine, nom tem nengum reparo em invadir países e utilizar o seu exército como chave do controlo de matérias primas no mundo. Contodo, as actuaçons de Estados Unidos nos últimos anos no Iraque, Afeganistám, Líbia ou Egipto alastrárom enormemente a capacidade de influência de USA em Oriente Meio, zona fundamental graças às grandes jazidas de gás.

Pola sua parte, o imperialismo russo está a actuar de maneira mais inteligente que o norte-americano, e está a ser capaz de traçar alianças ali onde Estados Unidos só sabe impor pola força, o caso do Iraque é o exemplo mais acabado disto. Graças a isso, Vladimir Putin foi capaz de dobregar os interesses de Washington na guerra polo controlo energético mundial, e o conflito na Síria nom é mais que a prova mais evidente de que nos penetramos pouco a pouco no século no que o imperialismo anglo-saxom cederá o seu posto a outras grandes potências, e provavelmente quando esteja contra as cordas, gerará a terceira guerra mundial como último recurso ante a iminente queda. A dúvida é, deu EEUU por perdida a hegemonia energética do gás" chegou o momento de iniciar essa terceira guerra mundial" no feito de que se desenvolver ou nom o ataque a Síria está a chave.

03-09-2013

  18:36:03, por Corral   , 1423 palavras  
Categorias: Ensaio

CANTA O MERLO: Síria: As armas químicas foram fornecidas pelos sauditas

http://www.resistir.info/moriente/armas_quimicas_31ago13.html

Síria: As armas químicas foram fornecidas pelos sauditas
? "Rebeldes" e residentes locais em Ghouta acusam o príncipe saudita Bandar bin Sultan de fornecer armas químicas a um grupo ligado à al-Qaida
por Dale Gavlak e Yahya Ababneh [*]

Ghouta, Síria ? Quando a maquinaria para uma intervenção militar dos EUA na Síria ganha ritmo após o ataque de armas químicas da semana passada, os EUA e seus aliados podem estar a visar o culpado errado.

Entrevistas com pessoas em Damasco e Ghouta, um subúrbio da capital síria, onde a agência humanitária Médicos Sem Fronteiras disseram que pelo menos 355 pessoas morreram na semana passada devido ao que acreditaram ser um agente neurotóxico, parecem indicar isso.

Os EUA, Grã-Bretanha e França bem como a Liga Árabe acusaram o regime sírio do presidente Bashar al-Assad de executar o ataque com armas químicas, o qual atingiu principalmente civis. Navios de guerra dos EUA estão estacionados no Mediterrâneo para lançar ataques militares contra a Síria como punição por executar um ataque maciço com armas químicas. Os EUA e outros não estão interessados em examinar qualquer prova em contrário, com o secretário de Estado John Kerry a dizer que a culpa de Assad era "um julgamento ... já claro para o mundo".

Contudo, das numerosas entrevistas com médicos, residentes em Ghouta, combatentes rebeldes e suas famílias, emerge um quadro diferente. Muitos acreditam que certos rebeldes receberam armas químicas através do chefe da inteligência saudita, príncipe Bandar bin Sultan, e foram responsáveis pela execução do ataque com gás.

"Meu filho procurou-se há duas semanas perguntando o que eu pensava que eram as armas que lhe fora pedido para carregar", disse Abu Abdel-Moneim, o pai de um combatente rebelde que vive em Ghouta.

Abdel-Moneim disse que o seu filho e 12 outros rebeldes foram mortos dentro de um túnel utilizado para armazenar armas fornecidas por um militante saudita, conhecido como Abu Ayesha, que estava a liderar um batalhão de combate. O pai descreveu as armas como tendo uma "estrutura como um tubo" ao passo que outras eram como uma "enorme garrafa de gás".

Os habitantes de Ghouta disseram que os rebeldes estavam a usar mesquitas e casas privadas para dormir enquanto armazenavam suas armas em túneis.

Abdel-Moneim disse que o seu filho e outros morreram durante o ataque de armas químicas. Naquele mesmo dia, o grupo militante Jabhat al-Nusra, o qual está ligado à al-Qaida, anunciou que atacaria da mesma forma civis no território [apoiante] do regime de Assad de Latáquia, na costa ocidental da Síria, em retaliação.

"Eles não nos disseram o que eram estas armas ou como utilizá-las", queixou-se uma combatente mulher chamada "K". "Nos não sabíamos que eram armas químicas. Nunca imaginámos que fossem armas químicas".

"Quando o príncipe saudita Bandar dá tais armas a pessoas, ele deve dá-las àqueles que sabem como manejá-las e utilizá-las", advertiu ela. Ela, tal como outros sírios, não querem usar seus nomes completos por medo de retaliação.

Um bem conhecido líder rebelde em Ghouta chamado "J" concordou. "Os militantes do Jabhat al-Nusra não cooperam com outros rebeldes, excepto com combate no terreno. Eles não partilham informação secreta. Simplesmente utilizaram alguns rebeldes comuns para carregar e operar este material", disse ele.

"Nós estávamos muito curiosos acerca destas armas. E infelizmente alguns dos combatentes manusearam as armas inadequadamente e começaram as explosões", disse "J".

Médicos que tratavam as vítimas do ataque de armas químicas aconselharam os entrevistadores a serem cautelosos acerca de perguntas respeitantes a quem, exactamente, era o responsável pelo assalto mortal.

O grupo humanitário Médicos Sem Fronteiras acrescentou que trabalhadores da saúde cuidando de 3.600 pacientes também relataram experimentar sintomas semelhantes, incluindo espuma na boca, sofrimento respiratório, convulsões e visão turvada. O grupo não foi capaz de verificar a informação de modo independente.

Mais de uma dúzia de rebeldes entrevistados informaram que os seus salários vêem do governo saudita.

Envolvimento saudita

Num recente artigo no Business Insider, o repórter Geoffrey Ingersoll destacou o papel do príncipe Bandar nos dois anos e meio da guerra civil síria. Muitos observadores acreditam que Bandar, com seus laços estreitos a Washington, tem estado no próprio cerne do impulso para a guerra dos EUA contra Assad.

Ingersoll referiu-se a um artigo no Daily Telegraph britânico acerca de conversações secretas russo-sauditas alegando que Bandar propôs ao presidente Vladimir Putin petróleo barato em troca do abandono de Assad.

"O príncipe Bandar comprometeu-se a salvaguardar a base naval russa na Síria se o regime Assad fosse derrubado, mas ele também aludiu a ataques terroristas chechenos aos Jogos Olímpicos de Sochi, na Rússia, se não houvesse acordo", escreveu Ingersoll.

"Posso dar-lhe uma garantia de proteger os Jogos Olímpicos no próximo ano. Os grupos chechenos que ameaçam a segurança dos jogos são controlados por nós", disse alegadamente Bandar aos russos.

"Juntamente com responsáveis sauditas, os EUA alegadamente deram ao chefe da inteligência saudita o sinal de aprovação para efectuar estas conversações com a Rússia, a qual não foi surpresa", escreveu Ingersoll.

"Bandar tem uma educação americana, tanto militar como em faculdade [civil], actuou como um embaixador saudita altamente influente nos EUA e a CIA ama completamente este rapaz", acrescentou.

Segundo o jornal britânico Independent, foi a agência de inteligência do príncipe Bandar que pela primeira vez trouxe alegações da utilização de gás sarin pelo regime à atenção de aliados ocidentais, em Fevereiro último.

O Wall Street Journal informou recentemente que a CIA percebeu que a Arábia Saudita era "séria" acerca do derrube de Assad quando o rei saudita nomeou o príncipe Bandar para liderar esse esforço.

"Eles acreditam que o príncipe Bandar, um veterano das intrigas diplomáticas de Washington e do mundo árabe, podia entregar aquilo que a CIA não podia: cargas por avião de dinheiro e armas e, como disse um diplomata americano, intermediação (wasta), a palavra árabe para influência debaixo da mesa".

Bandar tem avançado o objectivo de política externa da Arábia Saudita, informou o WSJ, de derrotar Assad e seus aliados iraniano e Hezbollah.

Para esse objectivo, Bandar actuou em Washington para respaldar um programa de armar e treinar rebeldes a partir de uma planeada base militar na Jordânia.

O jornal informa que ele deparou-se com "jordanianos constrangidos acerca de uma tal base".

Sua reunião em Amman com o rei Abdullah da Jordânia por vezes demoravam oito horas numa única sessão. "O rei brincaria: Oh, o Bandar vem outra vez? Vamos reservar dois dias para a reunião", disse uma pessoa habituada às reuniões.

A dependência financeira da Jordânia em relação à Arábia Saudita pode ter dado forte influência aos sauditas. Um centro de operações na Jordânia começou a funcionar no Verão de 2012, incluindo uma pista de aviação e armazéns para armas. Os AK-47s e munições encomendados pelos sauditas chegaram, informou o WSF, citando responsáveis árabes.

Embora a Arábia Saudita tenha oficialmente sustentado que apoiava rebeldes mais moderados, o jornal informou que "fundos e armas estavam a ser canalizados para radicais ao lado, simplesmente para conter a influência de islamistas rivais apoiados pelo Qatar".

Mas rebeldes entrevistados disseram que o príncipe Bandar é tratado como "al-Habib" ou "o amado" pelos militantes al-Qaida que combatem na Síria.

Peter Oborne, no Daily Telegraph de quinta-feira, acautelou que a corrida de Washington para punir o regime Assad com os chamados ataques "limitados" não significava derrubar o líder sírio mas sim reduzir a sua capacidade de utilizar armas químicas:

Considere-se isto: os únicos beneficiários da atrocidade foram os rebeldes, anteriormente a perderem a guerra e que agora têm a Grã-Bretanha e a América prontas a intervirem ao seu lado. Se bem que pareça haver pouca dúvida de que foram utilizadas armas químicas, há dúvida acerca de quem as disponibilizou.

É importante recordar que Assad foi acusado antes de utilizar gás venenoso contra civis. Mas naquela ocasião, Carla del Ponte, comissária da ONU para a Síria, concluiu que os rebeldes, e não Assad, foram provavelmente os responsáveis.

Alguma informação neste artigo não pôde ser verificada de modo independente. Mint Press News continuará a proporcionar nova informação e actualizações.
29/Agosto/2013

Ver também:
Chemical Hallucinations and Dodgy Intelligence
(Alucinações químicas e inteligência trapalhona), William Bowles
"We Informed US of Chemical Weapons Transfer to Syria 9 Months Ago"
("Informámos os EUA da transferência de armas químicas para a Síria nove meses atrás"), Javad Zarif
Did the White House Help Plan the Syrian Chemical Attack?
(Será que a Casa Branca ajudou a planear o ataque químico sírio?), Yossef Bodansky

[*] Dale Gavlak: correspondente da Mint Press News no Médio Oriente com base em Amman, Jordânia, dgavlak@mintpressnews.com ; Yahya Ababneh: jornalista jordano.

O original encontra-se em www.mintpressnews.com/... e em www.silviacattori.net/article4776.html

Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .

02-09-2013

  12:55:08, por Corral   , 256 palavras  
Categorias: Dezires

CANTA O MERLO: Um conhecido ?gusano-agente da Cia" é quem fichou a Carme Chacón para que de classes em Miami

http://www.rebelion.org/noticia.php?id=173311

Ramón Pedregal Casanova.
Rebeliom

A ex ministra de defesa Carme Chacón será professora em residência de Direito Público Comparado no Miami Dai College (MDC), em Flórida (Estados Unidos).

Chacón partilhará tarefas de docência e orientaçons no Campus Wolfson com o reitor do Miami Dade College.

Eduardo J. Padrón, é o principal responsável pola oferta que recebeu a ex-deputada e encarregado de fechar a sua contrataçom. Esta personagem anti-comunista é um líder destacado da contra cubana. Desde 1995 está à frente do MDC ,Eduardo J. Padrón tem estreita relaçom com o movimento das Damas de Branco, conhecido por receber milhares de dólares da CIA.

Padrón reconheceu ao grupo (que na actualidade mantém intensas rifas internas polo compartimento do dinheiro) o passado Maio com o galardom Guardias da Liberdade, e a medalha presidencial da instituiçom académica. A este acto, acudírom tanto a líder e porta-voz das Damas de Branco, Berta Soler, que recolheu o distintivo do próprio reitor, como Guillermo Farinhas, outro dos assalariados desde EE.UU. À cerimónia também assistiu a cantora Glória Estefan, conhecida polas suas ideias contra-revolucionarias. Também estivérom presentes no Miami, Dade College significados opositores e ganhadores do Prêmio Sájarov à Liberdade de Pensamento que outorga o Parlamento Europeu. O mês anterior, em Abril, foi a bloguera e articulista Yoani Sánchez quem recebeu este galardom por parte da universidade que dirige Padrón.

É dizer, o melhor de cada casa. Um bom sítio para que Chacón trabalhe.

Nota de Canta o Merlo: Nom esqueçamos que os ministros de defesa do Estado espanhol os designa o Pentágono.

30-08-2013

  19:30:59, por Corral   , 839 palavras  
Categorias: Novas, Ensaio

CANTA O MERLO: Os cenários de dissolução do Euro

http://www.resistir.info/europa/dissolucao_do_euro.html

por Jacques Sapir

Este estudo foi realizado por Philippe Murer e por mim próprio com a colaboração de Cédric Durand.
Ele estará disponível a 2 de Setembro de 2013 na Fundação Res Publica
(52, rue de Bourgogne, 75007 Paris, info@fondation-res-publica.org).

Extracto

"Supusemos nestes estudo que as tensões no seio da zona Euro possam atingir um nível tal que os países afectados decidam, por um acordo comum ou de maneira dispersa, renunciar à moeda única.

Neste caso, os países da ex-zona Euro deverão adoptar, ainda que de maneira transitória, medidas drásticas de controle dos capitais a fim de poder "pilotar" a depreciação ou a apreciação da sua moeda. Supõe-se também que mecanismos residuais de coordenação se mantêm ? ao nível dos Ministérios das Finanças e dos Bancos Centrais ? e que cada país pode colaborar com os seus vizinhos para evitar uma explosão dita desordenada da moeda única. Quanto à evolução da dívida, ela é regida pela jurisprudência do direito internacional que pretende que em caso de desaparecimento de uma moeda comum a vários países, estas dívidas sejam redenominadas na moeda de cada país, para aquelas que foram emitidas neste país [1] . Isso implica que as taxas de câmbio efectivas correspondam a taxas de câmbio "alvos" que permitam aos países da Europa do Sul reequilibrar o mais rapidamente possível a sua balança comercial.

Estes dois postulados correspondem ao que chamamos uma dissolução "controlada" da zona Euro (hipótese H1 ). Não nos limitamos ao estudo deste caso limite e estudamos também a possibilidade de uma cisão da zona Euro em duas (hipótese H2 conhecida sob o nome dos "dois Euros" ou combinação Euro do Sul / Euro do Norte), assim como encaramos a possibilidade de uma dissolução "não controlada" da zona Euro (hipótese H3 ). No caso de uma cisão da zona Euro em duas, consideramos que a França seria o país central (pivot) da zona "Euro do Sul". Para cada um dos três cenários assim retidos, testámos três opções de política económica: a opção a será qualificada de "pró consumo"; a opção b chamada "pró investimento"; e a opção c de "pró redução dos défices". Obtemos portanto um conjunto de nove trajectórias que serão em seguida comparadas sob os seus diferentes aspectos.

A partir da estrutura do comércio exterior, do montante das importações e das exportações no PIB e das elasticidades, recalcula-se para uma taxa de desvalorização ? ou de revalorização ? dada, a variação da balança comercial e sua contribuição para o PIB tendo em conta a existência da ex-zona Euro, de uma zona Dólar e de uma zona intermédia. Entretanto corrigiu-se em alta as importações a partir da constatação de que um forte aumento das exportações implicará necessariamente o aumento das importações tendo em conta o fenómeno da reexportação das matérias-primas importadas (energia e matérias-primas) e também de certos subconjuntos. Corrigiu-se também as importações e as exportações em função do crescimento ou da recessão dos países parceiros na zona Euro.

Obtém-se assim um primeiro nível de PIB. Este nível de PIB faz aparecer um ganho fiscal potencial, do qual se estima que uma parte será redistribuída à economia (em função das hipóteses definidas mais acima). Entra em conta então o multiplicador das despesas públicas, que foi estimado em 1,4 com base em trabalhos recentes. A aplicação deste multiplicador nos dá então um segundo estádio do PIB. Entretanto, seguindo os cenários, tem-se também uma alta mais ou menos forte do investimento produtivo. Ora, esta alta implica mecanicamente uma alta do PIB, o que nos fornece um terceiro, e definitivo, estado do PIB e portanto, por comparação, um esboço do crescimento total que se pode esperar de uma tal desvalorização.

Obtemos portanto um conjunto de nove trajectórias que serão em seguida comparadas sob seus diferentes aspectos. Esta acumulação dos efeitos tem resultados espectaculares. Constata-se então que a opção ( b ) dita "pró investimento" é aquela que engendra o crescimento mais forte nas três hipóteses ( H1 , H2 e H3 ) de taxa de câmbio. A maior diferença de crescimento é entre a opção ( b ) e a opção ( c ) que surge no médio prazo (cinco períodos de doze meses cada um) como a pior.

O efeito do forte crescimento do PIB engendrado pela acumulação dos efeitos directos e indirectos de uma forte desvalorização deveria ser muito importante sobre o emprego e o desemprego. Adoptámos aqui a hipótese de que todo crescimento superior a 1,3% no primeiro ano e a 1,5% nos anos seguintes induzia criações de emprego proporcionais ao crescimento. Estas hipóteses implicam movimentos de redução do desemprego que são muito fortes no decorrer dos dois primeiros períodos. A criação de emprego pode mesmo, em alguns dos cenários, esgotar as reservas de trabalho existentes. É uma mudança radical considerável para a sociedade francesa que reencontraria assim uma situação de desemprego moderado e mesmo fraco que já não conhece desde o fim dos anos 1970. As consequências desta mudança radical sobre o equilíbrio dos diferentes orçamentos sociais ? doença, aposentação ? são potencialmente consideráveis.
26/Agosto/2013

[1] O que é o caso, concretamente, de 85% da dívida pública francesa.

O original encontra-se em http://russeurope.hypotheses.org/1486

Este extracto encontra-se em http://resistir.info/ .

29-08-2013

  18:34:51, por Corral   , 322 palavras  
Categorias: Dezires

CANTA O MERLO: As forças armadas sírias e a Frente da Resistência preparam-se para a defesa antimperialista

agosto 29, 2013

"A naçom e o Exército sírios esperavam a ofensiva dos estrangeiros desde o princípio da crise, e sabiam que chegará um momento em que o verdadeiro inimigo da Síria se ia mostrar e entraria em acçom", segundo afirmou Al-Asad citado nesta quinta-feira pola agência libanesa Al-Akhbar.

O titular sírio acrescentou que todos estám ao tanto de que o Exército possui umha moral inquebrantável, ademais de que está completamente preparado para enfrontar qualquer tipo de violaçom e proteger o país.

Neste sentido, Al-Asad pediu às autoridades com os que se reuniu para que transfiram essa boa moral existente entre os militares aos cidadás sírios.

"A eventual guerra contra o país, é umha luta histórica e Síria será o vencedor", sublinhou o presidente. Fonte http://www.hispantv.com/detail/2013/08/29/238612/asad-siria-saldria-victoriosa-ante-eeuu-sus-aliados

O diário inglês The Guardian informa que segundo fontes fiáveis o Exército sírio dispom de 8 mil pilotos kamikazes dispostos a atirar-se imediatamente contra os portaavións e outros barcos imperialistas que ataquem à Pátria. Fonte http://actualidad.rt.com/actualidad/view/104239-pilotos-kamikaze-ataque-siria-guardian

O diário Al-Alam assinala que os serviços de inteligência imperialistas foram completamente incapazes de estabelecer a localizaçom dos sistemas de defesa anti-mísseis da Síria, nem a localizaçom dos mísseis sírios nem também nom a dos mísseis iranianos emprazados na Síria. Os peritos consultados polo diário assinalam que se Síria pode rejeitar eficazmente a primeira onda de ataque, estará em condiçons de golpear objectivos em Israel, Turquia e outras partes. Fonte http://french.irib.ir/info/moyen-orient/item/272356-la-puissance-balistique-syrienne,-un-%C3%A9nigme-pour-l-occident

Síria já tem preparados para os portaavións, fragatas e destruidores imperialistas os mísseis supersónicos ultra-precisos Yakhont que som os mas rápidos do Mundo. Os navios inimigos e os mísseis Scud som incapazes de interceptá-los. Nom serám pequenas as perdidas dos imperialistas. Fonte http://french.irib.ir/info/moyen-orient/item/271959-les-missiles-yakhont-syriens-guettent-les-navires-us

Rússia ordenou reforçar a sua frota nas proximidades de Síria com um barco de luta antisubmarinos e um barco antimísseis com a clara intençom de dissuadir aos imperialistas de todo ataque criminal, ilegal e terrorista. Fonte http://www.almanar.com.lb/french/adetails.php?eid=127499&cid=18&fromval=1&frid=18&seccatid=37&s1=1

Comandante iraniano: Qualquer acçom militar contra Síria incinerará aos sionistas. Fonte http://es.irna.ir/News.aspx?Nid=80794552

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