09-06-2013

  21:38:38, por Corral   , 791 palavras  
Categorias: Ensaio

CANTA O MERLO: O que se discutirá à porta fechada? Quem assiste à reunião de Bilderberg?

http://www.odiario.info/?p=2900

Todos os anos o encontro de Bildergberg reúne membros destacados da elite financeira e empresarial, políticos, técnicos, jornalistas e cientistas cuidadosamente seleccionados.

É uma reunião anglo-ocidental ? europeia e norte-americana, com participantes de 21 países ocidentais (Europa Ocidental, EUA e Canadá). Com excepção do ministro das Finanças polaco, Jacek Rostowski, nascido na Grã-Bretanha, não há participantes da Europa Oriental, das Balcãs, da Ásia, América latina, África e Médio Oriente (com excepção da Turquia [1]). Há 14 mulheres entre os 140 participantes.

O sítio oficial do Bilderberg descreve a reunião como «um fórum de discussões informais, extra-oficiais, sobre mega-tendências e os principais temas que o mundo enfrenta ».

Prevalece um semi-segredo: enquanto têm lugar negociações cruciais que levam a decisões transcendentais, primeiros-ministros e ministros das finanças participam individualmente: não informam os gabinetes nem os órgãos legislativos.

A reunião deste ano, a 61ª, deve ter lugar no Grove Hotel, cerca de Watford, Hertfordshire, Reino Unido, de 6 a 9 de Junho de 2013.

Vários temas da Nova Ordem Mundial incluindo a crise económica global, as guerras do Médio Oriente, a biotecnologia, a ciberguerra e a segurança interna serão discutidas à porta fechada.

«Graças à natureza privada da conferência, os participantes não estão limitados por convenções, cargos ou posições previamente acordadas. Assim, podem gastar o tempo necessário para pensar, reflectir e acumular perspectivas.

Não há uma ordem do dia detalhada, não se propõem resoluções, não se realizam votações, e não se emitem declarações políticas» (www.bilderbergmeetings.org/)

A reunião agrupará 140 participantes que incluem George Osborne, ministro da Economia do Reino Unido, Henry Kissinger, Timothy Geithner, ex-secretário do Tesouro dos EUA, Gen. David Petraeus, ex-chefe da CIA, Christine Lagarde, Presidenta do Fundo Monetário Internacional, Richard N. Perle, destacado conselheiro do governo Bush filho, Jeff Bezos, fundador e director executivo de Amazon.com, Eric Schmidt, de Google, dois ex-presidentes do Banco Mundial, James D. Wolfensohn e Robert B. Zoellick, entre outros.

Destacados membros do establishment financeiro anglo-estadunidense que inclui David Wright, vice-presidente do Barclays, J. Michael Evans, vice-presidente do Goldman Sachs, Douglas J. Flint, presidente do grupo HSBC, Kenneth M. Jacobs, presidente e director executivo da Lazard, Peter D. Sutherland, presidente de Goldman Sachs International, Edmund Clark, presidente e director executivo de TD Bank Group, do Canadá. O establishment banqueiro suíço, que supervisiona milhares de milhões de dólares em «contas bancárias cifradas», é representado por Dr. Thomas Jacob Ulrich Jordan, o recentemente nomeado presidente do conselho de administração do Schweizerische Nationalbank (Banco Nacional Suiço).

Alguns jornalistas do establishment (Washington Post, Finantial Times, Economist), professores de economia, representantes de think-thanks empresariais incluindo o American Institute, Carnegie e o Conselho de Relações Externas também assistirão.

Da indústria petrolífera, Simon Henry, principal responsável financeiro da Royal Dutch Shell e Robert Dudley, chefe executivo da BP, estão na lista de participantes.

O Primeiro-ministro de Saskatchewan, Brad Wall, também estará presente. O Canadá é o segundo produtor mundial de urânio e a maior parte desta actividade é em Saskatchewan. O urânio é um importante componente da produção de ogivas nucleares.

A ordem do dia também inclui importantes ramos da investigação médica. Destacados dirigentes da indústria farmacêutica como Mark C. Fisman, presidente do Instituto Novartis para a investigação biomédica, juntamente com o Dr. John Bell, Professor de Medicina em Oxford, uma importante autoridade em biotecnologia que trabalha em estreita cooperação com a grande indústria farmacêutica.

Os Bilderberg confirmaram que se discutirão os bancos de dados globais pertencentes á segurança interna sob o título de «grandes dados» e que Eric Schmidt, da Google, falará sobre este tema.

A lista oficial não está completa. É muito provável que os nomes de vários destacados participantes não sejam sequer divulgados.

Um informe anterior de Infowars.com citando «fontes bem informadas» afirmou que as discussões sobre a guerra do Médio Oriente concentrar-se-ão «no prolongamento da guerra contra a Síria, através do armamento de elementos contra Asad», assim como a destruição das instalações nucleares do Irão num futuro próximo de 3 anos.

De acordo com o sítio dos Bilderberg na web, serão discutidos os seguintes tópicos vagamente definidos:

? Podem os EUA e a Europa crescer mais rapidamente e criar postos de trabalho?
? Empregos, titularidade e dívida.
? Como os grandes dados estão mudando quase tudo.
? Nacionalismo e populismo.
? Política externa dos EUA.
? Desafios em África.
? Ciberguerra e proliferação de ameaças assimétricas.
? Importantes tendências da investigação médica.
? Educação em linha: promessa e impactes.
? Os acontecimentos no Médio Oriente.
? Temas de actualidade.

A lista completa de participantes e do Comité de Direcção do Bilderberg encontram-se em http://www.bilderbergmeetings.org/governance.html

Nota do tradutor:
[1] A Turquia é membro da NATO, organização internacional militar de agressão ao serviço do imperialismo norte-americano.

Este texto foi publicado em www.globalresearch.ca/who-will-be-attending-the-bilderberg-meeting-what-will-be-discussed-behind-closed-doors/5337453

* Michel Chossudowsky é Professor da Universidade de Otawa, e amigo e colaborador de odiario.info.

Tradução de José Paulo Gascão

  21:33:24, por Corral   , 2968 palavras  
Categorias: Ensaio

CANTA O MERLO: História Criminal do Cristianismo - Umha enxurrada de sangue

Diálogo com Grabriele Röwer sobre a obra de Karlheinz Deschner, autor da "História criminal do cristianismo" (10 volumes)
?Fio vermelho" Nom, enxurrada de sangue!

Stefan Huth
Die Junge Welt

Traduzida em castelá para Rebeliom por Mikel Arizaleta.

Gabriele Röver (nada em 1944) trás estudar teologia evangélica saiu da Igreja, logo estudou filosofia, filologia germânica e psicologia, realiza em Maguncia umha actividade pedagógico-terapeuta. Desde 1977 colaboradora com Karlheinz Deschner.
***

Nom há muito Joseph Ratzinger renunciou a seguir sendo o papa Benedito XVI. Olhando a história dos papas, um crítico da Igreja como Karlheinz Deschner onde situaria nela ao papa Benedito XVI?

Como expom Deschner na sua obra de mais de 1000 páginas "Die Politik der Päpste im 20. Jahrhundert" (A política dos papas no século XX) [i] , os papas mais importantes do S. XX fôrom Leom XIII (1878-1903, muito marcado politicamente ""Ergo sum Petrus, "eu quero pilotar umha grande política"), os papas fascistas Pio XI e Pio XII e ultimamente Joám Paulo II. O seu sucessor, Joseph Ratzinger, antes professor em Tubinga de dogmática e teologia fundamental, logo prefeito da congregaçom da fé (em tempos "a santa Inquisiçom"), como papa, Benedito XVI, nom seguiu a política imperialista dos seus predecessores. Mais bem buscou mediante a sistematizaçom e consolidaçom do corpus dogmático erigir-se em baluarte contra o perigo de erosom crescente na sua Igreja, que na Europa ocidental haver ir perdendo cada vez mais membros a favor de correntes seculares e que no resto do mundo tenhem ido engrossar sobretodo as filas evangélicas.
Em vao tentou conjurar o primeiro perigo mediante o projecto da "unidade de razom e fé", naturalmente com o primado da fé. Ao começo a tam ansiada "nova evangelizaçom da Europa" fracassou ante a grande secularizaçom existente, difamada por Benedito como "ditadura do relativismo" ou também "cultura da morte" (pola regulaçom da natalidade e a eutanásia), a difamaçom da homossexualidade e da emancipaçom das mulheres, sobretodo no sacerdócio. A conseqüência foi que a Igreja continuou perdendo imagem no nosso mundo. Em mudança este papa sim pode actuar em contra da marcha triunfal dos evangélicos em todos os continentes, sobretodo na América do Norte do Norte e do Sul (que nom por casualidade prove de aqui o novo papa) reclamando para a sua Igreja em grande parte as suas posiçons ideológicas (a confiança na Bíblia, o pecado mortal do ateísmo que o invade todo, a salvaçom mediante a missom e a vida em comunidade).
Mas com a sua negativa a modernizar a Igreja desde dentro, sem dúvida mais previdente que os seus críticos, porque toda a modernizaçom segundo Deschner a longo prazo aceleraria mais que reteria ou pararia o derrubamento desta instituiçom.
Polo que sabemos Benedito XVI fracassou ante a prepotência dos funcionários da Igreja, que boicotárom propostas prudentes sobre umha maior transparência na explicaçom dos escândalos dentro da Igreja nos últimos tempos, em primeiro lugar sobre os abusos sexuais (sobretodo em USA) e as finanças da Igreja. A dimensom de conflito pugeram às descoberto publicaçons como Vatileaks, provavelmente o motivo decisivo da sua renúncia.

Karlheinz Deschner acaba de finalizar o seu "História criminal do cristianismo" em dez tomos. Que fontes utilizou? Tivo acesso aos arquivos eclesiásticos?

Um dos reproches mais frequentes contra o trabalho de crítica à Igreja de Deschner aponta à sua suposta "falta de método científico" e a que "nom é aceite polo mundo científico" por carecer de umha análise própria das fontes. À parte de que ele as utiliza na medida em que estas estám disponíveis e acessíveis para ele sobretodo nas bibliotecas universitárias, este reproche nom tem em conta a realidade da investigaçom. E é que se ele mesmo tivesse que levar a cabo em cada tema umha análise profunda das fontes com segurança que nom passaria do primeiro volume da "História do cristianismo". Um trabalho sério de investigaçom é também aquele que é capaz de valorizar, analisar e recolher com objectividade os resultados de modo amplo e substancioso de outros, em especial as análises critico-históricos das fontes dos demais, e sabe-los transmitir ao leitor. Professores de teologia evangélica e católica, que merecem grande respeito polo seu trabalho, documentam-se ademais dentre outras muitas opinions também na sua página Web. Pars pro Toto, neste ponto poderia-se citar o parecer do professor doutor D. Julius Groos: "O que se negou aos nossos livros científicos, bem pudesse alcançá-lo a sua obra: Dar a conhecer à massa de intelectuais os resultados da investigaçom moderna sobre o cristianismo". Também um transmissor, um mediador dos resultados da investigaçom de outros pode ser de grande ajuda para estes, admitido que também a sua linguagem serve para o que a Deschner seja reconhecido a miúdo mesmo até polos seus inimigos "isso sim, freqüência e acto seguido acusa-lo por esta linguagem, de ser a sua escrita demasiado emotiva, de escrever "cum ira et studio"-, o seu trabalho seria espelho da sua óptica uni-dimensional, historicamente subjectiva. Coma se existisse a objectividade pura na classificaçom e valoraçom da história, crítica levada por Deschner ad absurdum na sua introduçom ao tomo I da "História criminal do cristianismo".

Uni-dimensional? Subjectivo, parcial? Analisemos este veredicto que quer ser demonstraçom da sua "falta de método científico". Deschner nom escreve e pensa mais subjectiva e unilateralmente que os incontáveis apologistas do poder eclesial no grémio da história eclesial. A eles contrapom Deschner desde o inicio a sua visom desde abaixo. Com o pároco pacifista Johannes Ude, que reconhecia "nom poder suportar a injustiça", Deschner elegeu sofrer empáticamente, sofrer desde a perspectiva das vítimas, dos que padecem todo o tipo de barbaridades: dos milhons de pagaos,de bruxas, dos milhons de indianos, dos milhons de africanos, dos milhons de cristaos, até dos 700 000 ortodoxos sérvios que fôrom enterrados, queimados, crucificados vivos ainda nos nossos dias, na Croácia católica fascista sob Ante Pavelic, e todo isso com ajuda de umha clerezia muito activa, que ela mesma matava e descabeçar os franciscanos!, e isso com a bençom e o consentimento de Eugénio Pacelli, desde 1939 Pio XII, aquele papa de figura tam ascética, tam seráfica, tam venerada, tam endeusada.

Umha nova ediçom da obra de Deschner "A política dos papas" aparece proximamente na editora Alibri. Que relaçom tem esta obra com a História criminal do cristianismo?

Os nom bem intencionados acusam agora a Deschner, trás a apresentaçom do tomo 10, o último da sua História criminal, de nom penetrar no S. XIX e XX, portanto nom poderia cumprir o seu propósito. A nova ediçom actualizada da "Política dos papas em tempos das Guerras Mundiais" de 1982/83 e 1991 agora na editora Alibri com um epílogo extenso de Michael Schmidt-Salomon, porta-voz da fundaçom Giordano Bruno, a cujo valente editor Gunnar Schedel e ao sua equipa só cabe agradecer-lhes por este imenso trabalho, empalma de algumha maneira ali onde termina o tomo 10, no âmbito da Revoluçom francesa. Deschner considera esta obra o tomo 11 da sua História criminal do cristianismo, ainda que de modo nom oficial. Em mais de 1000 páginas constata, demonstra e comprova no S. XIX e XX o vê-lho emaranhamento conhecido do papado nom tanto com os poderes do mais ali quanto com os deste mundo, sempre adornado e debruado de transcendência e em clara contradiçom com a ética da paz e da pobreza do Jesus sinóptico. A cima desta hipocrisia alcança no S. XX com o pontificado de Pio XI e Pio XII.

Deschner ocupou-se muito intensamente do papel da Igreja no fascismo "agora apareceu umha nova ediçom do seu memorável livro de 1965 "Mit Gott und dêem Fachisten" (Com Deus e os fascistas), no que detalha e demonstra, como ninguém depois de 1945, a colaboraçom do papa Pío XI e Pío XII com os fascistas daqueles anos na Itália, Alemanha, Espanha e Croácia. Sobre Pío XII escreveu noutro lugar: "Sim, nom faltou um (um") no patíbulo de Nuremberg"" Nom se deu um escândalo jurídico?

Nom! As suas palavras pronunciadas na Meistersingerhalhe de Nuremberg fôrom motivo para incoar querela por "injuria à Igreja", desistida em 1971 "por insignificancia". A terrível contradiçom entre o ideal do cristianismo primigénio e a realidade clerical foi o tema desta conferência, do mesmo modo que foi de quase todo o que ele vem escrevendo desde há meio século contra a Igreja. Nos inícios da História criminal do cristianismo rondou-lhe a ideia de intitular a obra "Deus caminha nas sandálias do demónio". Nom polas palavras senom polas obras mede ele aos "representantes de Deus": "Deverdes conhecer-los polos seus frutos". Frase que é guia nos seus trabalhos.

A frase "História criminal do cristianismo" supom algo assim como continuidade, realmente constitui esta actuaçom criminal umha espécie de linha vermelha através da história da Igreja?

Linha vermelha" Deschner diria que mais bem constitui "umha cascata de sangue", umha verdadeira cascata de sangue que roda e precipita polos reinos cristaos através do século; observe-se, como o autor desta História criminal, que as linhas directrizes dos apoderados da Igreja determinam a política e nom o protesto daqueles que se alçam contra ela mesmo jogando-se a vida, mais tarde utilizada como folha de parra para tampar os crimes cometidos e abençoados polos clérigos. E que som legiom. Cito aqui frases daquele discurso de Deschner em Nuremberg: "A linha central: com Deus o Senhor" Com Deus contra os pagás, contra os judeus, com Deus contra os lombardos, os sajones, os sarracenos, os húngaros, os ingleses, os poloneses; com Deus contra os albigenses, os valdenses, os Stedinger, contra os husitas, os Gueux, os hugonotes, os camponeses, com Deus na Primeira Guerra Mundial, com Deus na Segunda, e com Deus seguro também na Terceira; festas ecuménicas de matança sem igual.

Objecto fundamental das análises de Deschner é a Igreja católica. Em que medida tem em conta também os crimes do protestantismo?

Nos assassinatos maciços desde a Reforma -pense-se tam só nas guerras camponesas, na Guerra do Trinta Anos que Deschner documenta muito detidamente- participárom também os protestantes, mas em conjunto nom se pode comparar com o poder e a influência do império da Igreja católica, ainda que dispunham de um grande património e governavam numha série de países. O capítulo mais escuro da história protestante sem dúvida escreveu-o a sua colaboraçom dos cristaos alemáns com os nacional-socialistas. Nom esqueçamos, os inícios da Igreja protestante, na Reforma iniciada por Martim Lutero -cujos 500 ano vai ser celebrado com profussom- arrojam muitas sombras, cujos traços mais característicos estám expostos no capítulo 12 do volume 8 da História criminal do cristianismo, recopilado num dos seus aforismos: "Martim Lutero desmascarou as lendas como contos, mas Lutero aferrou-se às lendas da Bíblia, também à crença do demónio, também ao delírio das bruxas, também à eliminaçom dos hereges, também ao anti-semitismo, ao serviço da guerra, à escravatura, aos príncipes. E a isto chama-se Reforma".

Nom só os escândalos de abusos sexuais, também o despedimento de umha mulher de Colónia violada por clínicas católicas enfadou à opiniom pública, há príncipes da Igreja que se sentem expostos a umha espécie de progrom. Tenhem razom"

Como historiador crítico da Igreja e autor de umha História sexual do cristianismo ""Dás Kreutz mit der Kirche", 1974 (Em castelhano: História sexual do cristianismo) [ii] , Deschner vê os casos nomeados, do mesmo modo que todos aqueles numerosos casos de maes solteiras, massacradas há tempo em todos os sítios, como foram afogadas ou elas mesmas afogárom no contexto de umha repressom sexual de séculos da massa dos crentes, sem prejuízo de um em todos os sentidos libertinagem desbocado por parte dos seus governantes de dentro e fora das Igrejas. Já este contraste amostra para que serviu de facto a moral sexual especificamente cristá e a inimizade do prazer: como afirma Deschner nom tanto para a protecçom da vida embrionária, como afirmam "que umha vez desenvolvida termina sendo carne de canhom-, quando como criaçom e canteira de súbditos. Freud pode confundir-se gravemente neste sentido, o verdadeiro é que se se embrida e reprime este impulso elementar prazenteiro da vida, si se o difama, si se tacha de animal, si se endemoninha e se envolve e besunta desde pequeno com um sentimento de culpabilidade -sabem-no todos os ditadores do mundo terreno e espiritual- encarcera-se e embrida à pessoa, impede-se o seu desenvolvimento e assim se conseguem súbditos submissos, dispostos e capazes de humilhar-se ante os de arriba e a patear aos de abaixo, assim se acreditem combatentes fanáticos sobretodo na guerra, esse sempre "Deus connosco": Também, segundo Deschner, é o que se busca com a congestom e repressom do impulso dos celibatários, que tem que terminar buscando umha válvula de escape.

Que reacçons deram nos círculos eclesiais sobre a obra de Karlheinz Deschner"

Muito diferentes como mostra já o tomo de cartas "Vostede chefe dos demos". Desde a teologia da Igreja tentou-se ignorá-la, nom falar do seu trabalho, e na imprensa conservadora despachou-no com os "argumentos" antes mencionados (subjectivo, pouco científico). Um simposium em 1993 na academia católica Schwerte para demonstrar a falta de seriedade da "Criminalizaçom do cristianismo" por ?entendidos? nom encontrou o amplo eco esperado. Na obra extensa de um só como ele, sem equipa colaborador, obrigado ademais a dar conferências para assegurar-se o sustento vital e à ajuda de amigos como Herbert Steffen, o fundador do GBS, sem dúvida que sempre se encontram algumhas falhas de detalhes. Mas o decisivo é que foi confirmado até o dia de hoje por teólogos e historiadores da Igreja, mas nom excessivamente submissos à mesma, o valor científico do aproveitamento dos estudos de fontes assim como a legitimaçom da sua crítica de domínio referida às vítimas, e isto é a regra geral e nom a excepçom.

Deschner foi educado nas salas de aulas de um convento católico, que lhe empurrou a se dedicar de cheio à história da Igreja"

Entre os seus 50 livros existem alguns de muito outro conteúdo, ademais da crítica literária e a poesia paisagista cabe destacar sobretodo o seu amor polos animais, aos que começaria de novo a dedicar toda a sua capacidade de escritor. O que sacrificasse à crítica da Igreja por volta de 50 anos da sua vida em nada corresponde, como afirma, a umha infância ou mocidade eclipsada ou obscurecida por influências eclesiais, em privado tivo por entom as melhores experiências com representantes de Igreja local. Separou-se religiosamente da fé muito pronto, sendo aluno, pola leitura de Schopenhauer e Nietzsche, mais tarde de Kant e Lichtenberg, cortando o cordom umbilical emocional com o catolicismo tradicional da sua terra mediante um estudo autodidacta de cinco anos dos fundamentos do cristianismo, e com a sua primeira crítica da Igreja "Abermals krähte de Hahn" (E de novo cantou o galo) em 1962 rematou totalmente o tema Igreja e fé para sim pessoalmente. Desde entom agnóstico com sempre crescente dúvida metódica frente a perguntas sem resposta para nós, impulsionou-lhe a seguir no tema sobretodo um sentimento arraigado pola verdade e a justiça, expressado e manifestado já como crítico literário e agora como historiador: a denúncia da profunda contradiçom entre as altas exigências morais dos "representantes de Cristo" e a sua praxe verdadeiramente lamentável, desprezadora dos direitos humanos com palavras embelecidas, e mais tarde negada mesmo por historiadores submissos.

Que espera Karlheinz Deschner do papa Francisco que saiu elegido?

Deschner pessoalmente nada, vê no papado umha instituiçom totalmente superada. O que nom exclui que como sempre se aferre ao poder sobretodo coligándosse em política e economia com aqueles poderes terrenais dos que espera vantagens, sobretodo em luta conjunta e já experimentada através dos séculos contra todo que seja crítico. Nom nos devem enganar nem os anúncios de Francisco de um feche do Instituto per le Opere di Religione (IOR), conhecido como Banco Vaticano "umha reacçom às acusaçons de lavagem de dinheiro- nem as afirmaçons de estar perto dos pobres seguindo o exemplo do patrom do seu nome, Francisco de Agarrais, com censuras aos super-ricos. Francisco como papa será, como já o foi antes como Jorge Mario Bergoglio, sacerdote, cardeal e arcebispo de B. Aires "nos anos 70 provincial dos jesuítas, ordem que segue dispondo de um enorme capital e de pacotes de acçons em empresas multinacionais. Possivelmente queira perceber por estar perto dos pobres o que já percebeu no seu dia Leom XIII na seu "encíclica aos trabalhadores", com a que esperava durante a industrializaçom ganhar de novo para a Igreja a aquelas massas que ameaçavam com ir aos socialistas e comunistas, sempre hostilizadas polos gerifaltes da Igreja. Também Francisco é possível que perceba por estar "perto dos pobres" ser caritas, sedante da miséria de massas num mundo com cada vez mais partes depauperadas em lugar de comprometer-se em luta eficaz e combativa contra as causas desta crescente depauperaçom. Mas isto exige mudanças estruturais numha economia orientada exclusivamente ao benefício sem o qual nom pode haver um mínimo de justiça nem nacional nem globalmente. Por suposto, com as organizaçons argentinas de direitos humanos e familiares bem inter-comunicadas Deschner nom descarta que Francisco frente aos governos de esquerda latino-americanos pudesse jogar um papel semelhante ao jogado polo papa polonês Joám Paulo II face a representantes do socialismo real. O cepticismo de Deschner frente à ofensiva de atracçom dos coraçons de muitas gentes por parte do novo papa e as suas numerosas promessas de reforma será que basicamente na Igreja católica todo seguirá sendo como sempre foi, sobretodo essa hierarquia rígida. Porque Francisco, apesar do novo grémio de cardeais assessores, segue sendo o pontifex maximus, é dizer em todas as decisons tem a última palavra. Lembra Deschner que na sua crónica crítica do Vaticano durante os Séculos XIX e XX escreveu sobre as bases religiosas podrecidas deste império: "Se este instituto de quase dous mil anos de crimes um dia, polas razons que fora, nom só predicasse a paz senom que mesmo a praticasse, e se para isso padecesse, perdesse poder e minguasse seguiria sendo desprecíavel porque dogmaticamente é mentira. umha Igreja edificada na fraude e a mentira jamais se mostrará como eticamente servível.

Notas:

[i] Publicado em castelhano em dous tomos pola editora zaragozana Yalde e magnificamente traduzido por Anselmo Sanjuán Nájera.

[ii] Publicada pola editora Yalde

19-05-2013

  18:43:02, por Corral   , 567 palavras  
Categorias: Novas

CANTA O MERLO: Preso banqueiro espanhol

Jean-Guy-Allard - www.aporrea.org
18/05/13 - www.aporrea.org/internacionales/n229106.html

Blesa, financeiro de exito em grande parte pola sua aliança com a rede de chefes do Partido Popular espanhol, dirigiu a compra por parte de Caixa Madrid do City National Bank of Flórida, polo que se pagou um sobre-preço multimilionário que terminou acordando a atençom de autoridades judiciais.

Entre os conspiradores designados polo juiz encarregado do caso, numha primeira etapa da investigaçom, sobresaíu a figura de Guillermo Martínez Lluch, director da representaçom em Miami de Banacaja, entidade bancária valenciana associada à figura de José María Aznar.

É conhecido como Aznar construiu desde os anos 90 umha aliança com a Fundaçom Nacional Cubano Americana e o seu chefe, o oficial CIA Jorge Mais Canosa, cuja generosidade ajudou o político espanhol a fazer-se com uns saborosos fundos de campanha.

Sabe-se hoje que, no desenvolvimento dos seus laços com Miami " cidade pola qual ficou fascinado " involucrou a Esperança Aguirre, a ex presidenta da Comunidade de Madrid e "prima donna" do PP, que realizou várias viagens à Flórida que lhe permitiu comprometer com a fauna local.

A designaçom de Lluch como cúmplice da colossal estafa apoiou-se entom sobre os negócios sulfurosos do "conseguidor" Francisco Correa quem -segundo suspeita-se- manejava pessoalmente na entidade bancária de Miami as contas de vários politiqueros e, segundo testemunha alardeava da sua amizade com José María Aznar e o PP para abrir-se as portas melhor fechadas.

Gravaçons de conversaçons telefónicas confirmam os laços de Correa com o casal Alejandro Agag e Ana Aznar, filha do ex presidente do Governo. Na Flórida, viveu também o financeiro Juan Villalonga, amigo íntimo de José María Aznar. O seu nome aparece numha destas conversaçons

Caixa Madrid destinou mais de 1.000 milhons de euros ao desenvolvimento dos seus projectos sujos na Flórida, e à compra do City National Bank of Flórida, à conta de um enorme buraco que termina com Blesa no cárcere,

Os planos do banqueiro para casar o próximo 8 de Junho numha grande finca dos arredores de Madrid ficam suspendidos.

A ALIANÇA COM A REDE DE MAS CANOSA

Em Março de 2009, larepublica.es publicou um comentário sobre as relaçons de Esperança Aguirre com a fauna terrorista cubano-americana de Miami e sobre as ramificaçons da rede espanhola em Flórida no que se precisava que "o director da sucursal de Bancaja em Miami, umha entidade bancária espanhola vinculada a Aznar, é umha personagem que entre os seus muitos (dês) atributos tem o de umha estreita relaçom com a Fundaçom Nacional Cubano Americana desde a época da sua agora falecido titular e agente da CIA estadounidense, Jorge Mas Canosa".

O 29 de Janeiro último, faleceu em Bayamón, Puerto Rico, Antonio "Toñin" Llama, padrinho desta aliança de Aznar e o seu clam com a máfia miamense, concluída em Novembro de 1995. Llama organizou logo em Madrid a criaçom da chamada Fundaçom Hispano-Cubana, umha sucursal da sua organizaçom miamense, à qual se associou Esperança Aguirre nas suas manifestaçons de histeria anti-cubana.

Numha foto famosa, tomada durante um das suas viagens a Miami, Aznar exibe à beira das suas novas e milionárias amizades: Jorge Mais Canosa, entom capo da FNCA, e ao próprio Llama.

Mas faleceu de cancro em Novembro de 1997. Mas Aznar, agradecendo a sua generosa amizade, favoreceu a aquisiçom polos seus filhos, Jorge e Juan Carlos Mas Santos, da firma SINTEL, filial da estatal Telefónica.

A operaçom, propriamente escandalosa, converteu-se num mega-fraude que provocou a quebra da empresa privatizada e condenou ao desemprego aos seus 1,828 trabalhadores

  17:59:12, por Corral   , 342 palavras  
Categorias: Novas

CANTA O MERLO: Harragas espanhóis interceptados em Orán. Quem, antes, acreditaria?

http://www.tlaxcala-int.org/article.asp?reference=7316

Quatro imigrantes espanhóis ilegais interceptados na costa da Argélia

Pergunta: o leitor algum dia ouviu a palavra harraga? Resposta: Não, nunca. A variante dialetal do árabe marroquino chama de harragas os africanos que queimam os próprios documentos de identidade, antes de emigrar para a Europa em balsas, para dificultar a repatriação. Mas não têm nome na Espanha pós-colonial, pois os jornais e televisões, lá, chamam-nos simplesmente de ?imigrantes ilegais? ou ?sem papéis?.

Até há poucos dias, a viagem desses sem papéis e sem nome era sempre para o norte. Pois eis que a crise econômica que assola a Europa acaba de nos oferecer uma notícia que é como uma revanche histórica: dia 17 de abril, o jornal argelino Liberté publicou notícia sobre quatro imigrantes ilegais espanhóis, interceptados pela polícia costeira da Argélia. Dessa vez, haviam partido do norte, rumo ao sul. O curioso é que já lá vai quase um mês do acontecido, sem que nenhum jornal ou rede de televisão na Espanha ou no resto da Europa tenha noticiado. Vergonha? Sabe-se lá. Façamos votos de que os quatro rapazes tenham melhor sorte na próxima tentativa, talvez rumo à Argentina, Venezuela ou Cuba.

Aqui, a notícia publicada no Liberté, de Alger

Harragas espanhóis interceptados em Orán
Quem, antes, acreditaria?
Reguieg-Issaad, K., Liberté, Alger, Argélia,

A informação é uma bomba e não passou inadvertida, pois são... harragas espanhóis recentemente detidos pela polícia argelina, na costa ocidental do país.

A crise econômica mundial, que afeta a Espanha e alguns países europeus sugeriu uma via a quatro jovens espanhóis, que decidiram procurar trabalho em terras africanas. O que poderia ser mais natural, uma vez que a Argélia negou-lhes os vistos, que tentassem cruzar o mar em sentido oposto?

Os harragas espanhóis foram interceptados num barco, quando desembarcavam na costa da Argélia. Viajaram atraídos pelas oportunidades de trabalho nas muitas empresas espanholas que operam em Orán. Segundo nossas fontes, os jovens espanhóis, demitidos dos respectivos empregos em empresas que fecharam na Espanha, solicitaram visto de entrada na Argélia, sem sucesso. Os jovens espanhóis, agora, serão repatriados.

13-05-2013

  18:17:39, por Corral   , 1096 palavras  
Categorias: Ensaio

CANTA O MERLO: "Em Cuba a palavra desafiuzamento nom existe, e tem um desemprego de 3,8 por cento "

http://www.publico.es/internacional/455097/el-desahucio-no-existe-en-cuba
Sergio León
Público.es

Umha delegaçom cubana atende ao diário "Público" para falar dos avanços económicos na ilha. Rejeitam que o socialismo cubano haja fracassado e destacam que a política do Governo de Raúl Castro enfoca-se em modernizar as conquistas da revoluçom.

Eles também estám de passagem por Espanha, ainda que a sua visita nom fai parte de nengumha gira mundial. O Congresso dos Deputados nom abrirá as suas portas para receber-lhes. Nom se farám fotos com segundo que personalidades. Mas nem falta que fai. "Nom vamos seguir os passos dessa personagem".

Quem fala é Iroel Sánchez, engenheiro e jornalista cubano autor do blogue "A Pupila Insomne" e do livro "Suspeitas e dissidências" que apresenta estes dias em Espanha. Junto ao doutor em economia e vice-presidente da Associaçom de Economistas e Contadores de Cuba, Hugo Pons, percorreram Barcelona, Valencia e Madrid para realizar umha série de encontros para falar sobre a ilha. Viajaram acompanhados de Mirtha Rodríguez, mae de um do Cinco e que leva a história do seu filho por todo mundo, e do alto funcionário Alberto González.

A embaixada cubana na capital recebeu a "Público" para charlar de todo um pouco e, sobretodo, das mudanças que se estám produzindo no país caribenho. Mudanças, sim, mas concretizam: "Cuba nom muda, Cuba muda-se".

Há dous anos, o Governo de Raúl Castro começou a implementar novas medidas económicas: desde a concessom de créditos para criar e fomentar novos negócios e a promoçom do trabalho autónomo e cooperativista, passando pola cessom de terrenos agrícolas para incrementar a produçom e o levantamento da proibiçom de compra-a-venda de casas e automóveis. Passos significativos para modernizar e fazer sustentável num novo contexto internacional os sucessos e conquistas alcançadas com a revoluçom, defende Sánchez.

Ambos destacam os resultados conseguidos até agora, ainda que também som conscientes de que o caminho é comprido e o processo, lento. O economista pom 2030 como "horizonte temporário" para a transformaçom das actividades económicas que, em nengum caso, destaca, esqueceram-se de apoiar um gasto social orientado a garantir o bem-estar da populaçom. Pons sublinha que "a primeira directriz -termo empregue para as medidas económicas- que aparece aí, que é trabalhar em funçom da construçom do socialismo, nom se modificou. O objectivo segue sendo o mesmo. Poderá-se falar de umha falência do socialismo na Europa, mas o socialismo cubano aí está".

Sánchez fai finca-pé aqui na utilizaçom que se fai deste processo em alguns médios para anunciar a quebra do sistema cubano. Di-o alto e claro: "Cuba nom vai para o capitalismo". O economista alarga: "Cuba nom está a entregar a propriedade das terras, nom as está entregando, as propriedades e serviços seguem sendo públicos. Entrega-se a gestom. O peso fundamental da actividade económica cubana vai seguir sendo a empresa estatal. umha cousa é que se privilegie a actividade cooperativa, que é colectiva, nom privada, e que se alargue o trabalho por conta própria como umha forma de soluçom. Aí é onde entra a deturpaçom".

Pons, neste ponto, fai umha defesa das políticas cubanas, e nom só as actuais: "Em 2008, num contexto de crise financeira, a economia de Cuba seguia crescendo. Nom é magia, é o fruto do desenho de umhas políticas que, ainda que, nom alcança os níveis de eficiência que potencialmente poderiam ter, sim chega a oferecer umha melhora relativa do estándar de vida da populaçom".

Os dous celebram o reconhecimento que o director geral da ONU para a Alimentaçom e a Agricultura (FAO) fixo do trabalho realizado na ilha para erradicar a fame. José Graziano da Silva felicitou por carta ao ex-presidente Fidel Castro e ao povo cubano por "o importante sucesso" ao cumprir de maneira antecipada a meta traçada de reduzir à metade o número de pessoas desnutridas em cada país antes de 2015. "Cuba, com as suas políticas, alcançou bem mais que outros países que nom tenhem bloqueio, que tenhem petróleo, que som grandes produtores de alimento, que tenhem boas condiçons climatológicas" Segundo UNICEF, Cuba é o único país que acabou com a desnutriçom infantil", acrescenta Sánchez.

"Nom quer dizer que os cubanos comam o que quereriam comer. Quando Cuba compra arroz, fá-lo para 11 milhons de pessoas. Nom é umha realidade paradisíaca, mas também nom é a realidade que se fabrica nos laboratórios da guerra psicológica de EEUU", continua. Reconhecem que nada é perfeito. E Cuba, com todos os seus problemas, tampouco. "Há muitas cousas que resolver. É necessário elevar os níveis de produçom alimentícia para reduzir as importaçons. Na medida que se consiga, esse financiamento, que em 2011 supom 1.500 milhons de dólares, pode ser utilizada para outro tipo de investimentos, para, em definitiva, melhorar a qualidade de vida da populaçom", assinala Pons.

Lento, mas seguro. Tanto o economista como o bloguero defendem que é a forma para sentar as bases desta transformaçom económica, para que permaneça e seja sustentável. E de fundo, nom esquecer nunca a política social. Num panorama no que Ocidente se afoga na crise financeira e na política de recortes, Cuba, tem um desemprego de 3,8 por cento. A palavra desafiuzamento nom existe, e nom só que nom exista, senom que também nom fai parte do seu marco regulatório". Sánchez incide no tema dos desaloxos com umha frase singela, mas clarificadora: "Nom podem botar-te da tua casa, os cubanos nom o percebem porque isso nom fai parte da sua cultura".

É inevitável que, durante a conversaçom, EEUU e o seu embargo à ilha apareça de forma assídua. A chegada de Barack Obama em 2008 à Casa Branca fixo pensar que a situaçom pudesse mudar. Mas nada mais longe da realidade. "Obama é o presidente que mais travas impujo ao levantamento do bloqueio". Sánchez critica ao mandatário estadounidense e a sua imagem oferecida de "aparente abertura", por nom ser conseqüente com as promessas fixo quando era senador. "Cuba já demonstrou a sua disponibilidade a sentar a discutir. Nom é só o bloqueio, é um problema que transcende as relaçons bilaterais", assinala, por sua parte, Pons.

O ferrolhamento custou-lhe a Cuba dezenas de milhares de milhons de euros. A ilha necessita que o seu sistema seja mais eficiente, aponta o economista. Por isso expôs-se a necessidade de pôr em marcha novas medidas económicas. Sánchez destaca que essas directrizes fôrom fruto do consenso de um amplo debate da populaçom cubana. "Cuba muda para adaptar-se, mas sem esquecer da justiça social e a preservaçom da sua soberania. As mudanças levaram-se a cabo com a presença da geraçom histórica da revoluçom para dar-lhes sustentabilidade". E quando Raul Castro retire-se" "As instituiçons som mais importantes que as pessoas. O povo cubano é o que garante os objectivos", conclui o bloguero.

06-05-2013

  23:41:56, por Corral   , 833 palavras  
Categorias: Ensaio

CANTA O MERLO: Fascismo

http://luisbrittogarcia.blogspot.com.es/

1
Hollywood representa o fascismo como quadrilha de mal-encarados em uniforme que agitam estandartes e gritam ordens. A realidade é mais perversa. Segundo Franz Leopold Neuman em Behemoth: The Structure & Practice of National Socialism, 1933-1944, o fascismo é a complicidade absoluta entre o Gram capital e o Estado. Quando os interesses do grande capital passam a ser os da política, anda perto o fascismo. Nom é casual que este surja como resposta à Revoluçom comunista da Uniom Soviética.

2
O fascismo nega a luita de classes, mas é o braço armado do capital nela. Aterroriza às classes trabalhadoras, média e a marginalidade, com o pavor à crise económica, à esquerda, e à proletarizaçom, Alista-as como paramilitares para reduzir pola força bruta a comunistas, socialistas, sindicalistas, operários e movimentos sociais. Mussolini foi subvencionado pola fábrica de armas Ansaldo e o Serviço Secreto inglês; Hitler financiado polas indústrias armamentistas do Ruhr; Franco, apoiado por terratenentes, industriais,e a Igreja; Pinochet por Estados Unidos e a oligarquia chilena.

3
A crise económica, filha do capitalismo, é pola sua vez a mae do fascismo. Apesar de estar no bando vencedor na Primeira Guerra Mundial, Itália sai dela tam destruída que a classe média se arruina e participa em massa na Marcha sobre Roma de Mussolini. Na eleiçom de maio de 1924, Hitler obteve só 6,5% dos votos. Nas de Dezembro desse ano, só 3,0%. Mas nas de 1928, quando rebenta a grande crise capitalista, obtém 2,6%, em 1930 gana 18,3%, e em 1932, 37,2%, com o qual acede ao poder e utiliza-o para anular aos restantes partidos. Mas o fascismo nom atalha a crise: piora-a. Durante Mussolini o custo da vida triplicou-se sem nengumha compensaçom salarial nem social. Hitler empregou aos parados em fabricar armamentos que conduzírom à Segunda Guerra Mundial, a qual devastou Europa e causou sessenta milhons de mortos. Franco inicia umha Guerra Civil que custa mais de um milhom de mortos e várias décadas de ruína; os fascistas argentinos eliminam um trinta mil compatriotas, Pinochet assassina uns cinco mil chilenos. Tam mau é o remédio como a doença.

4
O fascismo convoca às massas, mas é elitista. Corteja e serve às aristocracias, os seus dirigentes venhem das classes altas e instauram sistemas hierárquicos e autoritários. Charles Maier, historiador, salienta que para 1927, 75% dos membros do partido fascista italiano vinha da classe média e média baixa; só 15% era operário, e 10% procedia das elites, os quais contodo ocupavam as altas posiçons e eram quem em definitiva fixavam os seus objectivos e políticas. Hitler estabelece o "Fuhrer-Prinzip": cada funcionário usa aos seus subordinados como lhe parece para alcançar a meta, e rende contas só ao superior. O Caudilho falangista responde só ante Deus e a História, vale dizer, ante ninguém.

5
O fascismo é racista. Hitler postulou a superioridade da "raça" ária, Mussolini arrasou com líbios e abissínios, e planeou o sacrifício de meio milhom de eslavos "bárbaros e inferiores" a favor de 50.000 italianos superiores. O fascismo sacrifica aos seus fins aos povos ou culturas que despreza. Os falangistas tomaram Espanha com tropas mouras de Melilla. Albert Speer, o ministro de Indústrias de Hitler, alargou a Segunda Guerra Mundial de dous a três anos mais com a produçom armamentista activada por três milhons de escravos de raças "inferiores".

6
Fascismo e capitalismo tenhem rostos aborrecíveis que necessitam máscaras. Os fascistas copiam consignas e programas revolucionários. Mussolini dizia-se socialista, o nazismo usurpou o nome de socialismo e proclamava-se partido operário (Arbeite); no seu programa sustinha que nom se devia tolerar outra renda que a do trabalho. Pola sua falta de criatividade, roubam os símbolos de movimentos de signo oposto. Os estandartes vermelhos comunistas e a cruz gamada, símbolo solar que em Oriente representa a vida e a boa fortuna, foram confiscados polos nazistas para o seu culto da morte.

7
O fascismo é beato. Os curas apoiaram aos falangistas que saíam a matar próximos e fusilar poetas. O Papa abençou as tropas que Mussolini mandou à guerra; nunca denunciou as tropelias de Hitler. Franco e Pinochet fôrom idolatrados pola Igreja.

8
O fascismo é misógino. A missom das mulheres resume-se em Kirche, Kuchen, Kinder, vale dizer, igreja, cozinha, crianças. Nunca figurou publicamente umha colega à beira dos seus líderes; quem as tiveram, esconderam-nas ou relegárom minuciosamente. Nunca aceitaram que umha mulher ascendesse por próprio mérito ou iniciativa. Hitler encerrou-as em granjas de criaçom para parir arios; Mussolini asignou-lhes o papel de ventres para incrementar a demografia italiana, Franco e Pinochet confinárom-nas na igreja e a sala de partos.

9
O fascismo é anti-intelectual. Todas as vanguardas do século passado fôrom progressistas: a relatividade, o expressionismoo, o dadaísmo, o surrealismo, o constructivismo, o cubismo, o existencialismo, a nova figuraçom. A todas, salvo ao futurismo, tratou-as como "Arte Degenerado". O fascismo nom inventa, recicla. Só crê no ontem, um ontem imaginário que nunca existiu. O fascismo assassinou a Matteotti, encarcerou a Gramsci, fusilou a Garcia Lorca e fixo morrer no cárcere a Miguel Hernández. Pinochet assassinou a Victor Jara. Quando ouço falar de cultura, saco a minha pistola, dizia Goering. Quando ouçamos falar de fascismo, extraiamos a nossa cultura.

20-04-2013

  00:02:32, por Corral   , 1866 palavras  
Categorias: Ensaio

CANTA O MERLO: Irám representa umha ameaça mortal para a hegemonia global de Estados Unidos

http://www.rebelion.org/noticia.php?id=166971

Irám representa umha ameaça mortal para a hegemonia global de Estados Unidos

Finian Cunningham
Information Clearing House

Traduzido do inglês para rebeliom por Beatriz Morais Bastos

Estados Unidos de América converteu-se em sinónimo de guerra. Nengum outro Estado naçom iniciou tantas guerras ou conflitos na época moderna como Estados Unidos de Armagedón.

Baixo a fachada que oferecem os meios ocidentais de umha Coreia do Norte "imprevisível" e "agressiva", a verdadeira fonte de conflitos nas tensons actuais de guerra na Península da Coreia é Estados Unidos. Apresenta-se a Washington como umha força contida e defensiva mas, em realidade, este perigoso confronto nuclear há que ver no contexto do histórico apetito de Washington pola guerra e a hegemonia em cada recanto do mundo.

Coreia do Norte pode apresentar um desafio imediato às ambiçons hegemónicas de Washington. Contodo, como vejamos a ver, Irám representa um desafio muito maior e potencialmente fatal para o império global estadounidense.

Graças ao trabalho de escritores e pensadores como William Blum e Noam Chomsky documentou-se que no sete últimas décadas desde a Segunda Guerra Mundial Estados Unidos estivo implicado em mais de 60 guerras, ademais de em muitos outros conflitos por intermediaçom, subterfúgios e golpes. Nengumha outra naçom da terra aproxima-se deste historial estadounidense de beligerância e ameaças à segurança do mundo. Nengumha outra naçom tem tanto sangue nas maos.

Aos estadounidenses gostam de pensar que o seu país é o primeiro do mundo em liberdade, princípios humanitários e destrezas tecnológicas e económicas. A verdade é mais brutal e prosaica: Estados Unidos é o primeiro no mundo em belicismo e em semear a morte e a destruiçom noutros países.

Se Estados Unidos nom perpetra directamente umha guerra, como no genocídio de Vietname, entom estabelece a violência através de outros, como ocorreu com as ditaduras e esquadrons da morte em América do Sul ou com a sua maquinaria militar por intermediaçom em Oriente Próximo, Israel.

Esta tendência belicosa parece acelerar desde o desaparecimento da Uniom Soviética há mais de duas décadas. Nada mais desmoronar-se a Uniom Soviética, Estados Unidos encabeçou a Primeira Guerra do Golfo contra Iraque em 1991. A isto seguiu-lhe rapidamente umha sangrenta intervençom em Somália com o nome aparentemente encantador de "Operaçom Restaurar a Esperança".

Desde entom vimos como Estados Unidos via-se involucrado em cada vez mais guerras, em ocasiom sob camada de "coligaçons de voluntários", as Naçons Unidas ou a NATO. Também se mencionaram toda umha variedade de pretextos: guerra contra a droga, guerra contra o terrorismo, Eixo do Mal, a responsabilidade de proteger, polícia do mundo, manter a paz e a segurança mundial, impedir as armas de destruiçom maciça, etc. Mas estas guerras estám dirigidas por Estados Unidos e os pretextos sempre som umha mera fachada formosa dos brutais interesses estratégicos de Washington.

Parece que agora chegamos a umha fase da história na que o mundo é testemunha de um estado de guerra permanente empreendida por Estados Unidos e os seus subalternos: Jugoslávia, Afeganistám, Iraque (outra vez), Líbia, Paquistám, Somália (outra vez), Mali e Síria, por mencionar só algumhas. Estes cenários de criminais operaçons militares estadounidenses somam-se a umha lista de guerras encobertas em curso contra Palestina, Cuba, Irám e Coreia do Norte.

Afortunadamente, um giro do destino provocado polo defunto dirigente venezuelano Hugo Chávez garantiu que grande parte de América do Sul (a mais importante do telefonema esfera de influência estadounidense) permaneça fosse dos limites dos estragos de Washington, ao menos por enquanto.

A pergunta é por que Estados Unidos tem esta desmesurada propensom à guerra. A resposta é poder. A economia capitalista global exige umha fatal luita de poder polo controlo dos recursos naturais. Para manter a sua posiçom histórica única de controlo do benefício e os privilégios capitalistas a elite corporativa estadounidense (o executivo do sistema capitalista mundial) deve ter a hegemonia dos recursos naturais do mundo.

Em 1948 George F Kennan, planificador estatal, expressou claramente a fria lógica desta propensom: "Devemos deixar de falar de objectivos vagos e irreais como direitos humanos, aumentar o nível de vida e democratizaçom. Nom está longe o dia em que teremos que abordar conceitos de poder puro. Quanto menos entorpeçam-nos entom as consignas idealistas, melhor".

Noutras palavras, Kennan estava a admitir com franqueza o que os dirigentes políticos estadounidenses a miúdo encobrem com falsa retórica, isto é, que a elite dirigente estadounidense nom tem interesse algum em defender a democracia, os direitos humanos ou o direito internacional. O que lhe interessa é o controlo do poder económico de acordo com as leis capitalistas.

Kennan, que foi um dos principais artífices da política exterior estadounidense na era posterior à Segunda Guerra Mundial, também assinalou com sinceridade e presciencia: "Se a Uniom Soviética afundasse-se manhá nas águas do oceano, a classe dirigente militar-industrial estadounidense teria que seguir adiante sem mudar substancialmente até que se pudesse inventar algum outro adversário. Qualquer outra cousa seria um shock inaceitável para a economia estadounidense".

Por conseguinte, vemos como umha vez que se desmoronou o "Império do mal" da Uniom Soviética, Estados Unidos nom alcançou encontrar um "inimigo" que a substitua nem um pretexto para o seu militarismo essencial. Os atentados terroristas de 11 de Setembro e a subseguinte "guerra contra o terrorismo" satisfigérom até verdadeiro ponto este propósito, apesar de estar cheios de contradiçons que ocultam a sua fraudulenta, como o apoio que brinda actualmente a elementos terroristas de Al-Qaeda para derrocar ao governo da Síria.

A actual ameaça de umha guerra nuclear na Península da Coreia em realidade nom tem que ver com Coreia de Norte ou com o Estado da Coreia do Sul ao que apoia Estados Unidos. Como em 1945, Coreia foi um cenário para que Estados Unidos mostrasse o seu poderio militar a quem considerava os seus principais rivais globais, Russa e China. Quando estava a terminar a Segunda Guerra Mundial os avanços da URSS e a Chinesa comunistas no Pacífico contra o Japom imperialista preocupavam muito a Washington à hora de pensar no compartimento global posterior à guerra.

Essa é a razom pola que Estados Unidos deu o passo sem precedentes de arrojar bombas atómicas sobre Japom. Foi a mais transcendental demonstraçom de poder puro e no duro por parte de Estados Unidos aos seus rivais. O duplo holocausto nuclear de Hiroshima e Nagasaki detivo imediata e completamente os avanços soviéticos e chineses na Península da Coreia contra os japoneses, aos que a populaçom coreana haviam dado a bem-vinda.

A divisom da Coreia em 1945 a instâncias de Washington também fazia parte da demarcaçom da influência global e da vigilância do controlo dos recursos que se produziram depois da guerra. A Guerra da Coreia (1950-1953) instigada por Estados Unidos e as subseguintes décadas de tensom entre os Estados do Norte e do Sul permitiram a Washington manter umha permanente presença militar no Pacífico.

A retórica acerca de "defender aos nossos aliados" que voltou a reiterar esta semana o secretário de Defesa estadounidense Chuck Hagel nom é senom umha cínica quimera do propósito e a razom verdadeiros da presença de Washington na Coreia: o controlo estratégico da Rússia e China pola hegemonia sobre os recursos naturais, transporte-los, a logística e, em última instância, o benefício capitalista.

Trágicamente Coreia do Norte e do Sul continuam atrapadas no ponto de mira da guerra geopolítica de Washington contra Rússia e China. Isto é o que fai que as actuais tensons na Península sejam tam perigosas. Estados Unidos poderia considerar que um ataque devastador contra Coreia do Norte fosse a melhor maneira nesta conjuntura histórica de enviar outra mensagem brutal aos seus rivais. Por desgraça, a capacidade nuclear da Coreia do Norte e a sua atitude hostil (que exageram os meios dominantes ocidentais) poderiam servir de escusa política superficial para que Washington adoptasse de novo a opçom militar.

Contodo, Irám apresenta um desafio muito maior e mais problemático para a hegemonia global estadounidense. Em 2013 Estados Unidos é um animal muito diferente do que era em 1945. Agora parece-se mais a um gigante torpe. Desapareceu a sua antiga destreza económica e as suas artérias estám esclerosadas pola sua decadência e mal-estar internos. O que também é de crucial importância é que o torpe gigante estadounidense malgastou toda a força moral que pudesse ter a olhos do mundo. Poda que o seu halo de moralidade e de princípios democráticos parecesse crível em 1945, mas as incontáveis guerras e as fatais intrigas ao longo das décadas subseguintes desgastárom esta aparência até revelar a um belicista patológico.

Por suposto, o poderio militar estadounidense segue sendo umha força extremosamente perigosa, ainda que agora se assemelha mais a um avultado músculo que colga no que polo demais é um corpo esquálido. Esta potência torpe e moribunda tem ante sim a Irám como um desafio fatal. Para começar, Irám nom tem armas ou ambiçons nucleares e afirmou-no muitas vezes, com o que conseguiu ganhar-se a boa vontade da comunidade internacional, incluída a opiniom pública da América do Norte e da Europa. Por conseguinte, Estados Unidos ou os seus substitutos nom podem justificar de maneira crível um ataque militar a Irám, como poderia fazer contra Coreia do Norte, sem se arriscar a umha avalanche de violentas reacçons políticas.

Em segundo lugar, Irám exerce umha influência determinante sobre o fármaco vital que mantém vivo o sistema económico estadounidense: a subministraçom mundial de petróleo e gás. Em caso que Estados Unidos fosse tam tolo como para se embarcar nisso, qualquer guerra contra Irám teria como resultado um golpe mortal para a languida economia estadounidense e global.

Umha terceira razom pola que Irám representa um desafio mortal para a hegemonia global estadounidense é que a República Islâmica é umha potência militar formidável. A sua populaçom de 80 milhons de pessoas está comprometida com o antiimperialismo e qualquer ataque de Estados Unidos ou os seus aliados teria como resultado umha guerra a escala regional que deitaria abaixo os alicerces da estrutura geopolítica ocidental, incluído o colapso do Estado de Israel e o derrocamento da Dinastia Saud e de outras ditaduras do Golfo.

Os estrategos estadounidenses sabem-no e por isso nom se atrevêrom a se enfrontar frontalmente com Irám. Mas isto expom um dilema fatal ao império estadounidense. O seu beligerância congénita procedente do seu ADN situa à elite dirigente estadounidense num ponto morto em relaçom com Irám. Quanto mais tempo persista este ponto morto, mais poder global irá perdendo o cadáver de Estados Unidos. Por conseguinte, como muitos outros impérios antes, o império estadounidense poderia afundar-se nas rocas do antigo império persa.

Contodo, a história nom acabará aí. Para alcançar a paz, a justiça e a sustentabilidade mundiais nom se necessita unicamente o colapso da hegemonia estadounidense. Necessitamos derrotar o sistema económico capitalista subjacente que dá lugar a estes poderes hegemónicos destrutivos. Irám representa um golpe mortal para o império estadounidense, mas os povos do mundo terám que edificar sobre as ruínas.

Finian Cunningham (1963) escreveu por extenso sobre questons internacionais e os seus artigos publicam em vários idiomas. Tem um Mestrado em Agricultura Química e antes de dedicar ao jornalismo trabalhou como editor científico da Real Sociedade de Química de Cambridge, Inglaterra. Também é músico e compositor. Foi expulso de Bahrein em Junho de 2011 polos seus artigos críticos nos que punha de relevo as violaçons de direitos humanos por parte do regime apoiado por Ocidente.

Fonte: http://www.informationclearinghouse.info/article34586.htm

19-04-2013

  02:10:12, por Corral   , 806 palavras  
Categorias: Dezires

CANTA O MERLO: Capriles, o PP e o fascismo de sempre

Capriles, o PP e o fascismo de sempre

Juan Carlos Moedeiro
público.es

A direita pensa que o poder pertence-lhe. Quando saem eleitoralmente dos palácios de governo, adoptam desconhecer as eleiçons. Primo de Rivera, Franco, Pinochet, Salazar, Videla, Carmona... Desde que desapareceu a URSS, a direita do fim da história achou que já nom tinha adversários. Chávez lhes desquadrou as contas. Por isso aplicárom em Venezuela todas as artimanhas. Mas o processo bolivariano derrotou-as todas, incluído o golpe tradicional. Tivérom que se pôr a máscara de democratas. Quando lhes tiras dez pontos, parece que nom lhes fica outra que suportar. Isso sim, nom sem tentar enturbar os processos eleitorais. Quando as cifras som mais apertadas, dam umha patada à mesa. Algo que nunca ocorre quando o mesmo caso acontece na direcçom contrária.

Todos os grupos de observaçom internacional em Venezuela expressárom este 15 de Abril as suas conclusons sobre as eleiçons presidenciais: fôrom eleiçons limpas, transparentes, fiáveis, em conclusom, expressom verdadeira da vontade popular. Todos os grupos coincidiram. Observaçons internacionais onde estám ex Presidentes dos tribunais eleitorais da América do Norte Latina. Incluídos os de países onde se desenvolvem sistema políticos bem diferentes, como Colômbia ou México. Capriles quer desconhecer estas declaraçons colectivas prestigiosas, e apoiou-se em individualidades (um eurodeputado do PP que leva dez anos fazendo as mesmas declaraçons), ou num par de governos que adoptam pecar dos mesmos excessos. Que curioso, os dos dous países que reconheceram como Presidente ao golpista Carmona em Abril de 2002. O governo espanhol de Aznar (hoje do seu afilhado, Mariano Rajoy) e os Estados Unidos da doutrina Monroe (dá igual que o inquilino da Casa Branca seja Bush ou seja Obama).

Capriles desconheceu a vitória de Nicolás Maduro, quem lhe tirou os votos que lhe tirou Aznar a Felipe González ou Felipe Calderón a Andrés Manuel López Obradoiro. Por suposto, mais dos que lhe tirou Bush a Al Gore. Mas a Capriles deu-lhe o mesmo e chamou às suas hostes à insurreçom. E fizérom-lhe caso: queima de Centros de Diagnóstico Integral (ambulatorios), de sedes de partidos (do Partido Socialista Unido de Venezuela), assédio às televisons públicas (VTV e TeleSur), perseguiçom de médicos cubanos, queima de casas sociais e assassinato de chavistas (disparados desde veículos). Azuzados polos que, há quase nom dous dias, sorriam dizendo que para chavistas, eles. Que iam respeitar as missons, que iam nacionalizar aos médicos cubanos, que iam defender os logros dos últimos anos, que estavam com o povo. Sai-lhes o golpista em canto juntam-se três ou quatro.

E o governo do Partido Popular, apoiando. Que bochorno. Coma se nom nos bastasse o dano que nos fai dentro, também nos envergonham fora.

Venezuela aprendeu do golpe de 2002. Também América Latina. Sabe que os que agora desconhecem o resultado, som os fascistas de sempre. Um jornalista venezuelano do Opus Dei, destacado por matar a Chávez dez ou doce vezes antes de tempo, afirmou nesta segunda-feira 15 que num centro médico escondiam-se caixas com papeletas eleitorais. Turbas da oposiçom tomárom esse centro, despedaçando todo, agredindo aos médicos, seqüestrando a pacientes. Uns atiçam o ódio e outros o executam. Nom som menos culpáveis.

Capriles pede o cálculo de 100% dos votos. Nom haveria problema, salvo que é mentira que lhes interesse o resultado. Sabem que perdêrom. Dixo-lho, mesmo, o reitor eleitoral que tem no CNE. Todos os peritos do mundo sabem que auditar 54% dos votos é bem mais do necessário. É a proporçom que se audita em Venezuela. Essa auditoría demonstrou que o reconto manual das papeletas e o resultado da máquina coincidem. 15 auditorías prévias haviam blindado previamente o procedimento. O sistema venezuelano é o mais auditado do mundo. Capriles quer agora que se contem 100% dos votos. E exige desde os seus meios de comunicaçom. O único que busca é desconhecer ao Conselho Nacional Eleitoral (se quer esse cálculo, devesse impugnar as eleiçons, mas nom o fai porque ficaria como um imbecil depois das auditorias já efectuadas). Querem tempo e ruído. polo mesmo mostram fotos de destruiçom de material eleitoral de outros comícios (de 2010) coma se fossem actuais, para excitar aos seus já abduzidos fanáticos. Nom é um delito incitar ao ódio e a violência através de mentiras?

Noutros países, o que fixo Capriles e os meios de comunicaçom que lhe apoiam significar-lhes-ia cárcere. Som comportamentos insurreccionais que desconhecem as leis aplicando violência. Nom é desobediência civil pois é violenta e nom busca generalizar nengum direito. Que hipócrita o PP que apoia estes comportamentos e quer encarcerar aos indignados, aos desafiuzados, aos estudantes aos que se lhes nega o direito a estudar. O fascismo de sempre, que nom crê na democracia.

Há pouco Aznar esteve no continente organizando umha direita ibero-americana. Aqui vemos-lhes actuando. O fascismo de sempre dando-lhe um tiro na cabeça a um trabalhador enquanto lhe grita: Para que aprendas, fascista! Capriles, o PP e o fascismo de sempre.

Fonte: http://www.comiendotierra.es/2013/04/16/capriles-o-pp-e-o-fascismo-de-sempre/

17-04-2013

  01:45:20, por Corral   , 811 palavras  
Categorias: Novas

CANTA O MERLO: O fascismo "made in USA" aterroriza aos venezuelanos

A direita venezuelana ataca canais de TV, centros médicos, sedes do partido socialista e casas particulares

Agências / teleSUR / aporrea

Simpatizantes de Capriles, demonstrando as suas convicçons "pacíficas e democráticas", incendiárom a noite da segunda-feira vários centros médicos, sedes do Partido Socialista Unido de Venezuela, petro-casas, sedes de Mercal, habitaçons de militantes do Partido Socialista Unido de Venezuela, entre outros actos vandálicos.

Em Sam Cristóbal, queimárom a sede do PSUV, atacárom várias emissoras comunitárias e provocárom umha morte em Santa Ana. "atacárom CDIS, Mercales e atacárom hopedagens de militantes do Psuv em várias localidades do Estado Táchira", denunciou o governante Vielma Moura.

Grupos afectos ao ex-candidato presidencial anti-chavista Henrique Capriles rodeárom a noite da segunda-feira a sede do canal de televisom teleSUR e ameaçárom aos seus trabalhadores, informou a presidenta do canal, Patricia Villegas.

"Ameaçárom ao nosso pessoal, os trabalhadores do canal estám nos seus postos de trabalho (...) ameaçárom de maneira permanente", denunciou a presidenta de teleSUR Patricia Villegas.

"Nom se sabe se som as mesmas pessoas (que assediárom fai uns instantes ao canal do Estado Venezuelana de Televisom), mas sim respondem ao mesmo movimento político que chamou à desestabilizaçom", detalhou Villegas.

Do mesmo modo que teleSUR, a sede da estatal Venezuelana de Televisom (VTV), também foi assediada por seguidores do candidato opositor Henrique Capriles Randonski, o que foi rejeitado polo presidente da planta de televisom, William Castelo.

Assim mesmo, também fôrom accosadas as casas da presidenta do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), Tibisay Lucena, e dos pais do ex-ministro de Comunicaçom e Informaçom e membro do comando de campanha Hugo Chávez, Andrés Izarra.

Enquanto isso, o correspondente de teleSUR, William Parra, reportou desde o nordés de Caracas que ''há um grande sector de seguidores de Hugo Chavez que vinhérom a resguardar a casa do chefe de campanha, Jorge Rodríguez''. A residência de Jorge Rodríguez, chefe do Comando de Campanha Hugo Chávez, foi também rodeada nesta segunda-feira.

Os protestos repetirom-se em várias cidades do país sob a mesma consigna: rejeitar o resultado das presidenciais, tal como pedira o líder opositor, Henrique Capriles. O candidato realizou um chamado aos seus votantes para que se o acto de proclamaçom celebrava-se saíssem à rua como forma de protesto. "Temos a convicçom de que nós ganhamos", afirmou.

Nicolás Maduro acusou a Capriles dos incidentes e do incêndio de duas sedes do Partido Socialista Unido de Venezuela. "Queimárom a casa do PSUV no estado Anzoátegui e em Táchira com gente dentro", dixo Maduro durante umha conferência de imprensa.

"Essa é a Venezuela que vocês querem", essa é a Venezuela que tu vais promover candidato perdedor" tu és responsável por esta queima, fago-te responsável por esta queima (...) e se há feridos ou morridos tu és responsável", afirmou, dirigindo-se a Capriles. Maduro chamou a seguir "ao povo ao combate em paz". "A mobilizar-se manhá em todo o país pola paz, mobilizaçons em todo o país, e na quarta-feira e na sexta-feira, todos a Caracas", indicou em alusom ao acto de juramento presidencial. "Que saiba o mundo que classe de direita há em Venezuela", agregou.

Em Barinas, denunciou o governante Adán Chávez um grupo de manifestantes queimou dous automóveis face à sede do Psuv em Barinas, quando se encontravam pessoas dentro. "Tentárom penetrar ao local, tentárom violentar a porta, tínhamos 10 mulheres que estavam a trabalhar aí sem nengum tipo de protecçom, estám tolos, seguimos chamando à calma e reflexom", salientou.

Informou que resultárom gravemente feridos quatro funcionários policiais produtos das pedras, bombas molotov e objectos contundentes. Também queimárom vários contentores de lixo de umha empresa regional para a colheita de refugalhos sólidos. "Responsabilizo directamente a Júlio César Reyes e César Azuaje, quem estám a dirigir esta barbárie, som ademais traidores à revoluçom, estivérom durante vários anos disfarçados dentro das nossas forças e agora som os mais violentos e mais fascistas que temos em Barinas", indicou.

Manifestantes anti-chavistas arremetérom nesta segunda-feira contra o Centro de Diagnóstico Integral (CDI) Pedra Azul, situado em Baruta, Miranda. Com caçarolas, pancartas a favor do candidato derrotado, Henrique Capriles Radonski, e consignas como "fora os cubanos", o grupo chegou ao CDI perto das 4:30 da tarde exigindo o desalojo dos galenos do centro de saúde e forçando a entrada do mesmo, de acordo a umha informaçom fornecida por Lila Muñoz, pertencente aos Cuidadores da Saúde do CDI.

Ao conhecer a notícia, vizinhos da Urbanizaçom Socialista A Limonera achegárom-se para brindar o seu apoio e apoiar aos médicos cubanos que trabalham ali desde o passado Dezembro, quando foi inaugurado o CDI. Muñoz informou que o grupo de manifestantes atirou umha bomba molotov ao Centro de Reabilitaçom, onde afortunadamente nom havia pacientes. Acrescentou que no CDI estám laborando 10 médicos cubanos, quem prestam o seu serviço à comunidade. Por sua parte, Marienela Aular, quem se encontra hospitalizada no centro de saúde, relatou que umha das pessoas identificada com a oposiçom ameaçou com umha pistola.

Fontes:

http://aporrea.org/oposicion/n226961.html

http://aporrea.org/oposicion/n226952.html

http://www.elmundo.es/america/2013/04/15/venezuela/1366062632.html

http://www.telesurtv.net/articulos/2013/04/15/grupos-violentos-rodeiam sede-de-telesur-a-ameaçam-a-os seus-trabalhadores-2533.html

  01:15:25, por Corral   , 301 palavras  
Categorias: Novas

CANTA O MERLO: Hordas fascistas de Capriles assassinam a quatro chavistas

Hordas fascistas de Capriles assassinam a quatro chavistas e incendeiam sedes do PSUV, petro-casas e centros médicos

Por: Aporrea.org

15 de Abril.- Ao melhor estilo do incêndio do Reichstag em 1933 levado a cabo por hordas de Hitler, hordas fascistas de Capriles começaram a incendiar vários Centros de Diagnóstico Integral (CDI), sedes do Partido Socialista Unido de Venezuela PSUV, Petro-casas, habitaçons de militantes do PSUV, entre outros actos vandálicos.

Em Táchira, resultou assassinado o activista chavista Henry Rangel Aroza, segundo revelou o governante Vielma Moura.

Em Miranda, hordas opositoras assassinaram ao chavista Luís Ponce.

Na Limonera, município Baruta, outro militante revolucionário faleceu como resultado de ataques perpetrados por hordas pro-Capriles.

Em Pau Verde, ao lês-te de Caracas, resultou incendiado outro CDI.

Nos sectores Oropeza e Trapichito de Guarenas, opositores atacaram um CDI e aos médicos cubanos de guarda.

A ordem de ataque a CDIs veio do jornalista opositor Nelson Bocaranda, quem ordenou aos seus 1.2 milhons de seguidores atacar um CDI baixo o suposto pretexto de que médicos cubanos ocultam caixas com votos.

Segundo denúncia vizinhos, a polícia de Baruta está a pôr-se flanelas vermelhas para matar gente e acusar aos chavistas.

Também estám a incendiar petro-casas em Flor Amarelo, Maracay, CDIs., sedes de Mercal, hordas fascistas lideradas por Richard Mardo, denunciou Mario Silva.

Na Trigaleña entraram mas de 150 pessoas ao CDI, denunciou o governante Ameliach, quem despregou um operativo anti-golpista.

Em Sam Cristóbal, queimárom a sede do PSUV, atacaram várias emissoras comunitárias e provocaram umha morte em Santa Ana, do militante do Psuv, Henry Rangel, atacaram CDIS, Mercales e atacárom hopedagens de militantes do Psuv em várias localidades do Estado Táchira, denunciou o governante Vielma Moura.

Em Anzoátegui queimárom a casa do Psuv em Barcelona, logo passaram motorizados e disparárom.

Asediam os CDIs., os Simomcitos.

Aristóbulo Isturiz, responsabiliza destes actos a Capriles Radonski.

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