23-10-2011

  20:48:32, por Corral   , 4464 palavras  
Categorias: Ensaio

CANTA O MERLO: Mecanismo Europeu de Estabilidade ou o GRANDE GOLPE DE ESTADO dado polos banqueiros na Europa

www.resistir.info

MEE, um golpe de estado em 17 países

por Rudo de Ruijter [*]

Nota preliminar: Não confundir o MEE com os actuais fundos de socorro europeus, o MESF e o FESF.

Como mencionado no artigo anterior sobre este assunto, "MEE, o novo ditador europeu" , os ministros das Finanças dos 17 países do euro assinaram um tratado para o estabelecimento do Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE). O seu objectivo é fazer com que os cidadãos europeus paguem as centenas de milhares de milhões de euros dispendidos com "acções de socorro" para salvar o euro e estrangular qualquer possibilidade de intervenção dos parlamentos.

Bruxelas, aparentemente, não quer que os cidadãos tomem conhecimento do conteúdo deste tratado. Até o dia da redacção deste artigo, não pude encontrar senão uma única versão em inglês na Internet (mas 96,5% da população da zona euro fala outras línguas!).

Curiosamente, tão pouco a assinatura deste novo tratado europeu foi notada pela imprensa internacional ? apesar das dezenas de jornalistas que estiveram presentes na conferência de imprensa que o anunciou (ver foto acima). Talvez porque Juncker o tenha anunciado rapidamente em francês, antes de prosseguir a conferência em inglês (?). Além disso, muitos jornalistas ainda confundem este novo tratado MEE com os seus antecessores (ilegais), o Mecanismo Europeu de Estabilidade Financeira e o Fundo Europeu de Estabilidade Financeira. Eles são mais conhecidos pelos seus nomes em inglês: European Financial Stabilisation Mechanism (EFSM) e European Financial Stability Facility (EFSF). O EFSM / EFSF têm uma capacidade de empréstimo de ?440 mil milhões (1320 euros por euro-cidadão!). O MEE não tem limite.

Alguns parlamentares que ouviram falar do MEE acreditam erradamente que mantêm o poder através do seu ministro das Finanças. Contudo, como este último será promovido a governador do MEE, ele não terá mais contas a prestar ao parlamento nacional (nem a quem quer que seja) quanto às decisões que tomar no quadro do MEE. Se o Parlamento ratificar o tratado, é este tratado internacional que tornará prioritário em relação às legislações nacionais.

No momento em que escrevo, o tratado ainda deve ser ratificado pelos Parlamentos nacionais em todos os 17 países, a menos que isto já tenha sido feito aqui e ali de modo silencioso.

MEE, um golpe de estado em 17 países

Se por golpe de estado entendermos a tomada do poder real e a limitação do poder do Parlamento nacional democraticamente eleito, então o tratado do MEE é um golpe de estado nos 17 países simultaneamente.

Isto está inteiramente de acordo com a filosofia da Comissão Europeia. Segundo o seu presidente Barroso, deve ser o governo económico da União Europeia, que deve definir as acções que os governos nacionais devem executar . (28/Set/11) [1]

O Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE) não é tanto um mecanismo e sim uma nova administração da União Europeia. O objectivo declarado é fornecer empréstimos (sob condições estritas) a países do euro que já não podem cumprir suas obrigações financeiras. Ele retomará as tarefas do EFSF e do EFSM mencionadas acima e será gerido por um Conselho de Governadores. Estes serão os 17 ministros das Finanças dos países do euro situados na União Europeia.

O tratado do MEE diz, no seu artigo 8, que este órgão disporá de um capital social de 700 mil milhões de euros. A seguir, no seu artigo 19, precisa-se que o Conselho dos Governadores pode decidir mudar este montante e, em consequência, adaptar o artigo 8. No artigo 9 é dito que o Conselho dos Governadores pode exigir a qualquer momento a entrega do capital social ainda não pago (e isto em menos de 7 dias). De facto, diz-se que o MEE pode exigir dinheiro dos países membros de modo ilimitado. O tratado não prevê direito de veto para os Parlamentos nacionais.

Unânime

Segundo o artigo 5.6 o Conselho dos Governadores deve tomar as decisões acima por unanimidade. Todo o Conselho deve portanto votar "a favor".

A primeira vista é muito estranho que o funcionamento do tratado dependa inteiramente da unanimidade dos 17 ministros das Finanças da zona euro. Quando se vê quantos esforços são precisos neste momento para a conclusão de um acordo sobre a entrega de empréstimos já prometidos à Grécia, não seria de esperar que a União Europeia construísse um tratado que parte exactamente do princípio de que esta unanimidade existe ou pode ser conseguida.

A zona euro consiste num reflexo variegado da diversidade da Europa: os Países Baixos, a Bélgica, o Luxemburgo, a Alemanha e a França e depois a Irlanda, Portugal, Espanha, Itália, Malta, Grécia, Eslováquia, Eslovénia e finalmente a Estónia e a Finlândia. De facto, os 17 ministros formam igualmente uma companhia variegada. Cada um deles representa um país com interesses diferentes. E deles se espera a unanimidade? Como é possível?

Para compreender isso devemos olhar um pouco mais longe. No MEE são realmente os 17 ministros das Finanças que votam todas as decisões importantes, mas ainda há outras pessoas que estão presentes em todas as suas reuniões, oficialmente como "observadores". Por que estes ministros têm necessidade de observadores? Para verificar se fazem bem o que deles se espera?

Os referidos observadores são em número de três:
o membro da Comissão Europeia que está encarregado dos assuntos económicos e monetários;
o presidente do Grupo Euro (um clube informal destes 17 ministros das Finanças);
e o presidente do Banco Central Europeu! [2]

Portanto, se podemos esperar uma unanimidade espontânea dos 17 ministros das Finanças, será a influência exercida por estes observadores que os chegará a pô-los de acordo. Para compreender que influência a Comissão Europeia e o Banco Central Europeu podem exercer sobre os nossos ministros, olhemos as coisas um pouco mais de perto.

Quem são os ministros das Finanças?

Em geral são pessoas que vão e vêm. Mais frequentemente eles são nomeados após eleições parlamentares, que desembocam primeiro sobre negociações para formar uma coligação maioritária a expensas das promessas eleitorais e que são seguidas por pressões para o preenchimento das pastas importantes, como o Ministério do Interior, da Economia e das Finanças.

Trata-se, mais habitualmente, de pessoas que ambicionam uma carreira política e que foram promovidas por partidos políticos. No caso favorável, elas dispõem de capacidades para conduzir um ministério. Uma tal pessoa pode ter a direcção da Defesa e depois, em outra ocasião, ser nomeado ministro da Educação ou dos Assuntos Sociais. O conhecimento do assunto é geralmente considerado menos importante do que as capacidades dirigentes.

A economia não são as Finanças

Assim, temos nos Países Baixos um ministro das Finanças, Jan Kees de Jager, que está coberto de diplomas de economia, mas que, inicialmente, dava pouca impressão de compreender alguma coisa de finanças. Uma das suas primeiras ideias foi propor uma lei que devia proibir estimular as pessoas a retirarem o seu dinheiro do banco. Jan Kees, os bancos não têm dinheiro! Para cada euro que os clientes de um banco como o ING (o maior banco holandês) têm nas suas contas, o banco não tem senão 3 centimos à disposição. Ninguém iria fazer fila por isso, não é? E depois, se o banco central não quer que um banco caia, este pode facilmente resistir a uma "run on the bank" com o dinheiro que lhe é emprestado.

Os ministros das Finanças recem-nomeados geralmente estão loucos de alegria por terem conseguido chegar tão longe nas suas carreiras. Contudo, eles chegam a um mundo de que conhecem pouco ou nada. É o pequeno mundo influente das instituições financeiras internacionais e dos números com zeros infindáveis. Um momento de desatenção basta para que se enganem em dezenas de milhares de milhões de euros (o primeiro-ministro holandês Rutte e Jan Kees de Jager enganaram-se em 50 mil milhões de euros no quadro dos fundos de socorro europeus) [3] . Estes ministros novos são presas fáceis para os conselheiros do BCE e do FMI, que lhe vêem explicar como as coisas funcionam e o que se espera de um bom ministro das Finanças.

Na medida em que estes ministros das Finanças tenham conhecimentos de base em economia, eles poderiam saber que a experiência do euro está votada ao fracasso. Isto já era conhecido em 1970 no arranque do projecto, mas banqueiros e políticos teimosos avançaram com a moeda única apesar de tudo. O problema é que uma moeda única não pode funcionar senão num território económico homogéneo. [4] [5] [6] Eis porque:

A prisão das taxas de câmbio fixas

Quando consumidores, nos países com possibilidades de produtividade mais reduzidas, preferem comprar produtos importados menos caros e melhores, a dívida externa aumenta. Ao mesmo tempo, a produtividade no interior do país diminuirá. Se o país dispuser da sua própria moeda, ele pode desvalorizá-la. Isso torna os produtos de importação mais caros para a sua própria população e os produtos de exportação menos caros para os compradores estrangeiros. A dívida diminuirá e a produtividade aumentará. As desvalorizações eram correntes antes do começo do euro. Agora, com o euro, isso funciona como uma taxa de câmbio bloqueada. Os países menos produtivos são capturados como ratos numa ratoeira. Eles jamais poderão sair das dívidas. É por isso que o método de carregar dívidas ainda mais elevadas sobre estes países é estranho e mal intencionado.

Viva o mercado único dos capitais

Não devemos esquecer que estes países não tinham grandes problemas inultrapassáveis no momento em que entraram na zona euro. Do contrário, não teriam sido admitidos. De facto, os problemas começaram com a sua adesão ao euro. É que simultaneamente a livre circulação dos capitais também se tornou um facto. Bancos existentes dos países do euro afluíam maciçamente para fornecer empréstimos baratos aos novos cidadãos do euro. E uma vez que, com um mesmo capital, os bancos são autorizados a fornecer duas vezes mais hipotecas do que empréstimos para outras utilizações, foram sobretudo habitações o que foi financiado. Os banqueiros esqueceram, contudo, que as pessoas não têm necessidade só de um espaço para habitar, mas também de receitas para reembolsarem seus empréstimos. Eles deveriam ter financiado suficientemente também as actividades económicas. Não foi o que aconteceu. Assim, uma primeira vaga de novos cidadãos do euro encontrou-se com dívidas de que nunca mais poderá sair. O mercado imobiliário afunda-se. Os empresários e seus fornecedores abrem falência, deixando atrás de si uma paisagem desoladora de quarteirões de habitação vazios e não acabados.

As regras problemáticas do euro

Além disso, é preciso saber que os "países com problemas" eram assim designados devido ao facto de que não respondiam às exigências apresentadas pela zona euro, ou seja, um défice orçamental máximo de 3% do PIB e uma dívida do Estado máxima de 60% do PIB. [7] Normalmente não há qualquer problema para um país quando a dívida é o dobro; quando, por exemplo, elas são contrabalançadas por haveres públicos, como é o caso da Grécia. E um défice orçamental de mais de 3% tão pouco deve ser um problema para um país. De facto, o único problema era que os limites colocados pela zona euro se verificaram irrealistas. Quase nenhum dos países membros podia atendê-los. Poder-se-ia dizer que aqueles que estabeleceram exigências não factíveis eram grandes estúpidos, bem como os ministros que prometeram respeitá-las. Seja como for, trata-se de um meio simples para provocar uma crise.

Ovelha negra

Porque quase todos os países haviam ultrapassado os limites fixados, era útil desviar as atenções e apontar com o dedo o aluno mais desobediente. Para a Grécia, eles montaram mesmo toda uma campanha de difamação, na qual participaram igualmente políticos mentirosos holandeses. A Grécia teria escondido a sua dívida [8] , os gregos era ociosos e partiam cedo para a reforma, etc. [9] Rapidamente a Grécia foi atacada de todo lado e teve de pagar juros cada vez mais elevados para os seus empréstimos. Felizmente seus companheiros de classe do euro queriam mesmo ajudar. Jan Kees prometeu mesmo que nós ganharíamos dinheiro com ela.

Dinheiro é poder

Depois de acabar de manobrar a sua vítima e levá-la a perturbações ? mais uma vez: a Grécia não tinha um problema inultrapassável quando acedeu à zona euro em 2001 ? então pode-se aplicar a política da cenoura e do bastão: nós lhe forneceremos empréstimos, mas na condição de... O FMI tem meio século de experiência com este tipo de abuso de poder. Ele aplicou esta política deliberadamente em muitos países em desenvolvimento. Primeiro o país é sobrecarregado de empréstimos, de modo a que já não possa sequer pagar os juros. Estes empréstimos são concedidos para projectos definidos. Estes geralmente são executados por empresas estrangeiras. São elas que recebem o dinheiro dos empréstimos. O país fica com as dívidas. A seguir vende-se tudo o que o país tem de valor a investidores estrangeiros. E, naturalmente, o governo deve cortar as despesas até o osso e a população deve sangrar, para que se compreenda que o FMI é o mestre.

Captura do poder da Comissão Europeia

Se bem que o artigo 122.2 do Tratado sobre o funcionamento da União Europeia (TFUE) [10] permita ao Conselho Europeu fornecer ajuda financeira membros em aflição (sobre proposta da Comissão Europeia), os lobos da Comissão Europeia não podiam resistir à tentação de erigir o seu próprio FMI ou, mais precisamente, um irmão europeu, que colaboraria estreitamente com o FMI.

Eles avançaram rapidamente, em Maio e Junho de 2010, com o EFSM e o EFSF. Eles tinham um carácter provisório e uma base legal falível. Recentemente a capacidade de empréstimo do EFSF foi aumentada até 440 mil milhões de euros (isso representa 1320 euros por cidadão europeu).

O sucessor é o MEE. Assinado em 11 de Julho de 2011, ele aguarda ratificação pelos Parlamentos nacionais entre esta data e 31 de Dezembro de 2011. O MEE terá um carácter permanente e o poder de exigir somas ilimitadas dos cofres de Estado e de os emprestar sob o risco e as despesas dos cidadãos do euro. Eles começam com um capital social de 700 mil milhões (2100 euros por cidadão da eurozona), mas já falam em montantes de 1500 a 2000 mil milhões, de que pensam ter necessidade...

A emenda do artigo 136

O MEE baseia-se numa emenda do artigo 136 do TFUE aprovada em 23 de Março de 2011 [11] , que de facto constitui um acréscimo de poder da União Europeia. E porque esta emenda baseia-se no artigo 48.6 do Tratado da União Europeia (TUE), isso é ilegal. [12] Mas em Bruxelas eles marimbam-se e mesmo os Parlamentos nacionais consideram as regras democráticas não suficientemente importantes para recusar esta construção ilegal. Com efeito, a consequência seria que a população deveria primeiro pronunciar-se sobre esta extensão do poder de Bruxelas. E este povo débil certamente votaria contra.

O MEE terá o poder de esvaziar os cofres dos Estados sem que os Parlamentos possam se opor. Além disso, esta emenda ? estritamente de acordo com o texto ? torna possível toda uma pilha de outras instituições anti-democráticas que, sob o pretexto de combater a instabilidade do euro, poderão limitar os efeitos da legislação nacional e os direitos dos cidadãos.

Shock and awe

Criar uma crise e capturar o poder. É no momento em que o país está totalmente desorganizado que se pode ordenar as coisas à vontade. É um cenário violento que os defensores da economia do mercado livre têm aplicado desde há décadas em muitos países, como a Inglaterra, Polónia, China, África do Sul, Rússia e Estados Unidos. Recomendo um dos livros mais esclarecedores da nossa era: A doutrina do choque , de Naomi Klein ? uma leitura obrigatória.

Agora é a vez da Grécia. A difamação fez o seu trabalho. Os cidadãos nos outros países euro quase não protestam, e quando o fazem é contra a possível perda do seu dinheiro que os Fundos de Pensão ali investiram. Mas se eles reflectissem um pouco mais compreenderiam que um dia, talvez já amanhã, também eles poderão manobrados dentro de dívidas, pelos fundos de socorro. Isso poderá acontecer de repente, anunciado por um título na imprensa como "Crédit Agricole em risco de falência".

Círculo vicioso

Entretanto, no pânico criado, os Parlamentos aceitam medidas de urgência que na véspera não haviam sequer imaginado serem propostas. Agora o dinheiro dos fundos de socorro deve igualmente servir para salvar os bancos. Criámos portanto um círculo vicioso: os bancos causam os problemas, eles podem lucrar directa e indirectamente dos empréstimos concedidos através das medidas de urgência e agora podem emprestar ainda mais temerariamente, pois as perdas eventuais serão pagas pelos cidadãos do euro!

Abaixo a tomada de decisões por unanimidade

Retorno ao nosso MEE. Este tratado pode funcionar ou tornar-se caduco conforme os 17 ministros das Finanças sejam unânimes ou não. A Comissão Europeia e o BCE têm confiança na sua influência para por os 17 narizes no mesmo sentido.

Na verdade, não é necessário que sejam todos os 17. Uma decisão é igualmente válida quando os ministros não estão todos presentes. Cada ministro representa um certo número de votos, relacionado com o capital subscrito pelo seu país (ver tabela abaixo ). Quando 2/3 dos ministros representando 2/3 do número total de votos estiverem presentes, eles podem votar validamente. E não votar não impede uma decisão unânime ? desde que ninguém vote contra.

Em teoria, um ministro cabeçudo de um pequeno país poderia estragar a festa. Mas seja dito de passagem que ele terá de dispor de uma grande coragem. Barroso não quer mais disso. Ele quer que todos os tratados europeus sejam modificados e que as decisões não precisem mais de ser tomadas por unanimidade. Para o MEE, por exemplo, isso significaria que se a Alemanha, a França, a Itália e os Países Baixos estiverem de acordo, os outros 13 não têm mais nada a dizer. Viva a ditadura de Bruxelas! Viva a União Europeia!

Imunidade

Já estamos habituados a que administradores e representantes do povo não gostem de responder pelas suas palavras e seus actos. Mas no MEE, eles realmente empurram muito a rolha. As regras foram estabelecidas de tal modo que todos aqueles que fazem parte ou trabalham ali poderão ou não fazer como quiserem sem que tenham de responder perante nenhum Parlamento, nenhuma administração nem nenhum juiz. Em casos extremos, um ministro das Finanças poderá ser substituído por outro, que se beneficiará imediatamente dos mesmos privilégios exorbitantes. Um criminoso não poderia desejar um melhor refúgio.

Uma última reflexão

A União Europeia tem a economia do mercado livre como seu princípio declarado. Quase todo o mundo já compreendeu que a desregulamentação dos bancos, a privatização das infraestruturas e a abolição das tarefas do governo conduzem a uma sociedade dura e fustigada por crises. Estes princípios estão ultrapassados. Seus defensores não poderão impô-los senão pela violência. A Grécia não será a última vítima.
08/Outubro/2011

Anexo: Repartição dos votos dos Governadores do MEE, em relação ao capital social subscrito
Membro do MEE

Nº de acções

Subscrição de capital (EUR)
Kingdom of Belgium 243 397 24 339 700 000
Federal Republic of Germany 1 900 248 190 024 800 000
Republic of Estonia 13 020 1 302 000 000
Ireland 111 454 11 145 400 000
Hellenic Republic 197 169 19 716 900 000
Kingdom of Spain 833 259 83 325 900 000
French Republic 1 427 013 142 701 300 000
Italian Republic 1 253 959 125 395 900 000
Republic of Cyprus 13 734 1 373 400 000
Grand Duchy of Luxembourg 17 528 1 752 800 000
Malta 5 117 511 700 000
Kingdom of the Netherlands 400 190 40 019 000 000
Republic of Austria 194 838 19 483 800 000
Portuguese Republic 175 644 17 564 400 000
Republic of Slovenia 29 932 2 993 200 000
Slovak Republic 57 680 5 768 000 000
Republic of Finland 125 818 12 581 800 000
Total 7 000 000 700 000 000 000

Fontes e referências:

[1] Barroso, 28/Setembro/2011, http://euobserver.com/19/113760

[2] Oficialmente o Banco Central Europeu não é um órgão da União Europeia. O BCE é propriedade dos bancos centrais da zona euro. Estes, por sua vez, são independentes dos governos nacionais no sentido de que não recebem ordens. Eles são dirigidos por Conselhos de pessoas privadas. O euro portanto não pertence à União Europeia, nem aos governos nacionais, mas a um cartel de banqueiros privados em Frankfurt, a cidade dos Rothschild. A União Europeia não pode dar ordens ao BCE, mas inversamente o BCE tem poder no interior da UE. Ele dirige o Sistema Europeu dos Bancos Centrais, que ele sim é um órgão da UE. O BCE e os bancos centrais da zona euro são os membros deste órgão. Até onde se deve ir na complexidade para dar o poder de um órgão oficial a uma empresa privada?
www.europarl.europa.eu/...

[3] Vrijspreker , 22/Julho/2011 *
Tradução: O governo holandês e a Comissão Europeia contradizem-se sobre o volume do pacote de ajuda para a Grécia. Segundo o Ministério das Finanças trata-se de um montante de 109 mil milhões de euros, dos quais 50 mil milhões vêm dos bancos e de outras instituições financeiras. Segundo a Comissão Europeia os governos pagam 109 mil milhões e a eles acrescentam-se 50 mil milhões das instituições privadas. O Banco Central Holandês (DNB) não sabe. "Também estamos curiosos para saber como é", disse um porta-voz do DNB. O Banco Central Europeu refere-se à Comissão Europeia.

[4] Em estudos científicos sobre as "optimum currency areas" (regiões óptimas para uma moeda) podemos distinguir os estudos centrados sobre as condições necessárias e aqueles posteriores a 1970 (quando os políticos haviam decidido que queriam uma moeda única) que estão mais centrados sobre os custos e os benefícios.

Roman Horvath e Lubos Komarek em "OPTIMUM CURRENCY AREA THEORY: AN APPROACH FOR THINKING ABOUT MONETARY INTEGRATION" (2002) (ver tradução abaixo):

"It is possible to distinguish two major streams of the optimum currency area literature. The first stream tries to find the crucial economic characteristics to determine where the (illusionary) borders for exchange rates should be drawn (1960s-1970s). The second stream (1970s-till now) assumes that any single country fulfills completely the requirements to make it an optimal member of a monetary union. As a result, the second approach does not continue in the search for characteristics, identified as important for choosing the participants in an optimum currency area. This literature focuses on studying the costs and the benefits to a country intending to participate in a currency area."

"É possível distinguir duas correntes principais na literatura sobre as regiões óptimas para uma moeda. A primeira corrente tentar encontrar as características económicas cruciais para determinar onde deveriam ser estabelecidas as fronteiras (imaginárias) para as taxas de câmbio (anos 1960 e 1970). A segunda corrente (da década de 1970 até agora) assume que qualquer país individual preenche completamente as exigências para torná-lo um membro óptimo de uma união monetária. Em consequência, a segunda abordagem não continua a investigação de características, identificadas como importantes para escolher os participantes numa região monetária óptima. Esta literatura centra-se no estudo dos custos e benefícios para um país que pretenda participar numa região de união monetária".
http://wrap.warwick.ac.uk/1539/1/WRAP_Horvath_twerp647.pdf , page 7.

Friedman descreve assim as vantagens das taxas de câmbio flexíveis: "Como se constata habitualmente, os preços e os salários num país são relativamente rígidos e estes factores são imóveis entre países. Em consequência, aquando de uma procura negativa ou de um choque na oferta, o único instrumento para evitar uma inflação maior ou o desemprego é uma mudança na taxa de câmbio flexível (o que quer dizer revalorizar ou desvalorizar a moeda). Isto trará outra vez a economia para o equilíbrio interno e externo inicial. (...) Sob o regime de taxas de câmbio fixas, haveria sempre o impacto desagradável do desemprego ou da inflação".
http://wrap.warwick.ac.uk/1539/1/WRAP_Horvath_twerp647.pdf , page 8.

[5] Yrd. Doç. Dr. Hüseyin Mualla YÜCEOL, Mersin Üniversitesi Ýktisadi ve Ýdari Bilimler Fakültesi, Maliye Bölümü, em "WHY THE EUROPEAN UNION IS NOT AN OPTIMAL CURRENCY AREA: THE LIMITS OF INTEGRATION" ("PORQUE A UNIÃO EUROPEIA NÃO É UMA REGIÃO MONETÁRIA ÓPTIMA: OS LIMITES DE UMA INTEGRAÇÃO")

"A Europa não é uma monetária óptima. Contudo, em 1 de Janeiro de 1999 onze países da UE arrancaram com uma União Monetária Europeia adoptando uma moeda partilhada, o euro, se bem que a UE não responda a todos os critérios para uma região monetária óptima. Além disso, aderir à UE não é a mesma coisa que aderir ao euro, tanto para os antigos como para os novos membros".
http://eab.ege.edu.tr/pdf/6_2/C6-S2-M6.pdf , page 66

[6] Paul de Grauwe, excertos de um discurso (ver tradução abaixo):

"With up to twenty-seven members instead of the present twelve, the challenge for ensuring a smooth functioning of the enlarged Eurozone will be daunting. The reason is that in such a large group the probability of what economists call 'asymmetric shocks' will increase significantly. This means that some countries may experience a boom and inflationary pressures while others experience deflationary forces. If too many asymmetric shocks occur, the ECB will be paralyzed, not knowing whether to increase or to reduce the interest rates. As a result, member countries will often feel frustrated with the ECB policies that do not (and cannot) take into account the different economic conditions of the individual member countries. This leads us to the question whether the enlarged EMU will, in fact, be an optimal currency area." (...)

"If a country is hit by negative shocks brought about by agglomeration effects, the wage cuts necessary to deal with these shocks will inevitably be very large. To give an example: If Ford Motor were to close down a plant in Belgium and to invest in Poland instead, the wage cut of Belgian workers that would convince Ford Motor not to make this move would have to be 50% or more given that the wage not feasible, then flexibility dictates that the Belgian workers be willing to move."

"Com vinte e sete membros ao invés dos doze actuais, o desafio de assegurar o funcionamento suave da eurozona ampliada será terrível. A razão para isso é que num grupo tão grande a probabilidade daquilo que os economistas chamam de "choque assimétrico" aumentará significativamente. Isto significa que alguns países podem experimentar um boom e pressões inflacionárias enquanto outros experimentam forças deflacionárias. Se demasiados choques assimétricos se verificarem, o BCE será paralisado, não sabendo se deverá aumentar ou reduzir as taxas de juro. Em consequência, países membros muitas vezes sentir-se-ão frustrados com as políticas do BCE que não levam em conta (nem podem) as diferentes condições económicas dos países membros individuais. Isto nos conduz à questão de saber se a União Monetária Europeia ampliada será de facto uma região monetária óptima". (...)

"Se um país é atingido por choques negativos provocados pela aglomeração de efeitos, os cortes salariais para tratar destes choques serão inevitavelmente muito grandes. Um exemplo: Se a Ford Motor fosse encerrar uma fábrica na Bélgica e investir na Polónia, em substituição, o corte salarial de trabalhadores belgas que convenceria a Ford Motor a não se deslocalizar teria de ser 50% ou maior. Uma vez que tal corte não é factível, então a flexibilidade determina que os trabalhadores belgas aceitariam deslocalizar-se".
mostlyeconomics.wordpress.com/

[7] Estas são as exigência do "Pacto de Estabilidade e de Crescimento".

[8] Nikolaos Salavrakos, Membro do Parlamento Europeu em "Is there a way out?"
http://www.efdgroup.eu/news/99-the-greek-fiscal-crisis-is-there-a-way-out.html

[9] Estatísticas da OCDE
http://www.oecd.org/document/47/0,3746,fr_2649_34747_39374006_1_1_1_1,00.html

[10] Artigo 122.2 do Tratado sobre o funcionamento da União Europeia:
eur-lex.europa.eu/LexUriServ/LexUriServ.do?uri=OJ:C:2010:083:0047:0200:fr:PDF

"Quando um Estado membro experimenta dificuldades ou uma ameaça séria de graves dificuldades, devido a catástrofes naturais ou acontecimentos excepcionais que escapam ao seu controle, o Conselho, sob proposta da Comissão, pode conceder, sob certas condições, uma assistência financeira da União ao Estado membro afectado. (...)"

[11] Resolução do Parlamento Europeu de 23 de Março de 2011 sobre o projecto de decisão do Conselho Europeu modificando o artigo 136 do tratado sobre o funcionamento da União Europeia
www.europarl.europa.eu/...

[12] art 48.6 Treaty of the European Union
eur-lex.europa.eu

Tratado que estabelece o Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE):
http://consilium.europa.eu/media/1216793/esm%20treaty%20en.pdf

Ver também:
Do "golpe de Estado da Eurozona" ao isolamento trágico do Reino Unido , GEAB, 15/Maio/2010
EFSF Newsletter , nº 2, Julho/2011
Governo português aprova resolução para criar mecanismo permanente que substituirá o actual fundo de resgate , 13/Outubro/2011

[*] Investigador independente, courtfool@orange.nl

O original encontra-se em http://www.courtfool.info/fr_MES_un_coup_d_etat_dans_17_pays.htm

Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .

  20:39:43, por Corral   , 121 palavras  
Categorias: Dezires

CANTA O MERLO: Os novos NEGÓCIOS gregos

http://www.resistir.info/

O governo dos EUA aprovou a entrega de 400 tanques Abrams à Grécia, tendo enviado ao seu governo uma carta quanto ao preço e disponibilidade. Por sua vez, o governo francês insiste em vender três fragatas à Grécia, o que tem provocado desgosto entre concorrentes da construção naval alemã. Assim se vê de onde vem o endividamento grego. Ao mesmo tempo, pode-se apreciar a qualidade de gestão de um governo sob a tutela da Troika FMI/BCE/UE.

A maior parte da actual devida grega é por prestamos da banca francesa e alemám para lhe mercar armamento às indústrias bélicas dos últimos países. E os capatazes gregos seguem na mesma para assim aferrolhar às classes trabalhadoras e ao povo grego. Viva o capitalismo!

  12:36:44, por Corral   , 264 palavras  
Categorias: Dezires

CANTA O MERLO: Líbia - Khadafi chamou COVARDE por telefone a Obama

Military News / http://leonorenlibia.blogspot.com/

Sábado, 22 de Outubro de 2011 18:19

Filtraçom chinesa: Obama chamou a Gaddafi antes de iniciar-se bombardeios sobre Líbia. Gaddafi chamou-no covarde.

Umha equipa de especialistas chineses em informaçom encriptada e comunicaçom satelital asseguraram hoje que contam com evidência sobre umha conversaçom realizada o 18 de Março de 2011 polo presidente de Estados Unidos, Barak Hussein Obama, horas antes do início dos primeiros bombardeios a Líbia quando Estados Unidos atirou os seus primeiros mísseis contra as forças de Muammar Gaddafi.

Os especialistas asseguraram que o presidente Obama tentaria convencer a Gaddafi de negociar umha saída ao conflito instado por sectores do partido republicano e o complexo militar industrial estadounidense. Instantes depois, avions franceses levárom a cabo o primeiro ataque em território líbio: umha aeronave havia destruído um tanque militar.

A espécie jornalística está a circular polos principais centros de informaçom das forças da NATO, que nom confirmam ou desmentim a conversaçom entre o líder líbio -recentemente assassinado por forças rebeldes da CNT- no que Gadaffi nom aceitaria nengum condicionamento, reclamando a Obama pola sua covardia frente às forças de Al-Qaeda, quem perpetraram o ataque a território de Estados Unidos, mas agora eram aliadas do Pentágono.

As filtraçons da equipa chinesa de comunicaçom mencionam a desesperada pressom de Sarkozy sobre o Pentágono para adiantar os bombardeios para desviar as críticas da populaçom francesa pola crise económica que atravessa a Uniom Europeia.

Gaddafi disso a Obama que a sua aliança com Al-Qaeda era o seu insucesso e a sua traiçom ao povo dos Estados Unidos. ?Nós morreremos aqui, como patriotas?, disso Gaddafi antes de interromper a comunicaçom satelital.

21-10-2011

  05:08:12, por Corral   , 825 palavras  
Categorias: Dezires

CANTA O MERLO: Líbia - Khadafi morreu combatendo com dignidade e coerência

por Miguel Urbano Rodrigues

A foto divulgada pelos contra-revolucionários do CNT elimina dúvidas: Muamar Khadafi morreu.

Notícias contraditórias sobre as circunstâncias da sua morte correm o mundo, semeando confusão. Mas das próprias declarações daqueles que exibem o cadáver do líder líbio transparece uma evidência: Khadafi foi assassinado.

No momento em que escrevo, a Resistência líbia ainda não tornou pública uma nota sobre o combate final de Khadafi. Mas desde já se pode afirmar que caiu lutando.

A midia a serviço do imperialismo principiou imediatamente a transformar o acontecimento numa vitória da democracia, e os governantes dos EUA e da União Europeia e a intelectualidade neoliberal festejam o crime, derramando insultos sobre o último chefe de Estado legitimo da Líbia.

Essa atitude não surpreende, mas o seu efeito é oposto ao pretendido: o imperialismo exibe para a humanidade o seu rosto medonho.

A agressão ao povo da Líbia, concebida e montada com muita antecedência, levada adiante com a cumplicidade do Conselho de Segurança da ONU e executada militarmente pelos EUA, a França e a Grã Bretanha deixará na História a memória de uma das mais abjectas guerras neocoloniais do início do século XXI.

Quando a OTAN começou a bombardear as cidades e aldeias da Líbia, violando a Resolução aprovada sobre a chamada Zona de Exclusão aérea, Obama, Sarkozy e Cameron afirmaram que a guerra, mascarada de «intervenção humanitária», terminaria dentro de poucos dias. Mas a destruição do país e a matança de civis durou mais de sete meses.

Os senhores do capital foram desmentidos pela Resistência do povo da Líbia. Os «rebeldes», de Benghazi, treinados e armados por oficiais europeus e pela CIA, pela Mossad e pelos serviços secretos britânicos e franceses fugiam em debandada, como coelhos, sempre que enfrentavam aqueles que defendiam a Líbia da agressão estrangeira.

Foram os devastadores bombardeamentos da OTAN que lhes permitiram entrar nas cidades que haviam sido incapazes de tomar. Mas, ocupada Tripoli, foram durante semanas derrotados em Bani Walid e Sirte, baluartes da Resistência.

Nesta hora em que o imperialismo discute já, com gula, a partilha do petróleo e do gás libios, é para Muamar Khadafi e não para os responsáveis pela sua morte que se dirige em todo o mundo o respeito de milhões de homens e mulheres que acreditam nos valores e princípios invocados, mas violados, pelos seus assassinos.

Khadafi afirmou desde o primeiro dia da agressão que resistiria e lutaria com o seu povo ate à morte.

Honrou a palavra empenhada. Caiu combatendo.

Que imagem dele ficará na História? Uma resposta breve à pergunta é hoje desaconselhável, precisamente porque Muamar Khadafi foi como homem e estadista uma personalidade complexa, cuja vida reflectiu as suas contradições.

Três Khadafis diferentes, quase incompatíveis, são identificáveis nos 42 nos em que dirigiu com mão de ferro a Líbia.

O jovem oficial que em 1969 derrubou a corrupta monarquia Senussita, inventada pelos ingleses, agiu durante anos como um revolucionário. Transformou uma sociedade tribal paupérrima, onde o analfabetismo superava os 90% e os recursos naturais estavam nas mãos de transnacionais americanas e britânicas, num dos países mais ricos do mundo muçulmano. Mas das monarquias do Golfo se diferenciou por uma politica progressista. Nacionalizou os hidrocarbonetos, erradicou praticamente o analfabetismo, construiu universidades e hospitais; proporcionou habitação condigna aos trabalhadores e camponeses e recuperou para uma agricultura moderna milhões de hectares do deserto graças à captação de águas subterrâneas.

Essas conquistas valeram-lhe uma grande popularidade e a adesão da maioria dos líbios. Mas não foram acompanhadas de medidas que abrissem a porta à participação popular. O regime tornou-se, pelo contrário, cada vez mais autocrático. Exercendo um poder absoluto, o líder distanciou-se progressivamente nos últimos anos da política de independência que levara os EUA a incluir a Líbia na lista negra dos estados a abater porque não se submetiam. Bombardeada Tripoli numa agressão imperial, o país foi atingido por duras sanções e qualificado de «estado terrorista».

Numa estranha metamorfose surgiu então um segundo Khadafi. Negociou o levantamento das sanções, privatizou empresas, abriu sectores da economia ao imperialismo. Passou então a ser recebido como um amigo nas capitais europeias. Berlusconi, Blair, Sarkozy, Obama ,Sócrates receberam-no com abraços hipócritas e muitos assinaram acordos milionários , enquanto ele multiplicava as excentricidades, acampando na sua tenda em capitais europeias.

Na última metamorfose emergiu com a agressão imperial o Khadafi que recuperou a dignidade.

Li algures que ele admirava Salvador Allende e desprezava os dirigentes que nas horas decisivas capitulam e fogem para o exílio.

Qualquer paralelo entre ele e Allende seria descabido. Mas tal como o presidente da Unidade Popular chilena, Khadafi, coerente com o compromisso assumido, morreu combatendo. Com coragem e dignidade.

Independentemente do julgamento futuro da História, Muamar Khadafi será pelo tempo afora recordado como um herói pelos líbios que amam a independência e liberdade. E também por muitos milhões de muçulmanos.

A Resistência, aliás, prossegue, estimulada pelo seu exemplo.
Vila Nova de Gaia, no dia da morte de Muamar Khadafi

O original encontra-se em www.pcb.org.br/...

Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .

18-10-2011

  16:12:38, por Corral   , 218 palavras  
Categorias: Dezires

CANTA O MERLO: Líbia - A mentira como arma de guerra. Crer nos ?midias? do países OTAN é ser parvo

ARGÉLIA ISP / Segundo a TV síria El Rai, Bani Walid nom caiu. Todo o informado polos médios de comunicaçom ontem à noite é falso e umha mentira. Forma parte da guerra psicológica.

Bani Walid caiu segundo Eljazeera, Elarabia, e outras cadeias ocidentais, a realidade é que a cidade está sob o controle da resistência líbia.

O envio de vídeos da infiltraçom da cidade de 30 minutos em todos os canais de televisom ao redor do mundo, enquanto no terreno a resistência líbia defende sua cidade também.

Os sicários pseudo actores que vemos na Eljazeera, Elarabia desfiar polas ruas de Bani Walid morrêrom no minuto 31 por balas de franco-atirador ou mísseis de detecçom térmica. Ontem, o hospital em Tripoli, recebeu 70 corpos de mercenários mortos em frente de Bani Walid, após violentos confrontos com os heróis de Bani Walid.

Hoje, em Bani Walid, a cerca de 150 corpos de sicários fôrom espalhados ao lado da escola Okba Bani Nafa na rua El Manchousse e mais de 50 corpos de mercenários no mercado regional de Nahike.

Após batalhas ferozes, Bani Walid tornou-se num cemitério a céu aberto para os mercenários, as ruas de Bani Walid estám cobertas de corpos de sicários

Também a CNT mente às famílias dos mercenários, dizendo-lhes que seu filho foi enviado a umha missom ou morrêrom em acidente de carro

17-10-2011

  17:52:01, por Corral   , 81 palavras  
Categorias: Novas

CANTA O MERLO: Líbia - Os nazis cavalgam de novo. A NATO bombardeou umha pacífica manifestaçom em Tripoli.

Brian Souter informa...17/10

http://leonorenlibia.blogspot.com/

Sangue por todo. Crianças, mulheres. Éramos umha manifestaçom pacífica e a NATO bombardeou selvagemente.

Agora podemos retroceder às alegaçons de que o governo líbio havia bombardeado manifestaçons pacíficas e levou à resoluçom da ONU...mas sabemos e podemos comprovar que a NATO é a única que realmente bombardeia pacíficos manifestantes enquanto a ONU e Human Rights mantem-se em silêncio.

Tropas estrangeiras em Líbia por todas partes. Os mercenários disparam a qualquer lugar enquanto a NATO bombardeia a civis.

15-10-2011

  00:31:17, por Corral   , 201 palavras  
Categorias: Ensaio

CANTA O MERLO: A rota da heroína

http://www.aporrea.org

Sob o mando do presidente Hamid Karzai do Afeganistám, o seu irmao menor converteu-se no maior negociante mundial de papoula, esta foi a causa pola que derrocárom militarmente aos talibáns, archi-enemigos de quem comerciaram com este narcótico, levando a sua produçom a zero, pois a quem lhe a encontrassem era afusilado de jeito imediato.

A heroína hoje deambula nos mercados internacionais depois que os Estados Unidos fizessem a maior operaçom militar da história aeronáutica do mundo, cento vinte mil homens fôrom atirados sobre céus afegáns e bombardeárom com os B-52 as cova de Tora Bora, imediatamente o mercado mundial da heroína floresceu em 80% já que toda vem destas terras controladas pola força militar mais grande que conhecesse o planeta.

Este látex branco já processado em heroína é transportado pola aviaçom militar estadounidense para Kosovo concretamente à base militar estadounidense conhecida como Camp Bondsteed, ali é recebida polos homens do traficante mundial Hacim Thaci, quem a distribuem para Europa e a EE.UU.

Os fundos obtidos som enviados à CIA para o financiamento de todas as suas ilegais intervençons e operaçons a nível mundial.

Enquanto, o terrorismo internacional impulsionado pola Organizaçom do Tratado do Atlântico é pagado com o dinheiro do narcotráfico.

14-10-2011

  23:58:38, por Corral   , 96 palavras  
Categorias: Dezires

CANTA O MERLO: Líbia - Combates em Tripoli

A agência Reuters informa de confrontos em Tripoli

Segundo Reuters: "Um tiroteio eclodiu na capital líbia, Tripoli, na sexta-feira entre 20 a 50 milicianos armados e os mercenários da NATO" Os combates estám ocorrendo, em Abu Salim e Hadhba, nom há informaçons específicas sobre o estado / resultado desses confrontos. Estas luitas fôrom inspirados pola mensagem para se levantar no dia 14 de Outubro. Enquanto, as bandas de mercenários da OTAN estám preparando umha ofensiva final em Sirte, pola quinta vez no que vai de mês, supostamente, com armamento muito mais pesado (como se eles nom usaram armas pesadas antes ..).

13-10-2011

  14:36:33, por Corral   , 227 palavras  
Categorias: Dezires

CANTA O MERLO: Líbia - TÁCTICAS DOS GENOCIDAS DA NATO

http://leonorenlibia.blogspot.com/

Estamos a viver umha nova tentativa dos agressores de manipular a situaçom em Líbia para poder dar outro salto. Sabemos que os agressores da organizaçom armada estám a utilizar o controlo dos médios de comunicaçom e a manipulaçom como ferramenta de guerra, ademais do assédio, as bombas, milhares de mercenários de todo mundo e a armada mais grande do mundo frente a um país de só 6 milhons de habitantes e já mataram mais de 1% da populaçom. Que em Espanha equivaleria a matar 500.000 pessoas.
Nom esqueçamos que a grande maioria som civis incluindo crianças, idosos, mulheres,...

-Os bombardeios aumentárom enquanto falam de que se retiram os avions porque findárom as missons.
-Ameaça aos líbios. Os que fagam telefonemas internacionais serám localizados com os GPS dos telefones, para logo executa-los.
-Cortárom as comunicaçons normais telefónicas, inclusive as que foram reparadas nas últimas semanas.
-Desembarco demais tropas de mercenários e a UN aprova a entrada em Líbia dos "capacetes azuis".
-Agressons desumanas e inimagináveis às cidades de civis de Sirte e Beni Walit acompanhadas de assédio à povoaçom.

Os agressores falam de liberdade e democracia enquanto entram nas cidades com listas para assassinar aos sublinhados, matam, roubam,...
A NATO realizou já mais de 25.500 saídas e mais de 9500 bombardeios sobre Líbia e os líbios: "para proteger-lhes". Ademais dos mísseis dirigidos desde o mar ao país soberano Líbia e os líbios.

  00:33:14, por Corral   , 92 palavras  
Categorias: Ensaio

CANTA O MERLO: Líbia - Infanticídio e destruiçom em Líbia: A NATO reflecte a bestialidade e cinismo do capitalismo

http://libia-sos.blogspot.com/

Nunca nada nem ninguém pode nem poderá justificar este genocídio em Líbia. A maior parte das vítimas das bombas e dos ataques som ao povo líbio indefeso, às crianças, idosos, aos enfermos e aos civis nas suas casas.

Enquanto nos médios em lugar de defender às pessoas estám justificando as agressons dizendo que som "gadafistas". É que todo Líbia é "Gadafista"?, E as crianças nascem com um gene Gadafista?. Como é possível que as leis internacionais, as comunidades internacionais, os defensores dos direitos humanos, dediquem-se todos a mirar para outro lado?.

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