14-08-2011

  18:14:01, por Corral   , 1104 palavras  
Categorias: Ensaio

CANTA O MERLO: Submissom do Estado espanhol e a apoteose da seita internacional de pedófilos

O Papa e as suas viagens por Espanha

Marcos Roitman Rosenmann
A Jornada

Nom será a primeira nem a última vez que Benedito XVI visite Espanha. Professa um amor febril às terras da antiga Hispânia. Nelas cometérom-se dous grandes genocídios em nome da cruz. Expulsou-se a mouros e judeus nos séculos XV e XVI. Hoje, pouco fica deste passado "glorioso" da Inquisiçom. Os inquéritos destapam umha realidade nada lisonjeira para a Igreja católica em Espanha. Só 27 por cento dos espanhóis declara ser católico praticante. E o seu número diminui um por cento cada ano. Se buscássemos umha explicaçom desta queda, umha resposta estaria na incongruência entre o dizer e o fazer das instituiçons eclesiásticas. O Vaticano mantém nas suas filas a sacerdotes pederastas, capeláns cúmplices de torturas e protege a criminosas e violadores como Marcial Maciel, criador dos Legionários de Cristo. Mente e levanta falsos testemunhos. E a sua fortuna in crescendo, graças à "doaçons" testamentárias de viúvas ricas. Estas actuaçons resta-lhe credibilidade. Ainda assim, em Espanha, a católica é a religiom com mais adeptos. Seja esta a razom pola qual, o poder político, mostra-se tímido e outorga-lhe privilégios que vulneram a Carta Magna.

Enquanto a Constituiçom reza no seu artigo 16.3 que "nengumha confissom terá o carácter estatal", a única religiom que desfruta de um programa na grelha da televisom pública é a católica. Todos os domingos, a ecrâ muta-se em púlpito para transmitir umha missa em directo e fazer proselitismo, emitindo Povo de Deus. Mas os poderes públicos nom se mostram contundentes e cedem a todas as demandas da Igreja, começando por manter vigente o acordo assinado em 1979. Resulta lacerante que nos colégios públicos a matéria de religiom seja dirigida polo episcopado, que nomeia e despede aos professores à conta do erário público. Em mais de umha ocasiom rescindiu o contrato quando o professor ou professora nom segue as pautas do bom católico. É dizer, processa o divórcio ou vive em concubinato. Por acordo expresso do nosso Poder Legislativo, os sacerdotes estám integrados no regime geral da segurança social. Um prémio ao trabalho de adoutrinamento. Assim, os pastores da Igreja católica podem atirar diatribes contra as ovelhas pretas do rebanho. Condenam ao lume eterno aos homossexuais, libertinos, putas, abortistas, enfermos de ser, apóstatas, ateus e agnósticos. Eles ardêrom no inferno. Mas voltemos ao princípio: o papa Benedito XVI chega a Espanha para abençoar a celebraçom do Encontro Mundial da Mocidade. Título ao qual se subtrae o adjectivo de "Católica". Um bom momento para resgatar um dos 10 mandamentos, a mentira.

Com trato de chefe de Estado, o governo de Rodriguez Zapatero destinará, a umha visita privada, a friorenta de 25 milhons de euros entre segurança, transporte oficial, alojamento ao seu séqüito e cobrir a estância informativamente. Para a ocasiom, serám 6.500 polícias e guarda civis e 4.000 polícias autárquicos quem vigiem ao monarca do Vaticano. Pola sua parte o serviço de emergências, num alarde de cosmopolitismo, terá um serviço multilingüe em 80 idiomas. E a câmara municipal, em colaboraçom com o delegado do governo em Madrid, cortará ruas, impedindo o trânsito rodado durante cinco dias. Entre outras, o Passeio do Prado, umha das artérias mais importantes de Madrid. Igualmente, facilitará os terrenos do parque do Retiro para a instalaçom de 200 confessionários móveis e 68 alpendres para vender recordos, estampitas, cinzeiros, taças, chaveiros, etcétera. Mas o mais destacado, por se os madrilenos nom queremos que com dinheiro público financie-se umha visita privada, o bispado de Madrid, Televisom Espanhola e Telemadrid assinárom um acordo para garantir a produçom e difusom de todos os actos institucionais e religiosos em rigoroso directo. Assim, Televisom Espanhola oferecerá com meios próprios e gratuitamente a chegada do papa a Baralhas, as audiências na nunciatura, a missa na catedral, a visita ao centro de deficientes de Sam Juan de Deus, a vigília e a missa em Quatro Ventos, esta última emitida em alta definiçom, ademais do encontro com os voluntários e a sua despedida no aeroporto. Por sua parte, Telemadrid ocupará da missa de abertura, o percurso polas ruas da cidade, o acto de bem-vidaa do presidente da Câmara à câmara municipal e o encontro com jovens religiosos nele Escorial e a via crucis em Cibeles-Colom. Ademais o acordo contempla a cissom grátis do sinal institucional às correntes privadas. Um verdadeiro choio à conta do dinheiro público.

Mas a cousa nom remata aqui. Graças ao sentido filantrópico do governo central e a comunidade autónoma de Madrid, as instalaçons públicas, institutos e colégios de primária cederám-se sem custo para que os membros da seita podam dormir e rezar à vontade enquanto durem as actividades. Assim mesmo, a Igreja criou umha fundaçom privada ex professo, de nome Madrid Vivo, onde se reúne a flor e nata dos explotadores e saqueadores. O seu presidente de honra é o cardeal Rouco Varela, protector de pederastas e martelo de homossexuais. Seguem no conselho reitor Emilio Botim, presidente do Banco Santander; Iñigo Oriol, ex presidente de Iberdrola; Gerardo Díaz Ferrán, ex presidente da patronal, hoje imputado por roubo, fraude e malversaçom de fundos; Francisco González, do BBVA; Isidoro Faine, em representaçom da Caixa; César Alierta, de Telefónica; Borja Prado, de Endesa; Baldomero Falcones, de Fomento de Construçons e Contratas; Juan Abelló, de Sacyr, ou Salvador Santos Campano, presidente da Câmara de Comércio de Madrid. Nesta lista encontramos aos directivos de meios de comunicaçom adscritos à mentira e violaçom da ética jornalística: Santiago Ybarra, Vocento; Catalina Luca de Tena, ABC; Alfonso Coronel (COPE) e Julio Ariza, Intereconomía. Surpreende que esta fundaçom, cujo achegue taxa-se em 25 milhons de euros, poderá, graças a outro acordo com Fazenda, desgravar até 80 por cento do achegado.


Neste cenário obsceno, todo está preparado para a liturxia. Catorze mil sacerdotes concelebrarám a missa do Papa e 800 bispos darám sessons de catequeses. Para saciar a fame do espírito 15.000 membros do "clube de avôs" espalhárom, ao peso, um total de sete toneladas de rosários, fabricados para a ocasiom. Nom faltam os bordados de 14.000 mitras, casulas e alvas. E para amenizar as esperas actuará um coro e orquestra composto por 700 pessoas. E se há fame, a associaçom de armazenistas do mercado central de Madrid doou oito toneladas de frutas. Com tanto amor e entrega, Benedito XVI soborda alegria. A sua gira por Madrid trá-lhe-á bons benefícios na evangelizaçom de almas descarriadas e poderá campar ao todo o longo. Assim, poderá cuspir e rir à cara do governo e o povo laico de Madrid. O seu discurso contra o Estado aconfesisonal, os valores laicos ou o casal homossexual som o eixo de discurso e marcam o seu apostolado. Em Madrid, o Papa nazi será presenteado por um poder político submisso e entregue. Cobardes!

Fonte: http://www.jornada.unam.mx/2011/08/13/index.php?section=mundo&article=022a1mun

12-08-2011

  18:34:37, por Corral   , 318 palavras  
Categorias: Outros, Dezires

CANTA O MERLO: O chefe da maior banda internacional de pederastas no reino bourbónico das Espanhas

Os ARREPIANTES DADOS DA IGREJA CATOLICA

FONTE: A coluna de Abel Arana/Corpos Feministas Laicos

Nem vou nem te espero

Prometo-lhes que todos e cada um dos dados fôrom contrastados:

-Só em USA, a Igreja católica deixou mais de 100.000 vitimas de abuso sexual. Mais de 100.000 menores violados por sacerdotes e mais de 10.000 casos em tribunais.

-Julgados ou pendentes de julgamento em USA por ABUSOS CONSUMADOS a menores de idade: 4.392 curas.

-Inglaterra: O líder da Igreja católica autorizou que o pedófilo Michael Hill trabalhasse como bispo. Em 1997 foi encarcerado por abusar de nove crianças durante 20 anos.

-Austrália: 107 sacerdotes católicos condenados em firme por pederastia. Mais de 1.000 vítimas.

-Bélgica: 13 vítimas de violaçons por parte de sacerdotes suicidam-se. 475 denúncias de violaçons.

-Espanha: o cura José Angel Aguirre preso com mais de 400 horas de vídeos que mostravam cenas de pederastia. Ademais filmou-se violando a 15 menores de idade. O caso está a ser julgado.

-Holanda: A congregaçom dos Salesianos está a ser investigada por violaçons a menores durante mais de duas décadas. O número de vítimas cresce de jeito alarmante.

-Estados Unidos: The New York Times revela com DOCUMENTOS OFICIAIS que o Papa (esse a o que vamos receber agora) ajudou a encobrir a um sacerdote que durante anos violou a 200 menores de idade com discapacidade auditiva. Os factos ESTÁM CONTRASTADOS. O violentador nunca foi castigado, o Papa Ratzinger decidiu nom o levar ante a justiça porque já era idoso.

-Alemanha: Vexamens de quatro educadores durante 15 anos a membros do coro de vozes brancas que dirigiu Georg Ratzinger, irmao do Papa.

-Áustria: Só na primeira metade de 2010, mais de 30 denúncias em comissário de violaçons a menores por parte de religiosos.

-Irlanda: Centos de crianças órfos violados por sacerdotes durante décadas. O número de vitimas é tam grande que a investigaçom segue o seu curso.

E agora, depois de ler isto? é decente que a Igreja católica celebre isto com a colaboraçom dos nossos políticos?

11-08-2011

  03:05:37, por Corral   , 1945 palavras  
Categorias: Ensaio

CANTA O MERLO: O TERRORISMO DE CLASSE E ESTADO que nos está vindo.

O desfecho social da crise
Marginalidade e desemprego: Os pavios dos estalidos que venhem

Por Manuel Freytas (*)
manuelfreytas@iarnoticias.com

Com Estados crebados pola crise das dívidas, com umha recuperaçom incerta da recessom (com países que seguem desacelerados), mercados financeiros voláteis (volta à desconfiança do sobe e baixa), contracçom do crédito orientado à produçom, consumo social sem recuperaçom, baixas de arrecadaçom e subas siderais do deficit, desemprego maciço persistente e ajustes salariais em ascensom, a "bomba social" (emergente da crise e dos ajustes) já assoma como o desfecho mais lógico na euro-zona e os próprios EEUU

O mal-estar social que geram a desocupaçom crónica e o estragamento das condiçons salariais, assim como o achicamento da capacidade de consumo, alimenta e exacerba o estado de frustraçom colectiva, provoca perda de confiança nos políticos e alenta as greves e estalidos sociais que começam a estender-se por toda a geografia europeia e já ameaçam a EEUU. O sistema está num ponto de inflexom: A perda de gobernabilidade. Neste contexto há que ler o recente estalido social dos marginais na Gram-Bretanha, o movimento dos Indignados em Espanha, e os protestos maciços contra o ajuste na Grécia, Itália e França. A crise fiscal dos Estados (que se expande por todo a euro-zona) já derivou em crise social" por meio de dous actores centrais: A baixa da capacidade de consumo e o desemprego crónico, que já afecta a quase 10% da populaçom, principalmente aos sectores mais pobres e vulneráveis da sociedade europeia e estadounidense.

Mas a esse cenário emergente da crise que se projecta desde o capitalismo central à periferia, há que agregar um relatório da Organizaçom para a Cooperaçom e o Desenvolvimento Económico (OCDE) em Paris: 60% da populaçom activa mundial trabalha sem contrato de trabalho nem prestaçons sociais."Há um claro vínculo entre emprego informal -sem contrato- e a pobreza", indica o relatório que prognostica que em 2020 o trabalho mergulhado implicará a 66% da populaçom. A "crise social" afecta de maneira diferente na pirâmide social: Nas classes altas e médias projecta-se como umha "reduçom do consumo" (principalmente suntuario), em mudança nas classes baixas e marginais expressa-se na desocupaçom e numha restriçom do consumo dos produtos básicos para a sobrevivência (principalmente alimentos e serviços essenciais). Esta situaçom -segundo as estimaçons- vai derivar em que os sectores sem cobertura nem protecçom legal, sofram despedimentos em massa quando a crise devenha novamente em recessiva (como já o advertiram a OCDE e o FMI) e as empresas decidam "achicar custos laborais" para preservar a sua rendabilidade.

O sistema de gobernabilidade político e económico da euro-zona hoje encontram-se em risco de dissoluçom por causa da "crise financeira" que derivou primeiro em crise recessiva", logo em crise fiscal" dos Estados, e que agora se converteu em crise social" da mao dos ajustes, os despedimentos laborais e o achicamento do consumo popular. Esta dialéctica de acçom-reacçom é o que define, em forma totalizada, um fenómeno que excede a denominaçom reduccionista de crise económica" com o que os analistas do sistema qualificam o actual colapso económico europeu. O capitalismo central europeu (tanto como EEUU) nom está em crise económica", senom em crise total", e no final do processo, se quer sobreviver como bloco, deverá deitar mao ao único que pode preservar o seu domínio: A repressom militar. Essa é a leitura imediata que surge do processo europeu com Estados crebados e ajustes selvagens, que profunda o desemprego em massa e a crise de credibilidade social nos políticos e as instituiçons.

Mas este cenário de massa laboral "desprotegida", que o sistema pode expulsar quando quer e sem nengum tipo de compensaçom, é parte integrante de um "quadro geral" da exclusom e a marginalidade mundial formado por: 3000 milhons de pobres, 963 milhons de famintos e mais de 190 milhons de desempregados, registados -segundo a ONU e o Banco Mundial- em situaçom precária antes do colapso financeiro nas metrópoles imperialistas. Enquanto que na pirâmide do colapso recessivo global, para um rico ou umha classe média alta a "crise social" significa um "achicamento do cinto" (prescindir de produtos suntuários ou de algum confort), para um integrante da classe baixa significa ficar desocupado ou perder capacidade de sobrevivência através da reduçom do seu salário. De maneira tal, que na crise social projectam-se as mesmas variáveis que no resto da economia capitalista: O peso da crise golpeia com força sobre a base do triangulo social mais despojado (operários assalariados e pobres) enquanto se atenua no meio e no vértice (empresários, executivos e profissionais) , onde se concentra a maioria da riqueza acumulada pola exploraçom capitalista.

No 2009 estimava-se que o processo de crise financeira recessiva (que tivo o seu epicentro em EEUU e Europa e que já se estendeu polas potências centrais e o mundo periférico) ia deixar uns 1000 milhons de pessoas expulsas do circuito do consumo pola desocupaçom maciça desatada sobre os trabalhadores e os seus grupos familiares polo encerramento de fábricas e empresas. A ameaça de desocupaçom crónica e maciça e a reduçom do salário como produto dos ajustes, é o núcleo essencial, o detonante central dos conflitos sociais que hoje já se estendem por Europa e que se vam a projectar em curto prazo (por via dos bancos e empresas transnacionais que despedem massa laboral a escala global) a toda a periferia da Ásia, África e América do Norte Latina. O comissário de Emprego assinala que o desemprego aumenta em toda a Uniom Europeia afecta a mais de 10% da populaçom activa . Em alguns países, como Espanha, essa percentagem achega-se a 20 por cento e, entre os jovens, afecta a quase 40%. A mediçom oficial, revela que medo é o sentimento mais generalizado entre os cidadaos da euro-zona . Sentem temor a nom poder chegar o fim de mês, a nom poder enfrentar os gastos básicos e à perda do emprego, um sentimento que sente um de cada três europeus. Ainda que esta percepçom aumenta até o 73 por cento na Grécia, 68 por cento em Espanha, 63% na Itália e 62% na Irlanda, os países mais afectados pola crise e onde o mercado laboral deteriorou-se com mais rapidez e contundência. Ademais, poucos confiam no mercado laboral pois a metade considera que, em caso de ser despedidos, será ?pouco provável? ou "completamente improvável? que alguém volte os contratar no seguintes seis meses.

Quase nom há relatórios (e os que há som manipulados e reduzidos) de como a crise dos países centrais já impacta nas economias e nas sociedades dos países subdesenvoltos da Ásia, África e América do Norte Latina, onde se concentra a maioria da fame e a pobreza a escala planetária. Enquanto as potências capitalistas centrais concentram-se em "combater a pobreza" com um orçamento de US$ 896 milhons, o primeiros vinte super-milionários da lista Forbes concentram juntos umha cifra de mais de US$ 400.000 milhons. Essa cifra (em maos de só vinte pessoas) equivale quase ao PBI completo de Sudáfrica, a economia central de África, cuja produçom equivale a um quarto da produçom total africana. Como contrapartida (e demonstraçom do que produz o capitalismo), essas zonas marcadas por umha altíssima e crescente concentraçom de fame e pobreza, figuram nas estatísticas económicas mundiais como as maiores geradoras de riqueza e rendabilidade empresarial capitalista do últimos dez anos. Tanto o "milagre asiático" como o "milagre latino-americano" (do crescimento económico sem compartimento social) construíram-se com mao de obra escrava e com salários em preto. Isto leva a que, ao cair-se o "modelo" por efeito da crise recessiva global, o groso da crise social emergente com despedimentos laborais em massa envórquese nessas regions.

E também nom é casualidade que nestas regions subdesenvoltas ou "emergentes" da Ásia, África e América do Norte Latina registe-se o maior índice de populaçom laboral em preto" e a maior quantidade de pobres, desocupados e excluídos que regista o sistema capitalista a escala global. Mas desta questom estratégica, vital para a compreensom da crise global e o seu impacto social maciço nas classes sociais mais desprotegidas do planeta, a imprensa internacional nom se ocupa. Os meios locais e internacionais estám ocupados em dilucidar a "diminuiçom das fortunas dos ricos" e a perda de rendabilidade das empresas e bancos que geraram a crise por excesso de depredaçom capitalista e de concentraçom de riqueza, por meio da exploraçom e apropriaçom do trabalho social colectivo. Aos especialistas do sistema só lhes preocupa o impacto da crise no "mercado" e nas sociedades dos países centrais, mas ninguém presta atençom no impacto (e na desfeita) que finalmente vai ter a crise com desocupaçom nas áreas subdesenvoltas e emergentes que acovilham às populaçons mais pobres e desprotegidas do planeta. A mesma equaçom (de projecçom e efeito disímile da crise social) produz-se na pirâmide de países capitalistas, claramente dividida entre o vértice (as naçons centrais), o meio (as naçons "emergentes") e a base (as naçons "em desenvolvimento").

Neste cenário, e como sucede cíclicamente, novamente os sujeitos e actores da crise social, os motorizadores das revoltas colectivas (tanto nos países centrais como nas periferias da Ásia, África e América do Norte Latina) vam ser os milhons de desocupados e expulsados do mercado do consumo que nom vam ter meios de subsistência para as suas famílias. Nom é o mercado (nas suas diferentes variantes macroeconómicas), senom que som os expulsos do mercado (os excluídos sociais) os que vam protagonizar o desfecho decisivo da crise global capitalista que se avizinha. E há umha explicaçom lógica: A crise financeira e a crise recessiva, cujo emergente imediato é a quebra e encerramento de bancos e empresas, podem ser reguladas e controladas por meio da injecçom de billonarios fundos polos governos e os bancos centrais imperiais. Em mudança, para os efeitos sociais da crise económica (a desocupaçom e o achicamento do consumo) nom existe outro remédio que reocupar à mao de obra expulsa se se quer evitar o colapso social e as revoltas populares. E para um capitalismo em crise, cuja lógica funcional passa por expulsar trabalhadores para manter a sua taxa de rendabilidade, essa é umha tarefa impossível. Portanto, os conflitos sociais som inevitáveis como desenlace.

Os estalidos e revoltas sociais em EEUU por causa da crise, que projectam desde a CIA até os estrategos de Obama, nom vam ser protagonizados polos ricos que diminuíram as suas fortunas, nem polos executivos ou profissionais que diminuíram os seus ingressos, senom polos centos de milhares de operários e empregado que vam ser expulsos do mercado laboral. Os sujeitos e actores da crise social, os motorizadores das revoltas sociais (tanto nos países centrais como nas periferias da Ásia, África e América do Norte Latina) vam ser os milhons de desocupados e expulsados do mercado do consumo que nom vam ter meios de subsistência para as suas famílias. A maquinaria mediática, que fala de crise global" misturando numha mesma bolsa de "prejudicados" às vítimas (os sectores mais baixos da pirâmide) com os victimários (os ricos do vértice da pirâmide), tem como missom central ocultar o que se avizinha: umha rebeliom mundial generalizada dos pobres contra os ricos. Essa rebeliom (como já se está mostrando) vai-se a expressar, a nível de países, num auge do nacionalismo nos países da periferia emergente e subdesenvoltos num questionamento crescente do centralismo explotador e proteccionista das potências regentes.

A nível social, o processo recessivo com desocupaçom vai ir gerando escaladas maciças de conflitos sociais protagonizados por dous actores centrais: Os pobres e desocupados. E os ricos, os do vértice da pirâmide (tanto dos países centrais como periféricos) vam estar todos juntos ao lado de umha só trincheira: A repressom policial e militar.

Os planificadores e estrategos do sistema já tenhem um nome: Democracia Blindada.

(*) Manuel Freytas é jornalista, investigador, analista de estruturas do poder, especialista em inteligência e comunicaçom estratégica. É um dos autores mais difundidos e referenciados na Web.
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10-08-2011

  11:07:40, por Corral   , 894 palavras  
Categorias: Ensaio

CANTA O MERLO: Há que findar com o terrorismo financeiro

Juan Torres López, Carlos Martínez García e Francisco Jurado

Público

A extraordinária subida da prima de risco espanhola, e a de outros países ainda mais próximos ao coraçom da velha Europa, pom-nos lindes do abismo à cidadania que esta nom devesse consentir.

Nada há que mudasse em Espanha nos últimos dias, salvo a celebraçom de novos leilons de dívida pública, está claro, que pudesse dar a perceber a "os mercados" que a situaçom da nossa economia é pior que há umhas semanas e que, portanto, justifique umha subida no tipo de interesse que haja que pagar para nos financiar. Trata-se, tam só, de novas operaçons de casino que apostam sem risco, provocando elas mesmas os resultados que mais convém aos especuladores que, por suposto, nom albergam nengumha preocupaçom acerca do que suceda na economia real, na vida da gente, senom o como melhorar as suas posiçons de aposta para ganhar mais dinheiro.

Quando os bancos que provocaram a crise que estamos a viver necessitaram financiamento, os governos e o Banco Central Europeu nom duvidaram em acudir no seu auxílio, numhas ocasions, porque diziam que eram "demasiado grandes para deixá-los" e noutras porque havia que "salvar ao sistema financeiro", e gastaram-se neles vários bilions de euros. Mais de 800.000 milhons dedicárom-se a salvá-los só na Alemanha e França.

Contodo, quando fôrom os estados quem necessitárom financiamento, fundamentalmente como efeito da crise que provocárom os bancos e em muita menor medida, em lugar de recebê-la nas generosas condiçons em que o fixo a banca, tiveram que se pôr nas maos desta. E, graças a isso, os bancos nom só levantaram de novo cabeça, prestando o dinheiro que recebiam a 1% do Banco Central Europeu a tipos cinco ou mais seis vezes altos, senom que assim pudérom pôr contra as cordas aos governos e exigir-lhes novas reformas liberalizadoras como condiçom imprescindível para sair da crise quando, em realidade, foi a generalizaçom desse tipo de medidas o que a provocou.

Os governos, e em concreto o espanhol, vem dizendo à cidadania que para acabar com esta situaçom há que contentar aos "mercados" e que para isso é inevitável levar a cabo as reformas que se lhes exigem e que, em grande parte, já se aplicárom: do "mercado" de trabalho e das pensons, privatizaçons de empresas públicas e, logo, de serviços públicos essenciais. Mas estas receitas revelarom-se como umha grande mentira, como evidência o que nem estejam a produzir os efeitos beneficiosos sobre a economia com que se justificam, nem alcancem deter os ataques especulativos contra a nossa dívida.

Tratar de fazer frente a umha situaçom que o próprio presidente da Junta de Andaluzia qualificou de terrorismo financeiro" cedendo à extorsom, como está a fazer o governo do Partido Socialista, é algo pior que umha simples ingenuidade. As reformas que levou a cabo só servírom para debilitar ainda mais a capacidade de geraçom de emprego e ingresso da nossa economia e, ao travar a recuperaçom e o crescimento da actividade, rematárom encarecendo ainda mais a dívida pública a meio e longo prazo, convertendo-se esta dinâmica num círculo vicioso que leva à ruína aos próprios Estados, aos seus serviços públicos essenciais e, portanto, a toda a cidadania.

Ao terrorismo financeiro que está a despedaçar economias inteiras nom se lhe pode combater deixando-se submeter senom com firmeza e decisom, defendendo a economia que acredite emprego, riqueza e bem-estar e cortando as asas dos capitais especulativos.

Europa tem médios para alcançá-lo.

Deve garantir que os estados disponham de financiamento adequado através do Banco Central Europeu, negociando para isso as condiçons que lhe permitam gerar ingressos e nom destruir as suas fontes, como veio sucedendo. É umha ignomínia inaceitável que se preste a 1% a bancos irresponsáveis e que se obrigue a que os povos tenham que fazê-lo mesmo a 10%, como está a ocorrer em alguns casos.

Ademais, Europa deve estabelecer impostos e taxas sobre as transacçons financeiras especulativas que as desincentivem na maior medida do possível.

E Europa tem também a obrigaçom moral de estabelecer controlos de capital para impedir que financeiros sem escrúpulos sigam pondo em jogo o futuro da uniom monetária, a estabilidade económica e social e o bem-estar dos seus cidadaos.

Porém nem Espanha, nem o resto de países europeus, podem esperar a que todo se resolva em Bruxelas. Trabucara-se umha vez mais este governo, e a classe política que o apoie, se volta recortar direitos sociais achando que assim diminuirá a voracidade dos ?mercados?. Voltaremos ir a todos a pior, salvo a banca e as grandes empresas.

Numha democracia real, as pessoas som as verdadeiras possuidores da soberania nacional e, portanto, devem constituir-se em protagonistas das decisons políticas que se tomam, como actores e como beneficiários principais. Se vivêssemos nessa democracia real e os cidadaos soubessem de verdade o que está a passar nom consentiriam o tipo de terrorismo que se está praticando, nem a cumplicidade dos governos. E por isso mos acha que é fundamental que os movimentos sociais e as organizaçons políticas, sindicais e cidadás de todo o tipo fagam o máximo esforço para informar, consciencializar e mobilizar a todas as pessoas que, com independência de ideologias ou de posiçons política, simplesmente indignem-se e reajam ante a injustiça e a irracionalidade que se nos vem impondo.

Juan Torres López (Comité Científico de ATTAC Espanha), Carlos Martínez García (Promotora Estatal de Mesas de Convergência) e Francisco Jurado (Democracia Real Ya)

03-08-2011

  23:41:22, por Corral   , 586 palavras  
Categorias: Outros, Dezires

CANTA O MERLO: Líbia-O começo da morte da CNT

Allain Jules

http://allainjules.com/2011/08/02/libye-vers-la-mort-du-cnt/

É o canto do cisne da CNT e a provável retirada da NATO com o rabo entre as pernas...

O Verao é um calvário para os ?sem teito?, mas também para o Governo francês que sem vergonha apostou polo terror e a morte em Líbia. Saif ao Islám burlou-se dos soldados da Apocalipse. Os 258 milhons de dólares que Sarkozy acabava de conceder, sem contrapartidas, aos renegados de Bengasi, os assumidos islamitas e os traidores à sua naçom, nom serám utilizados para a guerra (a paga de salários dos soldados ou a compra de armas). Este dinheiro foi dado simplesmente para comprar as consciências. Céus!

Depois da violenta morte do General Yunes, a situaçom sobre o terreno mudou em Bengasi. Agora há confrontos diários entre os insurgentes. Houvo primeiro o levantamento da tribo Warfala do que falávamos esta manhá. Depois, a rebeliom do clam Yunes da poderosíssima tribo dos Obeidi que jurou vingar a sua morte. Este conflito interno da CNT causou a morte de ao menos 300 pessoas, por nom falar dos seqüestrados. No momento de completar este post, os combates em Bengasi som notórios entre as facçons.

Ironicamente, as vítimas colaterais dos confrontos de Bengasi som os ingleses e franceses. A tribo Obeidi, umha das mais poderosas de Líbia, capturou a 15 instrutores estrangeiros (franceses, ingleses, quataríes). Portanto, deve-se pagar os resgates e esperar a sua libertaçom, e as autoridades francesas ham estabelecido umha lei do silêncio mediático sobre estes factos, por temor à ira da opiniom pública contra o que se comprovou hoje como um acto de barbarié total em Líbia.

O que lhe exprobram agora à CNT, os seus próprios membros e a NATO, é o se deixar fagocitar polos islamitas de Al-Qaeda. Quando o vedranho líder proclamou, alto e claro, que este grupo terrorista estava detrás dos loucos de Bengasi, ninguém lhe acreditou. Por outra parte, os responsáveis sabiam-no, mas preferiram aliar-se com a pior escória porque esperavam obter vantagem rapidamente. Ai!, nada passou como convinha ou se esperava.

Mais de 2.000 líderes tribais renovaram o compromisso de lealdade a Muamar al Gadafi, daí a saída triunfal de ontem do seu filho Saif ao Islám. Este mostrou o agradecimento aos líbios, mais que nunca com o seu pai detrás. Pior ainda, estes líderes tribais por sua vez exigiram a demissom imediata dos bombardeios assassinos da NATO que nom podem já senom concentrar-se sobre a populaçom civil ou nos armazém de alimentos. O desejo era que a populaçom se sublevasse. Contodo, as autoridades líbias conscientes deste plano diabólico, reagiram rapidamente, para pôr a arrecado as provisons.

Os recentes acontecimentos em Bengasi demonstraram o avançado grau de putrefacçom do ninho de víboras oculto trás a CNT. Sem ser adivinho, a dissoluçom, que digo! a desencaixe da CNT chega a umha velocidade incrível. Sem jogar a Nostradamus de domingo com o casal de combate de perversos, Sarkozy e Cameron, que apostárom por umha "guerra lôstrego" em Líbia, a CNT nom sobreviverá à morte do General Yunes.

A pergunta agora é saber, depois do ultimato do clam Obeidi, recebido pola NATO para deter o bombardeio do território líbio, se estes o vam a executar. O facto é que Mustafá Abdel Jalil, o seudo chefe da CNT, foi rejeitado polos rebeldes do seu acampamento. Ninguém em Bengasi escuta mais a este aprendiz do mal. Agora ele sonha finalmente com o exílio em algum lugar de Londres ou Paris.

Está claro, Muamar Al Gadafi está a ganhar a luta contra a coligaçom imperialista dos ocidentais terroristas e assassinos...

01-08-2011

  19:37:50, por Corral   , 659 palavras  
Categorias: Ensaio

CANTA O MERLO: O novo "terrorismo"

A extrema direita europeia e a sua conexom com o Likud: as sombras ominosas de Huntington e Rothschild-Murdoch

(IAR Notícias) 01-Agosto-2011

A inviável teologia, mais que ideologia, do fukuiamesco e simiesco "fim da história" - o domínio eterno do neoliberalismo global imposto polo Wasp transatlântico - arroupa o racismo, a xenofobia e a prevalência teológica unipolar do choque de civilizaçons: o tóxico manual operativo das guerras bushianas e a sua santa aliança com Gram-Bretanha (GB) e Israel para o despojo dos hidrocarburos e das tele-comunicaçon dos países árabes, em particular Iémene, Somália, Hebolá, Hamas e Líbia), e islâmicos, em geral (Afeganistám e Paquistám; com a mira posta no Irám), que propalam os seus comentaristas infectos, os reaccionários straussianos, ao uníssono da ultra extremama direita bélica do Committee on the Present pululam que pululam na televisora Fox News, que fai parte do imundo oligopolio multimediático mais poderoso da história da humanidade e copropiedade da dupla Rothschild-Murdoch.

Por Alfredo Jalife-Rahme - A Jornada, México


Anders Behring Breivik, adicto das "guerras demográficas religiosas" e multi-homicida de adolescentes e adultos noruegueses do Partido Trabalhista (social-democrata), nom é um "assassino solitário" nem um "lobo estépico". Os seus nexos com a extrema direita europeia islamita-fóbica e pro israelense estám bem estabelecidos.

Para que reine a miragem unipolar do nipón-estadounidense Francis Fukuiama (anterior empregado de "planificaçom" do governo de EU) sobre o "fim da história" e a parusia do neo-liberalismo global, controlado pola hoje insolvente banca israeliano-anglosaxoa, requer-se antes aniquilar à galopante demografia poligamia do Islám (mil 600 milhons de fregueses) como implementaçom do choque de civilizaçons de Samuel Huntington, ex funcionário e ideólogo do governo de Estados Unidos (EU).

Como disporám depois de mil 300 milhons de chineses e mil 200 milhons de indianos multipolares, sem contar aos 500 milhons de africanos e aos rebeldes entre os 500 milhons de latino- americanos?

Huntington, promotor da supremacia Wasp (branco, anglosaxom e protestante), hoje em franca degenerescência, despediu da vida com o livro mexicanófobo: Quem somos?, de pânico ante a ascensom demográfica dos hispanos.

Som os monógamos latinos para EU o que representam os polígamos islâmicos tanto para a pletórica extrema direita europeia como para Israel?

No transfundo concerne o problema da migraçom global que tem envolvimentos idiossincráticos etno-teológicos e socioculturais em cada país anfitriom devido à unipolar imposiçom militar da desregulada globalizaçom financierista que obriga aos maciços fluxos migratórios.


De nom ser por sobrevivência, a quem lhe agrada abandonar país e família para ser maltratado, vexado e ultrajado em EU e Europa?

Os totalitarismos ideológicos criaram os "refugiados políticos", assim como hoje o totalitarismo neoliberal global procria aos "refugiados económicos" islâmicos, latinos e africanos.

Neste sentido profundo os latinos emigrantes nos USA som irmáns dos islâmicos assentados na Europa.

A inviável teologia, mais que ideologia, do fukuiamesco e simiesco "fim da história" - o domínio eterno do neoliberalismo global imposto polo Wasp transatlântico - arroupa o racismo, a xenofobia e a prevalência teológica unipolar do choque de civilizaçons: o tóxico manual operativo das guerras bushianas e a sua santa aliança com Gram-Bretanha (GB) e Israel para o despojo dos hidrocarburos e das tele-comunicaçon dos países árabes, em particular Iémene, Somália, Hebolá, Hamas e Líbia), e islâmicos, em geral (Afeganistám e Paquistám; com a mira posta no Irám), que propalam os seus comentaristas infectos, os reaccionários straussianos, ao uníssono da ultra extremama direita bélica do Committee on the Present pululam que pululam na televisora Fox News, que fai parte do imundo oligopolio multi-mediático mais poderoso da história da humanidade e copropiedade da dupla Rothschild-Murdoch. (Baixo a Lupa, 24 e 27/7/11).

Trata-se de umha sinergia global bem lubrificadada de alcances geopolíticos que propala a alucinaçom de Fukuiama, implementada pola teologia global de Huntington, aplicada polas petroleiras anglosaxoas (as novas quatro irmás) e apontoada polos oligopolios multi-mediáticos globais, especificamente News Corporation e BSkyB (com Sky: a sua sucursal sionista mexicana).

Já o ministro "conservador" britânico Jeremy Browne ilustrou o papel hegemónico da tripleta Financial Times / The Economist / BBC na imposiçom da agenda ideológica e financeira global, umha genuína " globalizaçom da desinformaçom".

31-07-2011

  18:02:09, por Corral   , 176 palavras  
Categorias: Outros, Dezires

CANTA O MERLO: Líbia-Quem matou a Yunes

http://leonorenlibia.blogspot.com/

A verdade sobre Yunes

Quem realmente matou a Yunes é USA/Alqaeda e a razom é porque é certo que Yunes estava a fazer um duplo jogo já que estava com o seu exército com os "rebeldes armados" e com o Governo líbio ao mesmo tempo.

Por isto conservava a sua posiçom dentro do governo Líbio.

EEUU deu a ordem de o matar, Itália mandou a mensagem através da embaixada italiana e mataram-no os seus mercenários de AlQaeda. É dizer elegêrom para o matar o grupo que tem mais razons para face-lo e ademais som autênticos criminosos. Sim, criminosos a jornal dos EEUU.

As tropas que controlava Yunes regressárom à beira do governo líbio e estám-se enfrontando aos mercenários, Alqaeda, extremistas islâmicos e botárom-os de Benghazi. Neste momento as tropas de Yunes controlam a cidade, o porto e o aeroporto de Benghazi. Alqaeda, chefes dos mercenários, e demais fugírom a Darnah empurrados polo exército de Yunes.

Neste momento ainda há confrontos em Benghazi entre as tropas de Yunes e os mercenários que ainda ficam na cidade.

30-07-2011

  13:51:32, por Corral   , 691 palavras  
Categorias: Ensaio

CANTA O MERLO: Um monstruo - Tareixa de Calcutá

"Índia nom tem motivos para agradecer à Mae Tareixa"

Sanal Edamaruku
www.mukto-mona.com
www.rebelion.org

Índia, especialmente Calcutá, está considerada a principal beneficiária da lendária "boa labor" da Mae Tareixa polo bem dos pobres que a converteu na católica mais famosa dos nossos tempos, Prémio Nobel da Paz e umha santa em vida. Ao avaliar o que ela fixo realmente neste país, penso que Índia nom tem motivos para lhe agradecer.

A Mae Tareixa danou a reputaçom de Calcutá, ao apresentar essa formosa, interessante, viva e culturalmente rica metrópoles indiana em cores de sujeira, miséria, desespero e morte. Resumida como um grande escoadoiro, converteu-se no famoso transfundo do seu trabalho caritativo de um tipo muito especial. A sua ordem é só umha de mais de 200 organizaçons caritativas que tratam de ajudar aos habitantes dos bairros baixos de Calcutá a que construam um futuro melhor. Nom é muito visível ou activa localmente. Mas afirmaçons desmesuradas como a história sem nengum fundamento sobre a sua escola nos bairros baixos para 5.000 crianças atraíram umha enorme publicidade internacional às suas instituiçons. E enormes doaçons!

A Mae Tareixa reuniu muitos, muitos milhons (alguns dim: milhares de milhons) de dólares em nome dos pobres de Índia (e muitos, muitos mais em nome dos pobres noutros "sumidoiros" do mundo). Onde ficou todo esse dinheiro? Seguramente nom se utilizou para melhorar a sorte da gente, à que ia destinado. As freiras distribuíam-lhes alguns boles de sopa e ofereciam refúgio e atençom a alguns dos enfermos e sofrintes. A ordem mais rica do mundo nom é muito generosa, já que quer ensinar-lhes o encanto da pobreza. "O sofrimento dos pobres é algo muito formoso e ao mundo ajuda-lhe muito a nobreza deste exemplo de miséria e sofrimento", di a Mae Tareixa. Temos que nos mostrar agradecidos ante essa peroraçom de umha excêntrica multimilionária"

A lenda dos seus Fogares para os Moribundos fixo chorar ao mundo. A realidade, contodo, é monstruosamente escandalosa: Nos ateigados e primitivos pequenos fogares, muitos pacientes tenhem que partilhar umha cama com outros. Ainda que muitos sofrem de tuberculose, SER e outras doenças altamente infecciosas, a higiene nom importa. Os pacientes som tratados com boas palavras e insuficientes (a miúdo caducados) medicamentos, aplicados com agulhas velhas, lavadas em água morna. Podem-se ouvir os berros de gente aos que arrincam vermes dos seus ferimentos abertos sem anestesia. Por princípio nom se administram analgésicos fortes mesmo em casos graves. Segundo a estranha filosofia da Mae Tareixa, "o mais formoso presenteio para umha pessoa é que pode participar nos sofrimentos de Cristo". umha vez tratou de reconfortar a um sofrinte que gritava, dizendo-lhe: "Estás a sofrer, isso quer dizer que Jesus bica-che!" O homem se enfureceu e gritou-lhe: "Entom diga-lhe ao seu Jesus que deixe de me bicar!"

Quando a Mae Tareixa recebeu o Prémio Nobel da Paz, aproveitou a oportunidade do seu discurso em Oslo televisado a todo mundo para declarar que o aborto é o maior mal do mundo e para atirar um ardente ataque contra o controlo da populaçom. Esta posiçom fundamentalista é umha labaçada na cara da Índia e outros países do Terceiro Mundo, onde o controlo da populaçom é umha das chaves para o desenvolvimento, o progresso e a transformaçom social. Temos que agradecer à Mae Tareixa encabeçar essa luta propagandística mundial contra nós com o dinheiro que reuniu no nosso nome"

A Mae Tareixa nom serviu aos pobres em Calcutá, serviu aos ricos em Ocidente e ao enriquecimento do Estado Vaticano. Ajudou-lhes a acalmar a sua má consciência ao receber os seus milhares de milhons de dólares. Alguns dos seus doadores eram ditadores e criminosos (Duvalier, Pinochet, etc...) que tratavam de encobrir os seus crimes e malfeitorias. A Mae Tareixa reverencio-os por um preço. A maioria dos seus seguidores, contodo, fôrom gente honesta com bons intuitos e um coraçom cálido, que caíram na ilusom de que a "Santa do Sumidoiro" existia para secar as báguas, terminar com toda a miséria e eliminar toda a injustiça no mundo. Os que estám namorados de umha ilusom negam-se a miúdo a ver a realidade.

Sanal Edamaruku é presidente de Rationalist International, secretário geral de Indian Rationalist Association.

Fonte: http://www.mukto-mona.com/Articles/mother_Tareixa/sanal_ed.htm

28-06-2011

  19:08:11, por Corral   , 416 palavras  
Categorias: Ensaio

CANTA O MERLO: Líbia, muito mais que petróleo

07.06.11 - 00:32 -
Puricación González de la Blanca | Co-fundadora de AGADÉN

O que está a suceder em Líbia é a réplica, tim tim por tim tim, da guerra do Iraque. Se aquela nom era umha guerra autorizada pola ONU, esta tampouco o é, já que a Resoluçom 1973 do Conselho de Segurança, imposta a contrafío e ignorando a posiçom de países de tanto peso como Alemanha, Rússia, Brasil, China ou Indiana, adoptou-se só para abrir um corredor aéreo com a finalidade de proteger à populaçom civil de uns supostos bombardeios (dos que nom existe umha só foto, nem umha só prova). As condiçons que estabelecia estavam cumpridas a finais de Abril.

Essa Resoluçom nom autorizava a orquestrar umha oposiçom que nom existia, nem a treinar aos mercenários rebeldes, nem a despregar assessores' polo território, nem a bombardear a umha populaçom que iam proteger, nem a promover um golpe de estado, nem a demolir o país, nem a assassinar os três netos de Gadafi (de idades compreendidas entre 4 meses e 3 anos de idade, junto com o pai de um destes pobres crianças), nem também nom a assassinar a Gadafi, como pretendem. Som os libios quem devem decidir o seu futuro, nom Obama, nem Cameron, nem Sarkozy, nem Zapatero...

Por que atacárom a Líbia?
Remeto-me às chaves para perceber a Guerra em Líbia: Petróleo ou Bancos Centrais?, de Elen Brown, presidenta do Public Banking Institute.
Refere-se a umha entrevista ao General Wesley Clark -em Democracy Now- na que este explica que sobre dez dias depois do 11-S, que outro general dixera-lhe que iam atacar o Iraque. Nom sabia por que. Mais tarde ia revelar-lhe que o plano era atacar a 7 países: Iraque, Síria, Líbano, Líbia, Somalia, Sudám e Irám. Que tenhem estes 7 países em comum? Que nengum deles é membro do Banco de Compensaçons Internacionais, é dizer: estám fora do alcance do Banco Central e dos movimentos relacionados com o dólar, umha moeda desvalorizada, que arrastou na sua queda a toda a economia mundial.

Mas quem decide os ataques?
A Reserva Federal Norte-americana, um clube privado, integrado polos verdadeiros amos do planeta: Os Rothschild, Rockefeller, Morgan, Warburg, Moses Israel Seif, Lazard, Lehman Brothers, Godman Sach, etc. A RF é proprietária da CIA, o Pentágono, o FMI. e maneja à ONU e à NATO. O seu objectivo é o assalto aos bancos centrais desses países e fazer-se com os seus reservas de ouro. Começaram por Iraque, agora segue-lhe Líbia e vam a polo resto já mencionado, sem desdenhar o petróleo ou outros recursos.

26-06-2011

  17:47:49, por Corral   , 2293 palavras  
Categorias: Ensaio

CANTA O MERLO: A verdadeira cara do capitalismo - Como funciona o grande roubo financeiro nas crises

A verdadeira cara do capitalismo
Depredadores globais: Como funciona o grande roubo financeiro com as crises

(IAR Notícias) 25-Junho-2011

Como emergente do uso e os costumes, o sistema que governa o planeta dividiu a cabeça humana em duas compartimentos estancos: A realidade e o discurso. A realidade pode ser captada polas maiorias, mas o discurso pode remodelar a realidade e fazer pensar às maiorias coma se fossem as minorias. Desta maneira, o que no sistema capitalista é umha vulgar forma de roubar (compulsivamente) com a especulaçom financeira, converte-se logo numha "causa moral" para salvar ao verdugo com o trabalho e o sofrimento do submetido.

Por Manuel Freytas (*)
manuelfreytas@iarnoticias.com

Quando as empresas e os bancos capitalistas desenham e executam planos de negócios", som "pragmáticos". Quando explicam publicamente estes planos, som "morais". A rendabilidade privada (pragmática) que rege os "planos de negócios" capitalistas, por império da conversom "moral", volta desta maneira "causa social". Nom estamos a fazer negócios privados, senom desenvolvendo umha causa empresarial ao serviço de todos.

Em Wall Street, o mesmo cenário onde fai três anos derrubava-se o colosso financeiro Lehman Brothers e estoupava a crise do roubo com a "borbulha financeira", Barack Obama, o presidente de turno USA, fixo um apoio moral e exigiu às corporaçons de Wall Street que deixem atrás um período de abusos, excessos, imprudência e crise" e anunciou novas medidas regulatorias para evitar que se repitam este tipo de colapsos. Também assinalou que se necessitam regras fortes para prevenir que de novo se produzam estes riscos sistemáticos", polo que pediu "à indústria financeira que se some a este esforço construtivo para actualizar o marco regulador". Perceba-se bem: A macro-roubo financeiro com os bonos sem respaldo nunca chamam dessa maneira, segundo Obama, senom "abusos, excessos, imprudência e crise". No mundo real de "Ali Babá e os 40 ladrons", pedir aos banqueiros sionistas de Wall Street que se somem a um "esforço construtivo" para regular-se e controlar-se a se mesmos, é como pedir-lhes que renunciem à sua identidade e à sua natureza histórica: A procura de rendabilidade e a concentraçom de riqueza em poucas maos.

O Estado imperial nom é umha organizaçom filantrópica ao serviço de causas morais", senom umha ferramenta normativa e reguladora do sistema capitalista que o utiliza e controla para gerar rendabilidade tanto nos tempos de borbulhas" como de crises".

Obama, fiel reflexo do Estado imperial que o tem como o seu gerente eventual, parte de um pressuposto alienado (e alienador) básico: As crises do capitalismo nom se produzem a causa do roubo (explotaçom do homem polo homem) e da concentraçom de riqueza (o produto do roubo) em poucas maos, senom por causa dos "erros e excessos". Para voltar à realidade, convém fazer umha conversom operativa: Onde di erros e excessos", escrever roubos e emergentes". E agregar: A natureza existencial do sistema capitalista é a apropriaçom do trabalho social e colectivo mediante o engano e o duplo discurso. Sem esse requisito prévio, nom poderia existir como sistema. Na realidade, fora dos marcos do discurso, toda a estrutura operativa do sistema capitalista (económica, científica, militar, política, cultural, mediática) resume-se num axioma: Comprar barato e vender caro.

Primeiro, vendo caro com a "borbulha":

Os bancos que financiárom originalmente os créditos hipotecarios baratos em EEUU (a base do "boom imobiliário"), para desfazer do risco a longo prazo venderam os bonos dessa dívida (hipotecas subprime), a poderosos bancos e fundos de investimento de Wall Street (entre os que se encontram os grupos controladores da Reserva Federal), que os colocaram a altíssimos interesses nos mercados de capitais globalizados a nível planetário. Ou seja que, o negócio original em EEUU, o "boom imobiliário" estadounidense derivou (através do capital especulativo e sem fronteiras) numha "borbulha financeira" descomunal que derramava altíssimos níveis de ganhos entre os portadores desses bonos, os chamados "investidores", nos mercados da Europa, Ásia e América Latina. Há expertos que sustem que um equivalente bilhonario a mais de um PBI de EEUU e Europa juntos circulava em papéis sem respaldo da "borbulha financeira" que se gerou em Wall Street a fins da década do noventa espalhando ganho especulativa a escala planetária.

As "super-fortunas" pessoais, os "super-activos empresariais" nutrírom-se desta macro-roubo monumental do capitalismo financeiro especulador que inventou umha economia paralela: A economia de papel. Segundo The Wall Street Journal, os fundos subprime do "boom imobiliário" de EEUU foram atractivos para investidores enquanto as agências qualificadoras de risco mantivérom umha alta valoraçom, o que sucedeu enquanto a Fed mantivo baixas as taxas de interesse. Quando os grandes bancos e fundos de investimento começaram a colocar os bonos da dívida imobiliária em EEUU nos mercados globais, S&P, Moody's Investors Service e Fitch Ratings (o três principais qualificadoras de Wall Street) outorgárom quilificaçons excelentes a esses valores que, segundo o Journal, construíram-se a partir de empréstimos "questionáveis".... Desta maneira -segue o Journal- enviaram um sinal de que estes valores eram case tam seguros como os bonos do Tesouro de EEUU. Mas quando as taxas de interesse subiram, a quilificaçom baixou drasticamente -di Journal- e milhons de famílias nom podiam pagar mais a hipoteca contraída e os investidores (que compraram os bonos nos mercados globais) retirárom com pânico o seu dinheiro dos investimentos. Deste modo -explica The Wall Street Journal- estoupou a "borbulha hipotecaria", arrastando a Wall Street e aos mercados bursáteis do mundo inteiro.

Em resumo, e como resultante do processo, os portadores dos bonos subprime "desvalorizados" começaram a vendê-los em massa gerando um colapso generalizado (de todos os índices e acçons) dos mercados financeiros em EEUU, Europa, Ásia e América do Norte Latina.

E chegou na "segunda-feira escura" de Setembro de 2008 onde a quebra do gigante Lehman Brothers marcou o princípio de um salto qualitativo: A crise hipotecaria devéu finalmente em crise financeira caracterizada por umha iliquidez pronunciada e crescente do sistema financeiro. Ali destapou-se a mentira e a falta de respaldo de centenas de bilions de dólares transferidos por assentamentos financeiros e papéis que, quando os portadores quissérom convertê-los em dinheiro em dinheiro vivo encontrárom com a surpresa de que o efectivo nom estava onde deveria estar: Os bancos. Os gigantes bancários e hipotecarios começaram a derrubar-se arrastando em primeiro termo a todo o sistema financeiro imperial de EEUU e da Europa.

Segundo, compro barato com a "crise":

As "crises financeiras globais" (ou colapsos dos mercados bursáteis) activadas polos monopólios super-concentrados de Wall Street, serve-lhes a esses mesmos monopólios para comprar acçons e bonos desvalorizados nos mercados globais apoderando dessa maneira dos activos e porçons do mercado das empresas e grupos financeiros perdedores. Isto, por sua vez, gera mais concentraçom monopólica dos grupos financeiros que controlam o Império sionista desde a Reserva Federal, o Tesouro de EEUU e os bancos centrais da Europa, enquanto as leis de rendabilidade e concentraçom capitalista seguem funcionando desde um novo estádio de desenvolvimento. Com o colapso generalizado das bolsas mundiais com Wall Street à frente, em Setembro de 2008, a onda da "borbulha financeira" do capitalismo especulador sem fronteiras, a reproduçom do dinheiro polo dinheiro o mesmo, desmoronou-se sobre as mesmas seqüelas que inventou: O reinado do "apalancamento financeiro" (o endividamento sem respaldo) e a "economia de papel" fundada sobre o cadáver da economia real. Por falta de "efectivo" em ?caixa? (para apoiar os papéis desvalorizados), finalmente a "economia de papel" fixo crash, bateu contra a realidade, e começou a afundar à hora assinalada ante a impotência manifesta dos seus criadores e sustentadores: Os Estados centrais do sistema capitalista. Entom os ganhadores da "crise", os consórcios mais diversificados que ficaram em pé (os super-abutres que integram o sistema da Reserva Federal de EEUU), acudiram ao Estado para apoderar do cadáver dos seus rivais que nom puderam passar a selecçom darwiniana do "mais forte".

Utilizando ao Estado USA como ferramenta (em qualidade de prestador e de garante com fundos públicos provenientes dos impostos achegados por toda a sociedade estadounidense) os grandes bancos e fundos de investimento que integram o sistema privado da Reserva Federal tenhem reciclado umha "borbulha financeira" (negócios financeiros com a crise) montada por volta dos bilhonarios fundos estatais utilizados para a compra de activos ou de auxílio financeiro às instituiçons e bancos crebados pola crise financeira recessiva que tem como epicentro a EEUU e Europa. A quebra do sistema do "apalancamento financeiro" (crescimento dos negócios produtivos e comerciais mediante o endividamento financeiro sem respaldo) deixou umha montanha de papéis inúteis chamados "activos tóxicos" na carteira dos bancos e empresas que finalmente foram engolidos (mediante compras ou fusons) polos grandes consórcios beneficiários dos "resgates estatais", entre eles Morgan Stanley, Goldman Sach, Bank Of América do Norte, entre outros. Som os que, aproveitando a mesma crise que gerárom, utilizam ao Estado imperial para comprar barato.

Terceiro, reciclo umha nova "borbulha":

Este negócio de "comprar barato" durante a crise (com o Estado como financeiro e garante) por sua vez gerou e retroalimentou outra borbulha para um novo saqueio com a especulaçom financeira. Os gigantescos pacotes de estímulo atirados polos governos tenhem ido a parar aos mercados financeiros criando umha "borbulha" especulativa que fai subir as bolsas desde fai mais de quatro meses, enquanto o resto da economia, principalmente em EEUU e Europa, permanece com as suas variáveis em vermelho. Mediante os planos de resgate financeiro" empreendidos polo Estado USA (com Bush e logo com Obama), os super bancos e fundos de investimento nucleados no sistema privado da Reserva Federal reciclárom umha nova "borbulha financeira", nom já com dinheiro especulativo proveniente do sector privado, senom com fundos públicos postos compulsivamente ao serviço de um novo ciclo de rendabilidade capitalista, e à margem de umha ascendente crise da economia real que marcha por via paralela.

O custo deste monumental negócio capitalista com a "crise capitalista" (que foi exportado desde EEUU e Europa aos países da periferia da Ásia, África e América do Norte Latina) é financiado com o dinheiro dos impostos pagos polo conjunto da sociedade. Trata-se, em soma, de umha "socializaçom das perdas" para subsidiar um "novo ciclo de ganhos privadas" com o Estado como ferramenta de execuçom, mediante o qual os megaconsorcios mais fortes (os ganhadores da crise) se deglutem aos mais débis gerando um novo processo de reestruturaçom e concentraçom do sistema capitalista.

Quarto, as perdas vam cara um só lado

Como se pode apreciar, numha correcta leitura dos seus processos históricos, e mediante o axioma funcional de "comprar barato e vender caro", as corporaçons do sistema capitalista sionista fai negócios (geram rendabilidade) tanto com as borbulhas como com as crises.

Mas, neste mundo do sistema capitalista ganhador Quem absorve as perdas?

Tal como o fixo historicamente, hoje o sistema capitalista (Estado e empresas privadas) descarga o custo do colapso recessivo económico (a crise) sobre o sector assalariado (força laboral maciça) e a massa mais desprotegida e maioritária da sociedade (populaçom pobre com limitados recursos de sobrevivência), por meio dos despedimentos laborais e a reduçom do gasto social ("ajustes"), que incrementam os níveis sociais de precariedade económica e de exclusom maciça do mercado do consumo. Só no processo de "sobreexplotaçom capitalista" (que retrocede as conquistas sociais e sindicais a estádios inferiores) explica-se a manutençom da rendabilidade empresarial (saqueio dos capitalistas) enquanto a economia mundial esborralha-se por efeitos da crise recessiva global.

A tam cacarejada "crise" tem claramente duas leituras paralelas: Por umha banda, os abutres financeiros de Wall Street e as bolsas mundiais, reciclam umha nova "borbulha" para o saqueio, nom já com dinheiro especulativo proveniente do sector privado, senom com fundos públicos (dos impostos pagos por toda a sociedade), postos compulsivamente ao serviço de um novo ciclo de rendabilidade capitalista com a crise. Enquanto o processo inflacionário-recessivo desatado desde as economias centrais (EEUU e Europa) já gera fame, pobreza e desvalorizaçom acentuada do poder adquisitivo das maiorias a escala planetária, um selecto grupo de mega-empresas e multimilionários multiplicam a escala sideral os seus activos empresariais e as suas fortunas pessoais. De maneira tal que, quando estoupam as crises de "superproduçom" (por recessom e achicamento da demanda) o sistema aplica a sua clássica fórmula para preservar a rendabilidade vendendo e produzindo menos:

Achicamento de custos.

Nessa receita de "achicar custos" sobressaem claramente, em primeira linha, os laborais (das empresas) e os sociais (do Estado) para compensar a falta de vendas e de arrecadaçom fiscal. Em conseqüência (e como já está experimentado historicamente): As empresas mantenhem as suas rendabilidades, sobe a recessom, sobe a desocupaçom, cai o consumo, e expánde-se a pobreza e a exclusom social. Desta maneira, o sistema capitalista (por meio dos Estados e as empresas) descarga o peso da crise sobre o sector mais débil da sociedade: Os pobres e os sectores mais desprotegidos (que seguem somando populaçom sobrante) e os assalariados (a força laboral maciça) que servem como variável de ajuste para a preservaçom da rendabilidade capitalista durante a crise recessiva

Simultaneamente, a economia real do Império e das potências centrais colapsa em todas as suas variáveis, e os sectores mais desprotegidos já sofrem os "ajustes" enquanto umha crise social, ainda de efeitos imprevisíveis, assoma da mao dos despedimentos em massa na Europa e EEUU. Está claro entom que o que é crise" para uns (os despedidos e os sectores mais desprotegidos da sociedade), resulta borbulha de saqueio para outros (o capitalismo financeiro que desatou a crise com a "economia de papel").

Voltemos ao princípio: Comprar barato e vender caro, as perdas só correm por conta dos que pagam as crises com pobreza e exclusom maciça da "sociedade de consumo" capitalista. Em realidade o conto de "Ali Babá e os 40 ladrons" só foi um invento do Hollywood para transtornar o verdadeiro título da película: "O Sionismo e os ladrons globais".

(*) Manuel Freytas é jornalista, investigador, analista de estruturas do poder, especialista em inteligência e comunicaçom estratégica. É um dos autores mais difundidos e referenciados na Web.
Ver os seus trabalhos em Google e em IAR Notícias

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