19-04-2011

  14:36:40, por Corral   , 897 palavras  
Categorias: Ensaio

CANTA O MERLO: Saqueio e Corrupçom no Reino bourbónico da Espanha

Saqueia-nos, mas dim que nos representam, logo da sua representaçom vam pronto recolher a sua pilhagem
Cixa

26 companhias do Ibex 35 tenhem a ex altos cargos nos seus conselhos. Supom já 9,8% dos vogais Os ex-políticos ganham peso nas grandes empresas

A. M. Vélez
Público

Os ex-políticos ganham presença e poder no Ibex 35, o índice da bolsa que agrupa à elite das empresas espanholas. O ano passado, 48 dos 487 postos dos conselhos de administraçom do Ibex (9,8% do total) estavam ocupados por pessoas que tiveram ou tenhem cargos públicos relevantes. Em 2009, a percentagem era de 8%. Se a mediçom fai-se em funçom do tamanho da empresa, o poder destes conselheiros é ainda maior, pois representam 14,5% do valor do Ibex, até o 10,9% de 2009. A alça produz-se apesar de que as caixas de poupanças (muito ligadas ao poder político) estám a reduzir as suas participaçons empresariais e explica-se por várias contrataçons (o mais soado, o do ex-presidente Felipe González por Gás Natural) e por mudanças na composiçom do índice.

A presença de ex-políticos na grande empresa está generalizada e explica-se pola imelhorável agenda de contactos de quem conhece as entranhas da cousa pública. Vinte e seis das 34 firmas analisadas (excluiu-se Arcelormittal, umha multinacional com sede em Luxemburgo) tenhem, ao menos, um exalto cargo no seu conselho. Só há oito sem ex-políticos: Inditex, BBVA, Banco Popular, Abertis, Bankinter, Ferrovial, Grifols e Sacyr.

Esses 48 postos ocupam-nos, entre outros, um ex-presidente do Governo (González); outro autonómico (o valenciano José Luís Olivas, ligado ao PP, vice-presidente de Bankia e conselheiro de Iberdrola e, até Fevereiro passado, de Enagás); umha ex comisaria europeia (a austríaca Benita Ferrero-Waldner, em Gamesa), 17 ex-ministros, oito ex-secretários de Estado e vários ex-deputados e conselheiros autonómicos. Nom se inclui no computo a membros da alta direcçom das empresas (na que também abundam os ex-políticos), nem a assessores (como José María Aznar, em nómina de Endesa). Também nom se inclui a ex-directores gerais ou ex-subsecretarios , postos de carácter mais técnico que político, que, de incluir-se, disparariam o computo.

Nessas 48 poltronas há clara maioria socialista. Ocupam 18 postos, com um poder equivalente a 4,35% do valor do Ibex. O PP tem 11 conselheiros da sua órbita, ainda que bem situados: controlam 4,31% do Ibex. Entre os socialistas, ademais de González, destaca, pola relevo do seu cargo (tem poder executivo), o ex- ministro de Agricultura Luís Atienza, presidente de Rede Eléctrica (REE). O ex-secretario de Estado de Economia socialista Guillermo da Dehesa despontata polo tamanho das empresas das que é vocal: é conselheiro independente de Banco Santander e vice-presidente nom executivo de Amadeus.

REE é, com Santander, Enagás e IAG (fruto da fusom de Iberia e British Airways) a empresa que mais ex-políticos tinha no seu conselho em 2010. Em REE e Enagás, dous monopólios, deve-se, em parte, à presença no seu capital de entidades públicas como a Sociedade Estatal de Participaçons Industriais (Sepi).

Santander e REE som, com cinco cada umha, as que mais ex-políticos contrataram como conselheiros, ainda que no caso do proprietário da rede de alta tensom o seu peso perceptual é maior (som case a metade dos vogal). No banco cántabro (a entidade com mais conselheiros do Ibex, 20) há três ex-ministros. Um deles, Matías Rodríguez Inciarte (ministro da Presidência com UCD), tem funçons executivas e, de todos os ex-políticos do Ibex, é o melhor pago (ver informaçom adjunta).

IAG tem a quatro ex altos cargos no seu conselho. apresentam um perfil muito alto: um é o ex-director gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), ex-ministro de Economia e actual presidente de Bankia (accionista da companhia aérea), Rodrigo Rato, do que a web de IAG di que "entre 1985 e 2004, foi responsável pola alternativa económica do PP". O outro é John Snow, ex-secretario do Tesouro com George W. Bush.

Snow e Ferrero-Waldner nom som os únicos estrangeiros; há outros quatro. Destacam Luís Fernando Furlán, ex-ministro de Indústria brasileiro e conselheiro de Telefónica, e David K. P. Li, que nom é ex-político, já que está em activo: o asiático, conselheiro de Criteria, é membro do conselho legislativo de Hong Kong. O holding industrial da Caixa tem a outro político em exercício, o convergente Miquel Noguer Planas, presidente da Câmara de Banyoles (Girona). Outro rexedor autárquico com presença no Ibex é José Folgado (REE), presidente da Câmara de Três Cantos (Madrid) e ex-secretario de Estado de Energia com o PP, entre outros cargos.

Ademais de Atienza, há outros dous ex-ministrosss à frente de empresas, fundadas por eles ou as suas famílias: Juan Miguel Villar Mir preside OHL, sexta construtora espanhola; e José Lladó, o grupo de engenharia Técnicas Reunidas. Lladó é um do três ex dirigentes do período preconstitucional (foi ministro de Transportes e Comércio entre 1976 e 1977) convertido em executivo. Os outros dous som José Ramón Álvarez Rendueles, conselheiro de Telecinco e ex secretario de Estado de Economia, e Luís Alberto Salazar-Simpson, vogal de Santander ex-governador civil de Biscaia.

Salazar-Simpson é, ademais, cunhado de Rodrigo Rato. Nom é o único emparentado com um político ou ex-político: outros casos som os de Miriam González, esposa do vice-primeiro ministro britânico, Nick Clegg, e fichada por Acciona o ano passado; Carlos Sebastián, irmao do ministro de Indústria, Miguel Sebastián, e vogal de Abengoa; Pier Silvio Berlusconi, filho do primeiro-ministro italiano e conselheiro de Telecinco; Santiago Cobo, vogal de Gás Natural e marido da alcaldesa de Cádiz, Teófila Martínez (PP); e Antonio Basagoiti García-Tuñón, conselheiro de Santander e pai do líder do PP basco.

Fonte: http://www.publico.es/dinero/371714/los-expoliticos ganham peso-em-as-grandes-empresas

15-04-2011

  00:01:51, por Corral   , 447 palavras  
Categorias: Ensaio

CANTA O MERLO: O Império é um só

 Manuel Freitas

 
Ao invés do que predicam os vendedores de mitos deformantes, nom há um Império de Obama, como também nom o houvo de Bush ou dos diferentes gerentes de turno que o precederam.
 
Em primeiro lugar, EEUU nom domina o mundo por formulaçons doutrinarias político-diplomáticas ou eventuais discursos "democráticos" ou "militaristas" dos seus presidentes, senom porque impom ao resto dos países a lógica da sua poderio militar e económico, indestrutível, salvo por um estalido nuclear do planeta.
 
Em segundo lugar, e como já está experimentado em forma histórica e estatística: Em EEUU, a potência locomotiva do capitalismo sionista a escala global, nom governam os presidentes ou os partidos, senom a elite económica-financeira (o poder real) que controla a Reserva Federal, o Tesouro, Wall Street, o Complexo Militar Industrial e Silicon Valley.  

Detrás de cada invasom militar, chegam as petroleiras, as armamentistas, os bancos e as corporaçons de Wall Street e os exércitos privados de segurança, a cobrar o botim de guerra e a participar do festim capitalista da "reconstruçom" do país ocupado.
 
Terminada as luzes artificiais da campanha eleitoral, democratas e republicanos deixam de agredir-se e complementam-se num desenho de política estratégica de Estado em defesa dos interesses das grandes corporaçons económicas que marcam o accionar das políticas internas e da conquista de mercados encoberta nas "guerras preventivas" contra o "terrorismo".
 
E na prática, essas políticas imperiais (e a sua continuidade no tempo) nom tem nada que ver com o discurso e os novos preceitos "doutrinarias" expressados polo gerente de turno na Casa Branca.
 
Como já está experimentado em forma histórica e estatística: A política exterior e a política interna de EEUU (os níveis de decisom estratégica) nom a dirigem os presidentes ou os partidos senom o establishment económico-financeiro que controla a Casa Branca e o Congresso através dos seus "lobbies" e operadores que actuam sobre os partidos, os legisladores, os funcionários e condicionam as decisons presidenciais.  

Em resumo, os que agora descobrem que Obama é "igual que Bush" estám fomentado outro mito alienante orientado a pôr a "pessoa" (Obama) por enzima do "sistema" que determina as suas acçons mais alá do discurso mediático.
 
Obama nom é o mesmo que Bush, mas sim é a peça que substituiu a Bush na engrenagem estratégica do Império capitalista sionista cujas linhas matrizes seguem funcionando, sem nengumha alteraçom, mais ali dos eventuais gerentes que ocupem a Casa Branca.
 
 
 
(*) Manuel Freitas é jornalista, investigador, analista de estruturas do poder, especialista em inteligência e comunicaçom estratégica. É um dos autores mais difundidos e referenciados na Web.
Ver os seus trabalhos em Google e em IAR Notícias
 
 
 

13-04-2011

  23:31:15, por Corral   , 1033 palavras  
Categorias: Ensaio

CANTA O MELRO: Direitos humanos nos USA (1)

O Registro dos Direitos humanos de EEUU em 2010 tem como objectivo ajudar a que os povos de todo mundo alcancem perceber melhor a verdadeira situaçom dos direitos humanos em EEUU e exigir a esse país que enfrente os seus próprios assuntos de direitos humanos.

I. Sobre a vida, a propriedade e a segurança pessoal

Estados Unidos é o país que sofre os crimes mais graves em todo mundo, e a vida, propriedade e segurança pessoal dos seus habitantes nom estám garantidas.

Cada ano, umha de cada cinco pessoas é vítima de um crime em EEUU (10 Facts About Crime in the United States that Will Blow Your Mind, Beforeitsnews.com), a taxa mais alta do Planeta. Em 2009, os residentes estadunidenses maiores de 12 anos sofrerom um total estimado de 4,3 milhons de crimes violentos, 15,6 milhons de delitos de propriedade assim como 133.000 roubos pessoais, com o que a cifra de vítimas por 1.000 pessoas foi de 17,1, de acordo com umha informe dado a conhecer polo Departamento de Justiça de EEUU o 13 de Outubro de 2010 (Criminoso Victimization 2009, do Departamento de Justiça de Estados Unidos, www.ojp.usdoj.gov).

A incidência de delitos disparou-se em muitas cidades de EEUU, por exemplo em St. Louis, no estado de Missouri, onde se perpetraram 2.070 crimes violentos por 100.000 residentes, convertendo na cidade mais perigosa do país (St. Louis Tops List of Most Dangerous US Cities, the Associated Press, o 22 de Novembro de 2010, citando a umha estudo de CQ Press divulgado o 21 de Novembro de 2010). Por sua vez, os residentes de Detroit, no Estado de Michigan, som vítimas de mais de 15.000 crimes violentos ao ano, o qual significa que a cidade regista 1.600 crimes violentos por cada 100.000 residentes. O quatro maiores cidades de EEUU, Philadelphia, Chicago, Os Angeles e Nova Iorque, registaram umha incremento de assassinatos em 2010 em comparaçom com o ano anterior (USA Today, 5 de Dezembro de 2010). Durante a semana de 29 de Março ao 4 de Abril cometeram-se 25 homicídios no condado de Los Angeles e na primeira metade de 2010 umha total de 373 foram assassinadas nesse mesmo lugar (www.lapdonline.org).
Desde o 11 de Novembro de 2010, a cidade de Nova Iorque registou um aumento do dobro dígitos na taxa de homicídios, com umha total de 464 casos, um aumento do 16 por cento frente aos 400 reportados durante o mesmo período do ano anterior (The Washington Post, o 12 de Novembro de 2010).

O controlo de EEUU sobre a já desenfreada posse de armas no país foi laxo. A agência Reuters informou o 10 de Novembro de 2010 que EEUU é o país que mais armas particulares possui. Aproximadamente 90 milhons de pessoas possuem uns 200 milhons de armas em EEUU, país cuja populaçom é de 300 milhons de habitantes. Com quatro votos a favor e umha em contra, o Tribunal Supremo de EEUU ditaminou o 28 de Junho de 2010 que a segunda emenda à Constituiçom desse país autoriza aos cidadaos estadunidenses a possuir armas, direito que nom pode ser violado polos governos estatal ou local, alargando desta maneira a permissom de posse de armas para a defesa pessoal ao país inteiro (The Washington Post, 29 de Junho de 2010). Os bares do quatro estados de Tennessee, Arizona, Georgia e Virgínia admitem a clientes com armas carregadas enquanto que outros 18 estados de EEUU permitem levar armas aos clientes de restaurantes que servem álcool (The New York Times, 3 de octubre de 2010). Em Tennessee há case 300.000 titulares de permissons de revólveres. O 7 de Junho de 2010, o jornal The Washington Estafes informou que em Novembro de 2008 adquiriram armas de fogo umha total de 450.000 pessoas mais que durante o mesmo mês do ano 2007, o que representa umha incremento 10 vezes maior à diferença registada entre Novembro de 2006 e o mesmo mês de 2007. Por sua vez, entre Novembro de 2008 e Outubro de 2009 compraram armas case 2,5 milhons de pessoas mais que durante os 12 meses precedentes (The Washington states, 7 de Junho de 2010).
Os frequentes tiroteios ocorridos nas universidades estadunidenses ham chamado a atençom da opiniom pública nos últimos anos. O diário britânico Daily Telegraph informou na sua ediçom de 21 de Fevereiro de 2011 de que o estado de Texas adoptará umha nova lei que permitirá a 500.000 estudantes e professores de 38 universidades públicas locais entrar nos campus com armas. O estado de Utah já conta com umha legislaçom similar em vigor.

Estados Unidos registou um marcado incremento de delitos relacionados com armas de fogo. As estatísticas demonstram que nesse país houvo 12.000 homicídios causados por armas ao ano (The New York Times, 26 de Setembro de 2010). Segundo cifras publicadas polo Departamento de Justiça de EEUU o 13 de Outubro de 2010, o ano anterior 22 por cento do total de crimes violentos empregou armas de fogo nesse país, enquanto que 47 por cento de roubos também se cometeu com o uso de armas (www.ojp.usdoj.gov, 13 de Outubro de 2010). O 30 de Março de 2010, cinco homens assassinaram a quatro pessoas e feriram a outro cinco numha tiroteio efectuado desde umha carro (The Washington Post, 27 de Abril de 2010) enquanto que em Abril produziram-se seis tiroteios separados que deixaram umha total de 16 vítimas, duas delas mortais (www.myfoxchicago.com). O 3 de Abril sucedeu outro tiroteio mortal numha restaurante do norte de Hollywood, nos Angeles, que deixou umha total de quatro mortos e outros dous feridos (www.nbclosangeles.com, 4 de Abril de 2010). Ao menos umha pessoa pereceu e outras 21 resultaram feridos em tiroteios independentes em Chicago entre as datas aproximadas do 29 e o 30 de Maio (www.chicagobreakingnews.com, 30 de Maio de 2010).
Em Junho do mesmo ano, umha total de 52 pessoas foram crivadas numha fim-de-semana em Chicago (www.huffingtonpost.com, 21 de Junho de 2010). Entre Maio e Julho três agentes da polícia pereceram por balas a maos de assaltantes (Chicago Tribune, 19 de Julho de 2010). Em todo o mês de Julho foram tiroteadas em Chicago 303 pessoas, das cales 33 faleceram. Entre o 5 e o 8 de Novembro, quatro pessoas morreram e outro cinco resultaram feridas em dous tiroteios separados em Oakland, no Estado de Califórnia (World Journal, 11 de Novembro de 2010). O 30 de Novembro de 2010 umha adolescente de 15 anos tomou como reféns à sua professora e a 24 colegas de classe a ponta de pistola no condado de Marinette, estado de Wisconsin (abcNews, 30 de Novembro de 2010). O dia 8 de Janeiro deste ano o membro da Câmara de Representantes de EEUU Gabrielle Giffords resultou ferida de gravidade por disparos em Tucson, estado de Arizona. Ademais, o crime causou a morte de seis pessoas e feriu a outras 12 (Os Angeles Times, 9 de Janeiro de 2011). (Continua)

11-04-2011

  18:00:19, por Corral   , 211 palavras  
Categorias: Ensaio

CANTA O MELRO: O que nos traem o partido único PPSOE, o modelo USA

A pobreza em EEUU alcança nível record

Por: Imprensa GISXXI
Data de publicaçom: 11/04/11

11 Abr. 2011 - A proporçom de pessoas que vivem na pobreza em Estados Unidos alcançou um nível record, segundo o Registro de Direitos Humanos de Estados Unidos em 2010 publicado hoje por China.

Um total de 44 milhons de estadunidenses viviam em pobreza em 2009, quatro milhons mais que em 2008, segundo cifras dos médios publicadas no informe criado polo Escritório de Informaçom do Conselho de Estado da China.

Segundo o Escritório do Censo de Estados Unidos, a proporçom de residentes em pobreza aumentou a 14,3 por cento em 2009, o nível mais alto desde 1994.

As pessoas que sofrem de fame e os indigentes estadunidenses aumentaram de maneira pronunciada, segundo o relatório.

Segundo o Departamento de Agricultura de Estados Unidos, 14,7 por cento dos fogares estadunidenses careciam de segurança alimentaria em 2009. Meios estadunidenses dissérom que se tratou de um aumento de quase 30 por cento desde 2006 e por volta de 50 milhons de estadunidenses padeceram escassez de alimentos esse ano.

Cifras dos médios estadunidenses citadas no informe assinalam que o número de famílias em refúgios para indigentes aumentou sete por cento até 170.129 no ano fiscal 2009, em comparaçom com o ano fiscal 2008.

O relatório também assinalou que a cifra de estadunidenses sem seguro médico aumenta de maneira progressiva cada ano.

09-04-2011

  01:28:16, por Corral   , 571 palavras  
Categorias: Ensaio

CANTA O MERLO: E agora... Costa do Marfim

Fundació S'Oliveiral
Rebeliom

O Império ocidental cujo centro de gravidade está em Estados Unidos, avançam no seu inexorável projecto: o controlo da África e a exploraçom a um custo irrisório das suas extraordinárias e abundantes matérias primas antes de que China e outras potências emergentes se adiantem. Casualmente o Congo, Líbia e Costa do Marfim partilham umha mesma característica: os seus recursos naturais som excepcionais.

Na África há grandes reservas de petróleo e outra multidom de matérias estratégicas e valiosas. E Estados Unidos está a intervir desde há tempo nesse prometedor continente. Está a intervir com umha inusitada energia no África Central desde 1990, servindo-se primeiro de Uganda e mais tarde de Ruanda para controlar o Zaire/Congo e impedir que chegue a ser umha naçom forte e dona dos seus recursos.

Trás umha ?magistral? campanha internacional de propaganda e de outra militar muito ?eficaz? (que provocou, isso sim, as maiores mortalidades havidas trás a Segunda Guerra Mundial), França foi varrida de maneira ?brilhante? de Ruanda primeiro e do Zaire/Congo depois. Agora, Estados Unidos nem tam só deve dar a cara nestas ?intervençons humanitárias?: o seu lacaio Nicolas Sarkozy está feliz de jogar a herói. Desempenha agora em Líbia e Costa do Marfim o papel que o astuto Toni Blair desempenhou no Iraque. De passagem, em Costa do Marfim, que é o objecto deste artigo, seguramente restituirá na sua privilegiada posiçom a muitas empresas francesas que nunca perdoárom deriva-a nacionalista de Laurent Gbagbo, trás as eleiçons livres e democráticas do 2000.

Sobre o ?escândalo geológico? do Congo já se dixo case todo: coltám, cobalto, diamantes, ouro... Líbia, por sua parte, tem gigantescas reservas de gás e as maiores de petróleo de toda a África. Já se levantam as vozes que explicam que os até agora desconhecidos rebelde líbios foram preparados no Egipto e financiados por Estados Unidos e Europa. No que di respeito a Costa do Marfim é a locomotora económica do África do Oeste; que foi o terceiro produtor mundial de café até que a guerra foi lhe imposta; que produz 40% do cacau mundial; que ocupa igualmente umha ponteira posiçom mundial no que di respeito a produçom de noz de cola, de cana de açúcar, de ananá e de plátano; que compete com o enorme Brasil em exportaçom de madeira; que recentemente se descobriram no seu território importantes jazidas de petróleo e de outros minerais estratégicos... Por esta razom as potências ocidentais querem um homem de palha à frente do país.

Alassane Ouattara, aquele que ?a comunidade internacional? (é dizer, o Império ocidental) apresenta unanimemente (com a mesma unanimidade com a que se enganou ao mundo sobre os acontecimentos de Ruanda) como o nobre vencedor das eleiçons (ainda que o Conselho Constitucional proclamou a Laurent Gbagbo vencedor com 51,45%), é um homem das potências ocidentais (foi director para a África do Fundo Monetário Internacional); é um homem que em 2002 começou a acossar e debilitar ao Governo legítimo financiando umha rebeliom que atacou o país desde o norte; é um homem, em definitiva, de turbo historial. De facto, a ex congressista estadunidense Cynthia Ann McKinney confessava-nos estes dias que quando estava no Congresso recebeu um telefonema telefónico de Alassane Ouattara desde o iate de Henry Kissinger. Um telefonema parecido a muitas outras que recebeu durante os seus anos como congressista e que pretendiam comprar a sua consciência, um telefonema com o objectivo de solicitar-lhe ajuda para chegar como fosse à presidência de Costa do Marfim.

08-04-2011

  22:16:57, por Corral   , 535 palavras  
Categorias: Ensaio

CANTA O MERLO: Costa de Marfím - "Ouattara: O mercenário fiel"

http://surversion.wordpress.com/2011/04/05/outtara-el-mercenario-fiel/

Ouattara: O mercenário fiel.

Quem a viu e nom lembra a película de Fernando Meirelles O jardineiro fiel, homónima do famoso romance de Le Carré? A mesma tratava da esposa de um diplomático britânico que se dedica a investigar pola sua conta e risco casos de experimentos ilegais realizados polas farmacêuticas ocidentais sobre a populaçom africana (polo qual é brutalmente assassinada). Ainda que romance, a história basear em factos reais, e particularmente no caso da multinacional estadunidense Pfizer, o qual segue sem ser fechada nem ajuizados aos responsáveis.

Agora, vários anos depois, a história repete-se ainda que em sentido inverso. Neste caso, um presidente que tenta entre outras cousas criar um sistema de saúde e segurança social público e gratuito (algo que a estas alturas dos séculos ainda nom se conhece na África) é objecto de sabotagem, conspiraçons e agora intervençom militar de parte da ONU, França e os próprio Estados Unidos acusada nos seus inícios polos interesses farmacêuticos na zona. A carta do império para isso é Alassane Ouattara, ex director do FMI para a África e conhecido criminoso de guerra, é dizer, fiel mercenário financeiro e militar ao serviço da nova cruzada ocidental no continente.

A respeito disso, reproduzo esta breve nota aparecida hoje em Últimas Notícias (Caracas) realizada polo sociólogo suíço o Jean Ziégler.

Costa do Marfim.

Jean Ziégler. (*)

É evidente que Laurent Gbagbo merece o apoio total do campo anti-imperialista. As eleiçons: é seguro que houvo fraude, sobretodo na segunda volta.

Apesar da existência desde há dous anos de um governo unificado, o país segue dividido: Bouaké, a capital da metade norte do país, encontra-se baixo o poder das Novas Forças, tropas dissidentes simpatizantes de Alassane Ouattar, autores da assonada de 2002. O Exército e a Guarda nacional, leais a Gbagbo, controla o sul do país e portanto Abiyán.

O problema de fundo é lês-te: Ouattara é o ex-director para a África do FMI. Impós em muitos países os pacotazos responsáveis pola fame e a miséria do povo africano. Foi Primeiro-ministro de Felix Houphouët, e como tal um protagonista essencial do sistema neocolonial. É um economista partidário radical das reformas neoliberais. Ouattara pertence à etnia Dioula, é muçulmano e ademais amigo íntimo de Sarkozy. Outtara é a encarnaçom do mercenário dos estadunidenses, da França-África, do FMI. É inteligente e erudito, dispom de capitais consideráveis.

Laurent Gbagbo, ex preso político de Houphouët, exilado durante 13 anos, historiador, intelectual, pertence à etnia minoritária dos Beté. Ao ser eleito, em 2000, tentou criar o primeiro seguro social da África Sub-sahariana. É nesse momento que o presidente Jacques Chirac, influenciado polas firmas farmacêuticas multinacionais, tentou derrocá-lo. Gbagbo, é o único estadista do África Ocidental.

Repito-o: elixir entre Ouattara e Gbagbo, é escolher entre um mercenário ao serviço do capital financeiro globalizado ocidental e um estadista com um passado revolucionário, anti-imperialista, patriota e defensor da soberania do seu país.

(*) Professor de sociologia na Universidade de Genebra e a Sorbona, Paris. É Doutor em Direito, em Ciências Económicas e Ciências Sociais pela Universidade de Berna. Actualmente é analista e membro do comité consultivo do Conselho de Direitos Humanos da ONU. Em 2001 e 2008, Ziegler, professor da Universidade de Genebra, foi palestrante especial das Naçons Unidas para o direito à alimentaçom.

01-04-2011

  22:41:11, por Corral   , 218 palavras  
Categorias: Dezires

CANTA O MERLO: A farsa da ONU

Andrés Martínez Lorca
Rebelión

Ainda que alguns políticos auto-intitulados «progressistas» pretendam ocultar a nova guerra baixo o manto protector das Naçons Unidas, há já muitos anos que a ONU perdeu a sua autoridade moral e mesmo a sua dignidade. Como explicar se nom, que a criaçom do Estado Palestiniano fosse aprovada em 1948 e siga ainda pendente? Por que nom levou ao Tribunal Penal Internacional a George Bush e a Tony Blair pola criminal invasom do Iraque que causou mais de um milhom de mortos e centos de milhares de exilados? Que castigos impom a Israel pola invasom de Líbano e a destruiçom de Gaza com toda a classe de armas, incluídas as bombas de cacho e fósforo branco? Como pode manter-se o bloqueio norte-americano a Cuba quando a prática totalidade da Assembleia Geral rejeitou-o em repetidas ocasiom? Dizer-se-nos-a que o poder real está em maos do cinco naçons com assento permanente no conselho de segurança e que em última instância é o governo dos Estados Unidos quem ordena e manda no supracitado conselho. Entom, para que vale a ONU, ademais de para pronunciar belos discursos? Só serve para condenar aos países pequenos e que tenham valiosos recursos naturais ou que simplesmente nom se submetam ao império? Se isto nom é umha farsa, que venha Deus e o veja.

  16:40:13, por Corral   , 154 palavras  
Categorias: Novas

CANTA O MELRO: Líbia-Desbandada: EEUU retirar-se-a de campanha militar aérea em Líbia

Aporrea
Por: Agências
Data de publicaçom: 01/04/1

1º Abr. 2011 - Estados Unidos está prestes a retirar os seus avions militares da campanha militar aérea em Líbia, com a esperança de que a NATO e outros podam fazer-se cargo.

O anúncio da quinta-feira gerou reacçons de incredulidade por parte de alguns membros do Congresso que perguntavam em voz alta por que o governo do presidente Barack Obama retiraria um elemento crave da estratégia militar apesar dos seus bons resultados.

``Raro'', ``problemático'' e ``desconcertante'' foram alguns dos comentários factos por um grupo de senadores que exige umha explicaçom polo anúncio do secretário de Defesa Robert Gates e do presidente do Estado Maior Conjunto Mike Abrandam.

As missons de combate estadounidenses terminárom no sábado. Gates informou que Gram-Bretanha, França e outros países da Organizaçom do Tratado do Atlântico Norte (NATO) deveriam de ser capazes de fazer-se cargo dos ataques por sim mesmos, contando com Estados Unidos só como apoio.

31-03-2011

  21:51:14, por Corral   , 722 palavras  
Categorias: Ensaio

CANTA O MERLO: Líbia, entre o massacre, a hipocrisia e os negócios capitalistas

A NATO toma o comando como "Protector Unificado"

Como o assinalou Fidel Castro: Líbia amostra em toda a sua crueza a impunidade do poderio militar imperial para despedaçar a um país soberano, mas também amostra em graus superlativos a hipocrisia de um sistema capitalista decadente cujas potências centrais chamam operaçom humanitária" a um massacre ininterrompido do povo líbio, desde há 12 dias, e durante as 24 horas. Mas ademais, a destruiçom e controlo de Líbia projecta-se como "grande negócio" onde participam as grandes corporaçons financeiras, comerciais e de serviços, junto com armamentistas, petroleiras e segurança privada que contratam com o Pentágono.

Relatório especial
IAR Notícias

E agora a NATO, com a sua estrutura operativa controlada polo Pentágono, concreta outra marca. Formalmente nesta quinta-feira a Aliança Atlântica tomada o comando dos bombardeios "humanitários e o nome da operaçom passará de chamar-se "Odisseia do Amencer" a "Protector Unificado". Nom é umha anedota.

Segundo os partes oficiais, NATO tem a partir desta quinta-feira o mando total sobre as acçons militares internacionais (leia-se bombardeios) em Líbia, ao completar-se a transiçom da "coligaçom" imperial, que já arrojou milhares de mísseis e bombas inteligentes, liderada por França, Reino Unido e EEUU, à Aliança Atlântica.

É dizer que, depois de um trabalho de destruiçom sistemática da infra-estrutura produtiva de Líbia, do aparelho militar e do sistema de comunicaçom de Kadafi, depois de semear o terror com a morte maciça de civis, as três potências "gurcas" do sionismo, EEUU-Reino Unido-França, centralizadas no comando do Pentágono diluem-se (só formalmente) na estrutura de 28 membros da NATO.

Desses 28 membros, só cinco assumem-se como "comunidade internacional" e decidem na ONU (órgao de aplicaçom de legalidade" às invasons militares) a legitimidade e a justificaçom do despedaçar de Líbia, baseado em argumentos de missom humanitária".

Uns dias antes, a organizaçom já assumira a direcçom da zona de exclusom aérea imposta sobre Líbia em virtude do acordado polo Conselho de Segurança das Naçons Unidas e, previamente, fizera o próprio com a vigilância do embargo de armas que pesa sobre o país norte-africano através de umha missom naval em águas do Mediterráneo.

Isto deu a justificaçom para que o trio criminal EEUU-Reino Unido-França começassem os bombardeios ininterrompidos sobre a infra-estrutura e populaçons civis do país petroleiro.

Há que lembrar que Líbia, como o esteve o Iraque no seu momento, sofre um bloqueio económico e um isolamento internacional cujo emergente mais imediato é um estado de potencial "catástrofe humanitária" do povo líbio.

O presidente do Comité Militar da NATO, o almirante italiano Giampaolo Dei Paola, e o general canadense Charles Bouchard, ao mando das operaçons desde a base que a Aliança tem em Nápoles (Itália), "explicárom" hoje à imprensa internacional o novo marco de situaçom.

Em definitiva, EEUU e os "gurcas" da Aliança, querem outorgar um marco de legitimidade" internacional à fase final das operaçons militares para descortiçar a Líbia, terminar com Kadafi e apoderar-se do seu petróleo.

Para depois (como o fai sempre) proceder à "privatizaçom" da riqueza petroleira líbia, apoderar-se dos activos financeiros líbios no exterior, e proceder à "reconstruçom" do país.

Desde Wall Street e o sector de Defesa (e possibilitado pola relaçom comercial Pentágono-mercenários do Complexo Militar Industrial), desprendem-se todas as linhas de decisom e execuçom da macro-negócio com o armamentismo, o petróleo, a "reconstruçom" e a infra-estrutura operativa das invasons e ocupaçons (como Iraque, Afeganistám e agora Líbia) agregadas as bases militares norte-americanas (calculam-se em quase 1000) disseminadas por todo o planeta.

Sobre a base de um orçamento de US$ 780.000 milhons (destinado ao sector de Defesa) este macronegocio hoje hegemonizado polo lobby sionista democrata abrangue desde a venda de armas e de tecnologia de ponta, até construçom de infra-estrutura e de prestaçom de serviços privados às bases militares e forças de ocupaçom.

Wall Street prove recursos de financiamento, e os mercenários do Complexo Militar Industrial, nom só prove armas e serviços de segurança privada, senom que também prove a logística completa (roupa. comida, alojamento, etc) aos soldados, tanto nas áreas de ocupaçom como também na rede de bases distribuídas por todo o planeta e dentro de EEUU.

A destruiçom e controlo de Líbia projecta-se como "grande negócio" onde participam as grandes corporaçons financeiras, comerciais e de serviços, junto com armamentistas, petroleiras e segurança privada que contratam com o Pentágono.

Todos unidos sob o axioma dos Rothschild: "Se nom há guerra, há que a inventar para fazer negócios".

28-03-2011

  23:45:59, por Corral   , 1040 palavras  
Categorias: Dezires

CANTA O MERLO: Documento revela intuitos bélicas de Estados Unidos contra Venezuela e Líbia

Por: Centroalerta.com
Data de publicaçom: 28/03/11

Por Eva Golinger

28 Mar. 2011 - Um documento intitulado a ?Doutrina de Guerra Irregular da Armada de Estados Unidos", publicado em 2009, revela os planos expansionistas de Washington no mundo. Dentro do documento, foi incluído um mapa que supostamente define o novo "campo de batalha" de Estados Unidos a nível mundial. O mapa destaca um "arco da instabilidade", dentro do qual se encontram os brancos desta "batalha", que incluem a grande maioria de países desde Ásia Central, o Meio Oriente, o Norte de África e Venezuela.

Há algo que tem em comum estes países: as mais grandes reservas estratégicas do mundo. Pouco a pouco, Estados Unidos veio estendendo a sua guerra por todos estes territórios, buscando apropriar-se dos seus ricos recursos.

DOMINAR ÀS POPULAÇONS

A Doutrina de Guerra Irregular se oficializa com a chegada ao poder do Presidente Barack Obama em 2009. Esta forma de guerra diferencia da guerra convencional, que tem como objectivo derrotar às forças armadas do adversário e emprega tácticas tradicionais como a invasom com tropas e o bombardeio aéreo. Mas a guerra irregular tem outro objectivo: dominar e influir sobre as populaçons civíles, e as suas tácticas som diferentes. Nesta forma de guerra assimétrica, utilizam-se técnicas como a subversom, a penetraçom e a infiltraçom na "sociedade civil", empregando mecanismos de operaçons psicológicas e promovendo o caos, a desestabilizaçom e o descontentamento para gerar conflitos internos, debilitando aos alicerces do poder.

No orçamento do Pentágono do 2010, foi destacado a mudança de doutrina da guerra clássica à guerra irregular: "O orçamento do 2010 apoia ao esforço do Pentágono para institucionalizar as capacidades necessárias para conduzir a Guerra Irregular" ?O Pentágono deve desenvolver novas capacidades para enfrontar o rango de desafios irregulares. Para este fim, o orçamento do 2010 aumenta os recursos para a Guerra Irregular"" (DoD FY 2010 Budget Request Summary Justification).

Simultaneamente, o Pentágono foi expandindo a sua presença militar dentro do seu novo "campo de batalha", com a criaçom do Comando África (AFRICOM) e os acordos de "cooperaçom em defesa e segurança" com Colômbia, Panamá, Brasil e Costa Rica. Estes acordos, que permitiram alargar a presença de equipas, forças e recursos militares de Washington na América do Norte Latina, fizeram parte da nova estratégia de "mobilidade aérea", revelada no Livro Branco do Comando Aéreo da Força Aérea de Estados Unidos.

No supracitado documento, Estados Unidos salientou a necessidade de ocupar bases militares em Colômbia, particularmente em Palanquero, para permitir um alcance aéreo de "amplo espectro" por todo o continente de Suramérica. Segundo esses documentos e outros da Força Aérea, essa presença estadounidense era necessária para combater os "governos anti-estadounidenses" na regiom: principalmente Venezuela e outros países da Aliança Bolivariana para os Povos da nossa América do Norte (ALVA).

O Livro Branco também destacou a necessidade de alargar a presença militar de Estados Unidos em Colômbia, e agora em Panamá e Centroamérica, para poder assegurar o alcance global, enlaçando com as bases de AFRICOM, e logo por todo o Meio Oriente, Europa e Ásia, onde o Pentágono é a força dominante.

ALARGANDO AO CAMPO DE BATALHA

Com as recentes revoltas no Egipto, Tunéz, Iémen, Bahreim e Líbia, Estados Unidos veio cumprindo com os seus objectivos- expandindo a sua presença militar e assegurando o controlo sobre os recursos estratégicos nessa regiom. E ainda que em todos esses países houve matanças por parte dos governantes, só no caso de Líbia, Washington impulsionou a invasom militar. Nos outros casos, os governos voluntariamente subordinárom-se à agenda estadounidense, mas em Líbia, o governo de Muammar al-Gaddafi resistiu.

Desde que Obama chegou ao poder, a sua administraçom alargou as guerras no Afeganistám e Iraque, e abriu novos "campos de batalha" no Paquistám e Iémen, e agora Líbia. Analisando ao mapa do "campo de batalha" da Guerra Irregular, pode-se deduzir que só faltará expandir as operaçons militares para América do Norte Latina; para Venezuela em particular, onde residem as mais grandes reservas petroleiras do mundo.

As ameaças de Washington contra Venezuela e Cuba endureceram-se durante os últimos meses. Há poucos dias, o Washington Post " jornal influente sobre a política estadounidense " publicou um artigo promovendo acçons militares contra Venezuela, acusando o governo de Hugo Chávez de ser um "centro de terrorismo mundial", justo ao sul da fronteira de Estados Unidos. No artigo, pediram ao governo de Obama actuar contra Venezuela e classificá-lo como um país "patrocinante do terrorismo", algo que abriria a porta a umha intervençom militar. Ao mesmo tempo, o governo de Obama veio aumentando o financiamento multimilionário a grupos anti-chavistas dentro de Venezuela, buscando alimentar ao conflito e fomentar algumha acçom que poderia resultar num "mudança de regime".

Desde o 2001, o plano de invasom a Venezuela foi desenhado. O chamado "Plano Balboa", exercício militar da NATO que foi realizado em Espanha em Maio 2001, tinha como objectivo invadir a Venezuela e tomar o controlo dos seus recursos petroleiros. De facto, no Plano Balboa, a estratégia era invadir e atacar a Venezuela desde as bases militares de Estados Unidos em Colômbia, Panamá, Aruba e Curazao, e Porto Rico, ocupando a zona ocidental do país desde Zulia a Apresse (a média lua venezuelana) e tomando controlo da mesma. Era um plano secessionista que buscava dividir a Venezuela em dous partes, deixando o controlo sobre as reservas petroleiras em maos das forças invasoras.

Esse mapa de invasom foi um simples rascunho, sobre o qual o Pentágono veio trabalhando e tentando converter numha realidade. Durante os últimos anos, a presença militar de Estados Unidos na América do Norte Latina chegou ao seu nível mais grande de toda a história, e principalmente está a rodear a Venezuela. O desejo do Pentágono é nom ter que activar nengum plano militar contra Venezuela, senom alcançar o objectivo de derrocar ao governo de Hugo Chávez através de outras estratégias, como o golpe suave (as "revoluçons de cores"), a desestabilizaçom e subversom interna, e umha campanha feroz de operaçons psicológicas a nível mundial que haver satanizado ao governo venezuelano, justificando qualquer agressom na sua contra.

O exemplo de Líbia demonstra até que ponto está disposto a chegar o governo estadounidense quando pom em marcha um plano de "mudar um regime" que nom lhe convém, num país com grandes reservas estratégicas. O campo de batalha de Washington segue estendendo-se, e Venezuela está claramente na sua mira.

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